{"id":89079,"date":"2018-07-24T13:00:43","date_gmt":"2018-07-24T16:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=89079"},"modified":"2018-07-24T11:10:03","modified_gmt":"2018-07-24T14:10:03","slug":"ondas-sonoras-revelam-toneladas-de-diamantes-enterrados-a-160-quilometros-de-profundidade-na-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ondas-sonoras-revelam-toneladas-de-diamantes-enterrados-a-160-quilometros-de-profundidade-na-terra\/","title":{"rendered":"Ondas sonoras revelam toneladas de diamantes enterrados a 160 quil\u00f4metros de profundidade na Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/diamante.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-89080\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/diamante-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/diamante-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/diamante.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Aparentemente, os diamantes n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o raros como a maioria das pessoas pensam. Um exame subterr\u00e2neo feito a profundidades de 160 quil\u00f4metros revelaram a exist\u00eancia de at\u00e9 um quatrilh\u00e3o de toneladas da pedra.<\/p>\n<p>O esconderijo subterr\u00e2neo, que n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado por qualquer tecnologia atual, foi encontrado enquanto cientistas estudavam as ondas sonoras de terremotos, sob a superf\u00edcie de uma parte do solo conhecida como \u201c<em>ra\u00edzes dos cr\u00e1tons\u201d<\/em>, segundo informa\u00e7\u00f5es do Daily Mail.<\/p>\n<p>Os diamantes s\u00e3o feitos de carbono puro e formados sob imenso calor e press\u00e3o ao longo de muitos milh\u00f5es de anos. Embora sejam vistos com caracter\u00edstica de requinte e luxo, os cientistas acreditam que eles n\u00e3o s\u00e3o exatamente raros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c<em>N\u00e3o podemos chegar at\u00e9 eles, mas ainda assim eles s\u00e3o muitos no mundo<\/em>\u201d, disse Ulrich Faul, pesquisador do Departamento de Ci\u00eancias Terrestres, Atmosf\u00e9ricas e Planet\u00e1rias do MIT. \u201c<em>Isso mostra que o diamante n\u00e3o \u00e9 talvez esse mineral ex\u00f3tico. Em escala geol\u00f3gica ele \u00e9 relativamente comum<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Ao fazer a descoberta, os cientistas redefiniram dados que j\u00e1 tinham, obtidos pela US Geological Society (USGS) e outros, para rastrear e medir terremotos, bem como conseguiram criar uma imagem do interior da Terra.<\/p>\n<p>As ondas sonoras s\u00e3o formadas pela atividade s\u00edsmica de dentro das profundezas de nosso planeta, com os movimentos de placas tect\u00f4nicas e outros fen\u00f4menos causando rumores mais profundos. Elas viajam em velocidades diferentes, dependendo da composi\u00e7\u00e3o das rochas pelas quais devem passar.<\/p>\n<p>Ao entender a rela\u00e7\u00e3o entre as ondas sonoras detectadas e como certas rochas as absorvem, os cientistas podem descobrir quais tipos rochas que provavelmente existem abaixo da superf\u00edcie. O m\u00e9todo foi usado anteriormente para descobrir as rochas que comp\u00f5em a crosta terrestre e partes do manto superior (litosfera).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, ao analisar os dados, os pesquisadores foram surpreendidos por um fen\u00f4meno peculiar: as ondas sonoras pareciam acelerar quando passavam pelas ra\u00edzes dos cr\u00e1tons. A princ\u00edpio, eles especularam que isso era resultado das temperaturas mais baixas dos cr\u00e1tons, o que pode acelerar o progresso das ondas. Por\u00e9m, a discrep\u00e2ncia era muito grande e a frieza da rocha n\u00e3o respondia adequadamente pela absor\u00e7\u00e3o significativa na velocidade da onda.<\/p>\n<p>Para resolver o mist\u00e9rio e entender por que as ondas se comportavam de maneira t\u00e3o diferente, a equipe criou um modelo tridimensional que mostrava como as ondas s\u00edsmicas percorriam os principais cr\u00e1tons da Terra.<\/p>\n<p>Apenas um tipo de rocha produziu o pico apropriado na velocidade da onda sonora, o peridotito (tipo de rocha predominante do manto superior da Terra) que ela continha de um a dois por cento de diamante, e quantidades menores de eclogito (da crosta oce\u00e2nica).<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, apesar de comum o diamante \u00e9, em muitas maneiras, especial. Uma de suas propriedades mais impressionantes \u00e9 que a velocidade do som na pedra \u00e9 duas vezes mais r\u00e1pida que na olivina, mineral dominante nas rochas do manto superior.<\/p>\n<p><center><\/p>\n<div id=\"P_JORNAL_CIENCIA_MATERIA_1_040959728842717635\" data-premium=\"\" data-adunit=\"JORNAL_CIENCIA_MATERIA_1\" data-sizes=\"[[336,280],[320,100],[300,250],[320,50]]\" data-device=\"all\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CKre--nzt9wCFRRYDAod7nILBA\"><\/div>\n<p><\/center>Cr\u00e1tons, por outro lado, s\u00e3o naturalmente menos densos que as rochas circundantes, e a presen\u00e7a do diamante n\u00e3o muda isso, uma vez permanecem flutuando como madeiras na superf\u00edcie. De fato, \u00e9 assim que eles preservam as rochas mais antiga e precisamos apenas de um a dois por cento de diamantes para que fiquem est\u00e1veis e n\u00e3o afundem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aparentemente, os diamantes n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o raros como a maioria das pessoas pensam. 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