{"id":87068,"date":"2018-06-18T09:00:43","date_gmt":"2018-06-18T12:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=87068"},"modified":"2018-06-17T20:52:07","modified_gmt":"2018-06-17T23:52:07","slug":"artista-plastico-transforma-3-toneladas-de-lixo-em-arte-de-rua-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/artista-plastico-transforma-3-toneladas-de-lixo-em-arte-de-rua-em-salvador\/","title":{"rendered":"Artista pl\u00e1stico transforma 3 toneladas de lixo em arte de rua em Salvador"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"noticias-single__content js-mediator-article\">\n<p class=\"bodytext\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lixo-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-87069\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lixo-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lixo-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/lixo-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um eletricista que virou professor de nata\u00e7\u00e3o. Um professor de nata\u00e7\u00e3o que virou artista pl\u00e1stico. Pelo visto, a mudan\u00e7a, a transforma\u00e7\u00e3o, \u00e9 algo natural para Andr\u00e9 Fernands, 43 anos. O maior exemplo disso n\u00e3o est\u00e1 na sua trajet\u00f3ria de vida, mas nas suas obras. Basta ver a metamorfose \u00e0 qual submete suas pe\u00e7as. H\u00e1 4\u00a0anos, Andr\u00e9 largou tudo para transformar lixo em arte.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1504711491229-3\" data-google-query-id=\"CPyq2Lvw29sCFQokhwodWVUCDA\"><\/div>\n<p class=\"bodytext\">Com tr\u00eas toneladas, seu \u00faltimo \u2018lix\u00e3o\u2019 foi transmutado em 30 pe\u00e7as coloridas expostas desde quinta-feira (30) na Pra\u00e7a Mestre Bimba, em frente ao Quartel de Amaralina.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">As obras s\u00e3o feitas de garrafas de \u00f3leo de motor, \u00e1gua sanit\u00e1ria e alvejante, al\u00e9m de tubos de PVC, peda\u00e7os de madeira, pneus, baldes de tinta, canudos, a\u00e7o, arames e parafusos. A transforma\u00e7\u00e3o levou um ano e meio para ser conclu\u00edda.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cA ideia \u00e9 devolver tudo \u00e0 cidade, mas n\u00e3o mais como lixo\u201d<\/strong>, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">A maioria ganhou a forma de animais. Elefante, coruja, lagarto, aranha, golfinho. Mas tamb\u00e9m um palha\u00e7o e at\u00e9 um Michael Jackson com a camisa do Bahia feito todo de tampinha de garrafa. \u201cJ\u00e1 passou um (torcedor do)\u00a0Vit\u00f3ria retado ali perguntando porque eu n\u00e3o fiz o rubro-negro\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A inspira\u00e7\u00e3o para usar o lixo vem de uma outra veia que Andr\u00e9 Fernands tem (Fernands assim mesmo, sem um &#8216;e&#8217;, apesar da camiseta). Antes de tudo, ele \u00e9 ambientalista.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cCara, minha inf\u00e2ncia foi no mato e minha adolesc\u00eancia na praia. Ver o ser humano destruir esses locais com o lixo \u00e9 algo que me toca muito. Tenho um amor incondicional pelo meio ambiente\u201d<\/strong>, comenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">Seja nos carros ou a p\u00e9, os passantes se surpreendem ao ver as pe\u00e7as encostadas nos coqueiros ou colorindo o gramado. Adultos e crian\u00e7as pedem para tirar fotos. \u201cMeu neto ficou encantado e eu tamb\u00e9m. Al\u00e9m de tirar o lixo do meio ambiente, ainda alegra a nossa pra\u00e7a\u201d, diz o aposentado Alo\u00edsio Pedro, 68.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">De repente, uma Kombi da Superintend\u00eancia de Obras P\u00fablicas (Sucop) diminuiu a velocidade e o motorista come\u00e7ou a fotografar. \u201cFiquei assustado. Pensei que era a prefeitura querendo embarreirar\u201d. Que nada. O funcion\u00e1rio achou bonito e quis registrar.<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"https:\/\/correio-cdn1.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/9\/a\/csm_Andre_Fernands_2_2ca5c54e10.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"366\" \/><\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>As 30 obras de Fernands mudaram a paisagem da Pra\u00e7a Mestre Bimba, em Amaralina<\/strong>\u00a0(Foto: Evandro Veiga\/CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Praia Limpa<\/strong><br \/>\nAndr\u00e9 come\u00e7ou a ser conhecido em 2014, quando, na Copa do Mundo, fez uma bandeira do Brasil com 100 mil tampinhas de garrafas pet. Com 12 metros de comprimento e oito de largura, a bandeira s\u00f3 n\u00e3o foi maior pela dificuldade de encontrar tampinhas verdes e amarelas.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Na verdade, a pe\u00e7a s\u00f3 ficou pronta porque Andr\u00e9 lan\u00e7ou o projeto Praia Limpa, que desde ent\u00e3o re\u00fane crian\u00e7as do Nordeste de Amaralina para catar o lixo das praias usados em suas obras. \u201cForam elas que me ajudaram a encontrar as tampinhas. Por outro lado, a gente despertou nelas a consci\u00eancia ambiental\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">A bandeira acabou exposta na Arena Fonte Nova, inclusive com direitos de imagem pagos pela Secretaria Estadual da Copa (Secopa).<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Com a decep\u00e7\u00e3o dos 7 x 1, Andr\u00e9 enrolou a bandeira e nunca mais abriu. Fez uma promessa. \u201cS\u00f3 abro quando o Brasil voltar a ser campe\u00e3o do mundo. J\u00e1 me ligaram para fazer mat\u00e9ria com a bandeira, j\u00e1 me convidaram para expor em eventos, mas n\u00e3o vou descumprir a promessa\u201d. Quem sabe este ano?<\/p>\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"bodytext\"><img loading=\"lazy\" title=\"\" src=\"https:\/\/correio-cdn2.cworks.cloud\/fileadmin\/_processed_\/c\/a\/csm_Andre_Fernands_3_7f63dc8157.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"366\" \/><\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p class=\"text-center\"><strong>Quatro anos atr\u00e1s, na Copa, Andr\u00e9 criava bandeira do Brasil com 100 mil tampinhas<\/strong>\u00a0(Foto: Evandro Veiga\/Arquivo CORREIO)<\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"bodytext\"><strong>Pelo mundo<\/strong><br \/>\nDesde a Copa de 2014, Andr\u00e9 resolveu largar as outras atividades para ser artista pl\u00e1stico. Uma decis\u00e3o dif\u00edcil. Especialmente quando se tem um filho de 2 anos, hoje com 6. Mas, depois da bandeira do Brasil, suas obras come\u00e7aram a dar um retorno financeiro. J\u00e1 garante a pens\u00e3o do pequeno Jo\u00e3o Paulo. \u201cDepois que eu garanto a pens\u00e3o dele, fico tranquilo. O que vem depois \u00e9 lucro\u201d.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Pouco a pouco, vai se inserindo no mercado. At\u00e9 alguns gringos j\u00e1 se interessaram por sua arte. Na verdade, quem mais adquire suas pe\u00e7as s\u00e3o turistas.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cM\u00eas passado um turista portugu\u00eas e um chin\u00eas compraram dois pain\u00e9is em mosaico feitos a partir do entulho de constru\u00e7\u00f5es\u201d<\/strong>, conta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\">De todo modo, \u00e9 uma vida incerta. \u201cHoje voc\u00ea n\u00e3o tem um real para comer um cachorro quente na esquina. Amanh\u00e3 voc\u00ea t\u00e1 em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro ou at\u00e9 Paris expondo sua arte. Vida de artista de rua \u00e9 assim\u201d, define.<\/p>\n<p class=\"bodytext\">Algumas das pe\u00e7as expostas em Amaralina, inclusive, est\u00e3o \u00e0 venda, mas tem que conversar, afinal, n\u00e3o s\u00e3o de todas que ele pretende abrir m\u00e3o. &#8220;O Michael Jackson tricolor, por exemplo, n\u00e3o tem pre\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um eletricista que virou professor de nata\u00e7\u00e3o. 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