{"id":86486,"date":"2018-06-08T11:00:39","date_gmt":"2018-06-08T14:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86486"},"modified":"2018-06-08T08:42:23","modified_gmt":"2018-06-08T11:42:23","slug":"um-levantamento-inedito-destaca-especies-nativas-deliciosas-e-nutritivas-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/um-levantamento-inedito-destaca-especies-nativas-deliciosas-e-nutritivas-do-pais\/","title":{"rendered":"Um levantamento in\u00e9dito destaca esp\u00e9cies nativas, deliciosas e nutritivas do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/maracuja.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86487\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/maracuja-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/maracuja-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/maracuja.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A receita\u00a0<span class=\"textoDestaque\">\u00e9<\/span>\u00a0assim: misture um solo heterog\u00eaneo a um bocado de sol. Acrescente um tanto de chuva, pitadas de estiagem\u00a0<span class=\"textoDestaque\">e<\/span>\u00a0finalize com varia\u00e7\u00f5es\u00a0<span class=\"textoDestaque\">do<\/span>\u00a0clima tropical. Pronto! Eis a f\u00f3rmula que faz brotar vegetais supernutritivos\u00a0<span class=\"textoDestaque\">e<\/span>\u00a0saborosos.\u00a0<span class=\"textoDestaque\">E<\/span>\u00a0tem tudo isso aqui, no quintal da nossa casa. \u201cO\u00a0<span class=\"textoDestaque\">Brasil<\/span>\u00a0concentra cerca de 20% de todas as\u00a0<span class=\"textoDestaque\">esp\u00e9cies<\/span>\u00a0encontradas no planeta\u00a0<span class=\"textoDestaque\">e<\/span>\u00a0<span class=\"textoDestaque\">\u00e9<\/span>\u00a0considerado o principal pa\u00eds dentre os 17 de maior biodiversidade mundial\u201d, conta a nutricionista Daniela Beltrame, coordenadora nacional\u00a0<span class=\"textoDestaque\">do<\/span>\u00a0projeto\u00a0Biodiversidade para Alimenta\u00e7\u00e3o\u00a0<span class=\"textoDestaque\">e\u00a0<\/span>Nutri\u00e7\u00e3o (BFN).<\/p>\n<p>A iniciativa, que une governo, \u00f3rg\u00e3os internacionais e estudiosos das cinco regi\u00f5es brasileiras, visa promover o uso sustent\u00e1vel e ampliar o consumo de alimentos nativos. Entre outras a\u00e7\u00f5es, acaba de criar o Selo de Sociobiodiversidade, vinculado ao Sipaf (Selo de Identifica\u00e7\u00e3o da Participa\u00e7\u00e3o da Agricultura Familiar), que chega para agregar valor a produtos genuinamente nacionais.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos enfatizar a import\u00e2ncia de alternar o card\u00e1pio para n\u00e3o cair na monotonia\u201d, destaca Daniela. Veja bem, a ideia n\u00e3o \u00e9 fazer substitui\u00e7\u00f5es e priorizar s\u00f3 o que \u00e9 mais rico, mas, sim, ampliar os itens do menu no dia a dia. Afinal, um dos segredos da dieta saud\u00e1vel \u00e9 o de variar sempre e, dessa forma, garantir mais nutrientes e tamb\u00e9m prazer. \u201cObservamos um fen\u00f4meno global de padroniza\u00e7\u00e3o alimentar, com grande espa\u00e7o para industrializados\u201d, comenta a expert.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que ingerimos quase sempre a mesma coisa \u2013 experimente dar uma espiada na despensa da sua casa. E at\u00e9 mesmo os povos tradicionais andam seguindo esse modelo limitado. Os pesquisadores envolvidos no BFN relatam que, entre os jovens integrantes das comunidades ind\u00edgenas e quilombolas, n\u00e3o \u00e9 raro ver certo desconhecimento em rela\u00e7\u00e3o ao que era consumido por seus antepassados.<\/p>\n<p>\u201cEstamos ajudando a resgatar alguns h\u00e1bitos\u201d, anima-se a nutricionista Raquel Santiago, da\u00a0Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG). Para tanto, um dos desafios \u00e9 descobrir jeitos atrativos de incluir as esp\u00e9cies nativas nas prepara\u00e7\u00f5es. E n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que h\u00e1 um time de chefs de cozinha envolvidos. \u201cVeja o exemplo do jatob\u00e1: ele n\u00e3o \u00e9 apreciado devido ao aroma peculiar. Mas estamos testando receitas para suavizar essa caracter\u00edstica\u201d, revela Raquel. Outra frente do projeto busca capacitar merendeiras para que a crian\u00e7ada aprenda, desde cedo, a degustar e cuidar do que \u00e9 nosso.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a agora as riquezas desta terra t\u00e3o aben\u00e7oada por natureza.<\/p>\n<h3>A\u00e7a\u00ed<\/h3>\n<p>Reza a lenda que ele foi criado por Tup\u00e3, uma divindade ind\u00edgena, para suprir uma tribo que sofria com a escassez de comida. A receita de sucesso \u00e9 composta de minerais, como o\u00a0c\u00e1lcio, e vitaminas do complexo B. Ainda tem gorduras poli-insaturadas, que conferem aquela textura cremosa ao alimento e, de quebra, combatem inflama\u00e7\u00f5es. O pesquisador Jaime Aguiar, do\u00a0Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa)\u00a0e integrante do BFN, destaca tamb\u00e9m as antocianinas, aclamadas pela a\u00e7\u00e3o antioxidante e blindagem das c\u00e9lulas. N\u00e3o bastasse, o a\u00e7aizeiro fornece um palmito, perfeito para saladas e sufl\u00eas.<\/p>\n<h3>Amendoim<\/h3>\n<p>Bem antes de as caravelas de Cabral aportarem por aqui, os \u00edndios cultivavam essa leguminosa. Conta-se que os portugueses se encantaram com a esp\u00e9cie e a levaram para outros continentes. \u201cO amendoim exibe uma excelente composi\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos\u201d, elogia Raquel Santiago, coordenadora do BFN no Centro-Oeste. Ou seja, cont\u00e9m gorduras ben\u00e9ficas. Pra completar, esconde vitamina E e fitoester\u00f3is. Trocando em mi\u00fados, contribui diretamente para a prote\u00e7\u00e3o das nossas art\u00e9rias. Torrado, \u00e9 excelente op\u00e7\u00e3o de petisco. Tamb\u00e9m est\u00e1 em doces t\u00edpicos, caso da\u00a0pa\u00e7oca\u00a0e do p\u00e9-de-moleque.<\/p>\n<h3>Baru<\/h3>\n<p>Tamb\u00e9m chamada de cumbaru, essa castanha cresce em uma \u00e1rvore que atinge 20 metros. No Centro-Oeste, onde aparece naturalmente, sempre foi usada como comida de gado. Sorte a deles! Sua polpa \u00e9 rica em fibras e pode servir de mat\u00e9ria-prima para a massa de p\u00e3es, bolos, barras de cereais, entre outras prepara\u00e7\u00f5es. J\u00e1 a am\u00eandoa pode se vangloriar pelo conte\u00fado de prote\u00edna e pelo mix de minerais, com destaque para o ferro, o principal agente no combate \u00e0 anemia. Ela cai bem torrada e em receitas \u2013 o molho pesto \u00e9 um exemplo. Apesar da fama de afrodis\u00edaca, a ci\u00eancia ainda n\u00e3o comprovou esse efeito.<\/p>\n<h3>Caju<\/h3>\n<p>Curiosidade bot\u00e2nica: a verdadeira fruta do cajueiro \u00e9 a\u00a0castanha. A estrutura amarelada, doce, usada em sucos e que amarra a boca, \u00e9 o que os entendidos chamam de ped\u00fanculo. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 sustentar o fruto leg\u00edtimo. Peculiaridades \u00e0 parte, tudo aqui \u00e9 nutritivo. Enquanto a castanha re\u00fane gorduras do bem, o pseudofruto (ou seja, a polpa) \u00e9 fonte de fibras, capazes de ajustar o tr\u00e2nsito intestinal. Al\u00e9m disso, esbanja minerais, como c\u00e1lcio, ferro e f\u00f3sforo, e as vitaminas C e do complexo B. \u201cPossui ainda carotenoides e taninos, que t\u00eam a\u00e7\u00e3o antioxidante\u201d, ensina a nutricionista Adriana Siqueira, da\u00a0Universidade Federal do Cear\u00e1\u00a0e coordenadora do BFN no Nordeste. Mais do que enriquecer as receitas de doces, \u00e9 boa pedida em moquecas, hamb\u00fargueres e outros pratos salgados.<\/p>\n<h3>Cacau<\/h3>\n<p>Nativa da Am\u00e9rica Central e da Amaz\u00f4nia, a esp\u00e9cie ganhou o mundo gra\u00e7as \u00e0s sementes escondidas em uma baga de cerca de 20 cent\u00edmetros e recobertas com uma massa esbranqui\u00e7ada. \u00c9 a partir das tais am\u00eandoas, ricas em gorduras e compostos fen\u00f3licos (defensores do organismo), que se produz o aclamado\u00a0chocolate. Mas o resto do fruto tamb\u00e9m tem muito valor. Nas terras de Jorge Amado e outros pontos do Nordeste, a polpa \u00e9 ingrediente de sucos e sobremesas. Reduto de minerais, a exemplo de pot\u00e1ssio e f\u00f3sforo, ela zela pela sa\u00fade muscular e \u00f3ssea e \u00e9 tida como fortificante.<\/p>\n<h3>Camu-camu<\/h3>\n<p>Ele ocorre naturalmente em \u00e1reas alagadas. \u00c9 pequenino e delicado: tem s\u00f3 2,5 cent\u00edmetros de di\u00e2metro e uma casca fina e lisa. A cor vermelha muda para p\u00farpura e preta conforme o fruto amadurece. Apesar da apar\u00eancia fr\u00e1gil, ostenta teores impressionantes de\u00a0vitamina C.\u00a0Em suas andan\u00e7as pela Amaz\u00f4nia, Aguiar j\u00e1 encontrou exemplares raros que acumulam nada menos que 6 112 miligramas do nutriente em 100 gramas. Para ter ideia, a laranja possui cerca de 50. \u201cPor causa da acidez, o fruto \u00e9 consumido em refrescos, sorvetes, picol\u00e9s e licores\u201d, nota o estudioso. Mas h\u00e1 quem o encare in natura.<\/p>\n<h3>Cupua\u00e7u<\/h3>\n<p>Durante muito tempo, somente as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica se fartavam com seu sabor peculiar. Mas, gra\u00e7as ao conjunto da obra, o fruto ultrapassou as aldeias e foi parar at\u00e9 no Jap\u00e3o. Sua polpa \u00e9 uma mistura refrescante e \u00e1cida de nutrientes \u2013 pot\u00e1ssio, ferro,\u00a0sel\u00eanio\u00a0e vitamina C formam o combo. Mas s\u00e3o as sementes que atraem os aplausos. \u201cElas cont\u00eam uma gordura branca e arom\u00e1tica\u201d, descreve o pesquisador Jaime Aguiar. Ao passar por processamento, resultam em um alimento batizado de cupulate, doce bastante parecido com o chocolate do cacau.<\/p>\n<p>Erva-mate<\/p>\n<p>Quem diria! O nosso mate, terer\u00ea, chimarr\u00e3o ou, para os cientistas,\u00a0<em>Ilex paraguariensis<\/em>, aparece em estudos como verdadeiro amigo do peito. Infelizmente, ele n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o queridinho quanto o asi\u00e1tico\u00a0ch\u00e1-verde. A erva-mate oferta saponinas e \u00e9 rica em compostos fen\u00f3licos que, al\u00e9m de favorecer o controle das taxas de colesterol, s\u00e3o festejados pelo efeito antioxidante. Assim, defendem os vasos sangu\u00edneos do excesso de radicais livres. Ao tomar chimarr\u00e3o, s\u00f3 evite temperaturas acima de 65\u00b0C, pela associa\u00e7\u00e3o com o maior risco de c\u00e2ncer de es\u00f4fago.<\/p>\n<h3>Goiaba<\/h3>\n<p>Quer um doce com mais cara de Brasil do que a goiabada casc\u00e3o? O vitaminado fruto da goiabeira surge em vers\u00f5es com polpas esbranqui\u00e7ada e vermelha. A variedade colorida tem uma vantagem que merece men\u00e7\u00e3o: ela esbanja licopeno, subst\u00e2ncia celebrada em estudos por afastar tumores, especialmente o da pr\u00f3stata. Para quem quer variar a forma de consumo, a sugest\u00e3o \u00e9 incluir a fruta no preparo de molhos para acompanhar carnes. O bom \u00e9 que, ao passar pelo fog\u00e3o, o licopeno tende a ser mais bem aproveitado pelo organismo.<\/p>\n<h3>Guaran\u00e1<\/h3>\n<p>O \u00eaxito do cultivo dessa esp\u00e9cie \u00e9 resultado direto do trabalho secular de povos ind\u00edgenas, em especial dos Sater\u00e9-Maw\u00e9, que vivem no Amazonas e t\u00eam ensinado muito sobre produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. Pois o fruto vermelhinho, que sempre \u00e9 lembrado como estimulante, age em prol do c\u00e9rebro. Saponinas, catequinas, epicatequinas, proantocianoides, entre outras subst\u00e2ncias de nomes estranhos, t\u00eam a capacidade de reduzir os impactos nocivos dos radicais livres, aquelas mol\u00e9culas por tr\u00e1s de estragos celulares e do envelhecimento precoce.<\/p>\n<h3>Fis\u00e1lis<\/h3>\n<p>Considerado um fruto ornamental \u2013 n\u00e3o surpreende, como voc\u00ea pode notar pela foto -, seu apelido muda de acordo com o local onde \u00e9 encontrado. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 conhecido como jo\u00e1, camapu e tomatinho de capote\u201d, conta Vanuska Lima, da\u00a0Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O sabor, levemente \u00e1cido, real\u00e7a prepara\u00e7\u00f5es que v\u00e3o muito al\u00e9m de sobremesas. Para o projeto BFN, a professora Vanuska testou receitas como arroz de carreteiro e creme de moranga caboti\u00e1 com nata. Ambas com o fis\u00e1lis na vers\u00e3o integral. \u201cAs cascas det\u00eam os maiores teores de nutrientes\u201d, diz. Entre eles, est\u00e3o betacaroteno, magn\u00e9sio, pot\u00e1ssio, al\u00e9m de vitaminas do complexo B.<\/p>\n<h3>Castanha-do-Brasil<\/h3>\n<p>Ela faz parte do grupo das oleaginosas. Entretanto, nenhuma de suas parentes \u2013 nozes, avel\u00e3s, am\u00eandoas e companhia \u2013 compete com a nossa estrela quando o assunto \u00e9 sel\u00eanio. \u201c\u00c9 a melhor fonte alimentar desse mineral\u201d, crava Aguiar. Embora estudiosos ressaltem que o teor da subst\u00e2ncia varia de acordo com o tipo de solo, a castanha-do-brasil (ou do par\u00e1) nunca decepciona. H\u00e1 evid\u00eancias de que o sel\u00eanio atue como um aliado na redu\u00e7\u00e3o do risco de tumores e Alzheimer. Como a castanheira est\u00e1 amea\u00e7ada, o projeto BFN enfatiza a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat da esp\u00e9cie e encoraja pr\u00e1ticas e usos mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n<h3>Jabuticaba<\/h3>\n<p>Ela nasce nos troncos da jabuticabeira, da\u00ed o nome em tupi que significa \u201cfruta em bot\u00e3o\u201d. A colora\u00e7\u00e3o de sua casca brilhosa denuncia um concentrado de antocianina, potente antioxidante. J\u00e1 a polpa esbranqui\u00e7ada e suculenta cont\u00e9m um mix pra l\u00e1 de nutritivo, formado por vitaminas, minerais e fibras. Em um estudo da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo,\u00a0que foi finalista do 11\u00ba Pr\u00eamio Sa\u00fade, o extrato da fruta se mostrou promissor na regula\u00e7\u00e3o de desordens metab\u00f3licas, como obesidade. \u201cSeu uso em prepara\u00e7\u00f5es vai al\u00e9m de geleias e licores\u201d, garante Vanuska, que desenvolveu uma receita de molho agridoce para pratos salgados.<\/p>\n<h3>Mandioca<\/h3>\n<p>Apelidada de \u201crainha do Brasil\u201d, a esp\u00e9cie reinava absoluta antes de os portugueses pisarem em nosso solo. Era considerada fonte de energia entre os ind\u00edgenas. A raiz, que, dependendo da regi\u00e3o, \u00e9 conhecida como aipim ou macaxeira, possui dois tipos de carboidrato: a amilopectina e a amilose. A dupla libera a glicose lentamente no sangue. Para completar, h\u00e1 belas doses de fibras. Assim, a mandioca ajuda a prolongar a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade e d\u00e1 f\u00f4lego por per\u00edodos maiores. Vers\u00e1til, ela \u00e9 ingrediente de farinha, preenche as cuias de tacac\u00e1 e faz sucesso na forma de tapioca.<\/p>\n<h3>Maracuj\u00e1<\/h3>\n<p>A nutricionista Raquel, da UFG, informa que a palavra maracuj\u00e1 vem do tupi e significa \u201cfruta na cuia\u201d. E a tal cuia reserva preciosidades, viu? Tem os carotenoides, que s\u00e3o, entre outras coisas, guardi\u00f5es da nossa vis\u00e3o. A polpa viscosa agrega tamb\u00e9m a pectina, uma fibra que contribui para o equil\u00edbrio dos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar em circula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 para esquecer, ainda, da presen\u00e7a de passiflorina. \u201cUma subst\u00e2ncia que sugere a\u00e7\u00e3o tranquilizante\u201d, explica a pesquisadora. H\u00e1 quem acredite que basta um copo de suco para acalmar.<\/p>\n<h3>Pupunha<\/h3>\n<p>Tamanha \u00e9 a import\u00e2ncia desse fruto para os ind\u00edgenas que eles fazem festa para celebrar o in\u00edcio da colheita. A professora Raquel conta que, na regi\u00e3o Norte, o frutinho da pupunheira \u00e9 tradicionalmente cozido em \u00e1gua e servido com caf\u00e9 ou acompanhado de mel. \u201cSua farinha tamb\u00e9m \u00e9 amplamente utilizada em prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias\u201d, acrescenta. Molhos, guisados, bolos, biscoitos est\u00e3o entre as receitas mais populares. Al\u00e9m de ter alto valor energ\u00e9tico, a pupunha fornece carotenoides e sel\u00eanio. Um tipo de palmito tamb\u00e9m \u00e9 extra\u00eddo da mesma \u00e1rvore.<\/p>\n<h3>Taioba<\/h3>\n<p>Suas folhagens chegam a atingir 80 cent\u00edmetros de comprimento e 60 de largura. E aqui pode haver confus\u00e3o com uma variedade que n\u00e3o \u00e9 comest\u00edvel. Sutilezas pedem o olhar de um especialista. \u201cA taioba verdadeira se sobressai pelos teores de c\u00e1lcio, ferro, f\u00f3sforo, magn\u00e9sio, zinco, pot\u00e1ssio, entre outros\u201d, lista a nutricionista Andrea Matias, da\u00a0Universidade Presbiteriana Mackenzie, em S\u00e3o Paulo. As folhas devem ser refogadas ou passar por outros tipos de cozimento para ocorrer a elimina\u00e7\u00e3o do \u00e1cido ox\u00e1lico, elemento que causa irrita\u00e7\u00e3o na garganta, provocando coceira.<\/p>\n<h3>Tucum\u00e3<\/h3>\n<p>Encontrado em boa parte da regi\u00e3o Norte, o frutinho cresce em um tipo de palmeira. A polpa doce, com um sabor que, para alguns, lembra o damasco, \u00e9 amarela, caracter\u00edstica que denuncia o elevado teor de carotenoides \u2013 caso do betacaroteno, um precursor da vitamina A. Tamb\u00e9m guarda grande quantidade de gorduras, o que a torna cal\u00f3rica. \u201cS\u00e3o 439 calorias em 100 gramas\u201d, revela Aguiar. Em Manaus, h\u00e1 um prato batizado de X-Caboquinho, feito com tucum\u00e3 e queijo coalho dentro do p\u00e3o. A \u00e1rvore ainda entrega um palmito e, as sementes, um \u00f3leo comest\u00edvel.<\/p>\n<h3>Outros alimentos que merecem ser lembrados<\/h3>\n<ul>\n<li>Abacaxi<\/li>\n<li>A\u00e7a\u00ed-solteiro<\/li>\n<li>Araticum\/pan\u00e3<\/li>\n<li>Ara\u00e7\u00e1<\/li>\n<li>Ara\u00e7\u00e1-boi<\/li>\n<li>Ara\u00e7\u00e1-pera<\/li>\n<li>Aroeira-pimenteira<\/li>\n<li>Arumbeva<\/li>\n<li>Baba\u00e7u<\/li>\n<li>Bacaba<\/li>\n<li>Bacuri<\/li>\n<li>Beldroega<\/li>\n<li>Buriti<\/li>\n<li>Buti\u00e1<\/li>\n<li>Cagaita<\/li>\n<li>Caju-do-cerrado<\/li>\n<li>Car\u00e1-amaz\u00f4nico<\/li>\n<li>Cereja<\/li>\n<li>Chich\u00e1<\/li>\n<li>Coquinho azedo<\/li>\n<li>Crem\/batata crem<\/li>\n<li>Cro\u00e1<\/li>\n<li>Cubiu<\/li>\n<li>Goiaba-serrana<\/li>\n<li>Guabiroba<\/li>\n<li>Guavirova\/gabiroba<\/li>\n<li>Gueroba<\/li>\n<li>Jaracati\u00e1\/mam\u00e3ozinho<\/li>\n<li>Jaracati\u00e1\/mam\u00e3o-do-mato<\/li>\n<li>Jatob\u00e1<\/li>\n<li>Jenipapo<\/li>\n<li>Ju\u00e7ara<\/li>\n<li>Jurubeba<\/li>\n<li>Licuri<\/li>\n<li>Maca\u00faba<\/li>\n<li>Major-gomes<\/li>\n<li>Mandacaru<\/li>\n<li>Mangaba<\/li>\n<li>Mangarito<\/li>\n<li>Minipepininho<\/li>\n<li>Murici<\/li>\n<li>Ora-pro-n\u00f3bis<\/li>\n<li>Patau\u00e1<\/li>\n<li>Pequi<\/li>\n<li>Pera-do-cerrado<\/li>\n<li>Pinh\u00e3o<\/li>\n<li>Pitanga<\/li>\n<li>Umari<\/li>\n<li>Umbu<\/li>\n<li>Pitanga<\/li>\n<li>Umari<\/li>\n<li>Umbu<\/li>\n<li>Umbu-caj\u00e1\/tapereb\u00e1<\/li>\n<li>Urucum<\/li>\n<li>Uvaia<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A receita\u00a0\u00e9\u00a0assim: misture um solo heterog\u00eaneo a um bocado de sol. 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