{"id":86377,"date":"2018-06-06T12:30:14","date_gmt":"2018-06-06T15:30:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86377"},"modified":"2018-06-05T20:17:09","modified_gmt":"2018-06-05T23:17:09","slug":"desmatamento-e-ocupacao-desordenada-ameacam-conservacao-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-e-ocupacao-desordenada-ameacam-conservacao-do-cerrado\/","title":{"rendered":"Desmatamento e ocupa\u00e7\u00e3o desordenada amea\u00e7am conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86378\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Com mais da metade de sua \u00e1rea degradada, o Cerrado ainda aguarda o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como j\u00e1 obtido por outros ecossistemas do Brasil. Depois da Amaz\u00f4nia, o Cerrado \u00e9 o maior bioma da Am\u00e9rica do Sul. No Dia Mundial do Meio Ambiente, especialistas alertam para os danos irrevers\u00edveis que o intenso processo de degrada\u00e7\u00e3o pode trazer n\u00e3o s\u00f3 para o bioma, mas tamb\u00e9m para a sociedade, ao p\u00f4r em risco a disponibilidade de \u00e1gua e a regula\u00e7\u00e3o do clima.<\/p>\n<p>O Cerrado se estende por mais de 2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados (Km2) do territ\u00f3rio brasileiro, o que equivale a quase 24% do pa\u00eds. Contudo, a \u00e1rea com vegeta\u00e7\u00e3o \u00edntegra do bioma j\u00e1 foi reduzida a cerca de 20% de sua cobertura original.<\/p>\n<p>Um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam) mostra que em 15 anos o desmatamento no Cerrado foi mais intenso que na Amaz\u00f4nia. De 2000 a 2015, o Cerrado perdeu 236 mil quil\u00f4metros quadrados, enquanto a perda na Amaz\u00f4nia, bioma duas vezes maior, foi de 208 mil quil\u00f4metros quadrados. S\u00f3 no ano de 2015, o volume desmatado do Cerrado correspondeu a mais da metade da \u00e1rea devastada da floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio de maneira desenfreada no Cerrado, como se isso fosse totalmente natural. Esse \u00e9 um dos motivos de tentar chamar a aten\u00e7\u00e3o para essa situa\u00e7\u00e3o do Cerrado, que \u00e9 um bioma que est\u00e1 se esvaindo rapidamente, sendo convertido em pastagens e \u00e1reas agr\u00edcolas de uma maneira desordenada\u201d, alerta a bi\u00f3loga Nurit Bensusan, coordenadora adjunta do programa de pol\u00edticas e direitos do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">\n<p>Segundo relat\u00f3rio do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Cerrado \u00e9 o bioma mais afetado nas Am\u00e9ricas pelas queimadas e pela produ\u00e7\u00e3o de culturas como a soja e a cana-de-a\u00e7\u00facar. O processo de expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola, com a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria, como a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal e a pecu\u00e1ria, vem reduzindo gradativamente a extens\u00e3o do bioma nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Patrim\u00f4nio nacional<\/h2>\n<p>Para especialistas, o reconhecimento do Cerrado como Patrim\u00f4nio Nacional \u00e9 fundamental para a conserva\u00e7\u00e3o do bioma. A Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 concedeu o t\u00edtulo \u00e0 Floresta Amaz\u00f4nica brasileira, Mata Atl\u00e2ntica, Serra do Mar, ao Pantanal Mato-Grossense e \u00e0 Zona Costeira e estabelece que essas \u00e1reas e seus recursos naturais devem ser usados \u201cdentro de condi\u00e7\u00f5es que assegurem a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d.<\/p>\n<p>Tramita desde 2003 no Congresso Nacional uma proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o que pretende incluir o Cerrado e a Caatinga ente os biomas considerados patrim\u00f4nio nacional. A PEC j\u00e1 foi aprovada no Senado e aguarda, desde 2010, aprecia\u00e7\u00e3o do plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o faltam elementos para reconhecer a import\u00e2ncia do Cerrado como um ambiente fundamental para garantir a qualidade de vida dos brasileiros, por outro lado, ele est\u00e1 sempre em desvantagem, as pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado n\u00e3o s\u00e3o implementadas ou faltam pol\u00edticas\u201d, avalia a bi\u00f3loga Nurit.<\/p>\n<p>\u201cAinda h\u00e1 um grande desconhecimento por parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira do que \u00e9 a realidade de ocupa\u00e7\u00e3o do Cerrado e como este processo nos afeta. O reconhecimento como patrim\u00f4nio nacional tem um peso importante para sua prote\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o local. A conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado tem repercuss\u00f5es e benef\u00edcios para o Brasil inteiro\u201d, completou a professora Mercedes.<\/p>\n<h2>Fragmentos<\/h2>\n<p>As consequ\u00eancias da degrada\u00e7\u00e3o poder\u00e3o, no futuro, inviabilizar o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio. A mudan\u00e7a no ambiente alterou o regime de chuvas e de produ\u00e7\u00e3o de alimentos no ecossistema que tem a maior produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e pecu\u00e1ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cMetade do Cerrado foi destru\u00edda, mas o que sobra dos outros 50% n\u00e3o s\u00e3o \u00e1reas inteiras, s\u00e3o \u00e1reas fragmentadas, pequenas ilhazinhas de cerrado. E as \u00e1reas fragmentadas n\u00e3o conservam aquela diversidade biol\u00f3gica, a mesma flora e fauna das \u00e1reas inteiras, mesmo que essa \u00e1rea esteja protegida por uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, explica a bi\u00f3loga Nurit.<\/p>\n<p>\u201cEssas \u00e1reas muito fragmentadas n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade ou de continuar mantendo as fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas que geram servi\u00e7os importantes para o ser humano, como a disponibilidade de \u00e1gua e regula\u00e7\u00e3o do clima\u201d, completou Mercedes Bustamante, professora do Departamento de Ecologia da Universidade de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>As \u00e1reas desmatadas do Cerrado s\u00e3o respons\u00e1veis ainda pela elevada emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. Segundo estudo recente do Observat\u00f3rio do Clima, em 2016, o desmatamento do Cerrado emitiu 248 milh\u00f5es de toneladas brutas de gases de efeito estufa, volume que corresponde a mais que o dobro da emiss\u00e3o da ind\u00fastria e equivale a 11% de todo o carbono que o Brasil lan\u00e7ou no ar no mesmo ano.<\/p>\n<h2>Meta de redu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que a \u00e1rea desmatada no Cerrado entre 2013 e 2015 foi de quase 19 mil quil\u00f4metros quadrados, uma m\u00e9dia atual de 9,4 mil quil\u00f4metros quadrados por ano. Antes de 2008, essa m\u00e9dia era de 15,7 quil\u00f4metros quadrados. Segundo o Minist\u00e9rio das Cidades, que coordena o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, o resultado mostra redu\u00e7\u00e3o de 37% no ritmo de desmatamento.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio ressaltou que o percentual se aproxima da meta de redu\u00e7\u00e3o em 40% do desmatamento do Cerrado estabelecida pela Pol\u00edtica Nacional de Mudan\u00e7a do Clima at\u00e9 2020. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o, a pasta informou que \u201co governo continuar\u00e1 atuando at\u00e9 conter todo o desmatamento ilegal no bioma\u201d.<\/p>\n<p>Diferentemente da Amaz\u00f4nia, o monitoramento da degrada\u00e7\u00e3o do Cerrado n\u00e3o \u00e9 avaliado anualmente, mas, segundo o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, ainda este ano ser\u00e3o lan\u00e7ados os dados referentes a 2016 e 2017, e o Cerrado passar\u00e1 a contar com dados anuais. Tamb\u00e9m est\u00e1 em fase de testes o chamado Deter Cerrado, que far\u00e1 monitoramento em tempo quase real do desmatamento, al\u00e9m de auxiliar nas a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo federal aprovou, em dezembro de 2016, a 3\u00aa fase do chamado PPCerrado, plano de preven\u00e7\u00e3o e controle do desmatamento. O programa, que ser\u00e1 implementado at\u00e9 2020, prev\u00ea o ordenamento fundi\u00e1rio e territorial, monitoramento e controle, promo\u00e7\u00e3o de cadeias produtivas sustent\u00e1veis e instrumentos normativos e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da fiscaliza\u00e7\u00e3o, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente informou que nos \u00faltimos 5 anos foram instaurados cerca de 2,3 mil processos de infra\u00e7\u00e3o contra a flora. Foram feitas ainda a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle de inc\u00eandios florestais e foi implantado um sistema de monitoramento da cobertura vegetal e outro de alerta de detec\u00e7\u00e3o do desmatamento.<\/p>\n<p>Sobre a capta\u00e7\u00e3o de recursos, o minist\u00e9rio esclarece que em breve o Brasil poder\u00e1 pleitear pagamento por resultados alcan\u00e7ados na redu\u00e7\u00e3o do desmatamento no Cerrado, assim como j\u00e1 \u00e9 feito para a Amaz\u00f4nia. O Fundo Amaz\u00f4nia disp\u00f5e de R$ 2,5 bilh\u00f5es em pagamentos e j\u00e1 investiu cerca de R$ 1,7 bilh\u00e3o em projetos de combate ao desmatamento.<\/p>\n<h2>Alta biodiversidade<\/h2>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o Cerrado abriga 5% da biodiversidade do mundo. \u00c9 a savana com a maior diversidade de \u00e1rvores e onde vivem 12 mil esp\u00e9cies de plantas nativas, al\u00e9m de mais de 2,5 mil esp\u00e9cies de animais, entre mam\u00edferos, aves, peixes, anf\u00edbios e r\u00e9pteis, e cerca de 67 mil esp\u00e9cies de invertebrados. No entanto, 20% das esp\u00e9cies nativas e end\u00eamicas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o encontradas nas \u00e1reas protegidas do Cerrado, onde pelo menos 137 esp\u00e9cies de animas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ecossistema tem cerca de 60 unidades de conserva\u00e7\u00e3o, que protegem cerca de 8% da \u00e1rea total do bioma. Ele tamb\u00e9m \u00e9 considerado o ber\u00e7o das \u00e1guas, pois concentra as nascentes das tr\u00eas maiores bacias hidrogr\u00e1ficas da Am\u00e9rica do Sul e a cabeceira de importantes rios, lagos e c\u00f3rregos respons\u00e1veis pela distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no Brasil.<\/p>\n<p>Apesar do grande volume de \u00e1gua, alguns estados e o Distrito Federal est\u00e3o enfrentando grave crise h\u00eddrica. \u201cSe n\u00e3o tiver de fato uma pol\u00edtica de conserva\u00e7\u00e3o voltada para manuten\u00e7\u00e3o de recursos h\u00eddricos, a gente vai sofrer. N\u00e3o se trata de inventar a roda, tem solu\u00e7\u00f5es que poderiam ser feitas a curto prazo e com efeitos positivos. Uma delas \u00e9 evitar desperd\u00edcio, pensar num uso mais sustent\u00e1vel da \u00e1gua na agricultura, em outro modelo de agroneg\u00f3cio que combine conserva\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de usar menos agrot\u00f3xicos que poluem a \u00e1gua\u201d, explica a especialista Bensusan.<\/p>\n<h2>Import\u00e2ncia social<\/h2>\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado est\u00e1 presente nos estados de Goi\u00e1s, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Rond\u00f4nia, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Distrito Federal, al\u00e9m de ocorr\u00eancias no Amap\u00e1, Roraima e Amazonas. Na \u00e1rea de Cerrado, vive cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o brasileira e diferentes comunidades tradicionais, como ind\u00edgenas, ribeirinhos, os chamados geraizeiros (do Cerrado do norte de Minas Gerais), quebradores de baba\u00e7u e quilombolas.<\/p>\n<p>\u201cOs povos do Cerrado s\u00e3o muito importantes, porque t\u00eam formas de vida tradicionais ligadas \u00e0 natureza e que mant\u00eam essa vegeta\u00e7\u00e3o e essa fauna. \u00c0 medida que os modos de vida dessas popula\u00e7\u00f5es colapsam, a amea\u00e7a ao Cerrado duplica, porque essas pessoas t\u00eam que migrar para outras formas de uso da terra e dos recursos naturais que s\u00e3o mais predat\u00f3rias, al\u00e9m da pr\u00f3pria amea\u00e7a ao modo de vida dessas pessoas\u201d, analisa a bi\u00f3loga Bensusan.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Um grupo de ativistas e pesquisadores socioambientais est\u00e1 elaborando um conjunto de recomenda\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o do Cerrado para ser entregue aos candidatos \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. As medidas ser\u00e3o definidas na pr\u00f3xima quarta-feira (7) em reuni\u00e3o prevista para listar os principais pontos abordados no Semin\u00e1rio Estrat\u00e9gia Nacional para o Cerrado, que ocorre nesta ter\u00e7a-feira na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>As medidas s\u00e3o reunidas em tr\u00eas eixos: conserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o e dos recursos h\u00eddricos, defesa dos direitos das comunidades e povos tradicionais e o desenvolvimento de um modelo de agroneg\u00f3cio sustent\u00e1vel. Entre as recomenda\u00e7\u00f5es, est\u00e3o a revis\u00e3o das metas do Plano de Mitiga\u00e7\u00e3o das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e a cria\u00e7\u00e3o de fundo de capta\u00e7\u00e3o de recursos para o Cerrado.<\/p>\n<h2>Estudos<\/h2>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m est\u00e3o trabalhando em conjunto com a Universidade de Bras\u00edlia (UnB), que come\u00e7ou a desenvolver este ano um projeto de sensoreamento remoto para estabelecer conex\u00f5es entre informa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a h\u00eddrica, energ\u00e9tica e alimentar e as comunidades tradicionais que vivem no Cerrado.<\/p>\n<p>O projeto vai consolidar na forma de mapas diferentes informa\u00e7\u00f5es do bioma, por exemplo a variabilidade do clima nos \u00faltimos anos e as proje\u00e7\u00f5es futuras de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com os poss\u00edveis impactos sobre a cadeia produtiva. Os primeiros resultados devem sair at\u00e9 o fim deste ano e ser\u00e3o levados pelos cientistas aos gestores p\u00fablicos para basear as decis\u00f5es sobre o tema.<\/p>\n<p>\u201cHoje, a quest\u00e3o central do Cerrado \u00e9 fazer uma boa gest\u00e3o territorial que permita voc\u00ea ter o desenvolvimento da agricultura sem ocupar novos espa\u00e7os e ao mesmo tempo garantir a seguran\u00e7a de fornecimento de \u00e1gua, alimentos e a utiliza\u00e7\u00e3o racional dos recursos energ\u00e9ticos nessa ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, explica a professora Mercedes Bustamante, coordenadora do projeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais da metade de sua \u00e1rea degradada, o Cerrado ainda aguarda o t\u00edtulo de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86378,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desmatamento-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com mais da metade de sua \u00e1rea degradada, o Cerrado ainda aguarda o t\u00edtulo de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86377"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86377\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}