{"id":86900,"date":"2018-06-15T14:00:53","date_gmt":"2018-06-15T17:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86900"},"modified":"2018-06-14T21:39:45","modified_gmt":"2018-06-15T00:39:45","slug":"bombas-e-municoes-da-segunda-guerra-mundial-ainda-poluem-os-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bombas-e-municoes-da-segunda-guerra-mundial-ainda-poluem-os-oceanos\/","title":{"rendered":"Bombas e muni\u00e7\u00f5es da Segunda Guerra Mundial ainda poluem os oceanos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86901\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>M<\/span>esmo depois de sete d\u00e9cadas ap\u00f3s o fim das guerras mundiais, efeitos potencialmente devastadores dos conflitos podem estar em curso: \u00e9 o que mostra um estudo de pesquisadores alem\u00e3es que investigaram o risco do impacto de muni\u00e7\u00f5es e bombas descartadas nos oceanos ap\u00f3s o final dos conflitos, principlamente da Segunda Guerra.<\/p>\n<p>O artigo re\u00fane uma s\u00e9rie de estudos que observaram como esse material t\u00eam se comportado em alto mar, al\u00e9m de explorar dados de iniciativas como a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.amucad.org\/\" target=\"_blank\">Amucad.org<\/a>, da Alemanha, que \u00e9 um dos poucos e mais completos arquivos p\u00fablicos que registram a quantidade e o local exatos onde as muni\u00e7\u00f5es foram despejadas.<\/p>\n<div id=\"pub-in-text\" data-google-query-id=\"CLTB_8-r1NsCFUcjhwodVW4BUw\"><\/div>\n<p>Atualmente, a maior preocupa\u00e7\u00e3o dos cientistas \u00e9 o efeito que esse material envelhecido e enferrujado pode ter sobre o ecossistema marinho. \u201cTodas as muni\u00e7\u00f5es s\u00e3o altamente explosivas\u201d, afirma Aaron Beck, principal autor do estudo e membro do Centro Helmholtz para a Pesquisa Oce\u00e2nica GEOMAR. \u201cEste \u00e9 o principal motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento das diversas atividades costeiras\u201d, acrescenta em entrevista ao\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/elpais\/2018\/05\/11\/ciencia\/1526020774_826041.html\" target=\"_blank\"><em>El Pa\u00eds<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Nos mares, as armas est\u00e3o expostas \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o e os compostos nitrogenados dos explosivos ainda podem reagir. Por isso, o risco de explodirem se mant\u00e9m ou at\u00e9 aumenta. Soma-se a isso o fato da maioria das muni\u00e7\u00f5es serem compostas por dinamite (TNT), ciclonita (RDX) e oct\u00f3geno (HMX): os dois primeiros s\u00e3o t\u00f3xicos para os seres vivos, sendo que a ciclonita pode interferir na fotoss\u00edntese de zooxantelas, algas unicelulares que vivem em simbiose com diversos animais marinhos.<\/p>\n<p>\u201cNossos colegas do Instituto Fraunhofer de Tecnologia Qu\u00edmica realizaram medi\u00e7\u00f5es com explosivos recuperados debaixo d\u2019\u00e1gua e descobriram que a exposi\u00e7\u00e3o a longo prazo \u00e0 \u00e1gua do mar faz com que fiquem ainda mais sens\u00edveis a explos\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Um dos lugares mais cr\u00edticos \u00e9 a costa da Alemanha. Estima-se que, entre os mares B\u00e1ltico e do Norte, existam cerca de 1,6 milh\u00f5es de toneladas de muni\u00e7\u00f5es, que foram jogadas ao mar pelos Aliados ap\u00f3s o final do conflito.<\/p>\n<p>Nas ilhas do Hava\u00ed, territ\u00f3rio norte-americano muito utilizado para o teste de armas durante e ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, 95% do armamento descartado nos oceanos est\u00e1 enferrujado, em grave estado de corros\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo depois de sete d\u00e9cadas ap\u00f3s o fim das guerras mundiais, efeitos potencialmente devastadores dos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86901,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mesmo depois de sete d\u00e9cadas ap\u00f3s o fim das guerras mundiais, efeitos potencialmente devastadores dos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86900"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86900\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}