{"id":87800,"date":"2018-07-01T13:00:34","date_gmt":"2018-07-01T16:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=87800"},"modified":"2018-07-01T10:10:13","modified_gmt":"2018-07-01T13:10:13","slug":"desmatamento-no-bioma-cerrado-aumentou-9-no-ultimo-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-no-bioma-cerrado-aumentou-9-no-ultimo-ano\/","title":{"rendered":"Desmatamento no bioma Cerrado aumentou 9% no \u00faltimo ano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/cerrado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-87801\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/cerrado-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/cerrado-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/cerrado.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Savana mais rica do planeta, o Cerrado sofre com a devasta\u00e7\u00e3o. Dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados recentemente pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), apontam que o desmatamento no bioma aumentou 9% em 2017, em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Em 2016, um total de 6.777 km\u00b2 foram desmatados; em 2017, esse n\u00famero subiu para 7.408 km\u00b2. O avan\u00e7o da agropecu\u00e1ria sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 a principal causa do desmatamento. Em compara\u00e7\u00e3o aos anos de 2014 e 2015, houve redu\u00e7\u00e3o da taxa de desmatamento no bioma.<\/p>\n<p>Ainda assim, os \u00edndices s\u00e3o considerados muito altos para o Cerrado, que abriga um ter\u00e7o da biodiversidade do Brasil, mas est\u00e1 extremamente amea\u00e7ado em raz\u00e3o da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio. Atualmente, apenas 50% da vegeta\u00e7\u00e3o original do ecossistema est\u00e1 de p\u00e9.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que, pela primeira vez, est\u00e3o sendo divulgados dados do desmatamento do Cerrado detalhados ano a ano, o que torna poss\u00edvel comparar a convers\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa a partir de uma s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>O MMA prometeu, a partir de agora, divulgar as taxas do Cerrado todos os anos, pr\u00e1tica que vem sendo adotada no bioma Amaz\u00f4nia desde 1988. O Cerrado tamb\u00e9m passar\u00e1 a ser monitorado diariamente, com base em imagens de sat\u00e9lite de alta defini\u00e7\u00e3o, por meio do Deter B, um sistema de detec\u00e7\u00e3o do desmatamento em tempo real.<\/p>\n<p><strong>Mais fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Assim como aconteceu na Amaz\u00f4nia, espera-se que a ferramenta facilite o trabalho de fiscaliza\u00e7\u00e3o coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama).<\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o dos dados do Cerrado ano a ano \u00e9 um importante passo do MMA, uma vez que aumenta a transpar\u00eancia das mudan\u00e7as pelas quais passa o bioma em decorr\u00eancia da expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria. \u201cIsso permitir\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 o aumento do controle social como tamb\u00e9m nortear\u00e1 pol\u00edticas p\u00fablicas e compromissos de empresas\u201d, avalia Cristiane Mazzetti, da campanha de florestas do Greenpeace Brasil.<\/p>\n<p><strong>Setor privado<\/strong><\/p>\n<p>As boas not\u00edcias de transpar\u00eancia ficar\u00e3o apenas no papel se as empresas n\u00e3o assumirem compromissos concretos com a preserva\u00e7\u00e3o desse importante bioma. Afinal, o simples cumprimento da lei n\u00e3o garante a sobreviv\u00eancia do Cerrado.<\/p>\n<p>\u201cNo Cerrado, os fazendeiros podem desmatar legalmente at\u00e9 80% de sua propriedade, o que seria um desastre. O acelerado desmatamento no bioma, que j\u00e1 supera o da Amaz\u00f4nia, \u00e9 respons\u00e1vel por uma parte relevante das emiss\u00f5es de gases que provocam mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o abriga enorme biodiversidade, \u00e9 ber\u00e7o de grande parte dos rios brasileiros e marcada pela desigualdade social, com uma hist\u00f3rica e perversa concentra\u00e7\u00e3o de terra e renda em poucas m\u00e3os\u201d, avalia Paulo Ad\u00e1rio, estrategista s\u00eanior de florestas do Greenpeace.<\/p>\n<p><strong>Desmatamento zero<\/strong><\/p>\n<p>A ONG alerta para a necessidade de se aumentarem os esfor\u00e7os para a prote\u00e7\u00e3o do Cerrado, o que implica zerar o desmatamento. No ano passado, cerca de 60 organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, incluindo o Greenpeace Brasil, lan\u00e7aram o Manifesto do Cerrado, exigindo que investidores e empresas que compram soja e gado na regi\u00e3o tomassem medidas para frear o avan\u00e7o sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>Mais de 60 companhias apoiaram o manifesto e se comprometeram a trabalhar com os atores locais e internacionais para preservar o bioma. No entanto, nenhum compromisso concreto foi feito at\u00e9 agora. Recentemente, ali\u00e1s, uma opera\u00e7\u00e3o do Ibama no Cerrado multou 78 empresas, incluindo gigantes do agroneg\u00f3cio, no valor de R$105,7 milh\u00f5es, por desmatamento ilegal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Savana mais rica do planeta, o Cerrado sofre com a devasta\u00e7\u00e3o. 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