{"id":88226,"date":"2018-07-08T18:28:44","date_gmt":"2018-07-08T21:28:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88226"},"modified":"2018-07-08T18:28:44","modified_gmt":"2018-07-08T21:28:44","slug":"cientistas-e-empresas-investigam-como-explorar-e-colonizar-asteroides","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-e-empresas-investigam-como-explorar-e-colonizar-asteroides\/","title":{"rendered":"Cientistas e empresas investigam como explorar e colonizar asteroides"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88227\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A for\u00e7a que impulsiona cientistas e empres\u00e1rios a estudarem os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/asteroides\" target=\"_blank\">asteroides<\/a>\u00a0tem muito a ver com nosso instinto de sobreviv\u00eancia. E n\u00e3o s\u00f3 pela possibilidade de que um fragmento rochoso devaste a vida na Terra, mas tamb\u00e9m porque esses restos espaciais podem ser uma fonte de abastecimento para quando o planeta azul n\u00e3o for mais um lugar encantador e repleto de recursos. Ou, simplesmente, para quando for rent\u00e1vel explor\u00e1-los.<\/p>\n<p>Julia de Le\u00f3n, pesquisadora do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (IAC, Espanha) e especialista no estudo de espectros, afirma que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/12\/12\/ciencia\/1513080495_973026.html\" target=\"_blank\">diversas empresas tiveram recentemente seu interesse despertado<\/a>\u00a0pela astronomia e \u201cj\u00e1 est\u00e3o destinando recursos para investigar os compostos mais abundantes nos asteroides\u201d. Isso lhes permitir\u00e1 que se preparem para quando for poss\u00edvel extrair materiais em n\u00edveis industriais. Juan Fabregat, catedr\u00e1tico de astronomia e astrof\u00edsica da Universidade de Val\u00eancia (Espanha) e especialista na origem e forma\u00e7\u00e3o de corpos celestes, afirma que \u201cainda n\u00e3o foi feito porque n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que no futuro se conseguir\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Javier Licandro, astrof\u00edsico do IAC especializado em corpos menores do Sistema Solar, considera mais vi\u00e1vel aproveitar os asteroides como fonte de recursos para construir material espacial do que para o consumo na Terra. \u201cO mais custoso \u00e9 ir busc\u00e1-lo e traz\u00ea-lo, mas pode servir se para construir sat\u00e9lites e estabelecer bases no pr\u00f3prio asteroide\u201d, opina o especialista. Apresenta-se assim uma ousada solu\u00e7\u00e3o para evitar os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/02\/15\/ciencia\/1518660959_356601.html\" target=\"_blank\">custos estratosf\u00e9ricos de colocar um sat\u00e9lite em \u00f3rbita<\/a>\u00a0e obter energia que permita realizar longas viagens. Alguns asteroides cont\u00eam hidrog\u00eanio e oxig\u00eanio. Estes, segundo Licandro, s\u00e3o fundamentais para obter combust\u00edvel no espa\u00e7o, por isso os asteroides \u201cfuncionar\u00e3o como uma esp\u00e9cie de posto de gasolina gal\u00e1ctico\u201d, vaticina o astrof\u00edsico.<\/p>\n<h3>Coloniza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Os especialistas apontam, al\u00e9m disso, uma possibilidade que soa a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas, segundo eles, ser\u00e1 uma realidade num futuro n\u00e3o muito long\u00ednquo: a coloniza\u00e7\u00e3o de outros lugares dentro ou mesmo fora do Sistema Solar. \u201cA Terra algum dia se tornar\u00e1 inevitavelmente uma paragem inabit\u00e1vel\u201d, afirma Fabregat. Ocorrer\u00e1, no m\u00e1ximo, quando o Sol se transformar em uma estrela gigante vermelha, dentro de cinco bilh\u00f5es de anos. \u201cPode ser que antes, se ocorrer uma degrada\u00e7\u00e3o severa da atmosfera ou uma brusca\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cambio_climatico\" target=\"_blank\">mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/a>\u201d, esclarece o astr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>Julia de Le\u00f3n opina que mesmo antes da morte do Sol a pr\u00f3pria humanidade acabar\u00e1 por tornar a Terra inabit\u00e1vel: \u201cGuerras, pobreza, polui\u00e7\u00e3o\u2026\u201d. Espera, para que isto n\u00e3o ocorra, que \u201cmudemos o chip de uma vez por todas e trabalhemos para evitar isso\u201d, sem deixar de investir na pesquisa da explora\u00e7\u00e3o espacial, mas focando em proteger nosso planeta, \u201cque \u00e9 uma aut\u00eantica joia\u201d. Mas mesmo que isso ocorra \u201cn\u00e3o h\u00e1 tecnologia poss\u00edvel para escapar da gigante vermelha\u201d, confirma Licandro. Se a humanidade ainda n\u00e3o tiver sido extinta por outros fatores quando isso ocorrer, \u201cmudar-se para outro lugar n\u00e3o ser\u00e1 uma op\u00e7\u00e3o, e sim a \u00fanica chance de sobreviv\u00eancia\u201d, sustenta o astrof\u00edsico.<\/p>\n<p>Depois de abandonarmos a Terra, ser\u00e3o imprescind\u00edveis novas fontes de recursos que permitam \u00e0 humanidade subsistir durante uma odisseia de dura\u00e7\u00e3o indefinida. \u201cAs grandes viagens que forem al\u00e9m do Sistema Solar ter\u00e3o que ser feitas como historicamente ocorreu: obtendo recursos no caminho e no destino\u201d, considera Licandro. Assim como a conquista da Am\u00e9rica n\u00e3o foi feita s\u00f3 com materiais provenientes da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, o astrof\u00edsico acredita na possibilidade de completar as sondas no pr\u00f3prio espa\u00e7o, ou mesmo fabric\u00e1-las gra\u00e7as ao lan\u00e7amento de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/tecnologia_3d\" target=\"_blank\">impressoras 3D<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEstamos acostumados a colonizar; o homem expandiu suas civiliza\u00e7\u00f5es desde suas origens e conseguiu fazer viagens que pareciam impens\u00e1veis\u201d, enfatiza o astrof\u00edsico, salientando a fa\u00e7anha dos antigos navegantes que sulcaram vastos oceanos sobre cascas de noz. Segundo ele, dispomos de tecnologia suficiente para chegar a outros planetas, e \u201cse ainda n\u00e3o fizemos isso \u00e9 porque n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel nem necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>Julia de Le\u00f3n considera a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/06\/23\/ciencia\/1498216022_307152.html\" target=\"_blank\">possibilidade de habitar Marte<\/a>, mas destaca a necessidade de oxig\u00eanio, \u00e1gua e alimentos, assim como de \u201cpodermos nos proteger das temperaturas e de outras condi\u00e7\u00f5es extremas do planeta vermelho\u201d. E os asteroides poderiam nos prover de algumas mat\u00e9rias necess\u00e1rias.<\/p>\n<h3><strong>Miss\u00f5es em andamento<\/strong><\/h3>\n<p>Algumas miss\u00f5es espaciais abrem o caminho para as expedi\u00e7\u00f5es comerciais. J\u00e1 foram enviadas naves a asteroides para recolher materiais, traz\u00ea-los para a Terra e analis\u00e1-los. A primeira a conseguir isso foi a miss\u00e3o japonesa Hayabusa, cuja sonda aterrissou sobre o Itokawa e conseguiu voltar trazendo uma amostra. A Hayabusa 2, al\u00e9m disso, alcan\u00e7ou recentemente o asteroide Ryugu. A pr\u00f3xima que dever\u00e1 fazer o mesmo \u00e9 a Osiris-REx, uma miss\u00e3o da NASA que pretende alcan\u00e7ar o asteroide Bennu, cuja trajet\u00f3ria cruza os arredores da \u00f3rbita terrestre.<\/p>\n<p>A chegada da sonda est\u00e1 prevista para agosto de 2018, e at\u00e9 agora ela \u201cconseguiu superar todas as metas intermedi\u00e1rias, o que n\u00e3o \u00e9 pouco\u201d, segundo Julia de Le\u00f3n. \u201cFabrica\u00e7\u00e3o, lan\u00e7amento, assist\u00eancia gravitacional com a Terra, valida\u00e7\u00e3o dos instrumentos\u2026\u201d. A astr\u00f4noma \u00e9 integrante oficial dessa miss\u00e3o, junto com Javier Licandro, especificamente no campo de processamento de imagens. Presenciou em Cabo Canaveral, na Fl\u00f3rida, o lan\u00e7amento da nave e, \u201cnas palavras de Dante Lauretta, chefe da miss\u00e3o, foi absolutamente perfeito\u201d, orgulha-se a especialista em an\u00e1lise de espectros.<\/p>\n<p>Depois de v\u00e1rios anos analisando a superf\u00edcie do asteroide Bennu, a Osiris-REx retornar\u00e1 \u00e0 Terra e entregar\u00e1 a c\u00e1psula com o material importado. \u201cEsperamos ter surpresas agrad\u00e1veis\u201d, afirma De Le\u00f3n, acrescentando que \u201cem qualquer caso, dispor desse tipo de material para poder analis\u00e1-lo com detalhe nos laborat\u00f3rios ser\u00e1 fant\u00e1stico&#8221;.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|despiece\" class=\"sumario_despiece centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<header class=\"sumario-encabezado\">\n<h4 class=\"sumario-titulo\"><span class=\"sin_enlace\">A VIDA DO ASTEROIDE EM DUPLA<\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p>Na paisagem do Universo, de vez em quando \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar duplas de asteroides que estabeleceram uma rela\u00e7\u00e3o gravitacional no momento de sua forma\u00e7\u00e3o, milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, e que desde ent\u00e3o permanecem unidos. S\u00e3o os asteroides bin\u00e1rios. Ida foi o primeiro deles a ser descoberto, quando a sonda espacial Galileu topou com ele, h\u00e1 apenas duas d\u00e9cadas. Desde ent\u00e3o, eles v\u00eam fornecendo informa\u00e7\u00f5es valiosas \u00e0 comunidade cient\u00edfica, j\u00e1 que a intera\u00e7\u00e3o gravitacional entre os objetos lhes permite determinar sua massa com bastante precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora seja mais raro, existem inclusive pequenas fam\u00edlias constitu\u00eddas por tr\u00eas ou mais. \u201cRecebem o nome de m\u00faltiplos, mas s\u00f3 se tem conhecimento de 300 deles, em compara\u00e7\u00e3o aos mais de 700.000 asteroides detectados at\u00e9 hoje\u201d, afirma Amadeo Aznar. Esse cientista, al\u00e9m de astr\u00f4nomo amador, \u00e9 o espanhol que mais asteroides bin\u00e1rios detectou. \u201c\u00c9 um campo no qual ainda resta muito por averiguar, e \u00e9 realmente uma novidade\u201d, conclui o astr\u00f4nomo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A for\u00e7a que impulsiona cientistas e empres\u00e1rios a estudarem os\u00a0asteroides\u00a0tem muito a ver com nosso<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88227,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/asteroides.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A for\u00e7a que impulsiona cientistas e empres\u00e1rios a estudarem os\u00a0asteroides\u00a0tem muito a ver com nosso","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88226"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88226"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88226\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88227"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88226"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88226"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88226"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}