{"id":88294,"date":"2018-07-10T10:10:30","date_gmt":"2018-07-10T13:10:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88294"},"modified":"2018-07-10T10:10:30","modified_gmt":"2018-07-10T13:10:30","slug":"chegou-a-melhor-epoca-para-ver-algumas-das-maiores-e-mais-ameacadas-aves-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/chegou-a-melhor-epoca-para-ver-algumas-das-maiores-e-mais-ameacadas-aves-do-mundo\/","title":{"rendered":"Chegou a melhor \u00e9poca para ver algumas das maiores e mais amea\u00e7adas aves do mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88295\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Frentes frias vindas da Ant\u00e1rtica, queda na temperatura e ressacas s\u00e3o marcas do inverno no litoral sul-sudeste. Elas n\u00e3o trazem apenas boas ondas para os surfistas, mas tamb\u00e9m alegria para os observadores de aves: algumas das aves marinhas mais impressionantes s\u00e3o mais f\u00e1ceis de encontrar nessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Albatrozes s\u00e3o os maiores dentre os Procellariiformes, um grupo de pelo menos 120 esp\u00e9cies que inclui pardelas, faig\u00f5es, painhos, almas-de-mestres, petr\u00e9is, cagarras e outros (os nomes em ingl\u00eas podem ser ex\u00f3ticos como\u00a0<em>mollymawk, fulmar<\/em>\u00a0e\u00a0<em>prion<\/em>). Radicalmente adaptados para a vida em alto mar, aves deste grupo realizam migra\u00e7\u00f5es em escalas dif\u00edceis de compreender e t\u00eam superpoderes como um olfato hiper sens\u00edvel e a capacidade de mergulhar a dezenas de metros de profundidade com a mesma facilidade com que voam.<\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/book\/10.1002\/9781119020677\" rel=\"noopener\">f\u00f3sseis de Procellariiformes<\/a>\u00a0mais antigos datam do final do Cret\u00e1ceo ou in\u00edcio do Paleoceno (~64 milh\u00f5es de anos), a mesma \u00e9poca em que um asteroide do tamanho do Texas deu in\u00edcio \u00e0 cadeia de eventos que extinguiu os dinossauros n\u00e3o-aves. \u00c9 sempre bom lembrar que\u00a0<a href=\"https:\/\/ciencia.estadao.com.br\/noticias\/geral,quando-voce-come-um-frango-esta-comendo-um-dinossauro,609166\" rel=\"noopener\">as aves s\u00e3o os dinos que sobreviveram<\/a>e observadores de aves s\u00e3o, na verdade, observadores de dinossauros.<\/p>\n<p>Existem 22 esp\u00e9cies de albatrozes e 10 j\u00e1 foram documentadas em \u00e1guas brasileiras. Somos um grande ponto de encontro de visitantes de ilhas remotas. Aqui recebemos Albratrozes-de-sobrancelha (<em>Thalassarche melanophris<\/em>) das Falklands, Albatrozes-de-nariz-amarelo (<em>T. chlororhynchos<\/em>) de Tristan da Cunha e Nightingale, Albatrozes-de-trist\u00e3o (<em>Diomedea dabbenena<\/em>) de Gough, Albatrozes-reais (<em>D. epomophora<\/em>) e Albatrozes-de-coroa-branca (<em>T. steadi<\/em>) das ilhas subant\u00e1rticas da Nova Zel\u00e2ndia e Albatrozes-errantes (<em>Diomedea exulans<\/em>) da South Georgia.<\/p>\n<div id=\"attachment_61349\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61349\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-2-Diomedea-exulans-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-2-Diomedea-exulans-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-2-Diomedea-exulans-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-2-Diomedea-exulans-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Uma m\u00e3e Albatroz-errante alimenta seu filhote na South Georgia. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Algumas, como o Albatroz-errante e o Albatroz-real, est\u00e3o entre as maiores aves voadoras, com envergaduras que comumente ultrapassam os 3 m, com o maior Errante registrado chegando a 3,7 m. Mesmo as esp\u00e9cies menorzinhas n\u00e3o s\u00e3o exatamente passarinhos, j\u00e1 que os \u201cpequenos\u201d Albatrozes-de-nariz-amarelo t\u00eam uns 2 m de envergadura. Esses monstros contrastam com seus primos, as Almas-de-mestre (<em>Oceanites oceanicus<\/em>), do tamanho de um sabi\u00e1.<\/p>\n<p>Essas grandes asas s\u00e3o utilizadas para uma forma muito eficiente e econ\u00f4mica de voo chamada de planeio din\u00e2mico (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CdaoiplgyII\" rel=\"noopener\">veja aqui<\/a>) que permite que essas aves voem milhares (e milhares) de quil\u00f4metros durante semanas com muito pouco gasto de energia.<\/p>\n<p>Esse superpoder faz com que um albatroz sair para o trabalho ou dar um rolezinho para relaxar tenha um significado especial.<\/p>\n<p>Albatrozes-errantes em descanso reprodutivo podem voar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/srep0885\" rel=\"noopener\">ao redor da Ant\u00e1rtica tr\u00eas vezes (uma dist\u00e2ncia de 120 mil km) em um ano<\/a>. E Errantes com ninhos na South Georgia podem ficar at\u00e9 duas semanas fora procurando alimento, cobrindo entre 9 e 11 mil km antes de voltar para casa.<\/p>\n<p>As estrat\u00e9gias de vida destas aves tamb\u00e9m s\u00e3o radicais. Albatrozes s\u00e3o exemplos extremos de\u00a0<em>estrategistas k<\/em>. Ao contr\u00e1rio de muita gente que \u00e9\u00a0<em>estrategista r<\/em>\u00a0e produz filhos aos montes sem investir na sua cria\u00e7\u00e3o e deixando que os mesmos se virem ou os outros se virem com eles, albatrozes investem na qualidade, combinando cuidado com provas extremas.<\/p>\n<p><strong>Inf\u00e2ncia radical<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_61350\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61350\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-3-Thalassarche-chlororhynchos-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-3-Thalassarche-chlororhynchos-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-3-Thalassarche-chlororhynchos-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-3-Thalassarche-chlororhynchos-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O Albatroz-de-nariz-amarelo (<em>Thalassarche chlororhynchos<\/em>) \u00e9 a esp\u00e9cie mais f\u00e1cil de observar no Brasil. Este albatroz nidifica nas ilhas Tristan da Cunha, Nightingale, Gough e Innaccessible. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Para come\u00e7ar, albatrozes t\u00eam vidas longas, o que significa tempo para que um casal produza descendentes suficientes para se reporem na popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wisdom_(albatross)\" rel=\"noopener\">Wisdom<\/a>, uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/smart-news\/wisdom-worlds-oldest-wild-bird-expecting-age-67-180967718\/\" rel=\"noopener\">Albatroz-de-laysan (<em>Phoebastria immutabilis<\/em>) que nidifica na ilha de Midway, tem 67 anos<\/a>\u00a0e continua criando seus beb\u00eas. E Grandma, uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.odt.co.nz\/news\/dunedin\/albatross-equals-chick-record\" rel=\"noopener\">Albatroz-real-do-norte (<em>Diomedea sanfordi<\/em>), provavelmente tinha 62 anos quando seu \u00faltimo filhote, Button, nasceu<\/a>. Ao contr\u00e1rio de n\u00f3s, m\u00edseros mam\u00edferos, albatrozes n\u00e3o mostram sinais de senesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo, albatrozes estabelecem rela\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o, o que significa fam\u00edlias est\u00e1veis e filhos bem criados. Afinal, criar filhos da forma certa em ambientes hostis \u00e9 trabalho duro que precisa ser compartilhado. Albatrozes levam 6-15 anos para atingir a maturidade sexual e t\u00eam namoros longu\u00edssimos que incluem participar de bailes e festas para conhecer quem est\u00e1 solteiro. Depois que um casal se forma e cria os primeiros filhotes com sucesso podem ser literalmente d\u00e9cadas e d\u00e9cadas at\u00e9 que a morte os separe.<\/p>\n<p>O que vale tanto para casais h\u00e9tero como para casais homossexuais. Sim, h\u00e1 albatrozes gays que formam fam\u00edlias felizes e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/blogs\/olhar-naturalista\/27005-animais-gays-nao-tem-pastores-homofobicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">d\u00e3o um n\u00f3 na cabe\u00e7a de quem acha que a Natureza espelha a mente de seu Querido L\u00edder homof\u00f3bico<\/a>.<\/p>\n<p>O Albatroz-errante \u00e9 um exemplo da maratona para criar um filho. A incuba\u00e7\u00e3o, dividida pelos pais, dura 11 semanas e o filho \u00fanico levar\u00e1 outras 40 semanas at\u00e9 deixar o ninho. Durante esses meses os pais ir\u00e3o primeiro se revezar em turnos de at\u00e9 duas semanas no ninho, durante as quais ficam em jejum cuidando do ovo ou do filhote pequeno.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-4-Thalassarche-melanophris-1024x683.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_61351\" class=\"wp-caption aligncenter\">O Albatroz-de-sobrancelha (<em>Thalassarche melanophris<\/em>) \u00e9 mais comum nas \u00e1guas mais frias da costa sul do Brasil. A maioria prov\u00e9m de col\u00f4nias nas Falklands. Foto: Fabio Olmos.<\/div>\n<p>Conforme o beb\u00ea cresce e pode ficar sozinho, ambos os pais podem buscar alimento para que o filhote cres\u00e7a, acumule gordura e possa deixar o ninho para viver por conta pr\u00f3pria. O que significa que quando o filhote chega a determinada idade e peso os pais o abandonam para que enfrente o desafio final. Se voc\u00ea achou sua adolesc\u00eancia dura, pense de novo.<\/p>\n<p>Sozinho, o filhote deve finalizar a muda das penas e se exercitar. E sozinho dever\u00e1 voar para o mar e encontrar alimento, guiado apenas por algoritmos mentais transmitidos geneticamente. Ser\u00e3o pelo menos cinco anos em alto-mar antes de voltar \u00e0 ilha natal para come\u00e7ar a conhecer a galera e namorar.<\/p>\n<p>Muita coisa pode dar errado quando albatrozes &amp; primos est\u00e3o criando seus filhotes. Aves carnudas sentadas por semanas sobre ovos suculentos s\u00e3o um alvo f\u00e1cil e n\u00e3o \u00e9 por acaso que albatrozes buscam ilhas sem mam\u00edferos predadores para formar suas col\u00f4nias. Infelizmente, a chegada de humanos e seus\u00a0<em>pets<\/em>\u00a0representa o apocalipse para muitas esp\u00e9cies de albatrozes, pardelas, petr\u00e9is e seus primos.<\/p>\n<p>Existem umas 360 esp\u00e9cies de aves marinhas.\u00a0<strong>Pelo menos 110 s\u00e3o hoje consideradas globalmente amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o<\/strong>, o que as torna\u00a0<strong>o grupo de aves mais amea\u00e7ado<\/strong>. E h\u00e1 muitas popula\u00e7\u00f5es locais em risco de extin\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Das 140 esp\u00e9cies de Procellariiformes, 64 est\u00e3o globalmente amea\u00e7adas. Poucos grupos de aves est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o prec\u00e1ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_61352\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61352\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-5-Thalassarche-chrysostoma-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-5-Thalassarche-chrysostoma-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-5-Thalassarche-chrysostoma-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-5-Thalassarche-chrysostoma-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O Albatroz-de-cabe\u00e7a-cinza (<em>Thalassarche chrysostoma<\/em>) nidifica em ilhas fora do extremo sul do Chile e ilhas subant\u00e1rticas como a South Ge\u00f3rgia. \u00c9 um visitante muito raro no Brasil. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Humanos t\u00eam uma longa hist\u00f3ria de exterminar essas aves. Ninhais que literalmente cobriam ilhas em todo o mundo foram transformados em pilhas de ossos por povos pr\u00e9-industriais como os polin\u00e9sios. Essa tradi\u00e7\u00e3o de exterm\u00ednio durou at\u00e9 a pouco tempo, com milh\u00f5es de albatrozes e outras aves mortas durante o s\u00e9culo 19 e in\u00edcio do s\u00e9culo 20 para fornecer penas para travesseiros e edredons.<\/p>\n<p>Humanos por si s\u00f3 s\u00e3o um desastre, mas nunca est\u00e3o sozinhos. C\u00e3es, gatos, porcos, ratos e camundongos trazidos introduzidos nas ilhas perpetuam o legado de destrui\u00e7\u00e3o. Popula\u00e7\u00e3o ap\u00f3s popula\u00e7\u00e3o, esp\u00e9cie ap\u00f3s esp\u00e9cie, foi eliminada por nossos pets.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, as pardelas-de-asa-larga (<em>Puffinus lherminieri<\/em>),\u00a0<a href=\"http:\/\/www4.museu-goeldi.br\/revistabrornito\/revista\/index.php\/BJO\/article\/view\/4001\" rel=\"noopener\">um parente menorzinho dos albatrozes, s\u00f3 nidificam em Fernando de Noronha<\/a>, onde est\u00e3o \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o (se \u00e9 que ainda existem) gra\u00e7as aos gatos e ratos que infestam o arquip\u00e9lago. Em outro parque nacional marinho, Abrolhos,\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/pdf\/10.1177\/194008291400700403\" rel=\"noopener\">ratos tamb\u00e9m amea\u00e7am levar os Rabos-de-palha-de-bico-vermelho (<em>Phaethon aethereus<\/em>) a um fim sangrento<\/a>.<\/p>\n<p>A erradica\u00e7\u00e3o dessas pragas \u00e9 rotina em montes de pa\u00edses que levam sua conserva\u00e7\u00e3o a s\u00e9rio (p. ex. veja\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/blogs\/olhar-naturalista\/28837-ilha-campbell-da-tragedia-das-pragas-a-recuperacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/blogs\/olhar-naturalista\/28856-ilha-macquarie-como-vencer-os-predadores-introduzidos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>), felizmente, foram dados os primeiros passos tanto em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pragaseeventos.com.br\/saude-ambiental\/a-caca-aos-ratos-em-fernando-de-noronha\/\" rel=\"noopener\">Noronha<\/a>\u00a0como em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/ultimas-noticias\/20-geral\/8359-manejo-de-especies-exoticas-protege-ninhos-de-aves-em-abrolhos\" rel=\"noopener\">Abrolhos<\/a>.<\/p>\n<p>Torcemos para que esse trabalho culmine na erradica\u00e7\u00e3o total. E ilhas seguras para as aves.<\/p>\n<p><strong>Perigo em Alto Mar<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_61353\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61353\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-6-Thalassarche-steadi-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-6-Thalassarche-steadi-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-6-Thalassarche-steadi-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-6-Thalassarche-steadi-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O Albatroz-de-coroa-branca (<em>Thalassarche steadi<\/em>) \u00e9 um raro visitante vindo de ilhas ao sul da Nova Zel\u00e2ndia. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>O per\u00edodo ap\u00f3s o jovem albatroz deixar o ninho, quando tem que se virar sozinho e aprender a encontrar alimento enquanto tem reservas de gordura, \u00e9 uma prova dura e 50% dos jovens morrem. O mar, especialmente o Oceano Austral dos\u00a0<em>Roaring Forties<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Furious Fifties<\/em>, n\u00e3o \u00e9 um ambiente f\u00e1cil de viver. No dia a dia estas aves surfam ventos com for\u00e7a de furac\u00e3o ao longo da crista de ondas com v\u00e1rios andares de altura buscando alimento que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil de encontrar ou apanhar.<\/p>\n<p>Albatrozes alimentam-se de lulas \u2013 muitas encontradas boiando mortas ou moribundas ap\u00f3s a desova \u2013, peixes, krill, ovos de peixes-voadores e quase toda a prote\u00edna que encontram. N\u00e3o ir\u00e3o desperdi\u00e7ar os pedacinhos de focas despeda\u00e7adas por orcas e podem se juntar a parentes como os hil\u00e1rios Petr\u00e9is-gigantes (<em>Macronectes<\/em>\u00a0spp.) para aproveitar uma baleia ou elefante-marinho mortos.<\/p>\n<p>Esse oportunismo faz com que albatrozes e seus parentes petr\u00e9is, pardelas &amp; cia rapidamente aprendam que barcos de pesca oferecem oportunidades para um almo\u00e7o na forma de descartes ou iscas roubadas de anz\u00f3is.<\/p>\n<p>Obviamente esse almo\u00e7o tem um pre\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel saber a posi\u00e7\u00e3o de um organismo na cadeia alimentar atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica chamada an\u00e1lise de is\u00f3topos est\u00e1veis. Resumindo muito, se voc\u00ea \u00e9 vegetariano radical os \u00e1tomos que te comp\u00f5em ter\u00e3o uma assinatura diferente de algu\u00e9m que come vegetarianos, que \u00e9 diferente do superpredador quem come carn\u00edvoros. Essa assinatura permite saber onde voc\u00ea est\u00e1 na teia do quem-come-quem.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-7-Diomedea-epomophora-1024x683.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_61354\" class=\"wp-caption aligncenter\">O Albatroz-real-do-sul (<em>Diomedea epomophora<\/em>) \u00e9 outro visitante vindo da Nova Zel\u00e2ndia, mais comum na plataforma continental fora do Rio Grande do Sul. Foto: Fabio Olmos.<\/div>\n<p>Uma prova do absurdo impacto dos humanos sobre os oceanos do mundo \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S002209811000242X\" rel=\"noopener\">fornecida pelos estudos com is\u00f3topos est\u00e1veis que mostram que tubar\u00f5es s\u00e3o um item importante da dieta de albatrozes, petr\u00e9is e pardelas<\/a>. Obviamente essas aves n\u00e3o pescam tubar\u00f5es. Somos n\u00f3s que os matamos aos milh\u00f5es e jogamos seus restos ao em quantidade suficiente para mudar a ecologia de toda uma comunidade de aves.<\/p>\n<p>Sem mencionar todo o ecossistema marinho.<\/p>\n<p>A pesca por si s\u00f3 compete com as aves por alimento e temos visto decl\u00ednios brutais de popula\u00e7\u00f5es de aves e mam\u00edferos marinhos que somavam milh\u00f5es \u2013 como na costa do Peru e Chile &#8211; porqu\u00ea mineramos seu alimento para fazer ra\u00e7\u00e3o animal, \u00f4mega 3 e adubo.<\/p>\n<p>O setor pesqueiro,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.economist.com\/leaders\/2017\/12\/19\/a-shameful-failure-to-tackle-overfishing\" rel=\"noopener\">que \u00e9 brutalmente subsidiado<\/a>, j\u00e1 levou ao decl\u00ednio, algumas vezes irrevers\u00edvel, de 1\/3 das esp\u00e9cies da fauna marinha de interesse comercial e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.oceana.org\/pt-br\/blog\/fao-cerca-de-90-dos-estoques-pesqueiros-do-planeta-encontram-se-sobrepescados-ou-plenamente\" rel=\"noopener\">90% dos estoques pesqueiros est\u00e3o sobreexplorados ou no limite<\/a>. Algumas esp\u00e9cies, como tubar\u00f5es, atuns e peixes-de-bico, viram suas popula\u00e7\u00f5es\u00a0<a href=\"https:\/\/www.economist.com\/international\/2014\/02\/24\/in-deep-water\" rel=\"noopener\">colapsarem em 90% ou mais desde 1950<\/a>, ano bem distante de representar mares intocados.<\/p>\n<p>O fato de chamarem esses animais de \u201crecurso pesqueiro\u201d mostra a mentalidade por tr\u00e1s de seu uso e abuso. E vale lembrar que o colapso de popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies como meros, peixes-serra, garoupas, e o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2351989415300536\" rel=\"noopener\">esquecido ca\u00e7\u00e3o-quati<\/a>\u00a0(se \u00e9 que ainda existe) se deve em boa parte \u00e0 pesca artesanal.<\/p>\n<div id=\"attachment_61355\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61355\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-8-Diomedea-sanfordi-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-8-Diomedea-sanfordi-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-8-Diomedea-sanfordi-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-8-Diomedea-sanfordi-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Outro visitante neozeland\u00eas \u00e9 o Albatroz-real-do-norte (<em>Diomedea sanfordi<\/em>). Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Albatrozes e outras aves marinhas tamb\u00e9m tentam apanhar as lulas e peixes usados como iscas pelos barcos espinheleiros que capturam tubar\u00f5es, atuns, peixes de bico e dourados, com resultados fatais. \u00c9 comum que as aves acabem fisgadas e se afoguem. Al\u00e9m disso, aves morrem em colis\u00f5es com cabos usados por barcos de arrasto e afogadas em redes de espera.<\/p>\n<p>A \u201cmortalidade incidental\u201d (esses termos educados&#8230;) \u00e9 a principal causa do decl\u00ednio catastr\u00f3fico de v\u00e1rias popula\u00e7\u00f5es de albatrozes &amp; cia, al\u00e9m de outras aves marinhas que n\u00e3o ocorrem por aqui como\u00a0<em>murres<\/em>,\u00a0<em>puffins<\/em>\u00a0e\u00a0<em>auks<\/em>.<\/p>\n<p>Estima-se que, hoje, um m\u00ednimo de\u00a0<a href=\"https:\/\/abcbirds.org\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/seabird_report.pdf\" rel=\"noopener\">300 mil aves marinhas s\u00e3o mortas por barcos espinheleiros a cada ano em todo o mundo<\/a>, e essa \u00e9 a raz\u00e3o principal para que 23 esp\u00e9cies estejam amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo pesquisadores\u00a0<a href=\"https:\/\/www.int-res.com\/articles\/esr2008\/5\/n005p137.pdf\" rel=\"noopener\">t\u00eam estimado a mortalidade de albatrozes e petr\u00e9is causada pela frota espinheleira trabalhando no Brasil<\/a>. O\u00a0<a href=\"https:\/\/projetoalbatroz.org.br\/\">Projeto Albatroz<\/a>, ONG que atua junto com o setor pesqueiro e o governo na pesquisa e implementa\u00e7\u00e3o de medidas para reduzir esta mortalidade, estima que 3.300 aves foram mortas em 2013 e 4.600 em 2014.<\/p>\n<p>Isso poderia ser evitado com a ado\u00e7\u00e3o de medidas que minimizam a probabilidade das aves serem capturadas, algo que \u00e9 bastante pesquisado pelo Projeto Albatroz.\u00a0<a href=\"https:\/\/projetoalbatroz.org.br\/sobre-o-projeto-albatroz\/noticias\/peso-seguro-sera-exibido-nas-sessoes-do-circuito-tela-verde-em-todo-o-brasil\" rel=\"noopener\">Essas medidas podem ser simples como a ado\u00e7\u00e3o de pesos adequados nas linhas de pesca<\/a>\u00a0e s\u00e3o teoricamente obrigat\u00f3rias gra\u00e7as a instru\u00e7\u00f5es normativas que regulam a pesca com espinhel.<\/p>\n<div id=\"attachment_61356\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61356\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-9-Diomedea-dabbenena-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-9-Diomedea-dabbenena-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-9-Diomedea-dabbenena-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-9-Diomedea-dabbenena-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O Albatroz-de-trist\u00e3o (<em>Diomedea dabbenena<\/em>) hoje t\u00eam uma \u00fanica popula\u00e7\u00e3o significativa na ilha Gough, onde filhotes s\u00e3o comidos vivos por camundongos introduzidos. Um dos albatrozes mais amea\u00e7ados, \u00e9 uma das v\u00edtimas dos espinh\u00e9is brasileiros. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 saber, l\u00e1 no marz\u00e3o a centenas de milhas da costa, se os pescadores realmente as usam. Medidas de controle que comprovem a ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas e um sistema de certifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Brasil explora a fauna marinha de maneira que pode ser classificada, de modo educado, como predat\u00f3ria e irrespons\u00e1vel. Hoje, sem estat\u00edsticas pesqueiras dignas de confian\u00e7a, sequer sabemos quantos pescadores existem, quanto mais o que eles pescam e matam. Somos um \u00f3timo exemplo da trag\u00e9dia dos comuns subsidiada pelos impostos que, para come\u00e7ar, permitem que pescadores predat\u00f3rios comprem diesel barato.<\/p>\n<p>Subsidiada tamb\u00e9m por voc\u00ea, caro leitor, que compra esp\u00e9cies amea\u00e7adas ou cuja pesca amea\u00e7a outras esp\u00e9cies. Peixes como ca\u00e7\u00f5es, mecas, marlins, atuns, atuns, garoupas, chernes, vermelhos e caranhas.<\/p>\n<p>Aqui em S\u00e3o Paulo, onde h\u00e1 leis \u201cecol\u00f3gicas\u201d como as que pro\u00edbem alimentar pombos em pra\u00e7as e o abate de javalis, aqueles peixes amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o podem ser facilmente encontrados no CEAGESP e nos mercados. Que tal algum legislador melhor orientado mirar nisso?<\/p>\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 quem compre, n\u00e3o h\u00e1 quem mate. O mar agradece.<\/p>\n<p><strong>Veja antes que acabe<\/strong><\/p>\n<p>Encontrar um albatroz em alto-mar \u00e9 uma experi\u00eancia que muitos classificam no gradiente entre M\u00edstica e PQP Extreme. O grande (e casca grossa) pesquisador\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Robert_Cushman_Murphy\" rel=\"noopener\">Robert Cushman Murphy<\/a>\u00a0escreveu \u201ceu agora perten\u00e7o a um culto mais elevado dentre os mortais pois eu vi o albatroz\u201d depois de ver seu primeiro Albatroz-errante. Aposto que ficou com os olhos cheios d\u2019\u00e1gua. Quem j\u00e1 viu sabe como \u00e9.<\/p>\n<div id=\"attachment_61357\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-61357\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-10-Phoebetria-palpebrata-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-10-Phoebetria-palpebrata-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-10-Phoebetria-palpebrata-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Fig-10-Phoebetria-palpebrata-1-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">O Piau-de-costas-claras (Phoebetria palpebrata) nidifica em ilhas subant\u00e1rticas e \u00e9 uma raridade no Brasil. Foto: Fabio Olmos.<\/p>\n<\/div>\n<p>Errantes e seus primos quase id\u00eanticos, os Albatrozes-de-trist\u00e3o, s\u00e3o dif\u00edceis de ver por aqui porque n\u00f3s j\u00e1 matamos a maioria deles. Mas seus parentes menores, como os Narizes-amarelos e Sobrancelhas, al\u00e9m de um elenco variado de pardelas e petr\u00e9is, s\u00e3o mais f\u00e1ceis de observar.<\/p>\n<p>Ironicamente, o jeito mais f\u00e1cil \u00e9 procurar um barco de pesca que esteja jogando peixes e restos no mar. Ou fazer isso voc\u00ea mesmo, oferecendo um almo\u00e7o gr\u00e1tis, e seguro, de peixes e lulas frescos,\u00a0<a href=\"https:\/\/youtu.be\/IlOIJ9GnDuc\" rel=\"noopener\">como empresas de observa\u00e7\u00e3o de aves fazem pelo mundo afora<\/a>.<\/p>\n<p>Seja como for, \u00e9 bom ver seu primeiro albatroz enquanto eles ainda voam por aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frentes frias vindas da Ant\u00e1rtica, queda na temperatura e ressacas s\u00e3o marcas do inverno no<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88295,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/albatroz.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Frentes frias vindas da Ant\u00e1rtica, queda na temperatura e ressacas s\u00e3o marcas do inverno no","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88294"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88294\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}