{"id":8983,"date":"2014-10-22T15:00:58","date_gmt":"2014-10-22T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=8983"},"modified":"2014-10-22T14:25:34","modified_gmt":"2014-10-22T14:25:34","slug":"o-brasil-precisa-dedicar-uma-atencao-especial-ao-bioma-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-brasil-precisa-dedicar-uma-atencao-especial-ao-bioma-caatinga\/","title":{"rendered":"O Brasil precisa dedicar uma aten\u00e7\u00e3o especial ao bioma Caatinga"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-8989\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Como reconhecido por Euclides da Cunha, na obra que alguns consideram um dos maiores cl\u00e1ssicos da literatura brasileira, contraste parece ser a palavra-chave na Caatinga. Estes contrastes se manifestam de v\u00e1rias formas, tal quando comparamos a imagem que o brasileiro m\u00e9dio n\u00e3o morador deste ambiente tem da Caatinga e o que ela realmente \u00e9. No imagin\u00e1rio, um quase deserto, esturricado e pobre em todos os sentidos, inclusive em vida.<\/p>\n<p>Na realidade, a Caatinga \u00e9 um mosaico de ambientes que se mostram ricos e \u00fanicos. E \u00e9 este plural que faz com que estes ambientes tenham a maior biodiversidade entre as florestas secas do planeta. Em fisionomias vegetais, que v\u00e3o desde arbustos espinhosos at\u00e9 florestas sazonalmente secas, j\u00e1 foram registradas ao menos 932 esp\u00e9cies de plantas vasculares, 187 de abelhas, 240 de peixes, 167 de r\u00e9pteis e anf\u00edbios, 62 fam\u00edlias e 510 esp\u00e9cies de aves, e 148 esp\u00e9cies de mam\u00edferos. Mesmo assim, a Caatinga \u00e9 o bioma terrestre brasileiro menos conhecido, e seu n\u00famero real de esp\u00e9cies \u00e9 provavelmente muito maior, uma vez que cerca de 40% da regi\u00e3o nunca foram investigados e 80% permanecem subamostrados. Ou seja, sob o ponto de vista cient\u00edfico, mais descobertas est\u00e3o por vir.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que elas realmente vir\u00e3o? Isso depende de v\u00e1rios fatores ligados \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas que v\u00e3o desde a valoriza\u00e7\u00e3o de seus recursos naturais at\u00e9 o envolvimento da massa cr\u00edtica acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Podemos discutir se descrever esta biodiversidade e desenvolver tecnologias para o seu aproveitamento sustent\u00e1vel vai sair caro ou barato, mas \u00e9 fato que ter\u00e1 um custo financeiro. Infelizmente, ao contr\u00e1rio do que pode parecer, recursos para a pesquisa no pa\u00eds n\u00e3o s\u00e3o abundantes, e a disputa \u00e9 cada vez mais acirrada. O Nordeste brasileiro ainda paga o pre\u00e7o do atraso socioecon\u00f4mico experimentado por d\u00e9cadas com consequ\u00eancias severas para a capacidade cient\u00edfica instalada na regi\u00e3o. E dentro do Nordeste, a <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/28603-o-que-e-o-bioma-caatinga\" target=\"_blank\">Caatinga<\/a> ainda est\u00e1 no final da fila. S\u00f3 recentemente foram abertas novas universidades p\u00fablicas no sert\u00e3o com alguma voca\u00e7\u00e3o para pesquisa, o que n\u00e3o tem sido suficiente para competir em igualdade de condi\u00e7\u00f5es pelos escassos recursos para a pesquisa com grupos de pesquisadores j\u00e1 bem consolidados em outras regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p><strong>Cad\u00ea a pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>Alavancar a pesquisa na Caatinga exige um tratamento diferenciado por quem paga a pesquisa no pa\u00eds. Editais de pesquisa espec\u00edficos para a Caatinga ainda s\u00e3o e ser\u00e3o necess\u00e1rios por algum tempo. Estrat\u00e9gias conjuntas entre os \u00f3rg\u00e3os de fomento federais, como Capes e CNPq, e as funda\u00e7\u00f5es estaduais de amparo \u00e0 pesquisa dos estados com caatinga s\u00e3o um caminho. Sem uma pol\u00edtica espec\u00edfica a briga \u00e9 e ser\u00e1 desigual, e restar\u00e3o \u00e0 Caatinga as beiradas.<\/p>\n<p>De volta aos contrastes, no imagin\u00e1rio a Caatinga \u00e9 um bols\u00e3o de vazios, um sert\u00e3o no sentido pleno. Na realidade, \u00e9 o quintal da casa de 20 milh\u00f5es de brasileiros, que vivem, comem, consomem e que tamb\u00e9m querem ter as benesses do mundo moderno. A Caatinga passa por uma metamorfose r\u00e1pida. \u00c9 o salto direto do jegue para a moto japonesa &#8220;made in Manaus&#8221;, devidamente paga em 60 meses. \u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o que ainda depende da lenha como principal fonte energ\u00e9tica e cria seu rebanho de algumas dezenas de milh\u00f5es de bodes pastoriando livremente. E \u00e9 este mix de pr\u00e1ticas centen\u00e1rias de seus habitantes e as novidades do &#8220;progresso&#8221; que colocam a Caatinga sob forte press\u00e3o humana.<\/p>\n<p>\u00c0 surdina, sem alarde e sem causar nem um vig\u00e9simo da como\u00e7\u00e3o causada pela devasta\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e da Mata Atl\u00e2ntica, a Caatinga j\u00e1 perdeu 47% de sua extens\u00e3o original, sendo o terceiro bioma mais amea\u00e7ado do pa\u00eds. Motivos para a conserva\u00e7\u00e3o e aproveitamento dos recursos naturais da Caatinga abundam. Desde compromissos morais com as gera\u00e7\u00f5es futuras, cuja cultura foi moldada na conviv\u00eancia com esse ecossistema, at\u00e9 a bioprospec\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas \u00fateis para a ind\u00fastria farmac\u00eautica. Mas \u00e9 justamente aqui frente ao contraste entre o saber-que-tem-que-fazer e o nada-\u00e9-feito que a in\u00e9rcia cobra seu pre\u00e7o. N\u00e3o h\u00e1 estimativa sobre o estado de degrada\u00e7\u00e3o dos 53% restantes, mas encontrar hoje por\u00e7\u00f5es realmente intactas de Caatinga \u00e9 tarefa dif\u00edcil.<\/p>\n<p><strong>Clima tamb\u00e9m castigar\u00e1 Caatinga<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"caption\" style=\"margin: 0;\" title=\"Caatinga sob Forte Seca. Nova Itarama, Bahia. Foto: [url=https:\/\/www.flickr.com\/photos\/aduarteweb\/]A. Duarte[\/url]\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/set2014\/nova-itarama-bahia.jpg\" alt=\"nova-itarama-bahia\" width=\"640\" height=\"398\" \/><\/p>\n<p>Caatinga sob Forte Seca. Nova Itarama, Bahia. Foto: A. Duarte<\/p>\n<div style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #339966; font-size: 16pt;\">&#8220;Enquanto todos os olhos est\u00e3o voltados para a Amaz\u00f4nia, os modelos clim\u00e1ticos apontam aumento de 0,5\u00ba a 1\u00baC na temperatura do ar e decr\u00e9scimo entre 10% e 20% na chuva na caatinga at\u00e9 2040&#8221;<\/span><\/div>\n<p>Talvez nada hoje seja mais urgente e instigante do que entender a rela\u00e7\u00e3o entre clima e meio ambiente e, novamente, os contrastes nos perseguem na Caatinga. A regi\u00e3o acaba de sair de umas das maiores secas dos \u00faltimos 50-60 anos e n\u00e3o por acaso estudos do Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas indicam que a Caatinga pode experimentar tend\u00eancias de eleva\u00e7\u00e3o da temperatura do ar e de diminui\u00e7\u00e3o de chuva maiores que o esperado para a m\u00e9dia global. Enquanto todos os olhos est\u00e3o voltados para a Amaz\u00f4nia, os modelos clim\u00e1ticos apontam aumento de 0,5\u00ba a 1\u00baC na temperatura do ar e decr\u00e9scimo entre 10% e 20% na chuva na caatinga at\u00e9 2040, com aumento gradual de temperatura para 1,5\u00ba a 2,5\u00baC e diminui\u00e7\u00e3o entre 25% e 35% nos padr\u00f5es de chuva at\u00e9 2070. As consequ\u00eancias dessas transforma\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde perda de solos agricult\u00e1veis at\u00e9 migra\u00e7\u00f5es em massa dentro e para fora da regi\u00e3o semi\u00e1rida. Ainda bem que a moto japonesa &#8220;made in&#8221; Manaus n\u00e3o precisa beber \u00e1gua. J\u00e1 o mesmo n\u00e3o se pode dizer do vaqueiro sentado sobre ela e de seu gado. Estes sim ter\u00e3o problemas.<\/p>\n<p>Frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas previstas h\u00e1 a necessidade de estabelecer e ampliar sistemas de monitoramento para entendermos como a biodiversidade da caatinga responder\u00e1 a essas press\u00f5es. Jogar luz sobre estas incertezas ser\u00e1 \u00fatil para reduzir os potenciais efeitos negativos sobre seus 20 milh\u00f5es de habitantes. Neste tipo de pesquisa precisamos pensar em s\u00edtios de monitoramento em longo prazo e ser\u00e3o necess\u00e1rias \u00e1reas protegidas em estado original para que funcionem como controle.<\/p>\n<p>E, novamente eles, os contrastes. \u00c9 no quesito &#8220;\u00e1reas protegidas&#8221; que a Caatinga escorrega feio e cai de joelhos. Al\u00e9m de poucas, as <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/%20http:\/www.oeco.org.br\/especial\/27099-o-que-sao-unidades-de-conservacao\" target=\"_blank\">Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o<\/a> do bioma est\u00e3o na UTI. Com dinheiro \u00e0 m\u00edngua, elas contam atualmente com quadros t\u00e9cnicos extremamente reduzidos, frequentemente incompat\u00edveis com a \u00e1rea destas unidades, com as demandas administrativas e com as press\u00f5es experimentadas. A Caatinga ainda \u00e9 o ecossistema menos protegido do Brasil e mesmo oferecendo emprestada \u00e0 Copa 2014 no Brasil um de seus habitantes mais especiais como mascote, o <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/convidados\/28464-a-fifa-o-fuleco-e-o-esquecimento-do-tatu-de-verdade\" target=\"_blank\">tatu-bola<\/a>, praticamente nenhum gol foi marcado em sua homenagem. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a intens\u00e3o declarada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente do Estado de Pernambuco, que no \u00faltimo dia 29\/08 aprovou a cria\u00e7\u00e3o de um <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pe\/petrolina-regiao\/noticia\/2014\/08\/projeto-de-refugio-de-vida-silvestre-tatu-bola-e-aprovado-em-reuniao.html\" target=\"_blank\">Ref\u00fagio de Vida Silvestre com 110 mil hectares dedicado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie<\/a>. Falta a canetada final do governador do estado e at\u00e9 que ela se concretize o suspense permanece.<\/p>\n<p>No ano passado, pesquisadores contemplados por um edital espec\u00edfico do CNPq e do <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/27802-pra-que-serve-o-instituto-chico-mendes%20\" target=\"_blank\">ICMBio<\/a> para a pesquisa em UCs da caatinga (uma raridade!) estiveram reunidos na capital do Rio Grande do Norte e elaboraram a &#8220;Carta de Natal pelas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o da Caatinga&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/file\/set2014\/Carta%20pelas%20Unidades%20de%20Conserva%C3%A7%C3%A3o%20da%20Caatinga.pdf\" target=\"_blank\">veja PDF<\/a>). Nela, dezenas de pesquisadores mostravam a sua preocupa\u00e7\u00e3o com o mau estado das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o visitadas por eles. Sete das nove UCs contempladas pelo edital tinham apenas um ou nenhum analista ambiental lotado. V\u00e1rios destes gestores n\u00e3o puderam comparecer ao encontro, pois se o fizessem teriam que fechar a UC por falta de quem os substitu\u00edsse durante o evento.<\/p>\n<p>Este quadro ruim das UC da caatinga compromete o potencial de colabora\u00e7\u00e3o existente com as universidades. Da\u00ed, voltamos a alguns par\u00e1grafos acima, quando discutimos a pesquisa. Estes s\u00edtios de monitoramento de longo prazo poderiam alavancar algumas das UC que est\u00e3o na UTI. Apesar de todos os pesares, o caminho mais curto e barato (comparando o investimento por hectare por ano), tanto para a prote\u00e7\u00e3o in situ do que resta de caatinga quanto para as pesquisas de longa dura\u00e7\u00e3o, passa pelas unidades de conserva\u00e7\u00e3o. No papel \u00e9 um cen\u00e1rio ganha-ganha e racionalmente este deveria ser o caminho a ser seguido: estreitar o relacionamento entre as UC da caatinga e a pesquisa de longa dura\u00e7\u00e3o. N\u00e3o temos expectativas que o(a) pr\u00f3ximo(a) presidente(a) mude rapidamente a situa\u00e7\u00e3o da Caatinga. Mas a situa\u00e7\u00e3o poderia ficar melhor se ele(a) perceber que, assim como j\u00e1 constatado por Euclides da Cunha, a Caatinga pode ir da extrema aridez \u00e0 exuber\u00e2ncia extrema.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"caption\" style=\"margin: 0;\" title=\"Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, Piau\u00ed. Foto: [url=https:\/\/www.flickr.com\/photos\/55953988@N00\/] Ot\u00e1vio Nogueira[\/url]\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/set2014\/santo-antonio-de-lisboa.jpg\" alt=\"santo-antonio-de-lisboa\" width=\"640\" height=\"430\" \/><\/p>\n<p>Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, Piau\u00ed. Foto: Ot\u00e1vio Nogueira<\/p>\n<p>*<em><strong>Enrico Bernard<\/strong> \u00e9 o respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancia Aplicada \u00e0 Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade, no Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife. <strong>Felipe Pimentel Lopes de Melo<\/strong> \u00e9 chefe do Laborat\u00f3rio de Ecologia Aplicada, no Departamento de Bot\u00e2nica, tamb\u00e9m da UFPE.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como reconhecido por Euclides da Cunha, na obra que alguns consideram um dos maiores cl\u00e1ssicos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8989,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/caatinga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Como reconhecido por Euclides da Cunha, na obra que alguns consideram um dos maiores cl\u00e1ssicos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8983"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8983\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}