{"id":87818,"date":"2018-07-01T19:18:44","date_gmt":"2018-07-01T22:18:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=87818"},"modified":"2018-07-01T19:20:23","modified_gmt":"2018-07-01T22:20:23","slug":"amazonia-surpreende-novamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/amazonia-surpreende-novamente\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia surpreende novamente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/amazonia-neo-mondo-1-1170x731.jpg\" alt=\"Amaz\u00c3\u00b4nia surpreende novamente\" width=\"640\" height=\"400\" \/><\/p>\n<h5 class=\"h1\">Expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 Amaz\u00f4nia revelam novas esp\u00e9cies de sapos, lagartos, aves e plantas<\/h5>\n<p>A ideia de passar um m\u00eas rodeado pelos barulhos da floresta tropical, sem sinal de internet ou chuveiro com \u00e1gua quente, dormindo em redes ou em barracas e trabalhando das cinco horas da manh\u00e3 \u00e0 meia-noite at\u00e9 mesmo nos fins de semana pode parecer estressante para muitas pessoas. Mas para o zo\u00f3logo Miguel Trefaut Rodrigues esse tipo de viagem \u00e9 \u201ca coisa mais relaxante do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, o professor do Instituto de Bioci\u00eancias (IB) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) liderou duas expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas a regi\u00f5es praticamente inexploradas da Amaz\u00f4nia. S\u00e3o dois os objetivos principais: expandir o conhecimento sobre os padr\u00f5es evolutivos da biota neotropical e desvendar, por meio dos estudos com esses animais e plantas, as rela\u00e7\u00f5es que a floresta atl\u00e2ntica e a Amaz\u00f4nia tiveram no passado.<\/p>\n<p>Cada viagem durou cerca de 30 dias e mobilizou ao menos 10 pesquisadores de diferentes especialidades, al\u00e9m da equipe de apoio log\u00edstico. O custo foi financiado pela FAPESP, por meio de projetoscoordenados por Rodrigues\u00a0e por sua colega do IB-USP\u00a0Cristina Miyaki\u00a0\u2013 ambos realizados no \u00e2mbito do Programa\u00a0BIOTA-FAPESP.<\/p>\n<h6><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9581 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/sapo.jpg\" sizes=\"(max-width: 598px) 100vw, 598px\" srcset=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/sapo.jpg 598w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/sapo-300x218.jpg 300w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/sapo-585x426.jpg 585w\" alt=\"\" width=\"598\" height=\"435\" \/>Foto \u2013 Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>\u201cNa primeira expedi\u00e7\u00e3o, foram coletados mais de 700 exemplares de 104 esp\u00e9cies diferentes, entre r\u00e9pteis, anf\u00edbios, pequenos mam\u00edferos, aves e plantas. O material ainda est\u00e1 sendo analisado, mas acreditamos que ser\u00e1 poss\u00edvel descrever v\u00e1rias esp\u00e9cies novas. Na segunda viagem, foram coletados mais de mil esp\u00e9cimes de aproximadamente 110 esp\u00e9cies \u2013 a maioria de lagartos\u201d, contou Rodrigues em entrevista \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP.<\/p>\n<p>Realizada entre os meses de outubro e novembro de 2017, a primeira expedi\u00e7\u00e3o foi concentrada na regi\u00e3o do Pico da Neblina \u2013 o ponto mais alto do Brasil, situado a 2.995 metros acima do n\u00edvel do mar em uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o integral da natureza perto da fronteira com a Venezuela.<\/p>\n<p>Como parte do Parque Nacional do Pico da Neblina se sobrep\u00f5e ao territ\u00f3rio pertencente aos \u00edndios Yanomami, os pesquisadores necessitaram de autoriza\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) e do Ex\u00e9rcito para conduzir o trabalho de campo.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma longa negocia\u00e7\u00e3o. Estivemos a ponto de desistir, mas conhecer a fauna da regi\u00e3o mais alta do Brasil era um desejo de muitos anos\u201d, contou Rodrigues.<\/p>\n<h6><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9582 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/indios.jpg\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" srcset=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/indios.jpg 604w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/indios-300x168.jpg 300w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/indios-585x328.jpg 585w\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"339\" \/>Foto \u2013 Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>Ao final, decidiu-se que a expedi\u00e7\u00e3o ocorreria sob a tutela e com o apoio log\u00edstico do Ex\u00e9rcito, que mant\u00e9m um batalh\u00e3o de apoio aos Yanomamis na comunidade de Maturac\u00e1, distante 150 quil\u00f4metros do munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira.<\/p>\n<p>O grupo seguiu de Manaus para Maturac\u00e1, onde permaneceu durante 15 dias para as primeiras coletas. A segunda metade do trabalho de campo foi conduzida no alto do Pico da Neblina.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que em altitudes superiores a 1.700 metros prevalecem paisagens que n\u00e3o t\u00eam absolutamente nada a ver com a Amaz\u00f4nia atual: s\u00e3o campos abertos e com clima muito mais frio que o da floresta, possivelmente parecido com o que imperava na Am\u00e9rica do Sul durante os per\u00edodos mais frios do Quatern\u00e1rio [aproximadamente de 2,6 milh\u00f5es de anos at\u00e9 cerca de 10 mil anos atr\u00e1s]\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>Entre os 700 esp\u00e9cimes coletados, o grupo identificou 12 esp\u00e9cies novas s\u00f3 de sapos e lagartos \u2013 al\u00e9m de uma pequena coruja nunca antes descrita pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s plantas, por enquanto, j\u00e1 foi identificada uma esp\u00e9cie nova. Mas acredito que haja pelo menos uma dezena. S\u00e3o grupos complexos e t\u00eam de ser avaliados por especialistas. Os pequenos mam\u00edferos tamb\u00e9m ainda est\u00e3o sob an\u00e1lise e muito possivelmente teremos boas surpresas\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/planta.jpg\" width=\"640\" height=\"425\" \/>Foto \u2013 Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, o material coletado n\u00e3o servir\u00e1 apenas para a descri\u00e7\u00e3o das novas esp\u00e9cies. Tamb\u00e9m permitir\u00e1 entender padr\u00f5es evolutivos e filogeogr\u00e1ficos da fauna sul-americana.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rios grupos de animais est\u00e3o sendo estudados sob o ponto de vista gen\u00e9tico, morfol\u00f3gico e fisiol\u00f3gico. Alguns desses estudos ajudar\u00e3o a avaliar o risco de extin\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies caso a temperatura desses locais se eleve nos pr\u00f3ximos anos\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 foi poss\u00edvel observar, por exemplo, que as esp\u00e9cies presentes no Pico da Neblina n\u00e3o t\u00eam qualquer rela\u00e7\u00e3o de parentesco com a biota encontrada nas demais regi\u00f5es amaz\u00f4nicas. Na avalia\u00e7\u00e3o de Rodrigues, tal fato indica que a floresta ainda n\u00e3o estava ali quando o complexo maci\u00e7o que abriga a montanha se formou.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 importante, pois sugere uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o da biota do Pico da Neblina com a existente nos Andes, na floresta atl\u00e2ntica e outros biomas. Evid\u00eancias para isso j\u00e1 temos. Uma das esp\u00e9cies de lagartos que encontramos, o papavento\u00a0<i>Anolis neblininus<\/i>, faz parte de uma radia\u00e7\u00e3o que abrange esp\u00e9cies andinas e das montanhas da floresta atl\u00e2ntica, no Sudeste do Brasil\u201d, disse.<\/p>\n<div class=\"fluid-width-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Re6ubOxnAD0\" name=\"fitvid0\" width=\"300\" height=\"150\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<h5><b>A barreira fluvial<\/b><\/h5>\n<p>A segunda expedi\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica foi realizada entre abril e maio de 2018, desta vez sem o apoio do Ex\u00e9rcito. \u201cTivemos de alugar um barco \u2013 a \u00fanica maneira de se deslocar pela floresta. Passamos um m\u00eas dormindo em redes dentro do barco, onde tamb\u00e9m faz\u00edamos todas as refei\u00e7\u00f5es e montamos nosso laborat\u00f3rio. Em cada ponto diferente do rio era necess\u00e1rio contratar um guia local. O Rio Negro \u00e9 cheio de pedras e \u00e9 muito f\u00e1cil acontecer um acidente\u201d, contou Rodrigues.<\/p>\n<p>O grupo navegou de Manaus at\u00e9 cerca de 80 quil\u00f4metros acima do munic\u00edpio de Santa Isabel do Rio Negro \u2013 passando pela regi\u00e3o em que o Rio Branco desemboca suas \u00e1guas barrentas no Rio Negro. Esp\u00e9cimes foram coletadas em diferentes pontos desse trajeto, em ambas as margens.<\/p>\n<p>\u201cPor sua baixa densidade e alta acidez, o Rio Negro \u00e9 considerado pobre do ponto de vista faun\u00edstico. Quer\u00edamos estudar a influ\u00eancia das \u00e1guas do Rio Branco na diversidade e abund\u00e2ncia de esp\u00e9cies. Outro objetivo foi entender o papel do Rio Negro como barreira geogr\u00e1fica para a diferencia\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Por isso coletamos em ambas as margens\u201d, explicou Rodrigues.<\/p>\n<h6><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9584 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/foto.jpg\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" srcset=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/foto.jpg 604w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/foto-300x174.jpg 300w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/foto-585x340.jpg 585w\" alt=\"\" width=\"604\" height=\"351\" \/>Foto \u2013 Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>Armadilhas feitas com baldes e lonas de pl\u00e1stico foram instaladas na mata para capturar pequenos animais \u2013 sobretudo r\u00e9pteis e anf\u00edbios. A linha de pesquisa coordenada por Rodrigues tem como objetivo entender a evolu\u00e7\u00e3o de cobras, lagartos, sapos e pererecas da fauna sul-americana.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o animais extremamente interessantes do ponto de vista ecossist\u00eamico, pois formam a base da cadeia alimentar. E, nesta segunda expedi\u00e7\u00e3o, conseguimos uma coleta espetacular, mais de mil exemplares\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p>O n\u00famero elevado de esp\u00e9cimes coletado foi necess\u00e1rio para atender a um dos objetivos da segunda expedi\u00e7\u00e3o: desvendar os mecanismos de origem de um complexo de esp\u00e9cies de lagartos partenogen\u00e9ticos do g\u00eanero\u00a0<i>Loxopholis<\/i>, ou seja, esp\u00e9cies formadas apenas por f\u00eameas que se reproduzem assexuadamente.<\/p>\n<p>Esse projeto, conduzido por dois p\u00f3s-doutorandos supervisionados por Rodrigues \u2013\u00a0S\u00e9rgio Marques de Souza\u00a0e\u00a0Tuliana Oliveira Brunes\u00a0\u2013, tamb\u00e9m procura compreender por que essa regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia concentra um alto n\u00famero de lagartos partenogen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u201cColetamos lagartos do g\u00eanero\u00a0<i>Loxopholis<\/i>\u00a0em muitos pontos diferentes. Em algumas dessas popula\u00e7\u00f5es conseguimos encontrar machos. Existem popula\u00e7\u00f5es bissexuais e outras formadas apenas por f\u00eameas com cari\u00f3tipos diploides e triploides [formados por dois ou tr\u00eas conjuntos de cromossomos, diferentemente dos gametas sexuais humanos que possuem apenas um conjunto cromoss\u00f4mico].\u201d<\/p>\n<h6><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9585 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lagarto.jpg\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lagarto.jpg 600w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lagarto-300x191.jpg 300w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lagarto-585x371.jpg 585w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"381\" \/>Foto \u2013 Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>Tamb\u00e9m foram coletados lagartos arbor\u00edcolas do g\u00eanero\u00a0<i>Anolis<\/i>\u00a0com o intuito de investigar a evolu\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies na Am\u00e9rica do Sul \u2013 objetivo do projeto de p\u00f3s-doutorado de\u00a0Ivan Prates, que atualmente \u00e9 bolsista da Smithsonian Institution, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Durante a viagem, o grupo descobriu em tr\u00eas locais diferentes do Rio Negro esp\u00e9cies partenogen\u00e9ticas pertencentes a outro g\u00eanero de lagartos:\u00a0<i>Gymnophthalmus\u00a0<\/i>.<\/p>\n<p>\u201cCuriosamente, encontramos esses animais em pontos mais estreitos do rio, sobre dunas de areia que testemunham uma \u00e9poca em que o Rio Negro tinha um clima muito mais seco que o atual. Vamos comparar a amostragem feita em cada margem e avaliar se \u00e9 a mesma esp\u00e9cie partenogen\u00e9tica ou se s\u00e3o clones diferentes e quando se separaram. Isso vai contribuir para compreender a hist\u00f3ria do Rio Negro\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n<p>Apesar de ainda ter pela frente um vasto material a ser analisado, a equipe da USP j\u00e1 planeja a pr\u00f3xima expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia, que deve contar novamente com apoio do Ex\u00e9rcito. Desta vez o objetivo \u00e9 amostrar a fauna dos altos campos do Parque Nacional de Paca\u00e1s, em Rond\u00f4nia, juntamente com o time de parasitologistas do professor\u00a0Erney Plessman de Camargo, do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (ICB) da USP.<\/p>\n<h6><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-9586 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morro.jpg\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" srcset=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morro.jpg 607w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morro-300x197.jpg 300w, http:\/\/www.neomondo.org.br\/base\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morro-585x385.jpg 585w\" alt=\"\" width=\"607\" height=\"399\" \/>Realizada entre os meses de outubro e novembro de 2017, a primeira expedi\u00e7\u00e3o foi concentrada na regi\u00e3o do Pico da Neblina \u2013 o ponto mais alto do Brasil, situado a 2.995 metros acima do n\u00edvel do mar em uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o integral da natureza perto da fronteira com a Venezuela (<i>foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/i>)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 Amaz\u00f4nia revelam novas esp\u00e9cies de sapos, lagartos, aves e plantas A ideia de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87820,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",1280,720,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente-300x169.jpg",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",640,360,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente-1024x576.jpg",640,360,true],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",1280,720,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",1280,720,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",800,450,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",720,405,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/amazonia-surpreende-novamente.jpg",450,253,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 Amaz\u00f4nia revelam novas esp\u00e9cies de sapos, lagartos, aves e plantas A ideia de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87818"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87818"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87818\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87818"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87818"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87818"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}