{"id":88218,"date":"2018-07-08T18:12:52","date_gmt":"2018-07-08T21:12:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88218"},"modified":"2018-07-08T18:12:52","modified_gmt":"2018-07-08T21:12:52","slug":"em-dez-anos-mais-de-70-mil-km%c2%b2-de-solos-foram-degradados-na-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/em-dez-anos-mais-de-70-mil-km%c2%b2-de-solos-foram-degradados-na-caatinga\/","title":{"rendered":"Em dez anos, mais de 70 mil Km\u00b2 de solos foram degradados na Caatinga"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88219\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A \u00e1rea de solos degradados na Caatinga entre 2007 e 2016, equivale a quase metade do estado do Cear\u00e1. Em dez anos, ela se estendeu por mais de 70 mil Km2, segundo informa\u00e7\u00f5es do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p>No estudo, a \u00e1rea considerada degradada foi aquela que permanece descoberta de vegeta\u00e7\u00e3o com frequ\u00eancia o tempo suficiente para que os efeitos sofridos pelo solo sejam permanentes.<\/p>\n<p>Para chegar ao resultado, pesquisadores liderados pelo hidr\u00f3logo Javier Tomasella, utilizaram imagens de sat\u00e9lite feitas ao longo de 17 anos, entre os anos 2000 e 2016, com resolu\u00e7\u00e3o de 250 metros.<\/p>\n<p>Essas imagens mostram a exposi\u00e7\u00e3o do solo, devido \u00e0 perda da vegeta\u00e7\u00e3o, bem como o tempo em que esse solo permaneceu descoberto.<\/p>\n<p>Os pesquisadores lembram no artigo que solos que passam longos per\u00edodos de tempo descobertos, sem vegeta\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sujeitos \u00e0 eros\u00e3o severa e podem ser usados como refer\u00eancia para conhecer o risco de desertifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas.<\/p>\n<p>A \u00e1rea estudada inclui todos os estados da regi\u00e3o Nordeste, al\u00e9m do norte de Minas Gerais, do Esp\u00edrito Santo, num total de quase 1,8 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, que incluem al\u00e9m de toda a Caatinga, \u00e1reas de cerrado e florestas.<\/p>\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o verificada ao longo de dez anos se estendeu por aproximadamente 4% dessa \u00e1rea. A regi\u00e3o de maior degrada\u00e7\u00e3o est\u00e1 concentrada principalmente no interior dos estados da Bahia e Pernambuco, no semi\u00e1rido nordestino.<\/p>\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou principalmente sobre pastagens e vegeta\u00e7\u00e3o natural, relacionada segundo o pr\u00f3prio estudo pelo \u201cintenso manejo que da terra que explora recursos naturais al\u00e9m da capacidade de resili\u00eancia do ecossistema\u201d.<\/p>\n<p>Os pesquisadores conclu\u00edram que, a partir da seca severa de 2011, a degrada\u00e7\u00e3o dos solos no semi\u00e1rido foi intensificada, segundo o estudo. A causa apontada pelos pesquisadores foi a seca daquele ano, que elevou o desmatamento para a produ\u00e7\u00e3o de lenha e carv\u00e3o vegetal, expondo uma maior \u00e1rea de solo.<\/p>\n<p>De acordo com os respons\u00e1veis pelo estudo, o m\u00e9todo de desenvolvimento vai permitir o monitoramento da regi\u00e3o e pode ser usado para avaliar a degrada\u00e7\u00e3o do solo em outros biomas, como j\u00e1 vem sendo feito no cerrado.<\/p>\n<p>Os estudos foram financiados pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e publicados no\u00a0<i>International Journal of Applied Earth Observations and Geoinformation<\/i>.<\/p>\n<p>Embora paisagens de vegeta\u00e7\u00e3o natural possam ter aspecto semelhante ao de degradadas, devido \u00e0s secas ou a\u00e7\u00f5es humanas, elas se recuperam com o retorno das chuvas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea de solos degradados na Caatinga entre 2007 e 2016, equivale a quase metade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88219,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/caatinga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A \u00e1rea de solos degradados na Caatinga entre 2007 e 2016, equivale a quase metade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88218\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}