{"id":90203,"date":"2018-08-14T10:00:24","date_gmt":"2018-08-14T13:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=90203"},"modified":"2018-08-13T21:26:02","modified_gmt":"2018-08-14T00:26:02","slug":"bioenergia-sera-parte-da-solucao-para-transicao-energetica-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bioenergia-sera-parte-da-solucao-para-transicao-energetica-mundial\/","title":{"rendered":"Bioenergia ser\u00e1 parte da solu\u00e7\u00e3o para transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica mundial"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-90204\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Juntamente com outras fontes de energia renov\u00e1vel, como a e\u00f3lica, a solar e a hidrel\u00e9trica, a bioenergia ser\u00e1 uma das solu\u00e7\u00f5es que pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1frica poder\u00e3o adotar para tornar suas matrizes energ\u00e9ticas mais limpas e mitigar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de um grupo de pesquisadores autores do relat\u00f3rio\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bioenfapesp.org\/scopebioenergy\/index.php\/policy-brief\/2018\" target=\"_blank\"><i>Bioenergia e Sustentabilidade: Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica<\/i><\/a><\/b>, lan\u00e7ado quinta-feira (09\/08) durante o Workshop BIOEN-FAPESP RenovaBio: Ci\u00eancia para a Sustentabilidade e Competitividade da Bioenergia, na sede da FAPESP.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio contou com a contribui\u00e7\u00e3o de 154 pesquisadores de 31 pa\u00edses, membros do Comit\u00ea Cient\u00edfico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em ingl\u00eas), ag\u00eancia intergovernamental associada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).<\/p>\n<p>O trabalho foi coordenado por integrantes dos programas FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/bioen\/\" target=\"_blank\">BIOEN<\/a><\/b>), de Pesquisas em Caracteriza\u00e7\u00e3o, Conserva\u00e7\u00e3o, Restaura\u00e7\u00e3o e Uso Sustent\u00e1vel da Biodiversidade (<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/biota\/\" target=\"_blank\">BIOTA<\/a><\/b>) e de Pesquisa sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/pfpmcg\/\" target=\"_blank\">PFPMCG<\/a><\/b>).<\/p>\n<p>\u201cTodas as energias renov\u00e1veis, como a hidrel\u00e9trica, a solar e a e\u00f3lica, ter\u00e3o pap\u00e9is fundamentais para fornecer eletricidade e substituir combust\u00edveis f\u00f3sseis na matriz energ\u00e9tica brasileira e de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1frica\u201d, disse Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IQ-USP) e membro da coordena\u00e7\u00e3o do BIOEN.<\/p>\n<p>\u201cMas a bioenergia \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o especialmente interessante, uma vez que pode fornecer combust\u00edveis que se encaixam na infraestrutura atual, usando recursos pr\u00f3prios dos pa\u00edses dessas regi\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>Uma das vantagens da bioenergia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras energias renov\u00e1veis \u00e9 que a biomassa pode ser armazenada para produzir energia cont\u00ednua em vez de intermitente, o que facilita o uso e a integra\u00e7\u00e3o em redes el\u00e9tricas n\u00e3o confi\u00e1veis. Al\u00e9m disso, a bioenergia pode ser implantada em escala na Am\u00e9rica Latina e fornecer seguran\u00e7a energ\u00e9tica no setor de transporte em um curto per\u00edodo de tempo, segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cEm um momento de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica pelo qual o mundo passa hoje, em que se tem buscado alternativas de fontes de energias renov\u00e1veis e sustent\u00e1veis, que possibilitem diminuir as emiss\u00f5es de carbono, \u00e9 preciso adotar solu\u00e7\u00f5es mais f\u00e1ceis de serem implementadas. E a bioenergia \u00e9 uma delas\u201d, disse Souza.<\/p>\n<p>No Brasil, a substitui\u00e7\u00e3o de 36% da gasolina por etanol de cana nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas mostrou a rapidez com que a transi\u00e7\u00e3o para as renov\u00e1veis pode ser feita. Atualmente, a cana-de-a\u00e7\u00facar contribui com 17% da matriz energ\u00e9tica do pa\u00eds e 25% das necessidades de gasolina. Al\u00e9m disso, isso pode ser expandido significativamente.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o brasileira de etanol at\u00e9 2045 poder\u00e1 deslocar at\u00e9 13,7% do consumo de petr\u00f3leo bruto e 5,6% das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2) do mundo em rela\u00e7\u00e3o a 2014. Isso poderia ser alcan\u00e7ado sem o uso de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o de florestas ou terras necess\u00e1rias para sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos no pa\u00eds, segundo o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel combinar a preserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o florestal e a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima para a bioenergia. As florestas armazenam 18 vezes mais carbono do que a cana-de-a\u00e7\u00facar e a combina\u00e7\u00e3o de ambos, mais os aumentos esperados na produtividade devido \u00e0 melhoria da tecnologia, provavelmente manteria a produ\u00e7\u00e3o de etanol juntamente com os benef\u00edcios do uso sustent\u00e1vel da biodiversidade\u201d, destaca o documento.<\/p>\n<p>A alta densidade de energia do etanol (cerca de 70% da gasolina) tamb\u00e9m ressalta o potencial do biocombust\u00edvel para ser usado no transporte e ajudar a garantir uma transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para uma matriz de energia renov\u00e1vel juntamente com a energia solar e a e\u00f3lica, ainda sujeitas a desenvolvimento devido \u00e0 falta de efici\u00eancia, ponderam os autores do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><b>L\u00edder na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de bioenergia<\/b><\/p>\n<p>\u201cA bioenergia ser\u00e1 uma parte da solu\u00e7\u00e3o que o mundo adotar\u00e1 para reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, que necessitar\u00e1 de uma combina\u00e7\u00e3o de muitas maneiras de gerar energia, adequadas a cada regi\u00e3o\u201d, disse, no workshop, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da FAPESP.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 lugares em que ser\u00e1 poss\u00edvel plantar cana-de-a\u00e7\u00facar, como no Brasil, na \u00c1frica e no Caribe. E outros que ter\u00e3o que gerar energia nuclear, fotovoltaico ou e\u00f3lica. N\u00e3o haver\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com dados apresentados por Brito Cruz, todos os cen\u00e1rios sobre o futuro da energia no mundo, elaborados por entidades como a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA, na sigla em ingl\u00eas), preveem o aumento do uso de biocombust\u00edveis, especialmente em transporte.<\/p>\n<p>A entidade estima que, em 2075, 35% dos ve\u00edculos h\u00edbridos \u2013 com um motor de combust\u00e3o interna e outro el\u00e9trico, por exemplo \u2013 utilizar\u00e3o biocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma vis\u00e3o de que os carros puramente el\u00e9tricos ser\u00e3o a op\u00e7\u00e3o para reduzir as emiss\u00f5es de carbono. Mas n\u00e3o se leva em conta de que os carros puramente el\u00e9tricos ter\u00e3o que ser carregados, e a eletricidade para abastec\u00ea-los ter\u00e1 que ser produzida de alguma maneira\u201d, disse Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da FAPESP.<\/p>\n<p>Segundo Goldemberg, nos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) cerca de 90% da eletricidade \u00e9 produzida a partir de carbono. E, al\u00e9m do Brasil, s\u00f3 h\u00e1 outros quatros pa\u00edses no mundo \u2013 Nova Zel\u00e2ndia, Noruega, Su\u00e9cia e Isl\u00e2ndia \u2013 onde mais de 40% da energia prim\u00e1ria que utilizam \u00e9 proveniente de fontes renov\u00e1veis, destacou Brito Cruz.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 decorrente de todo um esfor\u00e7o de pesquisa e desenvolvimento em bioenergia feito no pa\u00eds nas \u00faltimas d\u00e9cadas\u201d, ressaltou Brito Cruz.<\/p>\n<p>O Brasil hoje \u2013 e especialmente o Estado de S\u00e3o Paulo \u2013 lidera a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sobre bioenergia, particularmente relacionada \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar. Os pesquisadores brasileiros, vinculados em grande parte a universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa no Estado de S\u00e3o Paulo, publicam cerca de 120 artigos por ano relacionados \u00e0 bioenergia, destacou Brito Cruz.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 resultado de investimento em pesquisa nessa \u00e1rea\u201d, avaliou. \u201cA FAPESP financia milhares de projetos relacionados \u00e0 bioenergia e j\u00e1 investiu R$ 150 milh\u00f5es no Programa BIOEN, que atualmente tem 80 projetos de pesquisa em andamento e mobiliza mais de 300 cientistas, dos quais 229 s\u00e3o de S\u00e3o Paulo, 33 de outros estados e 52 do exterior\u201d, enumerou.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio\u00a0<i>Sustainable Bioenergy: Latin America and Africa<\/i>\u00a0pode ser acessado em:\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bioenfapesp.org\/scopebioenergy\/index.php\/policy-brief\/2018\" target=\"_blank\">http:\/\/bioenfapesp.org\/scopebioenergy\/index.php\/policy-brief\/2018<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juntamente com outras fontes de energia renov\u00e1vel, como a e\u00f3lica, a solar e a hidrel\u00e9trica,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":90204,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/relatorio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Juntamente com outras fontes de energia renov\u00e1vel, como a e\u00f3lica, a solar e a hidrel\u00e9trica,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90203"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=90203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/90203\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/90204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=90203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=90203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=90203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}