{"id":88282,"date":"2018-07-10T09:41:22","date_gmt":"2018-07-10T12:41:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88282"},"modified":"2018-07-10T09:41:22","modified_gmt":"2018-07-10T12:41:22","slug":"cientistas-australianos-acreditam-que-vivemos-uma-sexta-onda-de-extincoes-no-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-australianos-acreditam-que-vivemos-uma-sexta-onda-de-extincoes-no-planeta\/","title":{"rendered":"Cientistas australianos acreditam que vivemos uma sexta onda de extin\u00e7\u00f5es no planeta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88283\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisas recentes, feitas particularmente por cientistas da Austr\u00e1lia, revelaram uma s\u00e9rie de riscos \u00e0 flora e \u00e0 fauna, ampliando o escopo de um invent\u00e1rio anual, compilado pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN).<\/p>\n<p>De acordo com os resultados, mais de 26 mil esp\u00e9cies do mundo est\u00e3o agora amea\u00e7adas. Acredita-se que o planeta esteja entrando em uma sexta onda de extin\u00e7\u00f5es em massa.<\/p>\n<p>Dezenove das esp\u00e9cies que j\u00e1 estavam na lista est\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais grave \u2013 correm ainda maior risco de extin\u00e7\u00e3o. Entre elas est\u00e1 o Bufo torrenticola \u2013 Ansonia smeagol \u2013 (em homenagem a Gollum em O Senhor dos An\u00e9is), que est\u00e1 sendo dizimado pela polui\u00e7\u00e3o proveniente do turismo na Mal\u00e1sia.<\/p>\n<p>Dois tipos de minhocas japonesas tamb\u00e9m est\u00e3o na lista, amea\u00e7adas principalmente pela perda de habitat, pelo uso de agroqu\u00edmicos e pela precipita\u00e7\u00e3o radioativa do desastre nuclear de Fukushima. O \u201cBartle Frere cool-skink\u201d, um r\u00e9ptil australiano, teve o seu habitat reduzido de tamanho \u2013 como resultado do aquecimento global. Agora, ele se resume a uma faixa de 200 metros no pico da montanha mais alta de Queensland.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 importante saber que as amea\u00e7as n\u00e3o se limitam apenas a animais de terras distantes, ou com nomes ex\u00f3ticos. Os cientistas afirmam que a perda da biodiversidade \u00e9 ainda mais preocupante do que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u2013 \u00e9 a capacidade da Terra de fornecer ar limpo, \u00e1gua pot\u00e1vel, comida e um sistema clim\u00e1tico est\u00e1vel para todos os seres que a habitam.<\/p>\n<p>\u201cIsso refor\u00e7a a teoria de que estamos seguindo em dire\u00e7\u00e3o a um per\u00edodo em que as extin\u00e7\u00f5es ocorrem em um ritmo muito mais alto do que a taxa de fundo natural. Estamos colocando em risco os sistemas de suporte \u00e0 vida de nosso planeta e o futuro de nossa pr\u00f3pria esp\u00e9cie \u201d, disse Craig Hilton-Taylor, chefe da unidade da lista vermelha da IUCN em Cambridge, no Reino Unido, em entrevista ao jornal The Guardian.<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a nossa janela de oportunidade para agir \u2013 temos o conhecimento e as ferramentas sobre o que precisa ser feito, mas agora precisamos de todos: governos, setor privado e sociedade civil, para escalar a\u00e7\u00f5es para prevenir o decl\u00ednio e a perda de esp\u00e9cies\u201d, ele completa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/especies-extin%C3%A7%C3%A3o2.jpg\" width=\"640\" height=\"384\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_719910\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p>A lista vermelha da IUCN \u00e9 compilada com a colabora\u00e7\u00e3o de milhares de especialistas em todo o mundo. Agora inclui 93.577 esp\u00e9cies, das quais 26.197 s\u00e3o classificadas como vulner\u00e1veis, cr\u00edticas ou amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Desde o ano passado, seis esp\u00e9cies foram declaradas extintas, elevando o total para 872. Outras 1.700 esp\u00e9cies est\u00e3o listadas como criticamente amea\u00e7adas, possivelmente extintas.<\/p>\n<p>Entre os decl\u00ednios mais evit\u00e1veis estava o da raposa-voadora Maior Mascarene, que passou de vulner\u00e1vel a amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o depois que o governo de Maur\u00edcio realizou um abate a pedido de produtores de frutas que argumentavam que os morcegos estavam comendo suas colheitas. A IUCN est\u00e1 agora trabalhando com os dois lados para encontrar um compromisso que permita que a esp\u00e9cie se recupere sem ferir os meios de subsist\u00eancia.<\/p>\n<p>No Caribe, a pequena popula\u00e7\u00e3o do roedor hutia jamaicana foi dividiva com a expans\u00e3o dos assentamentos. Isso tornou o acasalamento mais dif\u00edcil para o pequeno mam\u00edfero, al\u00e9m de aumentar o risco de que ele seja predado por c\u00e3es e gatos. Isso \u00e9 um exemplo de como a a\u00e7\u00e3o humana pode lentamente dizimar outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Uma pesquisa recente mostrou que dos 7,6 bilh\u00f5es de pessoas do mundo representam apenas 0,01% de todos os seres vivos, mas causaram a perda de 83% de todos os mam\u00edferos selvagens e cerca de metade das vegeta\u00e7\u00f5es naturais, enquanto a popula\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos e gado est\u00e1 em constante crescimento.<\/p>\n<p>Um dos focos do relat\u00f3rio deste ano foram os r\u00e9pteis australianos, dos quais 7% est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o. Isso se deve principalmente \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica e \u00e0s esp\u00e9cies invasoras, particularmente o sapo venenoso e os gatos selvagens, que matam cerca de 600 milh\u00f5es de r\u00e9pteis por ano. Entre os que sofrem decl\u00ednios preocupantes na popula\u00e7\u00e3o est\u00e3o o drag\u00e3o sem orelhas da pastagem e o monitor de \u00e1gua de Mitchell.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/especies-extin%C3%A7%C3%A3o3.jpg\" width=\"640\" height=\"384\" \/><\/p>\n<div id=\"attachment_719911\" class=\"wp-caption aligncenter\"><\/div>\n<p>Mas nem todas s\u00e3o m\u00e1s not\u00edcias: em uma nota mais positiva, o sapo quito de Quito estava entre as quatro esp\u00e9cies de anf\u00edbios redescobertas na Am\u00e9rica do Sul, quando acreditavam que j\u00e1 estavam extintas. Infelizmente, de uma maneira geral, r\u00e3s e sapos foram os animais que tiveram um maior decl\u00ednio nas popula\u00e7\u00f5es, junto com corais e orqu\u00eddeas.<\/p>\n<p>Para que os rumos sejam modificados, a secret\u00e1ria executiva da Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica, Cristiana Pa\u0219ca Palmer, diz que o mundo precisa de um pacto global de biodiversidade equivalente em escala e estatura ao acordo clim\u00e1tico de Paris. \u201cPrecisamos que reservas naturais, \u00e1reas protegidas oce\u00e2nicas, projetos de restaura\u00e7\u00e3o e regi\u00f5es de uso sustent\u00e1vel da terra sejam expandidas em 10% a cada d\u00e9cada para que a natureza esteja em harmonia at\u00e9 2050\u2033, ela acrescenta.<\/p>\n<p>O problema principal \u00e9 que a maioria das na\u00e7\u00f5es est\u00e1 em descompasso para atender at\u00e9 mesmo as metas de Aichi para 2020. Em uma reuni\u00e3o entre formuladores de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o em Montreal, Jane Smart, diretora global do grupo de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da IUCN, solicitou aos pa\u00edses a acelerar a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA atualiza\u00e7\u00e3o atual da lista vermelha da IUCN de esp\u00e9cies amea\u00e7adas mostra que \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o urgente para conservar esp\u00e9cies amea\u00e7adas\u201d, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas recentes, feitas particularmente por cientistas da Austr\u00e1lia, revelaram uma s\u00e9rie de riscos \u00e0 flora<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/lagarto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisas recentes, feitas particularmente por cientistas da Austr\u00e1lia, revelaram uma s\u00e9rie de riscos \u00e0 flora","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88282"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88282\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}