{"id":88079,"date":"2018-07-06T10:00:11","date_gmt":"2018-07-06T13:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=88079"},"modified":"2018-07-05T20:46:47","modified_gmt":"2018-07-05T23:46:47","slug":"nova-ferramenta-usa-twitter-para-monitorar-enchentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-ferramenta-usa-twitter-para-monitorar-enchentes\/","title":{"rendered":"Nova ferramenta usa Twitter para monitorar enchentes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-88080\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Um grupo de cinco pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da USP, em S\u00e3o Carlos, criou uma t\u00e9cnica computacional capaz de entender como publica\u00e7\u00f5es no Twitter conseguem representar fen\u00f4menos naturais, no caso chuvas e enchentes. O principal objetivo da equipe \u00e9 ampliar \u00e1reas de monitoramento de modo a conseguir prever acidentes.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 liderado pelo professor\u00a0<b>Jo\u00e3o Porto de Albuquerque<\/b>\u00a0e \u00e9 conduzido no \u00e2mbito do INCT para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, que tem\u00a0<b>apoio<\/b>\u00a0da FAPESP e do CNPq.<\/p>\n<p>Ao todo, foram analisados quase 16 milh\u00f5es de tweets e o resultado indicou que as mensagens podem ser usadas como m\u00e9todo de preven\u00e7\u00e3o e para melhorar os sistemas de alertas existentes, como \u00e9 o caso das notifica\u00e7\u00f5es do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Climatempo, por exemplo.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises de dados foram feitas em dois momentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo. Inicialmente, houve a publica\u00e7\u00e3o de um artigo cient\u00edfico que analisou tweets referentes ao m\u00eas de janeiro de 2016. Em um segundo artigo, foi analisado o mesmo per\u00edodo acrescido de informa\u00e7\u00f5es de novembro do mesmo ano at\u00e9 fevereiro de 2017.<\/p>\n<p>De acordo com\u00a0<b>Sidgley Camargo de Andrade<\/b>, doutorando do ICMC, o monitoramento das chuvas \u00e9 feito por pluvi\u00f4metros, radares meteorol\u00f3gicos e sat\u00e9lites. Por serem de alto custo, esses instrumentos t\u00eam limita\u00e7\u00f5es em sua cobertura espacial. Al\u00e9m disso, a manuten\u00e7\u00e3o desses sensores f\u00edsicos tem de ser regular.<\/p>\n<p>\u201cHoje, h\u00e1 cerca de 5 mil desses sensores no Brasil. Em S\u00e3o Carlos s\u00e3o tr\u00eas, mas s\u00f3 um funciona. Se chover forte em alguns desses pontos onde os sensores est\u00e3o quebrados, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o a ser registrada. Ent\u00e3o, a vantagem de monitorar dados de publica\u00e7\u00f5es do Twitter \u00e9 muito maior se comparada aos sensores f\u00edsicos\u201d, esclarece Andrade. Ele explica que o monitoramento \u00e9 distribu\u00eddo, uma vez que as publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas de v\u00e1rios lugares, tudo com custo baix\u00edssimo.<\/p>\n<p>Um dos desafios do projeto \u00e9 encontrar uma correla\u00e7\u00e3o de dados entre os sensores f\u00edsicos e os sensores humanos, j\u00e1 que eles s\u00e3o estimulados de formas diferentes. \u00c9 preciso transformar os dados qualitativos de um tweet em dados quantitativos e, para isso, foram criados crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o. Um deles \u00e9 a frequ\u00eancia de palavras-chave, como chuva e tempestade. Outro \u00e9 a pondera\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es, quais tu\u00edtavam mais, o que aumenta o n\u00famero de dados.<\/p>\n<p>Com os estudos dessa rela\u00e7\u00e3o entres dados dos sensores, p\u00f4de-se descobrir tamb\u00e9m o tempo de rea\u00e7\u00e3o de ambos em rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f4meno, que pode variar de 10 minutos antes do acontecimento at\u00e9 10 minutos depois.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas costumam publicar suas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao clima, ent\u00e3o elas podem postar que o tempo est\u00e1 fechando, por exemplo. Esse mecanismo ajuda a identificar poss\u00edveis ind\u00edcios de que algo vai ocorrer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 chuva\u201d, disse Andrade.<\/p>\n<p><b>Reconhecimento<\/b><\/p>\n<p>O estudo come\u00e7ou a ser desenvolvido h\u00e1 cinco anos dentro do projeto \u00c1gora, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenado pelo professor Albuquerque e tem como foco desenvolver solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que apoiem o suporte \u00e0s comunidades vulner\u00e1veis na constru\u00e7\u00e3o de propostas contra desastres naturais e eventos extremos.<\/p>\n<p>O\u00a0<b>primeiro artigo<\/b>\u00a0resultante do estudo foi publicado no in\u00edcio de 2017, pela Confer\u00eancia Internacional Anual de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica e teve foco na an\u00e1lise temporal das mensagens. Em fevereiro de 2018, um\u00a0<b>segundo artigo<\/b>\u00a0foi publicado na renomada revista cient\u00edfica\u00a0<i>Computers and Geosciences<\/i>, explorando o uso das mensagens para alimentar modelos de monitoramento e previs\u00e3o de inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os resultados desses dois artigos ser\u00e3o utilizados em um novo projeto de pesquisa internacional, o Waterproofing Data, que tem como objetivo desenvolver m\u00e9todos pr\u00e1ticos para o engajamento de comunidades amea\u00e7adas por enchentes em S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m no Acre, em parceria com o Cemaden.<\/p>\n<p><i>* Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do ICMC\/USP<\/i>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de cinco pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":88080,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/enchentes.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um grupo de cinco pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88079"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88079"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88079\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/88080"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88079"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88079"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88079"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}