{"id":86406,"date":"2018-06-07T07:00:53","date_gmt":"2018-06-07T10:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86406"},"modified":"2018-06-06T17:47:34","modified_gmt":"2018-06-06T20:47:34","slug":"amazonia-e-caatinga-ganham-novas-areas-protegidas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/amazonia-e-caatinga-ganham-novas-areas-protegidas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia e Caatinga ganham novas \u00e1reas protegidas  brasileiras"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86407\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o est\u00e3o localizadas entre Roraima e o Amazonas e no norte da Bahia<\/em><\/p>\n<p>Em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o governo federal oficializou a cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas novas \u00e1reas protegidas brasileiras: a Reserva Extrativista (Resex) Baixo Rio Branco-Jauaperi, entre os Estados de Roraima e Amazonas, e o Ref\u00fagio de Vida Silvestre (Revis) e \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Apa) da Ararinha Azul, no norte da Bahia.<\/p>\n<p>\u201cSaudamos a cria\u00e7\u00e3o dessas novas \u00e1reas protegidas, mas lembramos que o Brasil precisa avan\u00e7ar ainda mais nessa agenda, sobretudo em regi\u00f5es com grande diversidade de esp\u00e9cies e altos \u00edndices de desmatamento, como \u00e9 o caso do Cerrado. H\u00e1 uma lista de unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais em adiantados processos de estudos no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e no ICMBio. E essa lista inclui \u00e1reas tamb\u00e9m no Pantanal e na Zona Costeira. Temos compromissos internacionais de proteger esses biomas\u201d, disse Jaime Gesisky, especialista em Pol\u00edticas P\u00fablicas do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>Com 581 mil hectares, a nova resex est\u00e1 localizada nos munic\u00edpios de Rorain\u00f3polis (RR) e Novo Air\u00e3o (AM), na conflu\u00eancia dos rios Branco e Jauaperi. De acordo com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o objetivo proteger os estoques pesqueiros, essenciais para as comunidades tradicionais amaz\u00f4nicas que habitam aquele trecho da floresta, mas que enfrentam a amea\u00e7a da pesca predat\u00f3ria e comercial.<\/p>\n<p>O local tamb\u00e9m ajudar\u00e1 a garantir a conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel dos recursos florestais pelas comunidades, entre eles a\u00e7a\u00ed, buriti, pupunha, castanha, cupua\u00e7u, bacaba e patu\u00e1. A reserva \u00e9 vizinha da Terra Ind\u00edgena Waimiri-Atroari.<\/p>\n<p><strong>Rio Branco-Jauaperi<\/strong><\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o da Resex Rio Branco-Jauaperi \u00e9 uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga. A mobiliza\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em 2001 por iniciativa das popula\u00e7\u00f5es de comunidades como Santa Maria Velha, Vila da Cota, Remanso e Xixua\u00fa. Nos anos seguintes, foram feitos diversos procedimentos e trabalhos t\u00e9cnicos para subsidiar a cria\u00e7\u00e3o da unidade de conserva\u00e7\u00e3o de uso sustent\u00e1vel. O processo chegou ao Governo Federal em 2006 e somente agora a unidade foi criada.<\/p>\n<p>A \u00e1rea registra grande diversidade de plantas, peixes e animais. Estudos indicam a presen\u00e7a de ao menos 42 esp\u00e9cies de mam\u00edferos na regi\u00e3o. Dez delas constam na lista oficial de mam\u00edferos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil. Animais t\u00edpicos daquelas redondezas s\u00e3o a on\u00e7a-parda, jaguatirica, tamandu\u00e1, peixe-boi e quel\u00f4nios, como o tracaj\u00e1, irapuca e a tartaruga-da-Amaz\u00f4nia. Os peixes mais recorrentes s\u00e3o o jaraqui, pacu, acari, bod\u00f3-pintado, tucunar\u00e9, barbado e piranha.<\/p>\n<p><strong>Ararinha Azul<\/strong><\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um Ref\u00fagio de Vida Silvestre (Revis), com cerca de 29 mil hectares, e uma \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Apa), com aproximadamente 90 mil hectares, entre os munic\u00edpios de Juazeiro e Cura\u00e7\u00e1 tem o objetivo de proteger a \u00e1rea para um audacioso projeto de reintrodu\u00e7\u00e3o na natureza da Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), ave exclusiva daquela regi\u00e3o, que faz parte do bioma Caatinga.<\/p>\n<p>O \u00faltimo exemplar vivo da esp\u00e9cie, um macho, desapareceu dali no ano 2000, restando apenas 128 indiv\u00edduos, todos em cativeiro, a maioria vivendo em criadouros no Qatar e na Alemanha. A ideia \u00e9 reintroduzir a ararinha em seu habitat natural em um esfor\u00e7o t\u00e9cnico e cient\u00edfico internacional. A cria\u00e7\u00e3o das duas \u00e1reas protegidas na regi\u00e3o \u00e9 o primeiro passo do plano, que tamb\u00e9m prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de um Centro de Reintrodu\u00e7\u00e3o e Reprodu\u00e7\u00e3o da Ararinha-Azul em Cura\u00e7\u00e1, onde vivia o \u00faltimo remanescente da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O centro dever\u00e1 custar US$ 1,5 milh\u00e3o e ser\u00e1 constru\u00eddo com apoio de institui\u00e7\u00f5es parceiras como a Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), do Qatar; a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), da Alemanha; a Parrots International, dos EUA; o Jurong Bird Park, de Singapura; a Fazenda Cachoeira e o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), do Brasil.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz parte da estrat\u00e9gia trabalhar com as comunidades que vivem na regi\u00e3o e promover atividades agropastoris de forma sustent\u00e1vel, beneficiando as esp\u00e9cies nativas que d\u00e3o suporte \u00e0 perman\u00eancia da Ararinha-azul naquele ambiente.<\/p>\n<p>Essa ave mantinha estreita associa\u00e7\u00e3o com as matas de galeria dominadas por caraibeiras (Tabebuia aurea), usando essa \u00e1rvore para abrigo, nidifica\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o, na bacia do Rio Cura\u00e7\u00e1, afluente do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o est\u00e3o localizadas entre Roraima e o Amazonas e no norte da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86407,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/conservacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Novas unidades de conserva\u00e7\u00e3o est\u00e3o localizadas entre Roraima e o Amazonas e no norte da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86406"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86406"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86406\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86406"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86406"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86406"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}