{"id":86118,"date":"2018-06-02T19:33:48","date_gmt":"2018-06-02T22:33:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86118"},"modified":"2018-06-02T19:35:06","modified_gmt":"2018-06-02T22:35:06","slug":"as-mazelas-da-globalizacao-rastreadas-por-um-par-de-chinelos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-mazelas-da-globalizacao-rastreadas-por-um-par-de-chinelos\/","title":{"rendered":"As mazelas da globaliza\u00e7\u00e3o rastreadas por um par de chinelos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/13685221163_7a7aafffc5_h-800x445.jpg\" alt=\"AmslerPIX\/Flickr Creative Commons\" width=\"640\" height=\"356\" \/><\/p>\n<p>Se pudesse falar, o que um par de chinelos que percorreu meio mundo diria sobre a sociedade humana? Eis que a sand\u00e1lia ganha voz, ouvidos e olhos pela m\u00e3os da escritora Caroline Knowles, professora de Sociologia da Universidade de Londres no\u00a0Centre for Urban and Community Research do Goldsmith College.<\/p>\n<p>Ao lado do fot\u00f3grafo Michael Tan, ela percorre a trilha de um chinelo nascido do petr\u00f3leo extra\u00eddo nos campos do Kuwait at\u00e9 ser depositado um em\u00a0aterro nos arrabaldes de Addis, Eti\u00f3pia, passando por China e Coreia do Sul, em uma pesquisa etnogr\u00e1fica que dura seis anos. Do ber\u00e7o ao t\u00famulo, para usar aqui uma express\u00e3o do Pensamento de Ciclo de Vida, Knowles aborda temas como exclus\u00e3o social, migra\u00e7\u00e3o, quest\u00f5es ambientais, rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e geopol\u00edtica ao escrever\u00a0<em>Nas Trilhas de um Chinelo \u2013 Uma jornada pelas vias secund\u00e1rias da globaliza\u00e7\u00e3o,\u00a0<\/em>recentemente publicado no Brasil pela Editora Annablume.<\/p>\n<p>Nessa jornada, a professora exp\u00f5e as mazelas de quem\u00a0vive e sobrevive \u00e0 margem do sistema produtivo e de consumo de um capitalismo feroz . \u201cO problema n\u00e3o \u00e9 a globaliza\u00e7\u00e3o, mas as formas pelas quais se permitiu operar para o enriquecimento de poucos e a crescente pauperiza\u00e7\u00e3o de muitos\u201d, diz nesta entrevista concedida por email \u00e0\u00a0<strong>P\u00e1gina22<\/strong>. Ela tampouco poupa cr\u00edticas a movimentos na contram\u00e3o da globaliza\u00e7\u00e3o, como os nacionalistas e protecionistas que vemos pipocar mundo afora, refor\u00e7ando governos totalit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Mas, j\u00e1 no primeiro cap\u00edtulo, a autora d\u00e1 uma pista da mensagem que\u00a0deseja\u00a0passar para a sociedade, no sentido de uma evolu\u00e7\u00e3o. Outra vez, o chinelo ganha voz: em alguns lugares\u00a0tem o nome\u00a0<em>go-ahead\u00a0<\/em>(siga em frente), pois \u00e9 imposs\u00edvel caminhar para tr\u00e1s com eles.<\/p>\n<figure id=\"attachment_43323\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-43323 size-full\" src=\"http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/IMG_9637.jpeg\" sizes=\"(max-width: 427px) 100vw, 427px\" srcset=\"http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/IMG_9637.jpeg 427w, http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/IMG_9637-200x300.jpeg 200w\" alt=\"IMG_9637\" width=\"427\" height=\"640\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Caroline Knowles, autora de Nas Trilhas de um Chinelo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que levou a senhora a escolher um par de chinelos para abordar o tema da globaliza\u00e7\u00e3o? Como essa ideia surgiu?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios caminhos \u2013 em parte inspirados pela imagina\u00e7\u00e3o, em parte pelo intelecto \u2013 me levaram a essa escolha. O chinelo surgiu pela primeira vez atrav\u00e9s de Michael Tan, o fot\u00f3grafo com quem trabalhei neste projeto. Na \u00e9poca, ele era aluno de um curso de mestrado que lecionei na Goldsmiths, chamado Fotografia e Culturas Urbanas. Um dia depois da aula, ele pediu para me mostrar suas fotos.\u00a0Eram\u00a0imagens de\u00a0chinelos se desintegrando em praias tailandesas.\u00a0Tratava-se de\u00a0uma forma de polui\u00e7\u00e3o que parecia bastante bonita, pensei. Eu gostei muito das fotos, que devem ter ficado na minha mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Algum tempo depois, estava eu em uma viagem por Mo\u00e7ambique. Dirigindo quil\u00f4metros de estradas rec\u00e9m-surgidas ao longo da costa, notei que havia pouco tr\u00e1fego de ve\u00edculos. Percebi que a maioria das pessoas usava a estrada para andar e que usavam chinelos para faz\u00ea-lo. Comecei a pensar em pneus e p\u00e9s, em pl\u00e1stico e borracha, e a tra\u00e7\u00e3o do p\u00e9 contra a superf\u00edcie da estrada. E imaginei como \u00e9 dif\u00edcil andar de chinelos. Ent\u00e3o comecei a not\u00e1-los onde quer que eu fosse. Vi trabalhadores de pedreiras usando chinelos de dedo em condi\u00e7\u00f5es perigosas de trabalho. Em toda a \u00c1frica, por onde viajei extensivamente, eles s\u00e3o o sapato do povo. S\u00e3o o sapato mais barato do mundo, enquanto mais de cem milh\u00f5es de pessoas em todo o globo ainda andam descal\u00e7as. Chinelos s\u00e3o o primeiro passo para o mundo dos sapatos. Esse \u00e9 o lado imaginativo e pr\u00e1tico das coisas.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, eu estava lendo sobre Antropologia da cultura material. Foi quando me deparei com o trabalho do antrop\u00f3logo Igor Kopytoff. Ele escreveu um ensaio sobre o carro na \u00c1frica e como poderia ser usado para investigar o modo de vida l\u00e1. De onde vem o carro? Quem \u00e9 o dono? De onde veio o dinheiro para compr\u00e1-lo? Quem usa autom\u00f3vel na \u00c1frica e com qual finalidade? Um projeto de pesquisa estava se formando na minha cabe\u00e7a. Escrevi um pequeno pedido de subs\u00eddio para a Academia Brit\u00e2nica e consegui o financiamento para Michael e eu come\u00e7armos a trabalhar no rastreamento da biografia do chinelo, desde os materiais at\u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o e o descarte. O financiamento que obtivemos da Academia Brit\u00e2nica nos levou a duas partes da jornada, para a China (manufatura) e para a Eti\u00f3pia (a maior consumidora de chinelos). Mais tarde, candidatei-me para mais fundos junto ao Leverhulme Trust, com objetivo de bancar outras partes da trilha do chinelo. Isso me levou ao Kuwait (petr\u00f3leo), \u00e0 Coreia do Sul (petroqu\u00edmicos) e de volta \u00e0 Eti\u00f3pia, ao aterro de Koshe,\u00a0na periferia\u00a0de Addis, para as cenas finais.<\/p>\n<p><strong>Ao escolher contar essa hist\u00f3ria por meio de um chinelo, o intuito foi de humanizar o tema, colocando o fator humano no centro do debate sobre a globaliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, as pessoas est\u00e3o sempre no centro da minha pesquisa. Os objetos e os materiais de que s\u00e3o feitos certamente ganham vida por meio do cotidiano das pessoas. As pessoas vivem uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com seus objetos. Comecei a me dar conta que, em todos os debates sobre mobilidade, o ato de andar \u00e9 fundamental, n\u00e3o importa para qu\u00e3o distante as pessoas se locomovam. E para as mais pobres, andar \u00e9 o modo como elas conduzem suas vidas. No pl\u00e1stico do chinelo est\u00e3o muitas vidas humanas, a vida das pessoas que perfuraram o petr\u00f3leo, a vida dos trabalhadores petroqu\u00edmicos, a vida daqueles que trabalharam em transporte e log\u00edstica, a vida dos comerciantes de mercado que vendem chinelos e a vida de pessoas que n\u00e3o t\u00eam outros cal\u00e7ados e devem us\u00e1-los todos os dias enquanto cuidam de seus neg\u00f3cios. Ent\u00e3o, \u00e9 claro, existe a vida daqueles que trabalham no aterro recuperando materiais que podem ser reciclados. Estes s\u00e3o frequentemente novos migrantes que n\u00e3o t\u00eam outras oportunidades. Conversando com algumas das mulheres, descobri que elas est\u00e3o economizando para obter visto, de modo que possam trabalhar como empregadas dom\u00e9sticas no Oriente M\u00e9dio. Para aqueles que n\u00e3o t\u00eam outras oportunidades, o lixo \u00e9 entendido como uma plataforma para a cidade e arredores.<\/p>\n<blockquote><p>Em cada est\u00e1gio fiquei impressionada com a tenacidade e a inventividade das pessoas envolvidas, a maioria pobres que vivem em circunst\u00e2ncias adversas, mas que a cada dia levantam e colocam um p\u00e9 na frente do outro, a fim de tomar o curso de suas vidas.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O seu livro \u00e9 rico em descri\u00e7\u00f5es que exp\u00f5em as mazelas de pessoas vivendo \u00e0 margem da globaliza\u00e7\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o foi alertar para uma maior inclus\u00e3o social neste mundo extremamente desigual? Ou em sua opini\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a de inclus\u00e3o no sistema do capitalismo globalizado?<\/strong><\/p>\n<p>Eu penso que o capitalismo global tem muitas possibilidades. N\u00f3s temos isso em diferentes formas, h\u00e1 muito tempo. O problema n\u00e3o \u00e9 a globaliza\u00e7\u00e3o, mas as formas pelas quais se permitiu operar para o enriquecimento de poucos e a crescente pauperiza\u00e7\u00e3o de muitos. As pessoas que trabalham na trilha do chinelo s\u00e3o um bom exemplo das maneiras pelas quais essas formas bastante humildes de globaliza\u00e7\u00e3o funcionam. Elas s\u00e3o fr\u00e1geis e inst\u00e1veis. Uma oportunidade de trabalhar em f\u00e1bricas de pl\u00e1stico passa por uma aldeia na China, por exemplo, e ent\u00e3o passa para outro lugar, e oferece oportunidades limitadas em alguma outra aldeia no Vietn\u00e3 ou no Sud\u00e3o. A globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um conjunto de coisas que operam de maneiras diferentes,\u00a0e n\u00e3o\u00a0um conjunto est\u00e1vel de rela\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas, como mostra minha pesquisa. Diante disso, cabe aos governos dos Estados nacionais, que t\u00eam poderes regulat\u00f3rios, impor limites \u00e0 maneira como os diversos segmentos funcionam em seu pa\u00eds. A globaliza\u00e7\u00e3o poderia trabalhar para melhorar a vida dos pobres. S\u00f3 que isso n\u00e3o acontece. O capital faz o que faz. Os governos precisam fazer o que fazem e proteger os cidad\u00e3os dos piores excessos da globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Atualmente, em diversas partes do mundo, vemos movimentos agindo contra os mercados globalizados, refor\u00e7ando o nacionalismo e o protecionismo. A senhora v\u00ea perigo nessa onda nacionalista e riscos de que isso fortale\u00e7a governos totalit\u00e1rios?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, vemos isso muito hoje na Europa e em outros lugares. O nacionalismo e o protecionismo est\u00e3o em ascens\u00e3o. \u00c9 um dos t\u00f3picos nas discuss\u00f5es do Brexit e \u00e9 evidente nas recentes elei\u00e7\u00f5es na Hungria. Acho que esta \u00e9 uma quest\u00e3o dif\u00edcil. Os governos nacionais precisam conter os piores excessos da globaliza\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o significa necessariamente a exclus\u00e3o de outros. Os migrantes sofrem uma press\u00e3o muito ruim a esse respeito. Eles n\u00e3o s\u00e3o a causa do decl\u00ednio dos gastos sociais e dos sal\u00e1rios apertados, os governos neoliberais empenhados na austeridade causam isso. \u00c9 importante proteger as pessoas da explora\u00e7\u00e3o e do risco em uma base global e, assim, os governo nacionais, em suas tentativas de regulamenta\u00e7\u00e3o, precisam estar atentos ao impacto de suas a\u00e7\u00f5es sobre as pessoas em outras jurisdi\u00e7\u00f5es. A globaliza\u00e7\u00e3o pode\u00a0ser receber respostas\u00a0de forma gentil e aberta, isso n\u00e3o precisa ser feito de maneira estreita e nacionalista.<\/p>\n<p><strong>Entre a globaliza\u00e7\u00e3o e o nacionalismo\/protecionismo, o que pode ser mais prejudicial \u00e0 inclus\u00e3o social e ao bem-estar das pessoas, em sua opini\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o estou convencida de que esses termos sejam opostos. Ambos podem ser prejudiciais \u00e0 inclus\u00e3o social e ao bem-estar das pessoas. Tudo depende de como est\u00e3o concebidos, implementados e praticados, e quais mecanismos regulat\u00f3rios reprimem seus piores excessos. Ambos s\u00e3o caracter\u00edsticos do s\u00e9culo XXI e temos que conviver com eles de maneiras que n\u00e3o sejam prejudiciais para a maioria das pessoas, especialmente para os pobres.\u00a0O presidente Lula [<em>ex-presidente condenado na opera\u00e7\u00e3o Lava Jato por corrup\u00e7\u00e3o passiva e lavagem de dinheiro<\/em>] seria um bom exemplo aqui. Ele trabalhou dentro das estruturas dominantes do capital global, mas com uma filosofia e uma pol\u00edtica de redistribui\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o. Isto \u00e9 certamente o que \u00e9 necess\u00e1rio em escala global. Os governos devem cuidar de seu povo, \u00e9 para isso que eles s\u00e3o eleitos. Mas eles n\u00e3o precisam fazer isso\u00a0afetando outras pessoas de outros lugares. Um humanitarismo global que proteja os mais vulner\u00e1veis \u00e9 imposs\u00edvel? Espero que n\u00e3o. Mas isso me parece muito longe de ocorrer!<\/p>\n<p><strong>Que p\u00fablico em especial a senhora gostaria de atingir com o seu livro? Quem especificamente, ou qual organiza\u00e7\u00e3o, ou governo, a senhora gostaria que fosse impactado pela mensagem do livro?<\/strong><\/p>\n<p>Espero que o livro esteja escrito de maneira acess\u00edvel. Tentei evitar o jarg\u00e3o e a postura intelectual. Sempre escrevo tendo meus alunos em mente, mas acho que este livro seria intelig\u00edvel para o leitor curioso em geral, para funcion\u00e1rios do governo e para aqueles que, como tecidos humanos do capital global, poderiam estar preparados para repensar o que est\u00e3o fazendo. Eu particularmente acho que \u00e9 relevante para as autoridades que trabalham no n\u00edvel municipal, j\u00e1 que as implica\u00e7\u00f5es da globaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o particularmente vis\u00edveis nesse n\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Durante a apura\u00e7\u00e3o e pesquisa, o quanto a sua condi\u00e7\u00e3o feminina tornou o trabalho mais dif\u00edcil? A senhora sofreu alguma discrimina\u00e7\u00e3o nos lugares onde passou pelo fato de ser mulher?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o posso dizer que sofri algum preconceito que eu n\u00e3o esperasse que podia acontecer. \u00c9 claro que a pesquisa no Oriente M\u00e9dio foi particularmente dif\u00edcil por ser uma mulher. Eu queria pesquisar petr\u00f3leo na Ar\u00e1bia Saudita, mas a pol\u00edtica de g\u00eanero l\u00e1 tornou imposs\u00edvel para mim entrevistar trabalhadores do petr\u00f3leo sem transgredir no\u00e7\u00f5es locais de propriedade. Em vez disso, fui ao Kuwait, que \u00e9 muito mais liberal e onde eu poderia trabalhar livremente. A Coreia tamb\u00e9m possui uma cultura bastante dominada pelos homens, mas o fato de ser mais velha ajudou. As mulheres idosas n\u00e3o amea\u00e7am ningu\u00e9m e, portanto, possivelmente entrei em lugares onde, se fosse mais nova, talvez n\u00e3o poderia entrar. O acesso em todo o trajeto foi dif\u00edcil, mas\u00a0era isso o que estava pesquisando. Estou agora fazendo algumas pesquisas no extremo oposto do espectro da globaliza\u00e7\u00e3o, sobre os super-ricos de Londres. Suas casas s\u00e3o mais dif\u00edceis de entrar do que um campo petrol\u00edfero do Kuwait, e quase t\u00e3o protegidas por for\u00e7as de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica:<\/strong><\/p>\n<p><em>Nas Trilhas de um Chinelo \u2013 Uma jornada pelas vias secund\u00e1rias da globaliza\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Caroline Knowles<\/p>\n<p>Editora Annablume, novembro de 2017<\/p>\n<p>267 p\u00e1ginas<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/IMG_20180412_152116974.jpg\" alt=\"IMG_20180412_152116974\" width=\"639\" height=\"852\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se pudesse falar, o que um par de chinelos que percorreu meio mundo diria sobre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se pudesse falar, o que um par de chinelos que percorreu meio mundo diria sobre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86118\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}