{"id":86136,"date":"2018-06-02T21:26:35","date_gmt":"2018-06-03T00:26:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86136"},"modified":"2018-06-02T21:26:35","modified_gmt":"2018-06-03T00:26:35","slug":"moscou-vive-sufocada-por-seu-proprio-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/moscou-vive-sufocada-por-seu-proprio-lixo\/","title":{"rendered":"Moscou vive sufocada por seu pr\u00f3prio lixo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/06\/25041d121884ce25a4ea86407533974574ec6913.jpg\" alt=\"Moscou vive sufocada por seu pr\u00c3\u00b3prio lixo\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>O mau cheiro e as emiss\u00f5es t\u00f3xicas do lixo que se acumula nos lix\u00f5es incomodam os moradores dos sub\u00farbios de Moscou, enquanto a incinera\u00e7\u00e3o est\u00e1 longe de satisfazer todo mundo.<\/p>\n<p>A R\u00fassia produz quase 70 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos por ano, segundo as estimativas da organiza\u00e7\u00e3o ambientalista Greenpeace.<\/p>\n<p>A coleta seletiva s\u00f3 existe em uma centena de cidades russas, e a maioria do lixo se acumula h\u00e1 d\u00e9cadas em lix\u00f5es cada vez mais poluentes.<\/p>\n<p>\u201cA R\u00fassia parece realizar a previs\u00e3o [do f\u00edsico] Niels Bohr de que a humanidade morrer\u00e1 asfixiada em seu pr\u00f3prio lixo\u201d, ironizou um encarregado do Greenpeace-R\u00fassia, Alexei Kiseliov.<\/p>\n<p>Segundo o Greenpeace, nos dez \u00faltimos anos, o volume de lixo da R\u00fassia aumentou 30%. S\u00f3 2% desse lixo s\u00e3o incinerados e 7%, reciclados, enquanto o resto vai se acumulando nos lix\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos arredores de Moscou foram fechados 24 lix\u00f5es nos \u00faltimos cinco anos por problemas de insalubridade, enquanto outros 15 continuam recebendo novas massas de res\u00edduos contaminantes n\u00e3o classificados.<\/p>\n<p>\u201cA maioria foi criada h\u00e1 50 anos, sem nenhuma tecnologia de tratamento do g\u00e1s nem das \u00e1guas usadas\u201d que soltam, admitiu o minist\u00e9rio local de Ecologia.<\/p>\n<p>\u2013 Manifesta\u00e7\u00f5es \u2013<\/p>\n<p>O problema entrou no debate p\u00fablico h\u00e1 um ano, quando os habitantes de Balashikha, uma cidade 6 km ao oeste de Moscou, asfixiados pelo odor de um lix\u00e3o vizinho, pediram ao presidente Vladimir Putin que o fechasse durante uma sess\u00e3o de perguntas e respostas na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, as express\u00f5es de descontentamento n\u00e3o pararam de crescer, \u00e0s vezes com uma virul\u00eancia incomum em um pa\u00eds em que qualquer tipo de protesto esbarra com a firmeza do poder.<\/p>\n<p>No fim de mar\u00e7o, cerca de 50 crian\u00e7as tiveram que receber atendimento m\u00e9dico em Volokolams, ao noroeste de Moscou, ap\u00f3s terem sido intoxicadas por um g\u00e1s procedente de um lix\u00e3o pr\u00f3ximo. Milhares de habitantes se manifestaram ent\u00e3o, algo raro na R\u00fassia, para pedir seu fechamento.<\/p>\n<p>Depois disso, a R\u00fassia pediu a Holanda um sistema para neutralizar os servi\u00e7os t\u00f3xicos, devido \u00e0 falta de tecnologia russa nesse campo.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, quase 11 milh\u00f5es de toneladas de lixo se acumulam por ano nos arredores de Moscou, 16% dos res\u00edduos de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cO mais grave \u00e9 que ningu\u00e9m lida com o problema at\u00e9 que h\u00e1 uma emiss\u00e3o de g\u00e1s, um vazamento de \u00e1gua contaminada ou um inc\u00eandio em um lix\u00e3o\u201d, lamentou Kiseliov.<\/p>\n<p>Diante desta cat\u00e1strofe ecol\u00f3gica, o governo russo prometeu construir cinco incineradoras de res\u00edduos, quatro na regi\u00e3o de Moscou e uma em Kazan, nas marges do Volga.<\/p>\n<p>As suas primeiras usinas, com capacidade para incinerar 700.000 toneladas de res\u00edduos por ano e produzir, cada una, 70 megawatts de eletricidade, deveriam estar conclu\u00eddas em 2021 em Voskresensk, no sudeste de Moscou, e em Naro-Fominsk, no nordeste.<\/p>\n<p>\u2013 Incinerar ou reciclar? \u2013<\/p>\n<p>As obras deveriam come\u00e7ar nas pr\u00f3ximas semanas, mas a popula\u00e7\u00e3o local se manifestou contra, temendo um impacto negativo no meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cQueremos f\u00e1bricas de reciclagem e n\u00e3o incineradoras\u201d, gritou uma moradora de Naro-Fomisnk, Marina Melnikova.<\/p>\n<p>Como outros habitantes de sua cidade, que reuniram 4.000 assinaturas contra o projeto, enviadas ao presidente Putin, Marina confessa que teme a contamina\u00e7\u00e3o por dioxinas cancer\u00edgenas que poderiam ser liberadas pelos res\u00edduos da f\u00e1brica.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso resolver o problema do lixo. Mas por que come\u00e7ar pelo \u00faltimo elo da cadeia? Onde est\u00e3o a reciclagem e a separa\u00e7\u00e3o de lixo?\u201d, se perguntava Igor Vavilov, militante comunista.<\/p>\n<div class=\"clearfix\">\n<p>Mas Andrei Chipelov, diretor do projeto de constru\u00e7\u00e3o de incineradoras, assegurou que se trata \u201cdas tecnologias mais sofisticadas\u201d, desenvolvidas pelo grupo su\u00ed\u00e7o-japon\u00eas Hiatchi Zosen Inova, que j\u00e1 construiu 500 incineradoras em v\u00e1rios pa\u00edses, ou seja, um ter\u00e7o de todas as f\u00e1bricas deste tipo no mundo.<\/p>\n<p>\u201cEssas f\u00e1bricas n\u00e3o s\u00e3o nem um pouco perigosas. Nem as dioxinas nem outros elementos perigosos sair\u00e3o da f\u00e1brica\u201d, prometeu Chipelov. \u201cAs altas temperaturas permitir\u00e3o destruir as dioxinas mais perigosas no reator\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Mas os ambientalistas est\u00e3o convencidos de que essa n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o. \u201cPara que criar uma nova fonte de polui\u00e7\u00e3o, quando podemos resolver o problema com f\u00e1bricas de tratamento?\u201d, apontou Kiseliov.<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mau cheiro e as emiss\u00f5es t\u00f3xicas do lixo que se acumula nos lix\u00f5es incomodam<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O mau cheiro e as emiss\u00f5es t\u00f3xicas do lixo que se acumula nos lix\u00f5es incomodam","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86136"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86136\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}