{"id":89294,"date":"2018-07-28T14:00:16","date_gmt":"2018-07-28T17:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89294"},"modified":"2018-07-28T12:47:42","modified_gmt":"2018-07-28T15:47:42","slug":"o-parque-dos-dinossauros-pode-virar-realidade-com-a-volta-de-animais-extintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-parque-dos-dinossauros-pode-virar-realidade-com-a-volta-de-animais-extintos\/","title":{"rendered":"O Parque dos Dinossauros pode virar realidade com a volta de animais extintos?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89295\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quem n\u00e3o se lembra de como os dinossauros foram trazidos de volta \u00e0 vida em<em>Jurassic Park<\/em>? Insetos presos em \u00e2mbar haviam sugado o sangue dos animais extintos. Um grupo de cientistas extrai de dentro do \u00e2mbar o DNA dos grandalh\u00f5es, completa os trechos faltantes com genes anf\u00edbios, e a\u00ed est\u00e1: produz-se a partir disso um embri\u00e3o, pronto para chocar num ovo.<\/p>\n<p>Descrito assim, parece fazer sentido, n\u00e3o? O problema \u00e9 que o \u00e2mbar \u2013 resina fossilizada de plantas \u2013 n\u00e3o tem nenhuma propriedade m\u00e1gica para preservar DNA por tanto tempo. Mesmo que o animal dentro dele \u2013 um inseto, digamos \u2013 tenha a mesma apar\u00eancia do dia em que foi capturado no fuido amarelado, o material portador da informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica n\u00e3o resiste por tanto tempo e inevitavelmente se degrada.<\/p>\n<p>Foi o que confirmaram no ano passado cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Eles tentaram detectar DNA em insetos imersos em \u00e2mbar com idade bem modesta \u2013 entre 10 mil e 60 anos \u2013, e mesmo nas amostras mais novas foram incapazes de obter qualquer\u00a0sinal da mol\u00e9cula portadora da informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Imagine com f\u00f3sseis de mais de 65 milh\u00f5es\u00a0de anos (idade necess\u00e1ria para conter algum DNA de dinossauro) qual seria a situa\u00e7\u00e3o. \u201cIntuitivamente, pode-se imaginar que a r\u00e1pida e completa imers\u00e3o em resina, resultando em morte quase instant\u00e2nea, pudesse promover a preserva\u00e7\u00e3o do DNA, mas parece que esse n\u00e3o \u00e9 o caso\u201d, diz David Penney, um dos autores do trabalho. \u201cEnt\u00e3o, infelizmente, o cen\u00e1rio J<em>urassic Park\u00a0<\/em>deve permanecer no reino da fic\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Uma nova esperan\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>OK, insetos em \u00e2mbar, m\u00e1 ideia. Mas ser\u00e1 que esse era o \u00fanico meio de trazer um dinossauro de volta \u00e0 vida? Alison Woollard, bioqu\u00edmica da Universidade de Oxford, no Reino Unido, tem sugerido uma alternativa. Em vez de procurar o DNA dos dinossauros em f\u00f3sseis, que tal tentar em seus descendentes vivos? Sabemos que, num sentido muito real, as aves s\u00e3o os dinossauros que sobreviveram. Em meio a seu DNA, h\u00e1 trechos e vers\u00f5es de genes hoje inativos e desimportantes para a biologia das aves, mas que formaram a ess\u00eancia dos genomas de seus ancestrais.<\/p>\n<p>Comparando genomas de v\u00e1rias aves, talvez fosse poss\u00edvel fazer um exerc\u00edcio computacional de \u201cdevolu\u00e7\u00e3o\u201d desses genes perdidos, reconstruindo por engenharia reversa os genes dos dinossauros. N\u00e3o seria simples \u2013 afinal, estamos falando de uma trajet\u00f3ria de dezenas de milh\u00f5es de anos de muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas \u2013, mas tamb\u00e9m n\u00e3o parece imposs\u00edvel. \u201cEm tese, poder\u00edamos usar nosso conhecimento da rela\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica entre aves e\u00a0dinossauros para \u2018projetar\u2019 o genoma de um dinossauro\u201d,argumenta Woollard.<\/p>\n<p>J\u00e1 existe poder computacional suficiente para\u00a0montar genomas quebrados em milh\u00f5es de peda\u00e7os\u00a0(ali\u00e1s, esse foi o jeito mais eficaz j\u00e1 descoberto para ler o DNA completo de uma esp\u00e9cie \u2013 primeiro quebra-se o dito-cujo em in\u00fameros pedacinhos para ent\u00e3o ler cada um deles e, por fim, remontar tudo na ordem, com base em pequenas sobreposi\u00e7\u00f5es entre os peda\u00e7os).<\/p>\n<p>Claro, mesmo que tenhamos os melhores supercomputadores do mundo, nunca conseguiremos replicar exatamente o genoma de um tiranossauro. Faltam alguns par\u00e2metros b\u00e1sicos, para os quais n\u00e3o temos a menor refer\u00eancia. Por exemplo, o tamanho exato do genoma e o n\u00famero de cromossomos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o processo de reconstru\u00e7\u00e3o do genoma extinto ter\u00e1 de ser conduzido numa base de tentativa e erro. Entretanto, se estivermos dispostos a aceitar apenas uma vers\u00e3o aproximada do que o tiranossauro era em termos gen\u00e9ticos, um simulacro do original, talvez possamos chegar l\u00e1.<\/p>\n<p>D\u00e1 medo? D\u00e1. Mas e quanto a fazer algo mais modesto, como trazer de volta os mamutes, extintos h\u00e1 cerca de 12 mil anos? Seria bem mais simples e menos aterrorizante.\u00a0Dif\u00edcil dizer se algum dia algu\u00e9m vai ter a coragem necess\u00e1ria para ressuscitar dinossauros\u00a0extintos. Mas a ideia gen\u00e9rica de usar t\u00e9cnicas\u00a0de biologia molecular, como clonagem, para recuperar animais perdidos parece inevit\u00e1vel. Em 2000, morreu o \u00faltimo \u00edbex-dos-pireneus, uma\u00a0esp\u00e9cie de cabra nativa da Fran\u00e7a e da Espanha. Em janeiro de 2009, ela passou sete minutos \u201cinextinta\u201d, quando uma f\u00eamea clonada nasceu viva, embora com sa\u00fade t\u00e3o debilitada que morreu logo em seguida e inviabilizou a confirma\u00e7\u00e3o da ressurrei\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Da\u00ed para um velociraptor h\u00e1 uma enorme dist\u00e2ncia.Mas se h\u00e1 algo que a ci\u00eancia nos ensina \u00e9 que nunca devemos dizer nunca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem n\u00e3o se lembra de como os dinossauros foram trazidos de volta \u00e0 vida emJurassic<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89295,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parque_dinossauros.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quem n\u00e3o se lembra de como os dinossauros foram trazidos de volta \u00e0 vida emJurassic","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89294"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89294\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}