{"id":87686,"date":"2018-06-29T12:00:57","date_gmt":"2018-06-29T15:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=87686"},"modified":"2018-06-28T21:13:00","modified_gmt":"2018-06-29T00:13:00","slug":"passaros-que-ficam-mais-tempo-no-ninho-vivem-mais-indica-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/passaros-que-ficam-mais-tempo-no-ninho-vivem-mais-indica-pesquisa\/","title":{"rendered":"P\u00e1ssaros que ficam mais tempo no ninho vivem mais, indica pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/passaro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-87687\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/passaro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/passaro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/passaro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma pesquisa liderada pelos cientistas Thomas E. Martin e Bret Tobalske, da Universidade de Montana, nos Estados Unidos, buscou investigar as causas de mortalidade juvenil entre p\u00e1ssaros da subordem Passeri, que inclui pintassilgos e can\u00e1rios. Para o estudo, os pesquisadores usaram v\u00eddeos e monitores presos aos animais para ajud\u00e1-los a entender melhor as causas de mortalidade entre p\u00e1ssaros jovens.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelo trabalho chegaram a algumas conclus\u00f5es depois de analisar as filmagens e os dados coletados. A primeira foi que os animais cujos ninhos corriam maior risco de serem atacados por predadores apresentaram uma pior performance de voo. \u00a0Essa correla\u00e7\u00e3o se deve \u00e0 exist\u00eancia da sele\u00e7\u00e3o natural. O ambiente selecionou, dentre os p\u00e1ssaros que tinham mais chance de serem atacados por animais maiores enquanto viviam no ninho, aqueles que sa\u00edam mais cedo desse habitat.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\"><\/div>\n<p>Afinal, os predadores atacariam e matariam facilmente os pequenos animais que evitassem sair e voar para longe. Logo, o ambiente favoreceu os que se tornam independentes mais rapidamente. No entanto, dada a sua juventude, esses p\u00e1ssaros n\u00e3o tiveram tempo para desenvolver totalmente as suas asas e, consequentemente, suas capacidades de voo, resultando nas performances inferiores que os cientistas observaram.<\/p>\n<p>Um teste realizado pelos pesquisadores para comprovar essa ideia foi colocar uma esp\u00e9cie de inv\u00f3lucro ao redor de alguns ninhos. O inv\u00f3lucro permitia que os p\u00e1ssaros sa\u00edssem do ninho, mas n\u00e3o que voassem para muito longe, mas, sim, apenas at\u00e9 uma pequena dist\u00e2ncia, onde ainda estariam seguros. Ap\u00f3s alguns dias, o inv\u00f3lucro seria retirado, e os animais poderiam voar para onde quisessem.<\/p>\n<p>O resultado encontrado foi o de que os esp\u00e9cimes presos pelo inv\u00f3lucro de fato sobreviveram por mais tempo. Isso ocorreu porque, quando foram completamente soltos, suas asas j\u00e1 estavam mais desenvolvidas, permitindo que eles voassem melhor e escapassem de poss\u00edveis predadores.<\/p>\n<p>Outro fator influenciado pela sa\u00edda dos jovens do ninho \u00e9 o risco corrido pelos pais dos p\u00e1ssaros por causa da sua perman\u00eancia nesse habitat. Embora o perigo existente para aqueles que voam para longe enquanto s\u00e3o novos seja grande, devido \u00e0 primitividade de suas asas, o risco de ataque de seres amea\u00e7adores ao ninho \u00e9 t\u00e3o maior quanto mais animais estiverem nele. Por isso, quando um passarinho vai para longe, a chance de que o local em que ele vivia (e onde o resto de sua fam\u00edlia vive) seja atacado\u00a0diminui. Dessa forma, percebe-se um conflito de interesses entre os que saem do ninho (mais novos), que seriam beneficiados por uma estadia mais longa que permitiria o desenvolvimento total do seu corpo, e os que l\u00e1 permanecem (mais velhos), que t\u00eam chance elevada de se tornarem v\u00edtimas de predadores no caso de um ninho cheio.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o final dos cientistas foi a de que os p\u00e1ssaros jovens e seus pais chegam a um tipo de acordo, uma esp\u00e9cie de meio termo. Os mais novos saem do ninho antes do que seria ideal para eles, mas depois do que seria perfeito para seus ascendentes, que correm maiores riscos de ataque por sua causa. Assim, nenhum dos dois lados \u00e9 extremamente prejudicado, permitindo a vida harmoniosa entre os componentes das fam\u00edlias e dessa subordem de forma geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa liderada pelos cientistas Thomas E. 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