{"id":88634,"date":"2018-07-16T15:00:03","date_gmt":"2018-07-16T18:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88634"},"modified":"2018-07-16T09:25:29","modified_gmt":"2018-07-16T12:25:29","slug":"elefantes-ficam-protegidos-da-caca-por-terem-nascido-sem-presas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/elefantes-ficam-protegidos-da-caca-por-terem-nascido-sem-presas\/","title":{"rendered":"Elefantes ficam protegidos da ca\u00e7a por terem nascido sem presas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88635\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As elefantes f\u00eameas do Parque Nacional de Elefantes Addo, na \u00c1frica do Sul, est\u00e3o protegidas da ca\u00e7a por terem nascido sem presas. Os animais s\u00e3o mortos por ca\u00e7adores para que as presas sejam utilizadas na\u00a0confec\u00e7\u00e3o de joias, esculturas e diversos outros artefatos.<\/p>\n<p>Cerca de 98% das f\u00eameas de toda a \u00c1frica t\u00eam presas. No Addo, no entanto, entre as 300 que l\u00e1 vivem, apenas de 10% a 5% t\u00eam presas.\u00a0No local, h\u00e1 tamb\u00e9m machos sem presas, mas s\u00e3o minoria.<\/p>\n<p>\u201cOs elefantes de Addo podem ser uma das maiores hist\u00f3rias de sucesso\u201d, afirmou o gestor de conserva\u00e7\u00e3o do parque, John Adendorff. \u201cA aus\u00eancia de presas ajudou a proteg\u00ea-los\u201d, completou.<\/p>\n<p>Na Z\u00e2mbia, Tanz\u00e2nia e Uganda tamb\u00e9m foi registrado um aumento no n\u00famero de elefantes f\u00eameas que nasceram sem presas. Em Mo\u00e7ambique, no Parque Nacional Gorongosa, ap\u00f3s grandes n\u00fameros de elefantes com presas serem mortos durante a guerra civil, que afetou o pa\u00eds de 1970 a 1990, f\u00eameas passaram a nascer sem presas. Atualmente, 53% das adultas e 35% das rec\u00e9m-nascidas n\u00e3o t\u00eam presas, segundo a bi\u00f3loga especializada em elefantes Joyce Poole.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de presas, entretanto, raramente ocorre em machos. Em Addo, quase todos os machos t\u00eam presas, mas s\u00e3o menores do que as dos machos de outras localidades. As presas de um elefante macho de 50 anos podem pesar at\u00e9 49 quilos cada e s\u00e3o comercializadas por quase US$ 100 mil no mercado mundial do m\u00e1rmore.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo 20, mais de 100 elefantes foram covardemente mortos no Addo pelo \u201cgrande ca\u00e7ador branco\u201d do Cabo Oriental, major P. J. Pretorius, restando no local apenas 11 animais, sendo oito f\u00eameas, das quais ao menos quatro n\u00e3o tinham presas. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal Estad\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois da funda\u00e7\u00e3o do parque, em 1931, o n\u00famero de elefantes sem presas aumentou, segundo a especialista em elefantes\u00a0Anna M. Whitehouse, e chegou a 98% no in\u00edcio do s\u00e9culo 21, todos descendentes dos 11 elefantes que sobreviveram. Entretanto, de acordo com Ana, a aus\u00eancia de presas n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a sele\u00e7\u00e3o natural decorrente da ca\u00e7a, mas sim com um fen\u00f4meno de \u201cderiva gen\u00e9tica\u201d gerado pela reprodu\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cimes de um grupo extremamente pequeno. A hip\u00f3tese tamb\u00e9m \u00e9 reconhecida pela bi\u00f3loga Joyce Poole.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/25.jpg\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_719772\" class=\"wp-caption aligncenter\">(Foto: Finbarr O\u2019Reilly\/The New York Times)<\/div>\n<p>A prote\u00e7\u00e3o dada \u00e0s f\u00eameas e aos poucos machos que n\u00e3o possuem presas e, por isso, est\u00e3o a salvo da ca\u00e7a, n\u00e3o impediu que o parque decidisse tomar medidas para aumentar ainda mais a seguran\u00e7a dos animais. No local, 80 guardas armados, que receberam treinamento e muni\u00e7\u00e3o militares, fazem a vigia da \u00e1rea com a ajuda de uma pequena for\u00e7a a\u00e9rea, sensores de movimento e infravermelhos. Respons\u00e1veis por observar, de forma atenta, os po\u00e7os d\u2019\u00e1gua e as trilhas percorridas pelos animais, os guardas frequentemente acampam durante \u00e0 noite na mata.<\/p>\n<p>Mas, segundo o\u00a0especialista nos elefantes de Addo formado pela Universidade Nelson Mandela, da \u00c1frica do Sul,\u00a0Graham Kerley, n\u00e3o \u00e9 apenas a seguran\u00e7a que impede a ca\u00e7a, mas tamb\u00e9m a paisagem do local, conhecida como mata do vale, que \u00e9 praticamente impenetr\u00e1vel. Como praticamente toda a mata \u00e9 comest\u00edvel para mega-herb\u00edvoros, quase todas as esp\u00e9cies de plantas desenvolveram espinhos como forma de defesa.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de presas em boa parte dos elefantes, principalmente nas f\u00eameas, a seguran\u00e7a do local e a vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e3o fazendo efeito contra a ca\u00e7a. Isso porque, segundo funcion\u00e1rios e cientistas de Addo, por enquanto, n\u00e3o ocorreram casos de ca\u00e7a a animais protegidos dentro do parque.<\/p>\n<p>Os machos usam as presas para lutar, recolher alimento e cavar em busca de \u00e1gua. As f\u00eameas, no entanto, n\u00e3o parecem ter sido prejudicadas pela falta de presas. O n\u00famero populacional da esp\u00e9cie dobrou a cada 13 anos e atualmente existem mais de 600 animais.<\/p>\n<p>\u201cTalvez a aus\u00eancia de presas seja o futuro\u201d, pontuou o guarda Michael Paxton. \u201cNossas f\u00eameas est\u00e3o sem presas h\u00e1 100 anos, e tudo bem\u201d, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As elefantes f\u00eameas do Parque Nacional de Elefantes Addo, na \u00c1frica do Sul, est\u00e3o protegidas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88635,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/elefantes-3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As elefantes f\u00eameas do Parque Nacional de Elefantes Addo, na \u00c1frica do Sul, est\u00e3o protegidas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88634"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88634"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88634\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}