{"id":86587,"date":"2018-06-10T09:38:37","date_gmt":"2018-06-10T12:38:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86587"},"modified":"2018-06-10T09:38:37","modified_gmt":"2018-06-10T12:38:37","slug":"producao-organica-cresce-na-bahia-com-certificacao-participativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/producao-organica-cresce-na-bahia-com-certificacao-participativa\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica cresce na Bahia com certifica\u00e7\u00e3o participativa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morango_organico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86588\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morango_organico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morango_organico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/morango_organico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica da Chapada Diamantina, na Bahia, cresce ano a ano. Para conseguir o selo org\u00e2nico, que ajuda nas vendas, muitos agricultores est\u00e3o adotando a certifica\u00e7\u00e3o participativa. O agr\u00f4nomo \u00c9rico Sampaio cultiva oito hectares de morango e se diz um apaixonado pela produ\u00e7\u00e3o sem agrot\u00f3xicos. Para tocar o cultivo, ele conta com a ajuda dos filhos, que s\u00e3o estudantes da \u00e1rea de agr\u00e1rias. Hoje s\u00e3o 20 mil p\u00e9s, mas a ideia \u00e9 chegar a 35 mil.<\/p>\n<p>\u00c9rico vende a caixa de morango por R$ 12, mas o valor poderia ser mais alto se ele j\u00e1 tivesse o selo de conformidade org\u00e2nica do\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/ministerio-da-agricultura\/\">Minist\u00e9rio da Agricultura<\/a>\u00a0\u2013 uma garantia oficial de que o alimento foi produzido de acordo com as regras org\u00e2nicas.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que o m\u00e9todo de certifica\u00e7\u00e3o mais comum, feito por auditoria, \u00e9 caro para os pequenos produtores: cerca de R$ 15 mil por propriedade. \u00c9 a\u00ed que entra a certifica\u00e7\u00e3o participativa.<\/p>\n<p>Nesse modelo, que vem ganhando for\u00e7a no Brasil, o selo org\u00e2nico continua sendo concedido pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. A diferen\u00e7a \u00e9 que o trabalho anterior \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 feito pelos agricultores e n\u00e3o por uma empresa contratada, o que reduz, e muito, os custos do processo.<\/p>\n<p>No sistema participativo, os pr\u00f3prios agricultores se fiscalizam, fazendo inspe\u00e7\u00f5es rotineiras. O Globo Rural acompanhou essa inspe\u00e7\u00e3o nas terras de Alberto Martins. Ele cultiva milho, cebola, cenoura e est\u00e1 na fase final para receber a certifica\u00e7\u00e3o participativa.<\/p>\n<p>Um grupo de 12 pessoas, formado por agricultores vizinhos de Alberto (que tamb\u00e9m buscam a certifica\u00e7\u00e3o), deve fiscalizar todas as propriedades do grupo pelo menos uma vez por ano. \u00c9 a chamada visita de pares.<\/p>\n<p>\u201cA gente verifica todo o contexto da propriedade pra gente ver se ela est\u00e1 dentro das conformidades org\u00e2nicas. A quest\u00e3o de diversifica\u00e7\u00e3o de culturas, o trato cultural, a aduba\u00e7\u00e3o que ele usou se tem materiais org\u00e2nicos. A gente avalia todas as quest\u00f5es\u201d, explica o agricultor Lindomar de Andrade.<\/p>\n<p>Quando uma falha \u00e9 encontrada na propriedade, o agricultor recebe um prazo para corrigir o problema, como explica a agricultora Paula Ferreira. \u201cQuando um agricultor \u00e9 identificado algum problema na propriedade dele e no roteiro de verifica\u00e7\u00e3o de pares isso \u00e9 apontado e deu-se o tempo para que o agricultor cumprisse, resolvesse aquele problema na propriedade e ele n\u00e3o cumpre, com certeza ele vai sair\u201d.<\/p>\n<p>Quem quer o selo org\u00e2nico recebe ainda uma segunda vistoria, feita por produtores de uma associa\u00e7\u00e3o credenciada pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. Eles repassam tudo o que foi anotado na visita de pares e s\u00f3 no final vem o resultado. De tempos em tempos, as propriedades tamb\u00e9m podem ser fiscalizadas pelo Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica pelo processo participativo existe h\u00e1 oito anos e j\u00e1 regularizou mais de cinco mil produtores em todo o pa\u00eds. Com o selo, os agricultores ganham tamb\u00e9m uma esp\u00e9cie de passaporte para vender seus produtos em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>O cultivo org\u00e2nico d\u00e1 mais trabalho. Por outro lado, o agricultor consegue vender os produtos por um pre\u00e7o um pouco melhor. Na Chapada, os agricultores alcan\u00e7am uma margem de lucro de cerca de 30%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica da Chapada Diamantina, na Bahia, cresce ano a ano. 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