{"id":89624,"date":"2018-08-03T19:45:09","date_gmt":"2018-08-03T22:45:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89624"},"modified":"2018-08-03T19:45:09","modified_gmt":"2018-08-03T22:45:09","slug":"pesquisa-mapeara-o-que-diversos-grupos-da-sociedade-pensam-sobre-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisa-mapeara-o-que-diversos-grupos-da-sociedade-pensam-sobre-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"Pesquisa mapear\u00e1 o que diversos grupos da sociedade pensam sobre sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/20180619_210734-e1529501756154-800x445.jpg\" alt=\"Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o\" width=\"640\" height=\"356\" \/><\/p>\n<p>Em sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica,\u00a0<strong>Rodrigo Penna-Firme*<\/strong>, professor do\u00a0Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, questionava a separa\u00e7\u00e3o que se costuma fazer entre natureza e cultura. Quando estudava inc\u00eandios florestais, p\u00f4de constatar que o comportamento cultural \u00e9 um fator determinante para o meio ambiente. Exemplo: o manejo das queimadas pelos ind\u00edgenas tinha um resultado muito distinto de quando um homem branco simplesmente colocava fogo, pondo a floresta a perder. J\u00e1 o manejo ind\u00edgena imitava as clareiras, contribuindo para a pr\u00f3pria regenera\u00e7\u00e3o florestal. Ou seja, uma floresta respondia de uma maneira melhor ou pior ao fogo n\u00e3o por causa do tipo de floresta, mas por elementos como o conhecimento e o comportamento ancestral de manejar o fogo.<\/p>\n<p>Hoje entendemos a import\u00e2ncia da cultura para o ambiente, mas o que sabemos sobre o comportamento do brasileiro sobre quest\u00f5es como mudan\u00e7a clim\u00e1tica e sustentabilidade? Sabemos tamb\u00e9m o que pensam os cientistas, os ambientalistas e e diversas lideran\u00e7as. Mas o que pensa o cidad\u00e3o comum? Como ele recebe essas informa\u00e7\u00f5es e reage a elas? Quais as diferen\u00e7as de vis\u00e3o entre os variados grupos da sociedade?<\/p>\n<p>Para buscar respostas, Penna-Firme criou uma pesquisa, que pode ser respondida e compartilhada pelo meio\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.surveymonkey.com\/r\/PR2XPS6\" target=\"_blank\">deste link<\/a>. As conclus\u00f5es devem ser apresentadas na COP 24, Confer\u00eancia do Clima a ser realizada na Pol\u00f4nia, em dezembro.\u00a0Leia sobre a pesquisa nesta entrevista:<\/p>\n<p><strong>O que motivou a realiza\u00e7\u00e3o dessa pesquisa?<\/strong><\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o foi perceber que a gente sabe bastante sobre o que os ambientalistas, cientistas, l\u00edderes pol\u00edticos e l\u00edderes religiosos pensam sobre quest\u00f5es ambientais, mudan\u00e7a clim\u00e1tica, sustentabilidade. Essas no\u00e7\u00f5es est\u00e3o sendo divulgadas pela grande m\u00eddia, que \u00e9 o principal caminho pelo qual a popula\u00e7\u00e3o ouve falar sobre o assunto \u2013 embora fique sabendo nos bancos escolares tamb\u00e9m. Com isso, a grande quest\u00e3o que essa pesquisa pretende responder \u00e9: de que maneira as pessoas est\u00e3o recebendo todas essas informa\u00e7\u00f5es? Como entendem isso? E o que est\u00e3o fazendo com isso? Se por um lado conhecemos bastante sobre o que esses grupos que mencionei pensam e sabem sobre a quest\u00e3o, por outro sabemos quase nada a respeito do que as pessoas comuns pensam sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O que a pesquisa traz de novo em rela\u00e7\u00e3o a outros levantamentos?<\/strong><\/p>\n<p>Existem trabalhos muito bem feitos pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente se n\u00e3o me engano iniciados em 1991. A cada 5 anos conseguiram fazer um levantamento muito interessante. Contrataram firma de consultoria, fizeram amostragem grande sobre o que o brasileiro pensava sobre aspectos e quest\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>[Em 1992 foi publicado\u00a0<em>O que o brasileiro pensa da Ecologia \u2013 O Brasil na Era Verde<\/em>, pelo Mast\/MMA\/Iser\/CNPq. Coordenaram a pesquisa e a publica\u00e7\u00e3o, respectivamente Samyra Crespo e Pedro Leit\u00e3o; o estudo de 1997 foi coordenado por Samyra Crespo e publicado com o t\u00edtulo\u00a0<em>O que o brasileiro pensa do meio ambiente, do desenvolvimento e da sustentabilidade<\/em>, pelo MMA\/Mast\/CNPq e Iser. A pesquisa de 2001, coordenada por Samyra Crespo, foi publicada com o t\u00edtulo\u00a0<em>O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/em>, pelo MMA\/Iser. A pesquisa de 2006, tamb\u00e9m coordenada por Samyra Crespo, foi publicada com o t\u00edtulo\u00a0<em>O que o brasileiro pensa do meio ambiente e da biodiversidade<\/em>, pelo MMA\/Iser em parceria com Funbio, WWF e Natura].<\/p>\n<p>Esta pesquisa que estamos fazendo agora inclui explicitamente a quest\u00e3o de mudan\u00e7a clim\u00e1tica e, dentro das perguntas do question\u00e1rio, cria a possibilidade de ver como os diversos grupos pensam. Esse discurso que vem de cima, apesar de todas as vertentes, \u00e9 unificado, quase un\u00edssono. Entretanto, estamos em um sistema de democracia multicultural.<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o estamos prestando aten\u00e7\u00e3o no que os mais diferentes grupos falam e pensam. Dando uma olhada nas respostas que j\u00e1 vieram, percebemos que existem diferen\u00e7as significativas, e isso me chama aten\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O que o senhor quer dizer quando afirma que essas informa\u00e7\u00f5es chegam de cima para baixo?<\/strong><\/p>\n<p>Como uma pessoa que n\u00e3o est\u00e1 em uma universidade ouve falar desse tipo de coisa? Provavelmente ouviu no r\u00e1dio, viu uma mat\u00e9ria sobre a polui\u00e7\u00e3o do rio no seu bairro, assistiu ao\u00a0<em>Fant\u00e1stico<\/em>\u00a0especialistas falando sobre o Acordo de Paris. Tem essa coisa do discurso que vem de fora. Por exemplo, vi isso muito nas popula\u00e7\u00f5es tradicionais, n\u00e3o s\u00e3o elas que falam que s\u00e3o tradicionais; o movimento ambiental \u00e9 que fala: \u201cVoc\u00ea \u00e9 tradicional\u201d. Ok, mesmo que seja isso, ser\u00e1 que essas pessoas est\u00e3o recebendo essa informa\u00e7\u00e3o desse jeito? Ser\u00e1 que esses filtros todos afetam a percep\u00e7\u00e3o? Como a pessoa entende esse neg\u00f3cio de sustentabilidade? O que ela quer fazer a partir da\u00ed? Ent\u00e3o\u00a0pretendemos fazer um retrato o melhor poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a amostra da pesquisa? Est\u00e1 sendo feita em todo Brasil por meio de qual metodologia?<\/strong><\/p>\n<p>A metodologia estamos fazendo da forma mais barata poss\u00edvel. Estamos pagando, com dinheiro de pesquisa, a plataforma SurveyMonkey, que cria question\u00e1rios online e gera um link.<\/p>\n<p><strong>Como o convite para responder a pesquisa vai chegar a pessoas com diferentes vis\u00f5es, e n\u00e3o apenas a quem se interessa por meio ambiente e sustentabilidade, o que poderia enviesar os resultados?<\/strong><\/p>\n<p>A gente est\u00e1 entrando em m\u00eddias sociais, grupos de Facebook e de WhatsApp, em uma a\u00e7\u00e3o boca a boca mesmo. Tem estagi\u00e1rios nossos e alguns bolsistas trabalhando para disseminar o question\u00e1rio. E est\u00e1 dando certo, as pessoas est\u00e3o respondendo. Ainda tem uma predomin\u00e2ncia de Sudeste porque a pesquisa come\u00e7ou aqui, mas est\u00e1 pipocando no Brasil inteiro. Os alunos para quem dou aula est\u00e3o ajudando a divulgar em suas redes. \u00c0s vezes um chega mais e conta que \u00e9 da Umbanda, outro \u00e9 cat\u00f3lico \u2013 porque veem que tem um recorte religioso na pesquisa. Tem gente da extrema esquerda, tem gente do coletivo das mulheres\u2026 cada um vai disseminando a pesquisa em seu grupo. A gente est\u00e1 crescendo de gr\u00e3o em gr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quantas pessoas j\u00e1 responderam?<\/strong><\/p>\n<p>Tem cerca de 800 no Brasil e 350 na Pol\u00f4nia. Mas, na Pol\u00f4nia, a estrat\u00e9gia est\u00e1 sendo fazer entrevista pessoalmente.<\/p>\n<p><strong>Por que a Pol\u00f4nia? Porque \u00e9 onde ser\u00e1 divulgado o resultado\u00a0durante a COP 24?<\/strong><\/p>\n<p>A coordenadora que trabalha comigo \u00e9 polonesa, tem liga\u00e7\u00e3o na universidade Agnieszka Latawiec, professora do Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio], al\u00e9m disso a Pol\u00f4nia tem caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas interessantes, que permitem comparar internacionalmente grupos de extrema direita aqui e l\u00e1, grupos cat\u00f3licos aqui e l\u00e1 e assim por diante. Mas o nosso foco \u00e9 Brasil e quanto mais grupos representados aqui, melhor. Alguns grupos s\u00e3o bem minorit\u00e1rios, por exemplo os quilombolas, cai\u00e7aras, budistas, que s\u00e3o minorias quantitativas. Ent\u00e3o a amostragem ficar\u00e1 enviesada, porque a representatividade \u00e9 diferente. O fato \u00e9 que n\u00e3o conhecemos o que o brasileiro pensa, n\u00e3o fazemos a menor ideia sobre o que os brasileiros fazem \u2013 ou dizem que fazem \u2013 a respeito desses assuntos.<\/p>\n<p><strong>Para que os resultados da pesquisa dever\u00e3o servir?<\/strong><\/p>\n<p>O que ser\u00e1 feito com esses dados, n\u00e3o sabemos. \u00c9 o caso da energia at\u00f4mica, pode fazer reator para gerar energia el\u00e9trica ou explodir o mundo. Espero que seja feito bom uso com esse tipo de informa\u00e7\u00e3o, ou seja, que n\u00e3o se criem doutrinas sobre \u201cfa\u00e7a isso ou fa\u00e7a aquilo\u201d. Tem um lado muito s\u00e9rio, muito bom, muito importante dos movimentos ambientais alertando, mostrando \u00e0s pessoas que a gente est\u00e1 ultrapassando certos limites. Eu concordo com tudo isso. Mas n\u00e3o importa minha opini\u00e3o: quero ouvir dos outros, se isso bate com essas no\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo colocadas. Como estou dizendo, s\u00e3o colocadas de cima para baixo. Quero saber se o sujeito recicla o lixo, se o tratamento que d\u00e1 a um animal ou a uma planta tem a ver com a vis\u00e3o de mundo dele. Esse comportamento, por exemplo pode estar associado a uma maior disponibilidade para pagar por um servi\u00e7o ambiental, conceito que ele nem sabe o que significa. E vai ajudar a desafazer certos mitos, preconceitos e estere\u00f3tipos sobre certos grupos e confirmar outros.<\/p>\n<p>Dar\u00e1 para ver as contradi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m. Muito me interessa buscar as contradi\u00e7\u00f5es. Por exemplo, concordo que a gente n\u00e3o pode sair esburacando a terra para buscar min\u00e9rios e deixar por isso mesmo mas, pera a\u00ed, eu cheguei aqui nessa reuni\u00e3o para falar disso de carro, que tem na constitui\u00e7\u00e3o min\u00e9rio de ferro, bauxita. A quest\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel passa por isso: vamos morar na caverna? Como faz daqui pra frente? O cidad\u00e3o diz \u201cVamos salvar os peixes do mundo\u201d, mas est\u00e1 indo comer atum em extin\u00e7\u00e3o no restaurante japon\u00eas. Uma das perguntas do question\u00e1rio \u00e9 \u201cO quanto voc\u00ea acha que deveria ser conservado de natureza no mundo?\u201d<\/p>\n<blockquote><p>Tem v\u00e1rias repostas dizendo que tem de preservar tudo. Mas essas pessoas t\u00eam no\u00e7\u00e3o do que isso significa, do que ter\u00e3o de abrir m\u00e3o na vida delas para que isso aconte\u00e7a? Ent\u00e3o dar\u00e1 para mapear essas contradi\u00e7\u00f5es e depois gerar publica\u00e7\u00f5es sobre o resultado dessas perguntas.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Como as perguntas foram montadas? De onde surgiram as ideias para mont\u00e1-las, foi de algum grupo na universidade?<\/strong><\/p>\n<p>Surgiu da minha cabe\u00e7a, na verdade. E depois convidei a professora Agnieszka Latawiec que trouxe boas ideias, colaborou com outras perguntas, editou outras; al\u00e9m de outros pesquisadores, como Bernardo Strassburg.<\/p>\n<p><strong>A ideia \u00e9 fazer a pesquisa anualmente, para se obter uma s\u00e9rie hist\u00f3rica?<\/strong><\/p>\n<p>A vida das pessoas \u00e9 corrida, n\u00e3o d\u00e1 para fazer pesquisas cara a cara. Ent\u00e3o optamos pela sa\u00edda tecnol\u00f3gica, de mandar um link. Mas, com isso, o resultado vem de forma pingada. Achei que ia ser dif\u00edcil, mas est\u00e1 bem dif\u00edcil. Ao mesmo tempo, est\u00e1 acontecendo. O link est\u00e1 aberto h\u00e1 meses e temos esse n\u00famero de respostas que mencionei. Do ponto de vista estat\u00edstico, para compara\u00e7\u00e3o entre grupos, est\u00e1 lindo. Mas para generalizar, ou seja, dizer \u201cO brasileiro pensa assim\u201d, ainda falta um pouco.<\/p>\n<p><strong>Quanto falta?<\/strong><\/p>\n<p>O ideal seria uma amostragem aleat\u00f3ria por todo o Brasil. A nossa amostragem \u00e9 tendenciosa porque come\u00e7a no Sudeste e vai espalhando. Mas \u00e9 o que tem pra hoje. O importante \u00e9 saber que existe uma pluralidade de pensamentos que precisa ser ouvida.<\/p>\n<p><em>*Rodrigo Penna-Firme \u00e9 professor do\u00a0Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, coordenador adjunto de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Geografia. PhD em Antropologia pela Indiana University (EUA). Bi\u00f3logo, mestre em Ci\u00eancias Ambientais e Florestais, e pesquisador em Antropologia Ambiental e Ecologia Pol\u00edtica, nos temas: mercantiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es sociedade-natureza, conflitos socioambientais, popula\u00e7\u00f5es tradicionais e conserva\u00e7\u00e3o, pobreza e meio ambiente e rela\u00e7\u00f5es entre religi\u00e3o e ecologia e conserva\u00e7\u00e3o neoliberal da natureza (medidas de conserva\u00e7\u00e3o que se baseiam e\/ou favorecem mecanismos de mercado e valora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da natureza).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica,\u00a0Rodrigo Penna-Firme*, professor do\u00a0Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, questionava<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica,\u00a0Rodrigo Penna-Firme*, professor do\u00a0Departamento de Geografia e Meio Ambiente da PUC-Rio, questionava","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89624"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}