{"id":87810,"date":"2018-07-01T13:30:06","date_gmt":"2018-07-01T16:30:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=87810"},"modified":"2018-07-01T10:27:18","modified_gmt":"2018-07-01T13:27:18","slug":"a-via-lactea-e-cheia-de-gordura-toxica-mostra-estudo-de-universidade-da-australia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-via-lactea-e-cheia-de-gordura-toxica-mostra-estudo-de-universidade-da-australia\/","title":{"rendered":"A Via L\u00e1ctea \u00e9 cheia de gordura t\u00f3xica, mostra estudo de universidade da Austr\u00e1lia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/via_lactea.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-87811\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/via_lactea-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/via_lactea-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/via_lactea.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O\u00a0<\/span>espa\u00e7o \u00e9 escuro, gelado e&#8230; em sua maior parte, bastante sujo e viscoso.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da poeira espacial e da radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica entre as estrelas da Via L\u00e1ctea, h\u00e1 tamb\u00e9m um amontoado de sebo t\u00f3xico, ou, mais adequado, uma \u201cgraxa espacial\u201d.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>Essa forma\u00e7\u00e3o oleosa \u00e9 um composto de carbono e hidrog\u00eanio que tem o nome cient\u00edfico de carbono alif\u00e1tico. Ele \u00e9 um dos v\u00e1rios tipos de carbono que preenche os vazios do espa\u00e7o e pode ser um dos principais ingredientes para a forma\u00e7\u00e3o de novas estrelas e planetas.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 o que indica novo estudo realizado por astr\u00f4nomos da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia, e da Universidade de Ege, na Turquia, publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico\u00a0<em><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/advance-article\/doi\/10.1093\/mnras\/sty1582\/5039660\" target=\"_blank\">Monthly Notices of the Royal Astronomical Society<\/a><\/em>.<\/p>\n<p>De acordo com os cientistas, \u00e9 poss\u00edvel que a quantidade de part\u00edculas oleosas na Via L\u00e1ctea seja cinco vezes maior do que se acreditava \u2014 em termos de compara\u00e7\u00e3o, a parcela de graxa seria o suficiente para emba\u00e7ar o para-brisa de uma nave espacial.<\/p>\n<p>Para chegar a essa estimativa, o grupo criou um representante de graxa espacial em laborat\u00f3rio. Foi preciso imitar o processo pelo qual as estrelas sintetizam gases e os lan\u00e7am no meio interestelar (que \u00e9 o que os astr\u00f4nomos chamam de material entre as estrelas). Assim, eles expandiram um plasma rico em carbono (ou em g\u00e1s ionizado) em uma c\u00e2mera de v\u00e1cuo.\u00a0 Desse plasma surgiu um poeira como subproduto, semelhante \u00e0 poeira interestelar por onde a gordura espacial se espalha.<\/p>\n<p>A partir da t\u00e9cnica da espectroscopia, os cientistas determinaram com que intensidade a poeira gordurosa absorvia comprimentos de onda de luz vermelha, o que poderia afetar a maneira como instrumentos podem captar sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Com esses dados, eles foram capazes de pressupor quantos carbonos oleosos est\u00e3o na gal\u00e1xia e o resultado foi de, aproximadamente, 11 bilh\u00f5es de trilh\u00f5es de milh\u00f5es de toneladas (ufa!) de mol\u00e9culas de carbono na Via L\u00e1ctea. Isso equivale a 100 \u00e1tomos de graxa espacial para cada um milh\u00e3o de \u00e1tomos de hidrog\u00eanio. Trazendo para o mundo real, esse n\u00famero representa o equivalente a 40 trilh\u00f5es de trilh\u00f5es de potes de manteiga.<\/p>\n<p>\u201cEssa gordura espacial n\u00e3o \u00e9 uma do tipo que voc\u00ea gostaria de espalhar em uma fatia de torrada\u201d, afirmou Tim Schmidt, autor do estudo e professor de qu\u00edmica da Universidade de Nova Gales do Sul. \u201cEla \u00e9 suja, muito possivelmente t\u00f3xica e s\u00f3 se forma em ambientes interestelares espaciais \u2013 e em nosso laborat\u00f3rio\u201d, completou.<\/p>\n<p>Esse conhecimento da graxa espacial pode ajudar os cientistas a entenderem melhor nossa gal\u00e1xia, uma vez que o carbono \u00e9 essencial para a constitui\u00e7\u00e3o da vida. Ent\u00e3o, ao saber quanto desse elemento est\u00e1 dispon\u00edvel em v\u00e1rias formas em todo o meio interestelar pode servir como uma pista sobre a probabilidade de outros sistemas solares se formarem (ou j\u00e1 terem se formado) na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0espa\u00e7o \u00e9 escuro, gelado e&#8230; em sua maior parte, bastante sujo e viscoso. 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