{"id":86980,"date":"2018-06-16T14:30:45","date_gmt":"2018-06-16T17:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86980"},"modified":"2018-06-16T13:34:05","modified_gmt":"2018-06-16T16:34:05","slug":"animais-diurnos-adotam-habitos-noturnos-devido-ao-homem-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/animais-diurnos-adotam-habitos-noturnos-devido-ao-homem-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Animais diurnos adotam h\u00e1bitos noturnos devido ao homem, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86981\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um novo estudo publicado hoje (14) na prestigiada revista \u201dScience\u201d explorou a influ\u00eancia da atividade humana nos h\u00e1bitos de outros animais. A pesquisa, encabe\u00e7ada por Kaitlyn Gaynor, cientista da\u00a0<strong>Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley<\/strong>, se baseou em uma an\u00e1lise de outros 76 trabalhos, que tinham como objeto de investiga\u00e7\u00e3o 62 esp\u00e9cies de\u00a0<strong>mam\u00edferos<\/strong>\u00a0de todos os 6 continentes. O resultado encontrado foi que muitas delas trocaram suas vidas diurnas pela noite, em uma tentativa de evitar o contato com pessoas.<\/p>\n<p>Durante a examina\u00e7\u00e3o, foram utilizadas armadilhas fotogr\u00e1ficas (c\u00e2meras remotamente acionadas e munidas de sensores), telemetria (uma forma de monitoramento \u00e0 dist\u00e2ncia) e a observa\u00e7\u00e3o direta dos animais para chegar \u00e0s conclus\u00f5es finais. Assim, puderam analisar o comportamento dos seres que pretendiam estudar, e notar as altera\u00e7\u00f5es pelas quais eles passaram. Antas, l\u00eamures, ursos e elefantes est\u00e3o entre as esp\u00e9cies analisadas.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\"><\/div>\n<p>V\u00e1rias formas distintas de atividade humana em um determinado ambiente foram consideradas, como ca\u00e7a, caminhadas e desenvolvimento urbano. Ao final do trabalho dos cientistas, todos esses tipos de presen\u00e7a do homem foram considerados suficientes para fazer com que outros mam\u00edferos mudassem seus h\u00e1bitos. Ou seja, esse fen\u00f4meno pode acontecer ainda que a atividade dos seres humanos naquele local n\u00e3o seja de fato amea\u00e7adora ou predat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os pesquisadores observaram algumas outras maneiras que os\u00a0<strong>animais<\/strong>\u00a0usam para responder \u00e0 nossa presen\u00e7a. Algumas esp\u00e9cies, em face da proximidade com seres humanos, mudaram a velocidade com que se locomovem \u00e0 noite. Outras adotaram caminhos mais tortuosos. Houve, ainda, aquelas que se tornaram mais vigilantes.<\/p>\n<p>O ambiente, ao longo dos anos, selecionou as esp\u00e9cies melhor adaptadas aos h\u00e1bitos diurnos para sobreviver e se reproduzir naquele lugar. Mudando seu tipo de vida, esses animais podem ter que alterar drasticamente a sua dieta, seu modo de se orientar, seus costumes reprodutivos, suas formas de escapar de predadores e muitos outros fatores comportamentais para se ajustar ao mundo noturno. Essa altera\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos dos mam\u00edferos estudados pode causar grandes mudan\u00e7as no ecossistema, uma vez que certos animais passariam a ca\u00e7ar \u00e0 noite, acasalar \u00e0 noite, e assim por diante.<\/p>\n<p>Tudo isso indica a exist\u00eancia de uma \u201cpegada humana\u201d (ou seja, um conjunto de impactos geralmente negativos resultantes da a\u00e7\u00e3o de seres humanos) na natureza ainda mais perigosa do que se pensava. Assim, torna-se essencial que nos atentemos ainda mais \u00e0 maneira como a nossa simples presen\u00e7a j\u00e1 afeta o ecossistema, trazendo a clara necessidade de mais estudos para nos guiar em rela\u00e7\u00e3o a como diminuir essa pegada e mitigar o nosso efeito negativo sobre o meio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo estudo publicado hoje (14) na prestigiada revista \u201dScience\u201d explorou a influ\u00eancia da atividade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86981,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/urso.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um novo estudo publicado hoje (14) na prestigiada revista \u201dScience\u201d explorou a influ\u00eancia da atividade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86980"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86980"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86980\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86981"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86980"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86980"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86980"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}