{"id":88916,"date":"2018-07-21T00:00:30","date_gmt":"2018-07-21T03:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88916"},"modified":"2018-07-21T11:40:54","modified_gmt":"2018-07-21T14:40:54","slug":"agrotoxico-faz-bem-um-pouco-de-pos-verdade-no-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agrotoxico-faz-bem-um-pouco-de-pos-verdade-no-debate\/","title":{"rendered":"Agrot\u00f3xico faz bem? Um pouco de p\u00f3s-verdade no debate"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/agrot%C3%B3xico-1024x683.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/>Por Guilherme Jos\u00e9 Purvin de Figueiredo<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 15 de julho, a Folha de S.Paulo publicou mat\u00e9ria assinada por Reinaldo Jos\u00e9 Lopes e Gabriel Alves enfocando os debates em \u00e2mbito nacional acerca do famigerado \u201cPL do Veneno\u201d com o t\u00edtulo\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2018\/07\/agrotoxico-faz-mal-e-possivel-nao-usa-lo-veja-o-que-e-verdade-e-mentira-no-debate.shtml\" rel=\"noopener\">\u201c<b>Agrot\u00f3xico faz mal? \u00c9 poss\u00edvel n\u00e3o us\u00e1-lo? Veja o que \u00e9 verdade e mentira no debate<\/b>\u201d<\/a>. Esse t\u00edtulo nos permite algumas reflex\u00f5es.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, s\u00e3o feitas duas perguntas aos leitores que buscam honestamente se informar bem acerca de um tema pol\u00eamico.<\/p>\n<p>A primeira pergunta \u00e9 incompleta: agrot\u00f3xico faz mal a qu\u00ea? \u00c0 sa\u00fade humana? Ao agroneg\u00f3cio? \u00c0 biodiversidade? A generalidade da pergunta talvez n\u00e3o seja uma quest\u00e3o de conten\u00e7\u00e3o verbal ou adequa\u00e7\u00e3o a padr\u00f5es ditados pelo \u201cManual de Reda\u00e7\u00e3o\u201d. Qualquer estudante de Jornalismo sabe que a aten\u00e7\u00e3o do leitor diminui \u00e0 medida em que as frases sucedem num artigo. Trata-se de uma pergunta singela, diria mesmo pueril, que poderia ser formulada por uma crian\u00e7a de dez anos de idade \u00e0 sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>A Folha de S.Paulo promete na chamada do artigo que, \u201cem meio \u00e0 guerra de vers\u00f5es\u201d, trar\u00e1 \u201co que a ci\u00eancia e os cientistas t\u00eam a dizer sobre o tema, em 17 perguntas e respostas\u201d. Algo do tipo \u201cAgrot\u00f3xicos numa casca-de-noz\u201d. \u00a0Invoca a hoje t\u00e3o desacreditada \u201cci\u00eancia\u201d para afastar o risco do \u201cachismo\u201d ou a desprez\u00edvel \u201cguerra de vers\u00f5es\u201d. N\u00e3o se trata de uma nova vers\u00e3o, mas de uma exposi\u00e7\u00e3o isenta e \u00e9tica. Aqui, evitou-se falar em \u201cCi\u00eancia\u201d, com mai\u00fascula. H\u00e1 d\u00e9cadas essa palavrinha, assim como a sua parceira, \u201cuniversidade\u201d, vem merecendo esse rebaixamento lingu\u00edstico.<\/p>\n<div id=\"attachment_60157\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-60157\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Luiz-Nishimori-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Luiz-Nishimori-2.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Luiz-Nishimori-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Luiz-Nishimori-2-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O deputado Luiz Nishimori (PR-PR) \u00e9 o relator do projeto que muda a lei de agrot\u00f3xicos. Foto: Antonio Augusto\/C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<\/div>\n<p>Caso o leitor n\u00e3o acredite no discurso amparado em argumentos de autoridade, a Folha coloca-o em xeque: mas, mesmo se o agrot\u00f3xico fizesse mal, seria poss\u00edvel n\u00e3o us\u00e1-lo? A pergunta \u00e9 feita sob medida para calar a boca dos radicais e acabar com o \u201cmimimi ambientalista\u201d: \u201cCritica agrot\u00f3xico mas n\u00e3o abre m\u00e3o de morangos, verduras e legumes suculentos e de baixo custo\u201d. Na verdade, o n\u00edvel de tais coment\u00e1rios oscila entre as figuras penais da cal\u00fania, da difama\u00e7\u00e3o e da inj\u00faria.<\/p>\n<p>Finalmente, o artigo promete ao leitor que, ao chegar ao final do artigo, saber\u00e1 discernir entre \u201co que \u00e9 verdade e o que \u00e9 mentira\u201d no debate acerca do PL 6.299 \u2013 uma promessa ousada em tempos de p\u00f3s-verdade.<\/p>\n<p>Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP afirma que, na antiguidade, a verdade tinha tr\u00eas conota\u00e7\u00f5es diferentes: \u201cEla era tanto a revela\u00e7\u00e3o grega (<i>aleth\u00e9ia<\/i>) de uma lembran\u00e7a esquecida quanto a precis\u00e3o latina do testemunho (<i>veritas<\/i>) e ainda a confian\u00e7a judaico-crist\u00e3 da promessa (<i>emunah<\/i>). Por isso, a verdade tem tr\u00eas opostos diferentes: a ilus\u00e3o, a falsidade e a mentira\u201d. Para ele, a p\u00f3s-verdade n\u00e3o \u00e9 mero \u201crelativismo\u201d, \u201cpragmatismo\u201d ou \u201ccinismo no poder\u201d. Embora dependa disso, a p\u00f3s-verdade vai ainda al\u00e9m, ao atacar a estrutura de fic\u00e7\u00e3o da verdade: \u201c\u00c9 porque as tr\u00eas faces da verdade n\u00e3o se ligam sen\u00e3o por uma fic\u00e7\u00e3o que se pode contar um monte de mentiras dizendo s\u00f3 a verdade, mas tamb\u00e9m criar muitos fatos sem sentido algum e ainda fazer de conta que o que dizemos agora, neste contexto e segundo estas circunst\u00e2ncias n\u00e3o tem nenhuma consequ\u00eancia para o momento vindouro\u201d (\u201c\u00c9tica e P\u00f3s-Verdade\u201d, publicada em 2017 pela Editora Dublinense, de Porto Alegre).<\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">\u201cTomadas isoladamente, nenhuma das frases que formam o artigo da Folha de S.Paulo sobre \u201cas verdades e mentiras na guerra de vers\u00f5es sobre os agrot\u00f3xicos\u201d pode ser apontada como ilus\u00f3ria, falsa ou mentirosa. Mas o texto integral \u00e9 um modelo exemplar de jornalismo na era da p\u00f3s-verdade.\u201d<\/div>\n<p>Tomadas isoladamente, nenhuma das frases que formam o artigo da Folha de S.Paulo sobre \u201cas verdades e mentiras na guerra de vers\u00f5es sobre os agrot\u00f3xicos\u201d pode ser apontada como\u00a0<i>ilus\u00f3ria, falsa\u00a0<\/i>ou\u00a0<i>mentirosa.\u00a0<\/i>Mas o texto integral \u00e9 um modelo exemplar de jornalismo na era da p\u00f3s-verdade.<\/p>\n<p>V\u00e1rias perguntas formuladas esbarram em \u201crespostas\u201d do tipo: \u201cos dados a respeito s\u00e3o complicados e contradit\u00f3rios\u201d, \u201cuma resposta precisa e \u00fanica para essa pergunta \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, \u201cn\u00e3o estamos em terreno seguro sobre o tema\u201d e outras variantes.<\/p>\n<p>O artigo, todavia, omite que, em 1992, o Brasil assinou a Declara\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, da ONU, comprometendo-se a observar o Princ\u00edpio da Precau\u00e7\u00e3o: \u201c15 &#8211; Para que o ambiente seja protegido, ser\u00e3o aplicadas pelos Estados, de acordo com as suas capacidades, medidas preventivas. Onde existam amea\u00e7as de riscos s\u00e9rios ou irrevers\u00edveis, n\u00e3o ser\u00e1 utilizada a falta de certeza cient\u00edfica total como raz\u00e3o para o adiamento de medidas eficazes, em termos de custo, para evitar a degrada\u00e7\u00e3o ambiental\u201d.<\/p>\n<p>A falta de certeza cient\u00edfica deveria reverter em confirma\u00e7\u00e3o da pertin\u00eancia dos alertas que a comunidade vem fazendo contra a aprova\u00e7\u00e3o do \u201cPL do veneno\u201d.<\/p>\n<p>Os aspectos econ\u00f4micos do tema s\u00e3o tratados de forma quase leviana.<\/p>\n<p>Nem mesmo um radical adepto da ecologia profunda prop\u00f5e a elimina\u00e7\u00e3o imediata e total de agrot\u00f3xicos. A pergunta sobre qual seria o impacto econ\u00f4mico da proibi\u00e7\u00e3o completa de seu uso s\u00f3 poderia gerar a resposta \u00f3bvia: \u201cO pre\u00e7o dos alimentos tenderia \u00e0s alturas, devido \u00e0 baixa produtividade. Algumas lavouras produziriam menos de um ter\u00e7o da safra convencional\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_61611\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61611\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Pulveriza%C3%A7%C3%A3o-agrot%C3%B3xicos-Foto-Anvisa-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Pulveriza\u00e7\u00e3o-agrot\u00f3xicos-Foto-Anvisa-1.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Pulveriza\u00e7\u00e3o-agrot\u00f3xicos-Foto-Anvisa-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Pulveriza\u00e7\u00e3o-agrot\u00f3xicos-Foto-Anvisa-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico. Foto: Anvisa.<\/p>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 sabemos que a agricultura org\u00e2nica atende hoje apenas a um nicho do mercado, mas os produtos s\u00e3o mais caros porque n\u00e3o est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de competir com uma agricultura extensiva. Todavia j\u00e1 h\u00e1 sinais de um esbo\u00e7o de competitividade, por exemplo, do arroz org\u00e2nico produzido pelo MST, de excelente qualidade e pre\u00e7os compat\u00edveis. A mudan\u00e7a de modelo h\u00e1 de ser gradativa, com a promo\u00e7\u00e3o de incentivos \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o do uso de venenos qu\u00edmicos \u2013 e n\u00e3o com redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas incidentes em sua tributa\u00e7\u00e3o \u2013 e com o amparo \u00e0 agricultura familiar no m\u00ednimo em paridade de condi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o oferecidas ao grande agroneg\u00f3cio que domina hoje o Congresso Nacional. O artigo n\u00e3o ouviu nenhum representante da agricultura org\u00e2nica.<\/p>\n<p>\u00c0 pergunta sobre a veracidade da assertiva de que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais utiliza agrot\u00f3xicos no mundo, a Folha afirma que nosso pa\u00eds ocuparia a modesta 51\u00aa posi\u00e7\u00e3o dentre 164 pa\u00edses ou territ\u00f3rios analisados. Pouca utilidade haveria em tentar reivindicar o posto de campe\u00e3o do veneno no planeta, mas \u00e9 certo que essa posi\u00e7\u00e3o no ranking \u00e9, para dizer o m\u00ednimo, duvidosa. De acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.worldatlas.com\/articles\/top-pesticide-consuming-countries-of-the-world.html\" rel=\"noopener\">World Atlas<\/a>, o Brasil ocuparia a quinta posi\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o de pesticidas, atr\u00e1s da China, EUA, Argentina e Tail\u00e2ndia. Ademais, o artigo n\u00e3o esclarece a qualidade (e a letalidade) dos produtos que s\u00e3o consumidos especificamente no Brasil.<\/p>\n<p>Concluo com a sa\u00fade dos trabalhadores rurais. O artigo afirma, corretamente, ser preciso diferenciar a exposi\u00e7\u00e3o de consumidores de alimentos e dos trabalhadores rurais. No entanto, conclui que, com rela\u00e7\u00e3o a estes \u201ch\u00e1 ind\u00edcios de aumento do risco de diversas formas de c\u00e2ncer e de malforma\u00e7\u00f5es na gesta\u00e7\u00e3o, bem como redu\u00e7\u00e3o da fertilidade masculina\u201d. Ind\u00edcios?! H\u00e1 20 anos, defendi meu mestrado na USP falando sobre Direito Ambiental e a Sa\u00fade dos Trabalhadores. Com base em estudos da FUNDACENTRO, da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho e da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, n\u00e3o se falava em \u201cind\u00edcios\u201d, mas em evid\u00eancias, em confirma\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. Choca, por isso, reduzir dados comprovados desde a d\u00e9cada de 1960, em obras como \u201cA Primavera Silenciosa\u201d, de Rachel Carson, a meros ind\u00edcios, vest\u00edgios, sinais.<\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">\u201cIndependentemente das narrativas que vierem a ser constru\u00eddas, os fatos est\u00e3o \u00e0 nossa frente: alta taxa de mortalidade no meio rural por envenenamento por agrot\u00f3xicos, exterm\u00ednio de insetos polinizadores, redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da biodiversidade.\u201d<\/div>\n<p>Independentemente das narrativas que vierem a ser constru\u00eddas, os fatos est\u00e3o \u00e0 nossa frente: alta taxa de mortalidade no meio rural por envenenamento por agrot\u00f3xicos, exterm\u00ednio de insetos polinizadores, redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da biodiversidade. E, do lado do consumo, um absurdo desperd\u00edcio de alimentos, gerado pela p\u00e9ssima infraestrutura vi\u00e1ria no pa\u00eds, pelo agravamento da desigualdade social e pela aus\u00eancia completa de pol\u00edticas p\u00fablicas que privilegiem o interesse da popula\u00e7\u00e3o brasileira e reduzam a inseguran\u00e7a alimentar. N\u00e3o h\u00e1 narrativas inocentes: ningu\u00e9m escreve sem intencionalidade. Resta saber se nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 defender o meio ambiente e a sa\u00fade p\u00fablica ou lucrar com a retirada do controle dos agrot\u00f3xicos pela Anvisa e pelo MMA e deix\u00e1-lo inteiramente nas m\u00e3os de pessoas da confian\u00e7a dos donos do poder que hoje est\u00e3o em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Guilherme Jos\u00e9 Purvin de Figueiredo No \u00faltimo dia 15 de julho, a Folha de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Guilherme Jos\u00e9 Purvin de Figueiredo No \u00faltimo dia 15 de julho, a Folha de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88916"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88916\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}