{"id":89209,"date":"2018-07-27T09:19:19","date_gmt":"2018-07-27T12:19:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89209"},"modified":"2018-07-27T09:19:19","modified_gmt":"2018-07-27T12:19:19","slug":"conservacao-na-nova-zelandia-encantos-e-aprendizados-com-exuberancia-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conservacao-na-nova-zelandia-encantos-e-aprendizados-com-exuberancia-natural\/","title":{"rendered":"Conserva\u00e7\u00e3o na Nova Zel\u00e2ndia: encantos e aprendizados com exuber\u00e2ncia natural"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89210\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Minha primeira cr\u00f4nica em ((o))eco contou a incr\u00edvel\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/colunas\/colunistas-convidados\/old-blue-um-macho-e-um-neozelandes-intrometido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">hist\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o do\u00a0<i>black robin<\/i><\/a>, um passeriforme neozeland\u00eas, o qual at\u00e9 seu resgate estava t\u00e3o criticamente amea\u00e7ado que por um triz a esp\u00e9cie n\u00e3o foi perdida para sempre. F\u00e1bio Olmos j\u00e1 escreveu sobre\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/blogs\/olhar-naturalista\/28837-ilha-campbell-da-tragedia-das-pragas-a-recuperacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um territ\u00f3rio pr\u00f3ximo \u00e0s ilhas<\/a>\u00a0e meus prezados colegas da UFRJ j\u00e1 deixaram suas aclamadas contribui\u00e7\u00f5es a respeito de outras esp\u00e9cies\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/colunas\/fernando-fernandez\/25265-ultima-chance-para-ler\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">salvas no pa\u00eds<\/a>\u00a0ou infelizmente<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/colunas\/colunistas-convidados\/alem-de-tibbles-descoberta-e-extincao-da-cotovia-da-ilha-stephen\/\">\u00a0perdidas para sempre<\/a>.<\/p>\n<p>A Nova Zel\u00e2ndia parece ser um assunto volta e meia recorrente neste site. E isto eu apoio: fiz l\u00e1 meu est\u00e1gio do finado\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ci%C3%AAncia_sem_Fronteiras\" rel=\"noopener\">Ci\u00eancias sem Fronteiras<\/a>. Aprendi muito sobre conserva\u00e7\u00e3o com renomados cientistas locais, e me apaixonei por aves, um amor que carreguei de volta ao Brasil. Mas n\u00e3o s\u00e3o apenas as paisagens exuberantes das montanhas de neve e os vales verdejantes que encantam moradores e visitantes do pa\u00eds. A Nova Zel\u00e2ndia \u00e9 especial por ser um laborat\u00f3rio a c\u00e9u aberto.<\/p>\n<p>Neozelandeses e pesquisadores atra\u00eddos para suas terras de todos os cantos do mundo t\u00eam longo hist\u00f3rico de experimentos conservacionistas. A primeira transloca\u00e7\u00e3o &#8212;\u00a0<i>retirada de indiv\u00edduos por humanos de um local para outro &#8212;<\/i>\u00a0foi registrada em 1863, com a soltura de um grupo de\u00a0<i>kiwis\u00a0<\/i>da Ilha Norte e\u00a0<i>buff wekas<\/i>; aves estranhas que s\u00f3 podem ser bem descritas com uma foto.<\/p>\n<div id=\"attachment_61787\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61787\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr%C3%B4nica-I-kiwi.png\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-I-kiwi.png 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-I-kiwi-300x200.png 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-I-kiwi-278x185.png 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies mostrou senso de humor na Nova Zel\u00e2ndia. Kiwi na ilha de Hauraki Gulf; imagem de DOC (Department of Conservation), New Zealand.<\/p>\n<\/div>\n<p>A hist\u00f3ria do kakapo, maior psitac\u00eddeo (<i>ave com cara de papagaio<\/i>) do mundo n\u00e3o-voador, j\u00e1 foi bem relatada em ((o))eco. Mas o detalhe importante \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o do kakapo n\u00e3o era \u00fanica no pa\u00eds. A Nova Zel\u00e2ndia apresenta menos de 200 esp\u00e9cies de aves, 71% end\u00eamicas. Isso significa que elas n\u00e3o s\u00e3o encontradas em nenhum outro lugar do mundo sen\u00e3o ali. E entre os outros 30%, diversas s\u00e3o compartilhadas apenas com a Austr\u00e1lia e pequenas ilhas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Poderia escrever uma cr\u00f4nica inteira sobre o fen\u00f4meno de endemismo e vulnerabilidade em ilhas, mas podemos resumir os acontecimentos desta forma: ilhas isoladas, como \u00e9 o caso da Nova Zel\u00e2ndia, tendem a apresentar menos esp\u00e9cies do que ilhas de tamanho similar pr\u00f3ximas aos continentes pelo simples fato de que \u00e9 mais dif\u00edcil uma ave, um r\u00e9ptil, um mam\u00edfero e em diante alcan\u00e7arem os corpos terrestres tendo de cruzar longas faixas de \u00e1gua castigadas por correntes de vento.<\/p>\n<div id=\"attachment_61788\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61788\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr%C3%B4nica-II-kaka.png\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-II-kaka.png 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-II-kaka-300x191.png 300w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"254\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Um charmoso kaka, psitac\u00eddeo generalista, alimentando-se de flores. \u00a0Esta esp\u00e9cie \u00e9 considerada amea\u00e7ada e apesar de obrigatoriamente florestal, as aves s\u00e3o encontradas apenas em reservas bem protegidas em algumas ilhas do pa\u00eds. Foto: DOC, New Zealand.<\/p>\n<\/div>\n<p>Aves voadoras, no entanto, podem cruzar grandes dist\u00e2ncias oce\u00e2nicas e isso explica porque muitas ilhas do Pac\u00edfico foram predominantemente ocupadas por elas, que come\u00e7aram a ocupar nichos ecol\u00f3gicos comumente ocupados por mam\u00edferos em outros locais do mundo. Tal fen\u00f4meno evoluiu para esp\u00e9cies de aves n\u00e3o-voadoras assumindo, por exemplo, pap\u00e9is ecol\u00f3gicos similares aos de pequenos roedores.<\/p>\n<p>Ao chegarem em territ\u00f3rios com aus\u00eancia dos mam\u00edferos predadores encontrados em continentes e ilhas menos isoladas, estas aves evolu\u00edram para um comportamento que em ecologia chamamos de \u2018ingenuidade insular\u2019: elas deixaram de reconhecer predadores como gatos, cachorros, cabras, coelhos, ouri\u00e7os e&#8230; humanos como um risco \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Com a chegada de ratos, com os primeiros polin\u00e9sios no s\u00e9culo XIII, e uma mir\u00edade de demais predadores com os colonialistas brit\u00e2nicos no s\u00e9culo XIX, a Nova Zel\u00e2ndia tornou-se palco de um massacre de esp\u00e9cies nativas (ou seja, esp\u00e9cies origin\u00e1rias da regi\u00e3o).<\/p>\n<div id=\"attachment_61789\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61789\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr%C3%B4nica-III-moa-hunting.png\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-III-moa-hunting.png 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-III-moa-hunting-300x192.png 300w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"256\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Os Maori, polin\u00e9sios que alcan\u00e7aram o atual territ\u00f3rio neozeland\u00eas no final do s\u00e9culo XIII, ca\u00e7aram todas as esp\u00e9cies de Moa, das gigantes de 250kg \u00e0s pequenas de 20-30kg. A ca\u00e7a foi t\u00e3o efetiva que em cem anos n\u00e3o havia mais Moa e as onze esp\u00e9cies est\u00e3o permanentemente extintas. Foto: Wikip\u00e9dia.<\/p>\n<\/div>\n<p>A batalha contra a perda de esp\u00e9cies iniciou-se ainda cedo no pa\u00eds, mais bravamente com os esfor\u00e7os de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/colunas\/colunistas-convidados\/as-duas-vidas-de-richard-henry-e-a-salvacao-do-kakapo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Richard Henry, o \u2018salvador dos kakapo\u2019<\/a>. De acordo com uma extensa revis\u00e3o dos pesquisadores Colin Miskelly e Ralph Powlesland, feita em 2013,\u00a0virtualmente todas as esp\u00e9cies end\u00eamicas do pa\u00eds j\u00e1 tiveram uma ou mais popula\u00e7\u00f5es translocadas para ilhas livres de predadores ou reservas cercadas no territ\u00f3rio principal.<\/p>\n<p>Enquanto isso, no Brasil, sofremos uma dicotomia. Apesar de termos \u00f3timas iniciativas de ci\u00eancia cidad\u00e3 no Brasil, tamb\u00e9m vemos um hist\u00f3rico antigo e corrente de governos desenvolvimentistas, com o discurso de que \u2018<b><i>a Natureza \u00e9 um impedimento ao avan\u00e7o do pa\u00eds\u2019<\/i><\/b>. Isso n\u00e3o torna o trabalho dos conservacionistas mais f\u00e1cil. Ao mesmo tempo em que trabalhamos para gerar ci\u00eancia e resultados, tamb\u00e9m temos de convencer o grande p\u00fablico que n\u00e3o somos apenas abra\u00e7adores de \u00e1rvores e n\u00e3o queremos que o pa\u00eds retorne \u00e0 mis\u00e9ria apenas para salvar os sapinhos dos brejos e as mariposas do alto das montanhas \u2013 uma fal\u00e1cia que precisa ser desmistificada.<\/p>\n<div id=\"attachment_61792\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61792\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr%C3%B4nica-IV-hihi-release.png\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-IV-hihi-release.png 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Cr\u00f4nica-IV-hihi-release-300x196.png 300w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"261\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Kevin Parker prepara a soltura de um pequeno grupo de hihi para dentro do santu\u00e1rio cercado Bush Park, na Ilha Norte, no come\u00e7o deste ano. Foto: DOC, New Zealand.<\/p>\n<\/div>\n<p>Por isso, talvez, a Nova Zel\u00e2ndia nos encante tanto. A\u00a0soltura de aves em parques costuma ser um evento extremamente midi\u00e1tico, com crian\u00e7as sendo chamadas nas escolas para observarem e esperan\u00e7osamente se inspirarem no trabalho dos cientistas.\u00a0O investimento \u00e9 a longo prazo, e intenso: a ideia \u00e9 transformar essas crian\u00e7as em futuras conservacionistas ou, pelo menos, em cidad\u00e3os que entendam a necessidade de preservar os bols\u00f5es de floresta em seus quintais. Volunt\u00e1rios representam um papel essencial dentro do processo de conserva\u00e7\u00e3o neozelandesa; muitos deles, j\u00e1 na casa dos cinquenta\/sessenta anos, foram crian\u00e7as quando seus pais os levaram para subir as trilhas do Parque Ruahine para ajudar no resgate de\u00a0<i>whio<\/i>\u00a0(o \u2018pato azul\u2019, severamente amea\u00e7ado) e o\u00a0<i>kiwi<\/i>. Essas crian\u00e7as cresceram sabendo que podiam fazer algo e, hoje em dia, trazem seus pr\u00f3prios filhos e netos para ajudar nos projetos. O ciclo continua.<\/p>\n<div class=\"olho-direita\">&#8220;A soltura de aves em parques costuma ser um evento extremamente midi\u00e1tico, com crian\u00e7as sendo chamadas nas escolas para observarem e esperan\u00e7osamente se inspirarem no trabalho dos cientistas.\u201d<\/div>\n<p>N\u00e3o quero terminar minha cr\u00f4nica com um discurso \u00a0de \u2018<i>os gringos fazem melhor\u2019, mas<\/i>\u00a0\u00e9 ineg\u00e1vel que temos muito a aprender. Nosso pa\u00eds possui um quinto de todas as esp\u00e9cies de aves no mundo, por\u00e9m 93% do territ\u00f3rio original da Mata Atl\u00e2ntica j\u00e1 foi perdido. Temos dentro de nossas fronteiras a floresta mais famosa do mundo, mas conservar a Amaz\u00f4nia &#8211; e demais \u00e1reas naturais do Brasil &#8211; torna-se dif\u00edcil sob ataques \u00e0 ci\u00eancia na forma de cortes de verbas, amea\u00e7as pol\u00edticas e o desenfreado desenvolvimento a ferro e fogo. Como em uma triagem de zona de guerra, temos de estabelecer prioridades, e assuntos importantes podem ficar de lado neste caos.<\/p>\n<p>\u00c9 uma batalha longa, dif\u00edcil, desesperadora at\u00e9, mas que n\u00e3o poderemos travar sozinhos, como cientistas e conservacionistas. Somos minoria, por mais triste que seja admitir isso. Mas existem esperan\u00e7as e cen\u00e1rios de situa\u00e7\u00f5es que podem ser revertidas. E se pudermos olhar para o outro lado do mundo e nos inspirarmos saudavelmente em um exemplo gringo, temos apenas a ganhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table class=\" aligncenter\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div id=\"attachment_61791\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-61791 size-full\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/IMG_9596.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/IMG_9596.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/IMG_9596-224x300.jpg 224w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"536\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: Charlote Jense.<\/p>\n<\/div>\n<p>A pr\u00f3pria autora, em Tiritiri Matangi, Janeiro de 2016. \u00c0 \u00e9poca eu trabalhava faziam tr\u00eas meses na ilha, dormindo em uma casa que divid\u00edamos os pesquisadores com cidad\u00e3os comuns que pagavam um pernoite para experienciar Tiri durante a noite, \u2018ca\u00e7ando\u2019 kiwi com lanternas adaptadas para n\u00e3o machucar os olhos dos animais noturnos com o facho da lanterna. O dinheiro pago pelos visitantes mantinha em parte pesquisadores como eu e minhas colegas na casa. Em minha m\u00e3o, um filhote de\u00a0<i>toutouwai\u00a0<\/i>espera resignado que eu o marque com anilhas indolores em suas pernas e retorne-o ao ninho. Eu jamais esquecerei da import\u00e2ncia do Ci\u00eancias sem Fronteiras em minha forma\u00e7\u00e3o e sempre defenderei a exist\u00eancia de programas de interc\u00e2mbio para a forma\u00e7\u00e3o de cientistas brasileiros. Atualmente, utilizo minha experi\u00eancia neozelandesa com passeriformes em meu mestrado em um fragmento de Mata Atl\u00e2ntica no Rio de Janeiro.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>NOTA GRAMATICAL: Os nomes das aves aqui comentadas, como\u00a0<i>kaka, whio, kiwi\u00a0<\/i>e<i>\u00a0hihi<\/i>, s\u00e3o\u00a0<strong>nomes tradicionais do povo Maori<\/strong>. Respeitando a gram\u00e1tica da l\u00edngua Maori,\u00a0<strong>em que n\u00e3o existe plural<\/strong>, n\u00e3o concordei o nome das aves em n\u00famero durante o texto.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p>Miskelly, C. &amp; Powlesland, R. 2013. Conservation translocations of New Zealand birds, 1863-2012. Notornis 60: 3-28.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minha primeira cr\u00f4nica em ((o))eco contou a incr\u00edvel\u00a0hist\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o do\u00a0black robin, um passeriforme neozeland\u00eas,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/nova_zelandia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Minha primeira cr\u00f4nica em ((o))eco contou a incr\u00edvel\u00a0hist\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o do\u00a0black robin, um passeriforme neozeland\u00eas,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89209"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89209"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89209\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}