{"id":89155,"date":"2018-07-26T07:00:12","date_gmt":"2018-07-26T10:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89155"},"modified":"2018-07-25T21:51:53","modified_gmt":"2018-07-26T00:51:53","slug":"desaceleracao-de-correntes-oceanicas-pode-intensificar-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desaceleracao-de-correntes-oceanicas-pode-intensificar-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"Desacelera\u00e7\u00e3o de correntes oce\u00e2nicas pode intensificar aquecimento global"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89156\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>D<\/span>iversos estudos nos \u00faltimos anos mostraram uma diminui\u00e7\u00e3o da velocidade das correntes do Oceano Atl\u00e2ntico, o que rendeu at\u00e9 assunto para o cinema, em O Dia Depois de Amanh\u00e3, em que o colapso dessa corrente d\u00e1 in\u00edcio a uma nova era do gelo no hemisf\u00e9rio norte. Uma<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-018-0320-y.epdf?referrer_access_token=Jm78SMT43Jb_SCSKNKZKONRgN0jAjWel9jnR3ZoTv0Ptia3hkCpjkCV6kA0JU4C3i_vb6r0jGDG0JbxpCb-xOh9dcjqdYAbKMENFVGlIR1Qcl4d01q-Gdn02WmgIQv9l6maquIQyC6OFdKiSWNCIRL5bl0n_TSpFmBKCMxbZuIL2UojTYT-iJBZ2y2O0IY82zmL_4C6q5t-MD7Rw9MsRvAdtfGqfsUax1_57VfBmEaQG7l5SnoCocPwjz9DiQgor&amp;tracking_referrer=www.livescience.com\" target=\"_blank\">\u00a0nova pesquisa,<\/a>\u00a0no entanto, mostra que esse cen\u00e1rio est\u00e1 longe de se concretizar e o desaceleramento das correntes \u00e9 normal, resultado de um ciclo que, estimam, dura v\u00e1rias d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cMuitos se concentraram no fato de que est\u00e1 declinando muito rapidamente e que, se a tend\u00eancia continuar, ir\u00e1 al\u00e9m de um ponto cr\u00edtico, trazendo uma cat\u00e1strofe como a era do gelo\u201d, afirma um dos autores da pesquisa, Kit Tung, professor de Matem\u00e1tica Aplicada da Universidade de Washington. \u201cAcontece que nada disso vai acontecer no futuro pr\u00f3ximo. A resposta r\u00e1pida pode, em vez disso, ser parte de um ciclo natural e h\u00e1 sinais de que o decl\u00ednio j\u00e1 est\u00e1 terminando \u201d.<\/p>\n<p>Mas calma a\u00ed, negacionistas. N\u00e3o \u00e9 porque o homem n\u00e3o tem culpa nessa hist\u00f3ria que n\u00e3o existe um problema real. De acordo com os pesquisadores, essa corrente est\u00e1 mascarando o aquecimento global. A AMOC (sigla em ingl\u00eas para Circula\u00e7\u00e3o Contr\u00e1ria do Atl\u00e2ntico Meridional) \u00e9 uma corrente transportadora que leva \u00e1gua quente dos tr\u00f3picos para o Polo Norte. Essa \u00e1gua, por ter mais sal, afunda quando chega l\u00e1, levando o calor da superf\u00edcie para as profundidades. A \u00e1gua esfria e faz o caminho de volta at\u00e9 os mares da Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p>Quanto mais r\u00e1pida essa corrente, mais calor da superf\u00edcie do mar \u00e9 dissipado nas profundezas do oceano, o que d\u00e1 uma segurada no aquecimento do planeta. O novo estudo usa uma combina\u00e7\u00e3o de dados de medi\u00e7\u00f5es de temperatura baseadas em navios, registros de mar\u00e9, imagens de sat\u00e9lite da altura da superf\u00edcie do mar que podem mostrar salpicos de \u00e1gua quente e rastreamento recente de alta tecnologia do pr\u00f3prio AMOC para sugerir que a for\u00e7a flutua como parte de um ciclo de 60 a 70 anos.<\/p>\n<p>Quando a corrente est\u00e1\u00a0 r\u00e1pida, mais da \u00e1gua tropical quente e salgada viaja para o Atl\u00e2ntico Norte. Com o passar dos anos, o calor da \u00e1gua derrete as geleiras e, eventualmente, a \u00e1gua doce torna a \u00e1gua da superf\u00edcie mais leve e menos propensa a afundar, diminuindo a correnteza. Esse processo se mant\u00e9m at\u00e9 que o Atl\u00e2ntico Norte se torna mais frio, o derretimento do gelo desacelera e, eventualmente, a fonte de \u00e1gua doce seca e a \u00e1gua mais pesada e mais salgada pode despencar novamente, o que acelera a circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os dados do per\u00edodo entre 1975 a 1998, o AMOC estava em uma fase lenta. Foi nessa \u00e9poca que o mundo come\u00e7ou a prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias do aquecimento global. Desde ent\u00e3o, a corrente come\u00e7ou a acelerar e chegou nos anos 2000 no \u00e1pice da velocidade, o que deu uma segurada no aquecimento da superf\u00edcie do planeta. Medi\u00e7\u00f5es recentes de densidade no Mar de Labrador, no extremo norte do da Terra,\u00a0 sugerem que o ciclo est\u00e1 come\u00e7ando a mudar,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.washington.edu\/news\/2018\/07\/18\/atlantic-ocean-circulation-is-not-collapsing-but-as-it-shifts-gears-global-warming-will-reaccelerate\/\" target=\"_blank\">disse\u00a0<\/a>Tung.<\/p>\n<p>\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que os indicadores mostram que essa desacelera\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico est\u00e1 acabando, e n\u00f3s n\u00e3o devemos ficar alarmados com o fato de que essa corrente entrar\u00e1 em colapso t\u00e3o cedo \u201d, disse o pesquisador. \u201cA m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que as temperaturas da superf\u00edcie devem come\u00e7ar a subir mais rapidamente nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversos estudos nos \u00faltimos anos mostraram uma diminui\u00e7\u00e3o da velocidade das correntes do Oceano Atl\u00e2ntico,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":89156,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/correntes_maritimas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Diversos estudos nos \u00faltimos anos mostraram uma diminui\u00e7\u00e3o da velocidade das correntes do Oceano Atl\u00e2ntico,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89155"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/89156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}