{"id":89732,"date":"2018-08-05T13:30:30","date_gmt":"2018-08-05T16:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89732"},"modified":"2018-08-05T13:13:25","modified_gmt":"2018-08-05T16:13:25","slug":"conheca-a-ilha-onde-corpos-encolheram-e-cientistas-nao-sabem-o-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-a-ilha-onde-corpos-encolheram-e-cientistas-nao-sabem-o-porque\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a ilha onde corpos &#8216;encolheram&#8217; e cientistas n\u00e3o sabem o porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89733\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>E<\/span>m 2003, pesquisadores que exploravam uma caverna de montanha na ilha Flores, na Indon\u00e9sia, descobriram f\u00f3sseis de um indiv\u00edduo min\u00fasculo e humano com um c\u00e9rebro pequeno do tamanho de um chimpanz\u00e9. Eles chamaram a esp\u00e9cie de &#8216;Homo floresiensis&#8217;.<\/p>\n<p>Esses parentes dos humanos modernos tinham pouco mais de um metro de altura. V\u00e1rias aldeias da regi\u00e3o, segundo cientistas, s\u00e3o habitadas por pessoas cuja altura m\u00e9dia \u00e9 de 1 metro de 22 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Um novo estudo, publicado na revista\u00a0<a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/cgi\/doi\/10.1126\/science.aar8486\" target=\"_blank\"><em>Science<\/em><\/a>\u00a0em 2018, analisou o DNA de pessoas vivas em Flores trouxe uma luz sobre o caso. Pelo menos duas vezes na hist\u00f3ria antiga, humanos e seus parentes (conhecidos como homin\u00eddeos) chegaram a Flores e depois encolheram. Outra pesquisa mostrou que elefantes tamb\u00e9m chegaram na ilha, e a esp\u00e9cie evoluiu para an\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando os f\u00f3sseis do\u00a0<em>Homo floresiensis\u00a0<\/em>apareceram pela primeira vez, pesquisadores esperavam que eles ainda pudessem conter fragmentos de DNA. Eles foram estimulados pela data\u00e7\u00e3o inicial dos f\u00f3sseis, com idade estimada de 13 mil anos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de DNA pode ter resolvido o debate sobre como o\u00a0<em>Homo floresiensis<\/em>\u00a0se encaixava na \u00e1rvore geneal\u00f3gica dos homin\u00eddeos. Alguns estudiosos argumentaram que os ossos\u00a0 pertenciam a um humano moderno com um dist\u00farbio de crescimento. Em contrapartida, outros\u00a0o classificaram a um ramo mais distante da \u00e1rvore humana, evoluindo de uma esp\u00e9cie hominina mais alta chamada\u00a0<em>Homo erectus<\/em>.<\/p>\n<p>Em 2007, Herawati Sudoyo, geneticista do Instituto Eijkman de Biologia Molecular, na Indon\u00e9sia, levou amostras de f\u00f3sseis do\u00a0<em>Homo floresiensis<\/em>\u00a0para Richard E. Green, geneticista da Universidade da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o conseguiram obter nenhum DNA dos f\u00f3sseis. Anos depois, Green e colegas descobriram que os humanos e os neandertais se cruzaram. Cerca de 1% do DNA de n\u00e3o-africanos vivos vem desses homin\u00eddeos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m encontraram um ramo separado de homininos, o Homin\u00eddeo de Denisova. Os Denisovanos e humanos tamb\u00e9m se cruzaram, e o resultado do novo estudo apontou que pessoas vivas no leste da \u00c1sia, na Austr\u00e1lia e no Pac\u00edfico Sul ainda carregam algum DNA de Denisova.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-600\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Simula\u00e7\u00e3o do Homo floresiensis (Foto: Cicero Moraes et alii\/Wikimedia Commons)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/AYWABn5aKefmh1JYLgkljRLSSHs=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/08\/03\/600px-homo_floresiensis_v_2-0.jpg\" alt=\"Simula\u00e7\u00e3o do Homo floresiensis (Foto: Cicero Moraes et alii\/Wikimedia Commons)\" width=\"639\" height=\"639\" \/><label class=\"foto-legenda\">SIMULA\u00c7\u00c3O DO HOMO FLORESIENSIS (FOTO: CICERO MORAES ET ALII\/WIKIMEDIA COMMONS)<\/label><\/div>\n<p>Em 2013, Green e Sudoyo visitram uma aldeira em Flores chamada Rampasasa, perto da caverna. Eles coletaram amostras de saliva de 32 alde\u00f5es. Enquanto os dois extra\u00edam o DNA o analisava, outros cientistas estudaram novamente os f\u00f3sseis do\u00a0<em>Homo floresiensis<\/em>. Eles perceberam que a estimativa inicial de sua idade estava errada: as ossadas t\u00eam pelo menos 60 mil anos de idade.<\/p>\n<p>Essa descoberta estreitou a janela durante a qual os humanos modernos poderiam ter compartilhado a ilha de Flores e cruzado com o\u00a0<em>Homo floresiensis<\/em>.<\/p>\n<p>Serena Tucci, pesquisadora de p\u00f3s-doutorado na Universidade de Princeton, nos EUA, e seus colegas compararam o DNA dos moradores de Rampasasa com o de outras pessoas vivas em todo o mundo.\u00a0Eles descobriram que uma porcentagem muito pequena do DNA dos alde\u00f5es veio de Neandertais ou Denisovanos. Al\u00e9m disso, uma pequena por\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser igual a humanos, neandertais ou denisovanos.<\/p>\n<p>Mas essas pe\u00e7as n\u00e3o eram muito diferentes do DNA humano. Tucci concluiu que os alde\u00f5es de Rampasasa n\u00e3o t\u00eam descend\u00eancia do\u00a0<em>Homo floresiensis<\/em>. Em vez disso, seus ancestrais eram humanos mais altos. Contudo, em algum momento depois que eles foram para Flores, eles ficaram muito curtos (como o Homo floresiensis antes deles).<\/p>\n<p>Os elefantes an\u00f5es encontrados na ilha agora extintos, eram t\u00e3o altos quanto um humano. A julgar pelas esp\u00e9cies relacionadas em outras partes do sudeste da \u00c1sia, seus ancestrais provavelmente eram enormes.<\/p>\n<p>Os humanos desenvolveram corpos pigmeus em outras ilhas, incluindo algumas nas Filipinas e nas Ilhas Andaman do Oceano \u00cdndico. Pequenas popula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m desenvolveram baixa estatura em florestas tropicais na \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-800\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Praia da Ilha de Flores, na Indon\u00e9sia (Foto: Toni W\u00f6hrl\/Wikimedia Commons)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/6IhXHqFVO_j1HIEZsiHPwHJ3m9g=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/08\/03\/provincial_park_on_flores_island.jpg\" alt=\"Praia da Ilha de Flores, na Indon\u00e9sia (Foto: Toni W\u00f6hrl\/Wikimedia Commons)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><label class=\"foto-legenda\">PRAIA DA ILHA DE FLORES, NA INDON\u00c9SIA (FOTO: TONI W\u00d6HRL\/WIKIMEDIA COMMONS)<\/label><\/div>\n<p>De acordo com os pesquisadores, os c\u00e3es oferecem algumas dicas sobre como o corpo de um mam\u00edfero pode evoluir t\u00e3o rapidamente. Mudan\u00e7as em um \u00fanico gene chamado IGF1 s\u00e3o amplamente respons\u00e1veis pelas varia\u00e7\u00f5es de tamanho entre as ra\u00e7as de cachorros.<\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o foi o que aconteceu em Flores. Os moradores de Rampasasa carregam variantes de muitos genes conhecidos por reduzir a altura. A sele\u00e7\u00e3o natural favoreceu variantes antigas em vez de novas muta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Isso concorda com o nosso trabalho em pigmeus africanos&#8221;, disse Ryan Gutenkunst, bi\u00f3logo da Universidade do Arizona, nos EUA, ao jornal\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2018\/08\/02\/science\/pygmies-flores-evolution.html?rref=collection%2Fsectioncollection%2Fscience\" target=\"_blank\"><em>The New York Times<\/em><\/a>. &#8220;Quando h\u00e1 sele\u00e7\u00e3o na estatura, a resposta \u00e9 impulsionada por variantes em muitos genes, e n\u00e3o apenas em um \u00fanico gene.&#8221;<\/p>\n<p>Uma das principais hip\u00f3teses para a evolu\u00e7\u00e3o do tipo de corpo pigmeu \u00e9 a falta de alimento. Um corpo menor demanda menos calorias e pode oferecer uma vantagem de sobreviv\u00eancia.\u00a0&#8220;Quaisquer que sejam os fatores ecol\u00f3gicos para o nanismo insular, eles est\u00e3o presentes em espadas nesta ilha&#8221;, afirmou Richard E. Green sobre Flores. &#8220;Isso \u00e9 o que torna t\u00e3o fascinante.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2003, pesquisadores que exploravam uma caverna de montanha na ilha Flores, na Indon\u00e9sia, descobriram<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89733,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/ilha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em 2003, pesquisadores que exploravam uma caverna de montanha na ilha Flores, na Indon\u00e9sia, descobriram","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89732"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89732"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89732\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}