{"id":88975,"date":"2018-07-22T09:37:52","date_gmt":"2018-07-22T12:37:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88975"},"modified":"2018-07-22T09:37:52","modified_gmt":"2018-07-22T12:37:52","slug":"lama-da-samarco-pode-ser-bomba-relogio-de-metais-pesados-no-rio-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lama-da-samarco-pode-ser-bomba-relogio-de-metais-pesados-no-rio-doce\/","title":{"rendered":"Lama da Samarco pode ser \u201cbomba-rel\u00f3gio\u201d de metais pesados no Rio Doce"},"content":{"rendered":"<div id=\"content\">\n<div class=\"article-content\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88976\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma \u201cbomba-rel\u00f3gio\u201d com metais pesados continua amea\u00e7ando o estu\u00e1rio do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Rio Doce<\/span>, mesmo ap\u00f3s dois anos e meio do vazamento de 50 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m3) de rejeitos de minera\u00e7\u00e3o do reservat\u00f3rio da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Samarco<\/span>, localizado no distrito de Bento Rodrigues, em\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mariana<\/span>\u00a0(Minas Gerais). Esse \u00e9 o resultado de um\u00a0estudo\u00a0desenvolvido em parceria por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes), da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/p>\n<p>\u201cA ideia era de que a maior parte daquele material liberado ap\u00f3s o acidente ficasse nas proximidades da barragem e do munic\u00edpio de Mariana. No entanto, a lama chegou a Reg\u00eancia, uma vila localizada no litoral do Esp\u00edrito Santo, regi\u00e3o importante ecologicamente, com intensa atividade de pesca e turismo, onde o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Rio Doce<\/span>\u00a0des\u00e1gua\u201d, lembra Tiago Os\u00f3rio Ferreira, professor do Departamento de Ci\u00eancia do Solo da Esalq.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, publicado na\u00a0revista cient\u00edfica\u00a0<i>Science Direct<\/i>, o rejeito continua chegando ao estu\u00e1rio e o material est\u00e1 associado a metais pesados, que correm o risco de serem liberados no ambiente. \u201cEm fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es locais de solo, esses metais podem, a m\u00e9dio ou longo prazo, ser biodisponibilizados\u201d, complementa o docente.<\/p>\n<p>Parte desse estudo foi publicada pelo pesquisador Hermano Queiroz, doutorando do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Solos e Nutri\u00e7\u00e3o de Plantas, da Esalq. Queiroz identifica alguns dos metais encontrados. \u201cIdentificamos cobre, mangan\u00eas, zinco, cromo, cobalto, n\u00edquel, chumbo, todos eles associados ao rejeito\u201d, ressalta.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<h3>Novo desastre<\/h3>\n<div><img src=\"https:\/\/cdn4.ecycle.com.br\/cache\/images\/2018-07\/50-650-rio-doce-com-lama.jpg\" alt=\"Rio Doce\" width=\"650\" \/><i>Imagem: \u00c1guas do Rio Doce em Galileia (Minas Gerais), com a lama da barragem da Samarco que se rompeu no munic\u00edpio de Mariana em 5 de novembro de 2015. Foto: Eli Kazuyuki Hayasaka via Wikimedia Commons\/CC BY-SA 2.0<\/i><\/div>\n<p>A disponibiliza\u00e7\u00e3o de metais pesados em um sistema estuarino pode resultar em novo desastre. \u201cAlguns desses metais s\u00e3o t\u00f3xicos e podem se acumular em plantas e peixes, acarretando efeitos potencialmente nocivos sobre a fauna e a flora associadas a esse ecossistema\u201d, destaca o professor Ferreira.<\/p>\n<p>Os pesquisadores alertam ser perigoso considerar apenas os patamares atuais de contamina\u00e7\u00e3o. \u201cOlhando para os n\u00edveis de contamina\u00e7\u00e3o de hoje, apenas o n\u00edquel e o cromo, entre os metais analisados, est\u00e3o em n\u00edveis superiores ao permitido pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira. No entanto, essa vis\u00e3o est\u00e1tica n\u00e3o acompanha a din\u00e2mica da movimenta\u00e7\u00e3o do material que segue em dire\u00e7\u00e3o ao estu\u00e1rio periodicamente; por exemplo, cada vez que chove, mais rejeito \u00e9 depositado\u201d, constata Queiroz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, considerar os \u00edndices totais de contamina\u00e7\u00e3o mascara o fato do rejeito rico em ferro ser uma fra\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel, podendo ser solubilizado e facilitar a libera\u00e7\u00e3o dos metais pesados. \u201cOs oxihidr\u00f3xidos de ferro, nas condi\u00e7\u00f5es de solo estuarino, s\u00e3o suscet\u00edveis a dissolu\u00e7\u00e3o, o que poder\u00e1 aumentar a biodisponibilidade e o risco de contamina\u00e7\u00e3o por metais\u201d, observa o pesquisador.<\/p>\n<p>O estudo faz parte do projeto Rede de Solos e Bentos na Foz do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Rio Doce<\/span>\u00a0(Rede SoBEs RIO DOCE), financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Esp\u00edrito Santo (Fapes), e pode ser lido, na \u00edntegra,\u00a0AQUI. Sob solicita\u00e7\u00e3o, os resultados foram apresentados ao governo do Estado do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<aside id=\"aside\">\n<div id=\"parceiroEcycle\" class=\"boxCinza\"><\/div>\n<\/aside>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma \u201cbomba-rel\u00f3gio\u201d com metais pesados continua amea\u00e7ando o estu\u00e1rio do\u00a0Rio Doce, mesmo ap\u00f3s dois anos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lama.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma \u201cbomba-rel\u00f3gio\u201d com metais pesados continua amea\u00e7ando o estu\u00e1rio do\u00a0Rio Doce, mesmo ap\u00f3s dois anos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88975"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88975"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88975\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}