{"id":87803,"date":"2018-07-01T14:00:53","date_gmt":"2018-07-01T17:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=87803"},"modified":"2018-07-01T10:14:00","modified_gmt":"2018-07-01T13:14:00","slug":"pesquisadores-registram-mais-de-200-familias-de-insetos-na-reserva-natural-guaricica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-registram-mais-de-200-familias-de-insetos-na-reserva-natural-guaricica\/","title":{"rendered":"Pesquisadores registram mais de 200 fam\u00edlias de insetos na Reserva Natural Guaricica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-87804\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Segundo o livro \u201cInsetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia\u201d, existem 737 fam\u00edlias de insetos conhecidas no Brasil. Mais de 200 delas podem ser encontradas na Reserva Natural Guaricica, no munic\u00edpio de Antonina, litoral do Paran\u00e1. A constata\u00e7\u00e3o foi feita por professores e alunos do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Entomologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Os animais foram capturados durante uma aula da disciplina de Entomologia de Campo e identificados posteriormente pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>O professor John Lattke explica que a grande quantidade de fam\u00edlias capturadas em apenas quatro dias d\u00e1 uma dimens\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica de uma \u00e1rea bem conservada de Mata Atl\u00e2ntica e que, entre os insetos encontrados, pode haver esp\u00e9cies amea\u00e7adas e at\u00e9 mesmo algumas ainda desconhecidas pela ci\u00eancia. \u201cTodos os anos temos surpresas maravilhosas na Reserva Guaricica\u201d, comemora Lattke.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-4\" data-google-query-id=\"CJib2Pb8_dsCFSXJ4wcdc34MqA\"><\/div>\n<p>A Reserva Natural Guaricica protege 8,7 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa do bioma Mata Atl\u00e2ntica. Segundo o entomologista, essa extens\u00e3o de \u00e1rea protegida \u00e9 importante para a realiza\u00e7\u00e3o das pesquisas, devido \u00e0 diversidade de ambientes dentro dessa unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Os pesquisadores encontraram tamb\u00e9m esp\u00e9cies que atestam a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas dentro da reserva: \u201cEntre os exemplares capturados, h\u00e1, por exemplo, algumas esp\u00e9cies de lib\u00e9lula que s\u00e3o indicadores importantes para a qualidade da \u00e1gua\u201d, diz Lattke.<\/p>\n<p>A reserva, administrada pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (SPVS), est\u00e1 localizada no maior remanescente cont\u00ednuo do bioma Mata Atl\u00e2ntica. \u201cO grau de conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1rea nos d\u00e1 chances de encontrar e estudar esp\u00e9cies raras, que n\u00e3o s\u00e3o vistas na maioria dos outros locais\u201d, comenta Gabriel Melo, tamb\u00e9m entomologista da UFPR.<\/p>\n<p>Os exemplares recolhidos pelos alunos foram preparados para armazenagem na universidade e v\u00e3o ficar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de professores e alunos para serem estudados em suas pesquisas futuras.<\/p>\n<h3>Laborat\u00f3rio ao ar livre<\/h3>\n<p>\u201cH\u00e1 ainda um desconhecimento muito grande sobre o invertebrados da Mata Atl\u00e2ntica. As informa\u00e7\u00f5es costumam ficar separadas em grupos de estudos espec\u00edficos, como de abelhas e borboletas\u201d, afirma o professor Gabriel Melo. \u201cAgora estamos esquematizando essas informa\u00e7\u00f5es para que possamos conhecer essa grande diversidade. A Reserva Guaricica tem reunido v\u00e1rios pesquisadores dessa \u00e1rea e se tornado refer\u00eancia no estudo dos insetos desse bioma\u201d, conta Melo.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador das reservas da SPVS, Reginaldo Ferreira, a Reserva Natural Guaricica j\u00e1 abrigou mais de 100 pesquisas realizadas por diferentes institui\u00e7\u00f5es, desde 2003. Ele explica que \u201ca estrutura f\u00edsica e o modelo de gest\u00e3o das \u00e1reas atraem os pesquisadores a trabalhar na reserva\u201d.<\/p>\n<p>O professor John Lattke conta que a rede de trilhas mantidas pelos funcion\u00e1rios da reserva foi determinante para a escolha do local para as aulas de campo. \u201cA Guaricica fica pr\u00f3xima da capital do estado e tem trilhas demarcadas, passando por diversos ambientes terrestres e aqu\u00e1ticos, que permitem aos estudantes testar v\u00e1rias armadilhas e formas de captura de insetos\u201d, destaca.<\/p>\n<h3>Descobertas na reserva<\/h3>\n<p>No ano passado, tamb\u00e9m durante uma aula de campo com alunos da UFPR, o professor Rodney Ramiro Cavichioli descobriu duas esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas de cigarrinha, batizadas por ele com os nomes cient\u00edficos\u00a0<i>Nullana albinoi\u00a0<\/i>e<i>\u00a0Nullana sakakibarai.<\/i><\/p>\n<p>Para Reginaldo Ferreira, essas descobertas destacam a import\u00e2ncia da prote\u00e7\u00e3o de remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica para a ci\u00eancia, que acredita ser uma das v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es das unidades de conserva\u00e7\u00e3o. \u201cAs reservas mantidas pela SPVS trazem benef\u00edcios sociais com a gera\u00e7\u00e3o de empregos nas comunidades locais\u201d, lembra Ferreira. \u201cElas geram ainda servi\u00e7os ambientais importantes, como a prote\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a capturara de um volume aproximado de dois milh\u00f5es de toneladas de carbono em seus 20 anos de exist\u00eancia\u201d, exemplifica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o livro \u201cInsetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia\u201d, existem 737 fam\u00edlias de insetos conhecidas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":87804,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/inseto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Segundo o livro \u201cInsetos do Brasil: Diversidade e Taxonomia\u201d, existem 737 fam\u00edlias de insetos conhecidas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87803"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=87803"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/87803\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/87804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=87803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=87803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=87803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}