{"id":8719,"date":"2014-10-18T00:00:50","date_gmt":"2014-10-18T00:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=8719"},"modified":"2014-10-17T23:55:08","modified_gmt":"2014-10-17T23:55:08","slug":"plastico-mata-15-milhao-de-animais-ao-ano-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plastico-mata-15-milhao-de-animais-ao-ano-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Pl\u00e1stico mata 1,5 milh\u00e3o de animais ao ano, diz especialista"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" style=\"display: inline;\" src=\"http:\/\/assets1.exame.abril.com.br\/assets\/images\/2011\/6\/31663\/size_810_16_9_Chris-Jordan-albatross.jpg\" alt=\"Albatroz morto por ingest\u00e3o de pl\u00e1sticos\" width=\"640\" height=\"393\" data-src=\"http:\/\/assets1.exame.abril.com.br\/assets\/images\/2011\/6\/31663\/size_810_16_9_Chris-Jordan-albatross.jpg\" \/><\/p>\n<p>Cerca de 1,5 milh\u00e3o de aves, peixes, baleias e tartarugas morrem ao ano por causa de dejetos pl\u00e1sticos no mar.<\/p>\n<p>E o problema pode se agravar: segundo estudos cient\u00edficos divulgados em Quito, cinco &#8220;ilhas&#8221; desses res\u00edduos flutuam nos <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/oceanos\"><strong>oceanos<\/strong><\/a> Pac\u00edfico, Atl\u00e2ntico e \u00cdndico.<\/p>\n<p>&#8220;A cada ano, os pl\u00e1sticos (no mar) matam 1,5 milh\u00e3o de animais&#8221;, afirmou Laurence Maurice, do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD) franc\u00eas.<\/p>\n<p>&#8220;No Pac\u00edfico Norte, 30% dos peixes ingeriram pl\u00e1stico em seu ciclo de vida&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Durante a Semana da <a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/agua\"><strong>\u00c1gua<\/strong><\/a>, organizada pela embaixada francesa em Quito, Maurice, que \u00e9 diretora mundial de pesquisas do IRD, apresentou estudos recentes sobre o que chama de &#8220;o s\u00e9timo continente&#8221;: massas n\u00e3o compactas de dejetos pl\u00e1sticos que est\u00e3o \u00e0 deriva nos tr\u00eas principais oceanos.<\/p>\n<p>&#8220;A (ilha de dejetos) do Pac\u00edfico \u00e9 a maior. As outras s\u00e3o um pouco menores&#8221;, disse Maurice, em entrevista \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>Por volta de 1997, essa massa de res\u00edduos foi avistada pela primeira vez no Pac\u00edfico Norte, entre a costa californiana e o Hava\u00ed. Desde ent\u00e3o, triplicou seu tamanho e, agora, ocupa uma superf\u00edcie de 3,5 milh\u00f5es de km2. Esta ilha cresce, aproximadamente, &#8220;80.000 km2 por ano&#8221;, alertou essa doutora em Hidrogeoqu\u00edmica Ambiental.<\/p>\n<p>Um artigo publicado em 2012 por especialistas da Universidade da Calif\u00f3rnia na revista &#8220;Biology Letters&#8221;, da sociedade de pesquisas brit\u00e2nica Royal Society, j\u00e1 advertia que esses res\u00edduos de micropl\u00e1sticos &#8211; part\u00edculas menores a cinco mil\u00edmetros &#8211; formavam uma &#8220;sopa mortal&#8221; para o ecossistema marinho.<\/p>\n<p>Expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas encontraram esses dejetos a at\u00e9 1.500 metros de profundidade no mar.<\/p>\n<p><strong>Albatrozes que comem tampas de garrafa<\/strong><\/p>\n<p>Maurice explicou que essas massas flutuantes n\u00e3o chegam \u00e0 costa, pois as correntes marinhas as arrastaram para o centro de redemoinhos gigantes, onde a \u00e1gua \u00e9 &#8220;como um lago&#8221;.<\/p>\n<p>Uma garrafa d&#8217;\u00e1gua pode levar v\u00e1rios meses para chegar a esses redemoinhos. &#8220;O que acontece \u00e9 que, no final, n\u00e3o vai se degradar, porque a a\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias e dos fungos n\u00e3o ataca o pl\u00e1stico&#8221;, afirmou a especialista, acrescentando que 80% do pl\u00e1stico que est\u00e1 no mar \u00e9 polietileno, o material do qual esses recipientes s\u00e3o feitos.<\/p>\n<p>Durante a confer\u00eancia em Quito, Maurice disse que as esp\u00e9cies marinhas confundem os res\u00edduos pl\u00e1sticos com comida e morrem, ao ingeri-los.<\/p>\n<p>&#8220;Encontraram no est\u00f4mago de uma baleia cachalote pe\u00e7as de estufas para cultivo de tomate que foram destru\u00eddas por uma tempestade e entraram no mar&#8221;, contou a pesquisadora, acrescentando que do animal foram extra\u00eddos 20 quilos de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Aves marinhas como os albatrozes tamb\u00e9m acreditam que os restos pl\u00e1sticos que flutuam no mar s\u00e3o alimento.<\/p>\n<p>&#8220;Os pais dessas aves est\u00e3o dando pequenos pedacinhos de pl\u00e1stico a seus beb\u00eas (&#8230;) Um jovem albatroz foi encontrado morto com o est\u00f4mago cheio de pl\u00e1stico, porque os pais est\u00e3o confundindo comida com tampas de garrafa&#8221;, comentou a especialista.<\/p>\n<p>Em 2011, a Sociedade para a Conserva\u00e7\u00e3o dos Golfinhos e das Baleias (WDCS, na sigla em ingl\u00eas) destacou que os res\u00edduos pl\u00e1sticos constituem uma amea\u00e7a mortal para golfinhos e baleias, porque eles ingerem, ou se enrolam nesse material.<\/p>\n<p>Fonte: Exame<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 1,5 milh\u00e3o de aves, peixes, baleias e tartarugas morrem ao ano por causa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cerca de 1,5 milh\u00e3o de aves, peixes, baleias e tartarugas morrem ao ano por causa","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8719"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8719"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8719\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}