{"id":88131,"date":"2018-07-07T15:30:44","date_gmt":"2018-07-07T18:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88131"},"modified":"2018-07-06T18:19:56","modified_gmt":"2018-07-06T21:19:56","slug":"trafego-de-navios-no-artico-ameaca-unicornios-do-mar-alerta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/trafego-de-navios-no-artico-ameaca-unicornios-do-mar-alerta-estudo\/","title":{"rendered":"Tr\u00e1fego de navios no \u00c1rtico amea\u00e7a \u201cunic\u00f3rnios do mar\u201d, alerta estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88132\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em agosto de 2016, um grande navio cruzeiro se aventurou pela primeira vez atrav\u00e9s da rota Northwest Passage (a Passagem do Noroeste), regi\u00e3o no Polo Norte antes s\u00f3 acess\u00edvel a navios quebra-gelo ou embarca\u00e7\u00f5es menores.<\/p>\n<p><span class=\"s1\">O feito foi poss\u00edvel gra\u00e7as a uma das transforma\u00e7\u00f5es mais dram\u00e1ticas em curso no mundo \u2013 o derretimento acelerado do gelo no oceano \u00c1rtico. Nos \u00faltimos anos, a cobertura gelada na regi\u00e3o tem atingido m\u00ednimas hist\u00f3ricas no final do ver\u00e3o e in\u00edcio do outono.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Al\u00e9m de viabilizar o turismo, o fen\u00f4meno permite o acesso a vastas reservas inexploradas de recursos energ\u00e9ticos, como g\u00e1s e petr\u00f3leo, o que pode representar uma amea\u00e7a para os ecossistemas\u00a0e a vida selvagem local.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Diante da tend\u00eancia de degelo ao longo prazo associada \u00e0s<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/mudancas-climaticas\/\" target=\"_blank\">\u00a0mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a><\/strong>, o tr\u00e1fego sazonal de navios de turismo e carga dever\u00e1 aumentar \u2014 e os riscos ambientais tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Um estudo da Universidade de Washington e da Universidade do Alasca Fairbanks \u00e9 o primeiro a considerar poss\u00edveis impactos sobre os mam\u00edferos marinhos que usam esta regi\u00e3o durante o outono e identificar quais ser\u00e3o os mais vulner\u00e1veis. O estudo foi publicado nesta semana nos<a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2018\/06\/26\/1803543115\"><span class=\"s2\">\u00a0Anais da Academia Nacional de Ci\u00eancias.<\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Os pesquisadores analisaram 80 subpopula\u00e7\u00f5es dos sete mam\u00edferos marinhos que vivem no \u00c1rtico e identificou seus riscos nas principais rotas mar\u00edtimas, ou pr\u00f3ximo a elas, em setembro, um m\u00eas em que o Oceano \u00c1rtico tem a \u00e1gua mais aberta.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Quarenta e duas destas subpopula\u00e7\u00f5es seriam expostas ao tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es. Os mam\u00edferos marinhos mais vulner\u00e1veis, segundo os cientistas, s\u00e3o as baleias narvais, popularmente conhecidas como \u201curnic\u00f3rnios do mar\u201d por suas gigantescas presas, que podem chegar a 2,7 metros de\u00a0<\/span><span class=\"s1\">comprimento.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Para determinar as esp\u00e9cies mais sens\u00edveis, os pesquisadores cruzaram o grau de exposi\u00e7\u00e3o \u2014 como as rotas migrat\u00f3rias e \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o \u2014 com as caracter\u00edsticas particulares de cada esp\u00e9cie. Durante o ver\u00e3o, por exemplo, as baleias narvais, migram por partes do \u00c1rtico que tamb\u00e9m\u00a0atrai grandes embarca\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">\u201cAs narvais t\u00eam todos os tra\u00e7os que as tornam vulner\u00e1veis a dist\u00farbios de navios \u2013 elas se prendem a \u00e1reas realmente espec\u00edficas, s\u00e3o bastante inflex\u00edveis sobre onde passam o ver\u00e3o, vivem em apenas cerca de um quarto do \u00c1rtico e est\u00e3o bem no meio das rotas de navega\u00e7\u00e3o \u201c, disse a coautora Kristin Laidre, cientista do Centro de Ci\u00eancias Polares da UW Applied Physics\u00a0<\/span><span class=\"s1\">Laboratory, em nota da entidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">\u201cElas tamb\u00e9m confiam no som [para se deslocar] e s\u00e3o notoriamente sens\u00edveis a qualquer tipo de perturba\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Outros mam\u00edferos considerados vulner\u00e1veis pelo estudo foram as baleias beluga e a boreal ou cabe\u00e7a de arco (assim chamada por causa de sua boca em forma de arco). As morsas tamb\u00e9m se mostram amea\u00e7adas vulner\u00e1veis porque algumas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o relativamente pequenas e conhecidas\u00a0<\/span><span class=\"s1\">por viverem ao longo das rotas de navega\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Por outro lado, entre os animais menos vulner\u00e1veis est\u00e3o os ursos polares, por estarem a maior parte do tempo em terra durante o outono n\u00f3rtico e n\u00e3o dependerem de sons para comunica\u00e7\u00e3o ou navega\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\"><b>Pontos mais cr\u00edticos<\/b><\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Os pesquisadores tamb\u00e9m identificaram \u201cpontos de interse\u00e7\u00e3o\u201d, passagens estreitas onde \u00e9 mais prov\u00e1vel que os animais e os navios se cruzem, como o Estreito de Bering, que separa os EUA e a R\u00fassia, e o Lancaster Sound, no territ\u00f3rio canadense de Nunavut.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Essas regi\u00f5es tinham risco de conflitos duas a tr\u00eas vezes mais alto do que em outras partes da rota mar\u00edtima. Para os cientistas, identificar esses pontos pode ser \u00fatil no estabelecimento de estrat\u00e9gias para lidar com os efeitos potenciais.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">Conciliar a preserva\u00e7\u00e3o do habitat marinho e a expans\u00e3o das atividades comerciais na regi\u00e3o \u00e9 um desafio urgente, tendo em vista intensifica\u00e7\u00e3o das navega\u00e7\u00f5es no \u00c1rtico.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">De acordo com o estudo, a Rota Mar\u00edtima do Norte, principal travessia russa, contava com mais de 200 navios entre 2011 e 2016, todos de grande porte. Enquanto isso, outras 100 embarca\u00e7\u00f5es passaram pela Passagem do Noroeste durante esse per\u00edodo, sendo mais da metade de pequenas\u00a0<\/span><span class=\"s1\">embarca\u00e7\u00f5es privadas, como iates para passeio tur\u00edstico.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">No plano das medidas de governan\u00e7a, a\u00a0 Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional estabeleceu em maio deste ano as primeiras diretrizes internacionais para o tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es no Oceano \u00c1rtico. O c\u00f3digo volunt\u00e1rio foi proposto pelos EUA e pela R\u00fassia para identificar rotas seguras atrav\u00e9s do Estreito de Bering.<\/span><\/p>\n<p><span class=\"s1\">O novo estudo poderia ajudar a criar diretrizes futuras, priorizar diferentes medidas para proteger os mam\u00edferos marinhos e identificar \u00e1reas que necessitam de mais estudos, segundo seus autores.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em agosto de 2016, um grande navio cruzeiro se aventurou pela primeira vez atrav\u00e9s da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/artico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em agosto de 2016, um grande navio cruzeiro se aventurou pela primeira vez atrav\u00e9s da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88131"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88131\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}