{"id":89158,"date":"2018-07-26T08:00:41","date_gmt":"2018-07-26T11:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89158"},"modified":"2018-07-25T21:58:59","modified_gmt":"2018-07-26T00:58:59","slug":"litoral-norte-de-sao-paulo-entra-no-mapa-das-baleias-jubartes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/litoral-norte-de-sao-paulo-entra-no-mapa-das-baleias-jubartes\/","title":{"rendered":"Litoral norte de S\u00e3o Paulo entra no mapa das baleias jubartes"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89159\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Baleias jubarte est\u00e3o se aproximando do litoral norte de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/sao-paulo\/\">S\u00e3o Paulo<\/a>\u00a0<\/strong>em n\u00fameros muito acima do normal, e pesquisadores n\u00e3o sabem exatamente o porqu\u00ea. S\u00f3 nos \u00faltimos 30 dias, mais de 50 foram vistas ao largo de Ilhabela, criando um misto de euforia e preocupa\u00e7\u00e3o entre ambientalistas, por causa do alto risco de colis\u00e3o com barcos e redes de pesca na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o de Julio Cardoso, ambientalista e fundador do Projeto Baleia \u00e0 Vista, que h\u00e1 15 anos monitora a presen\u00e7a de cet\u00e1ceos \u2013 baleias e golfinhos \u2013 nas \u00e1guas de Ilhabela e S\u00e3o Sebasti\u00e3o. \u201c\u00c9 um comportamento in\u00e9dito. As jubartes est\u00e3o descobrindo a regi\u00e3o\u201d, diz. Entre 2004 e 2015, ele passou mais de 2,3 mil horas no mar e topou com apenas seis jubartes. De 2016 at\u00e9 agora, j\u00e1 foram 66, e a temporada est\u00e1 s\u00f3 come\u00e7ando. \u201cO aumento \u00e9 real e significativo\u201d, garante.<\/p>\n<p>As jubartes do Atl\u00e2ntico Sul t\u00eam um comportamento migrat\u00f3rio bem conhecido: elas passam o ver\u00e3o se alimentando nas \u00e1guas geladas da Ant\u00e1rtida e depois sobem em dire\u00e7\u00e3o aos tr\u00f3picos, para passar o inverno descansando, namorando e cuidando da fam\u00edlia nas \u00e1guas quentes e confort\u00e1veis da regi\u00e3o dos Abrolhos, entre o sul da Bahia e o norte do Esp\u00edrito Santo. Mas elas n\u00e3o sobem pela costa. Normalmente, s\u00f3 se aproximam do litoral do Rio de Janeiro para cima, e por isso quase nunca s\u00e3o vistas (ou eram vistas) em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Especialistas acreditam que essa nova presen\u00e7a no litoral paulista esteja associada a dois fatores. O primeiro \u00e9 o aumento da popula\u00e7\u00e3o de jubartes, que vem crescendo no Brasil a uma taxa de 12% ao ano, segundo dados de monitoramento do Projeto Baleia Jubarte (PBJ).<\/p>\n<p>Em 2015, ano do \u00faltimo censo do projeto, a estimativa era de 17 mil baleias, comparado a pouco mais de 2 mil em 2001; e a expectativa \u00e9 de que esse n\u00famero passe dos 20 mil agora, segundo o coordenador de Pesquisa do PBJ, Milton Marcondes.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 mais baleias no mar, faz sentido que haja mais avistamentos, argumenta ele. Mas o que estaria as induzindo a se aproximar mais da costa nesses \u00faltimos anos? \u00c9 a\u00ed que entra o segundo fator.<\/p>\n<p>Pesquisas indicam que houve uma diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de krill (o principal alimento da jubartes) nas \u00e1guas da Ant\u00e1rtida entre 2015 e 2016, causada por fatores clim\u00e1ticos. E foi justamente nesses anos que a \u201canomalia\u201d de baleias come\u00e7ou na costa brasileira.<\/p>\n<p>Em 2015, segundo Marcondes, as jubartes chegaram um pouco mais cedo em Abrolhos e foram embora muito antes do que o normal \u2013 em setembro, em vez de outubro ou novembro. Em 2016, uma grande parte das baleias nem chegou \u00e0 Bahia, e houve um \u201cboom\u201d de encalhes no litoral paulista (26, comparado a uma m\u00e9dia de 2 ou 3 em anos anteriores).<\/p>\n<h3><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>A hip\u00f3tese, portanto, \u00e9 que as baleias tenham chegado \u00e0 costa brasileira ainda com fome, por causa da redu\u00e7\u00e3o da oferta de alimento na Ant\u00e1rtida, agravada pelo aumento populacional da esp\u00e9cie. \u201cQuando a popula\u00e7\u00e3o era de 3 mil jubartes, tinha alimento para todo mundo. Agora, se h\u00e1 uma oscila\u00e7\u00e3o na disponibilidade de krill, tem baleia que vai passar fome\u201d, avalia Marcondes.<\/p>\n<p>Nesse caso, elas estariam se aproximando da costa atra\u00eddas pelas \u00e1guas mais frias do Sul e Sudeste, onde a oferta de alimentos para elas \u00e9 bem maior do que nas \u00e1guas quentes de Abrolhos.<\/p>\n<p>Resta saber se isso \u00e9 uma anomalia passageira, ou uma nova tend\u00eancia que veio para ficar. \u201cAcho que a observa\u00e7\u00e3o de baleias vai ser cada vez mais frequente em S\u00e3o Paulo\u201d, aposta Marcondes.<\/p>\n<p>Cardoso tamb\u00e9m acha que elas vieram para ficar. O comportamento, segundo ele, \u00e9 claramente de animais que est\u00e3o se alimentando. Anteriormente isoladas, elas agora aparecem em grupos. \u201cN\u00e3o s\u00e3o baleias perdidas. Elas est\u00e3o vindo para c\u00e1 com um prop\u00f3sito.\u201d<\/p>\n<h3>Riscos<\/h3>\n<p>O aumento da presen\u00e7a de baleias no litoral paulista pode ser bom para o turismo e a educa\u00e7\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m oferece riscos, tanto para os cet\u00e1ceos quanto para as pessoas. O risco de colis\u00e3o com embarca\u00e7\u00f5es \u00e9 grande, e \u00e9 comum as baleias se enroscarem em redes de pesca, resultando em risco de vida para elas e em preju\u00edzos econ\u00f4micos para os pescadores.<\/p>\n<p>\u201cVamos ter de aprender a conviver com as baleias e minimizar esses conflitos\u201d, diz Julio Cardoso, do Projeto Baleia \u00e0 Vista. As jubartes n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica esp\u00e9cie em risco. Nesta semana ele fotografou uma baleia franca com filhote, e a m\u00e3e tinha uma rede de pesca enroscada na cabe\u00e7a. Baleias bryde e orcas tamb\u00e9m ocorrem na regi\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baleias jubarte est\u00e3o se aproximando do litoral norte de\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0em n\u00fameros muito acima do normal,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/baleia_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Baleias jubarte est\u00e3o se aproximando do litoral norte de\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0em n\u00fameros muito acima do normal,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89158"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89158\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}