{"id":89388,"date":"2018-07-30T12:30:20","date_gmt":"2018-07-30T15:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89388"},"modified":"2018-07-29T22:57:49","modified_gmt":"2018-07-30T01:57:49","slug":"iluminacao-das-ruas-afeta-cadeia-alimentar-de-animais-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/iluminacao-das-ruas-afeta-cadeia-alimentar-de-animais-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"Ilumina\u00e7\u00e3o das ruas afeta cadeia alimentar de animais, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89389\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma pesquisa publicada na \u00faltima quinta-feira, 26, pela\u00a0<strong>Universidade de Exeter<\/strong>, no Reino Unido, revelou que a\u00a0<strong>ilumina\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0das ruas durante a noite influencia as teias alimentares de algumas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>De acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, luzes pouco intensas podem facilitar a vida de algumas\u00a0<strong>vespas<\/strong>\u00a0que se alimentam de\u00a0<strong>pulg\u00f5es<\/strong>, um tipo de inseto que consome a seiva das plantas. Com esse aux\u00edlio, a efic\u00e1cia do predador chega at\u00e9 mesmo a dobrar. No entanto, quando a claridade \u00e9 intensa, as vespas se distraem com a luz e se afastam das suas presas. Assim, a intensidade da ilumina\u00e7\u00e3o noturna das vias est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 quantidade de pulg\u00f5es em uma regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa altera\u00e7\u00e3o na din\u00e2mica da vida animal, causada pelo homem e suas constru\u00e7\u00f5es, pode ocorrer em outros\u00a0<strong>ecossistemas<\/strong>, afirmam os pesquisadores. Segundo estudos, mariposas e morcegos tamb\u00e9m podem ser afetados pela ilumina\u00e7\u00e3o de um ambiente.<\/p>\n<p>Veja, a seguir, alguns exemplos de investiga\u00e7\u00f5es que examinaram os efeitos da interfer\u00eancia humana sobre as mais variadas formas de vida.<\/p>\n<p><strong>A presen\u00e7a de pessoas limita os movimentos dos animais<\/strong><\/p>\n<p>No dia 26 de janeiro deste ano, pesquisadores da\u00a0<strong>Universidade de Constan\u00e7a<\/strong>, na Alemanha, publicaram um artigo que revelou que, em \u00e1reas com grandes quantidades de pessoas, os mam\u00edferos terrestres (a exemplo dos bois) se mexem pouco, quando em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 sua movimenta\u00e7\u00e3o normal. A diferen\u00e7a \u00e9 not\u00e1vel: nesse tipo de lugar, esses seres se locomovem de 50% a 67% menos do que em regi\u00f5es onde h\u00e1 baixos n\u00edveis de atividade humana.<\/p>\n<p>De acordo com um dos cientistas envolvidos no estudo, a diminui\u00e7\u00e3o dos movimentos desses animais pode ter consequ\u00eancias negativas, como uma redu\u00e7\u00e3o na dispers\u00e3o de sementes e at\u00e9 mudan\u00e7as nas cadeias alimentares.<\/p>\n<p><strong>O homem muda a dieta de algumas esp\u00e9cies<\/strong><\/p>\n<p>Com base na an\u00e1lise da nutri\u00e7\u00e3o de ratos em tr\u00eas ilhas da Polin\u00e9sia, ao longo de um per\u00edodo equivalente a dois mil anos, pesquisadores descobriram que o consumo de alimentos dos animais dependia da atividade humana no ambiente. Os cientistas do<strong>\u00a0Instituto Max Planck pela Ci\u00eancia da Hist\u00f3ria Humana<\/strong>conseguiram revelar, por meio da dieta dos roedores, as mudan\u00e7as que as pessoas fizeram nos ecossistemas regionais.\u00a0O trabalho foi publicado no dia 4 de junho deste ano.<\/p>\n<p>Conforme o homem tomava conta de um lugar nessas ilhas, com planta\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es, toda a din\u00e2mica da vida em volta daquela \u00e1rea era alterada, o que acabava por mudar os padr\u00f5es alimentares dos ratos. As mudan\u00e7as feitas na regi\u00e3o podiam resultar, por exemplo, na extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e em mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p><strong>Animais diurnos adotaram h\u00e1bitos noturnos por nossa causa<\/strong><\/p>\n<p>Profissionais da\u00a0<strong>Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley<\/strong>\u00a0publicaram, no dia 14 de junho de 2018, um estudo sobre o impacto que o homem tem nos h\u00e1bitos e comportamentos animais. Segundo a investiga\u00e7\u00e3o, muitas esp\u00e9cies diurnas t\u00eam adotado um comportamento noturno apenas para evitar contato com pessoas.<\/p>\n<p>As formas de atividade humana que levaram a essa altera\u00e7\u00e3o v\u00e3o desde a ca\u00e7a at\u00e9 simples caminhadas. Ou seja, o avan\u00e7o das cidades n\u00e3o precisa ser predat\u00f3rio para interferir nas vidas de outros seres vivos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa publicada na \u00faltima quinta-feira, 26, pela\u00a0Universidade de Exeter, no Reino Unido, revelou que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/iluminacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma pesquisa publicada na \u00faltima quinta-feira, 26, pela\u00a0Universidade de Exeter, no Reino Unido, revelou que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89388"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89388"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89388\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89389"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89388"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}