{"id":89130,"date":"2018-07-25T14:23:51","date_gmt":"2018-07-25T17:23:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89130"},"modified":"2018-07-25T14:26:12","modified_gmt":"2018-07-25T17:26:12","slug":"especialista-adverte-que-epidemia-de-zika-nao-acabou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especialista-adverte-que-epidemia-de-zika-nao-acabou\/","title":{"rendered":"Alerta: Especialista adverte que epidemia de zika n\u00e3o acabou"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/zika.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89131\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/zika-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/zika-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/zika.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Embora tenha deixado os holofotes, a epidemia de zika n\u00e3o terminou. O alerta foi feito por Gustavo Correa Matta, membro da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e coordenador da \u201cRede Zika Ci\u00eancias Sociais\u201d.<\/p>\n<p>Convocados por Gustavo, os principais pesquisadores do v\u00edrus no Brasil se re\u00fanem nesta ter\u00e7a-feira e quarta-feira na Fiocruz com fam\u00edlias de crian\u00e7as com microcefalia para refletir sobre as li\u00e7\u00f5es aprendidas com a epidemia que eclodiu em 2015 e para discutir como lidar com uma eventual nova epidemia de zika no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A AFP conversou com o pesquisador sobre este v\u00edrus, que foi descoberto em 1947 em uma selva de Uganda hom\u00f4nima, e que come\u00e7ou a se espalhar no in\u00edcio de 2015 no nordeste do Brasil para se tornar rapidamente uma epidemia presente em toda a Am\u00e9rica Latina, associando-se a um surto de nascimentos de crian\u00e7as com microcefalia.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) declarou uma emerg\u00eancia global pelo zika v\u00edrus em fevereiro de 2016, pouco antes dos Jogos Ol\u00edmpicos Rio-2016, antes da propaga\u00e7\u00e3o desta doen\u00e7a, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e tamb\u00e9m da chicungunha, mas levantou o alerta nove meses depois.<\/p>\n<p>O Brasil p\u00f4s fim a seu alerta em maio de 2017, observando uma queda no n\u00famero de casos.<\/p>\n<p>\u2013 O zika continua a preocupar?<\/p>\n<p>O zika diminuiu em termos num\u00e9ricos e hoje h\u00e1 poucos casos. Isso fez com que praticamente desaparecesse da imprensa e da agenda pol\u00edtica, mas, em termos simb\u00f3licos, a epidemia do zika n\u00e3o acabou, porque suas repercuss\u00f5es continuam e muitas quest\u00f5es cient\u00edficas n\u00e3o foram respondidas.<\/p>\n<p>\u2013 Quais quest\u00f5es ainda est\u00e3o pendentes?<\/p>\n<p>Por exemplo, a forma de transmiss\u00e3o do zika. O mosquito Aedes aegypti \u00e9 o principal transmissor, mas tamb\u00e9m foi comprovado que a doen\u00e7a pode ser transmitida sexualmente. Contudo, n\u00e3o se sabe exatamente a carga viral, ou a capacidade dessa transmiss\u00e3o. Outra pergunta diz respeito \u00e0 transmiss\u00e3o via placenta. Por que foram mais severos os casos de microcefalia no nordeste em compara\u00e7\u00e3o a outros estados?<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1 um risco real de uma nova epidemia de zika no Brasil?<\/p>\n<p>N\u00e3o temos um hist\u00f3rico da epidemia de zika como temos, por exemplo, da dengue. N\u00e3o conhecemos a imunorresist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m n\u00e3o sabemos se quem contrai zika uma primeira vez pode ficar doente novamente. Muitos estudos de modelos epidemiol\u00f3gicos apontam que, em tr\u00eas ou quatro anos, poderia haver uma nova epidemia, ou talvez menos. \u00c9 um exerc\u00edcio de previs\u00e3o e adivinha\u00e7\u00e3o. Se analisarmos o modelo da dengue, que pesquisamos h\u00e1 mais de 30 anos, vemos que \u00e9 uma doen\u00e7a c\u00edclica, temos ondas epid\u00eamicas a cada dois, tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Teremos uma nova epidemia, ou n\u00e3o? Como ser\u00e1 sua extens\u00e3o? Vai gerar novos casos de microcefalia? H\u00e1 muitas quest\u00f5es em aberto.<\/p>\n<div id=\"admateria6\"><\/div>\n<p>\u2013 O Brasil est\u00e1 preparado para essa hipot\u00e9tica nova epidemia?<\/p>\n<p>Com o corte de recursos para a ci\u00eancia e tamb\u00e9m nas pol\u00edticas p\u00fablicas, e tendo em conta os problemas de saneamento, condi\u00e7\u00f5es de vida, \u00e1gua tratada, controle de vetores, preven\u00e7\u00e3o, monitoramento, capacita\u00e7\u00e3o de trabalhadores para identifica\u00e7\u00e3o precoce, sem teste de diagn\u00f3stico confi\u00e1vel\u2026 Hoje, n\u00e3o estar\u00edamos preparados, para isso precisamos de mais recursos.<\/p>\n<p>\u2013 Quais seriam as prioridades?<\/p>\n<div><\/div>\n<p>O b\u00e1sico \u00e9 ter um bom teste de diagn\u00f3stico, mas ainda n\u00e3o dispomos de um confi\u00e1vel. Levando em conta que de cada cinco casos de zika apenas um \u00e9 sintom\u00e1tico, n\u00f3s n\u00e3o temos uma const\u00e2ncia de diagn\u00f3stico que possa indicar se algu\u00e9m teve zika h\u00e1 muito ou pouco tempo. Al\u00e9m disso, estamos muito longe de desenvolver uma vacina, enquanto a s\u00edndrome cong\u00eanita pelo v\u00edrus zika n\u00e3o consta na classifica\u00e7\u00e3o internacional de doen\u00e7as, o que faz com que muitas pessoas n\u00e3o tenham acesso aos servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<p>\u2013 Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias com filhos com microcefalia no Brasil?<\/p>\n<p>Temos dificuldades em monitorar as crian\u00e7as que nasceram com microcefalia. Cerca de dois ter\u00e7os dessas crian\u00e7as n\u00e3o recebem aten\u00e7\u00e3o especializada. N\u00e3o estamos recebendo os recursos necess\u00e1rios para dar assist\u00eancia a essas fam\u00edlias nem para investigar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora tenha deixado os holofotes, a epidemia de zika n\u00e3o terminou. 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