{"id":86103,"date":"2018-06-02T14:00:44","date_gmt":"2018-06-02T17:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=86103"},"modified":"2018-06-02T10:29:54","modified_gmt":"2018-06-02T13:29:54","slug":"as-10-especies-recem-descobertas-mais-incriveis-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-10-especies-recem-descobertas-mais-incriveis-do-mundo\/","title":{"rendered":"As 10 esp\u00e9cies rec\u00e9m-descobertas mais incr\u00edveis do mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-86104\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Todos os anos,\u00a0o<a href=\"http:\/\/www.esf.edu\/\" target=\"_blank\">\u00a0Instituto Internacional de Explora\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies<\/a>, que faz parte da Faculdade de Ci\u00eancias Ambientais e Florestais da Universidade Estadual de Nova York, divulga sua lista de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/especies\" target=\"_blank\">esp\u00e9cies<\/a>\u00a0<\/strong>rec\u00e9m-descobertas mais incr\u00edveis.<\/p>\n<p>A nova sele\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ada no m\u00eas passado, inclui\u00a0micr\u00f3bios, plantas, animais e at\u00e9 mesmo um marsupial extinto (identificado por seu f\u00f3ssil), destacando a<strong><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/biodiversidade\/\" target=\"_blank\">diversidade<\/a><\/strong>\u00a0de esp\u00e9cies do nosso Planeta.<\/p>\n<p>A escolha das descobertas que integram a lista \u00e9 feita pelo comit\u00ea internacional de taxonomia do Instituto, com base em 18.000 novas esp\u00e9cies identificadas anualmente.<\/p>\n<p>O n\u00famero de novos registros revela como a biodiversidade planet\u00e1ria \u00e9, al\u00e9m de vasta, uma verdadeira caixa-preta.<\/p>\n<p>E na mesma velocidade com que os cientistas revelam sua pluralidade, estima-se que outras 20 mil esp\u00e9cies s\u00e3o extintas a cada ano.<\/p>\n<p>Confira a seguir a sele\u00e7\u00e3o das 10 novas esp\u00e9cies rec\u00e9m descobertas, muitas das quais j\u00e1 se encontram amea\u00e7adas.<\/p>\n<p><b>Enigma no aqu\u00e1rio:\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29174886\" target=\"_blank\"><strong><i>Ancoracysta twista<\/i><\/strong><\/a><\/p>\n<p><b>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/b>\u00a0Desconhecida<\/p>\n<p>Descoberto em um aqu\u00e1rio em San Diego, na Calif\u00f3rnia, EUA, este novo protista unicelular foi batizado de\u00a0<i>Ancoracysta twista<\/i>, devido ao movimento girat\u00f3rio que faz ao nadar. Ele usa seus flagelos semelhantes a chicotes para se impulsionar e organelas incomuns semelhantes a arp\u00f5es, chamadas ancoracysts, para imobilizar outros protistas dos quais se alimenta. A origem geogr\u00e1fica da esp\u00e9cie na natureza n\u00e3o \u00e9 conhecida. Segundo os cientistas, o grande n\u00famero de genes no seu genoma mitocondrial abre uma janela para a evolu\u00e7\u00e3o inicial de organismos eucari\u00f3ticos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-protista.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Ancoracysta twista \" width=\"639\" height=\"426\" \/>\u00a0Ancoracysta twista<\/p>\n<p><b>Grande em tamanho, pequena em n\u00famero:\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12225-017-9720-7\" target=\"_blank\"><i>Dinizia jueirana-facao<\/i><\/a><\/b><\/p>\n<p><b>Localidade:\u00a0<\/b>Esp\u00edrito Santo, Linhares, Reserva Natural Vale, Brasil<\/p>\n<p>O g\u00eanero da leguminosa\u00a0<i>Dinizia<\/i>\u00a0era conhecido dos cientistas, at\u00e9 agora, por uma \u00fanica esp\u00e9cie de \u00e1rvore amaz\u00f4nica, a\u00a0<i>D. excelsa<\/i>, descoberta h\u00e1 quase 100 anos. Eis que descobriram uma irm\u00e3, a\u00a0<i>Dinizia jueirana-facao<\/i>, que pode atingir 40 metros de altura, emergindo acima do dossel da floresta atl\u00e2ntica na Reserva Natural Vale, no norte do Esp\u00edrito Santo. Pesando cerca de 62 toneladas, ela \u00e9 menor do que a sua esp\u00e9cie irm\u00e3 amaz\u00f4nica, mas \u00e9 igualmente impressionante. Embora grande em dimens\u00e3o, a \u00e1rvore \u00e9 limitada em n\u00fameros: h\u00e1 registros de apenas 25 indiv\u00edduos, cerca de metade dos quais est\u00e3o na \u00e1rea protegida, tornando-se criticamente amea\u00e7ada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-dinizia.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Dinizia jueirana-facao\" width=\"639\" height=\"426\" \/>\u00a0Dinizia jueirana-facao<\/p>\n<p><b>O \u201ccorcunda\u201d dos mares:\u00a0<a href=\"http:\/\/sciencepress.mnhn.fr\/en\/periodiques\/european-journal-taxonomy\/2017\/epimeria-southern-ocean-notes-their-relatives-crustacea-amphipoda-eusiroidea\" target=\"_blank\"><i>Epimeria quasimodo<\/i>\u00a0<\/a><\/b><\/p>\n<p><b>Localidade:<\/b>\u00a0<i>Polarstern<\/i>\u00a0cruise PS81, a leste de Joinville Island, Instituto Real da B\u00e9lgica de Ci\u00eancias Naturais, Bruxelas.<\/p>\n<p>Com cerca de 50 mm de comprimento,\u00a0o\u00a0<i>Epimeria quasimodo<\/i>\u00a0leva o nome de um personagem de Victor Hugo, Quasimodo, o corcunda, em refer\u00eancia \u00e0s suas costas um pouco corcundas.\u00a0\u00c9 uma das 26 novas esp\u00e9cies de anf\u00edpodes do g\u00eanero\u00a0<i>Epimeria<\/i>\u00a0do Oceano Ant\u00e1rtico, com espinhas bem marcadas e cores vivas. O g\u00eanero \u00e9 abundante nas \u00e1guas glaciais e seus adornos de crista lembram drag\u00f5es mitol\u00f3gicos, segundo os cientistas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-amphipod.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Epimeria quasimodo\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Epimeria quasimodo<\/p>\n<p><b>Besouro nanico e camuflado:\u00a0<\/b><a href=\"https:\/\/bmczool.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s40850-016-0010-x\" target=\"_blank\"><strong><i>Nymphister kronaueri<\/i>\u00a0<\/strong><\/a><b><\/b><\/p>\n<p><b>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/b>\u00a0Puerto Viejo, Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica La Selva, Costa Rica<\/p>\n<p><i>O Nymphister kronaueri<\/i>\u00a0\u00e9 um pequeno besouro que vive entre as formigas. Medindo at\u00e9 1,5 mm de comprimento, eles vivem exclusivamente entre a esp\u00e9cie de formiga\u00a0<i>Eciton mexicanum.<\/i>\u00a0As formigas-hospedeiras n\u00e3o constroem ninhos permanentes, pois s\u00e3o n\u00f4mades.\u00a0No caso de\u00a0<i>E. mexicanum<\/i>, elas passam duas ou tr\u00eas semanas em movimento, realizando incurs\u00f5es todos os dias para capturar milhares de itens de presas e depois passar de duas a tr\u00eas semanas em um \u00fanico local. E o besouro pega carona nessas aventuras. O corpo do besouro \u00e9 do tamanho, forma e cor do abd\u00f4men de uma formiga oper\u00e1ria.\u00a0O besouro usa suas partes bucais para agarrar a parte magra do abd\u00f4men do hospedeiro, deixando a formiga andar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/espc3a9cies-besouro.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Nymphister kronaueri\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Nymphister kronaueri<\/p>\n<p><b>Um grande macaco em vias de extin\u00e7\u00e3o<\/b><strong>:<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29103940\" target=\"_blank\">\u00a0<i>Pongo tapanuliensis<\/i>\u00a0<\/a><\/strong><b><\/b><\/p>\n<p><b>Localidade:\u00a0<\/b>Sugi Tonga, Marancar, Complexo Florestal Tapanuli (Batang Toru), Sumatra Setentrional, Indon\u00e9sia<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, apenas meia d\u00fazia de grandes primatas n\u00e3o humanos foram reconhecidos.\u00a0Os gorilas do leste e do oeste, os chimpanz\u00e9s e os bonobos est\u00e3o mais relacionados aos humanos do que os orangotangos, que s\u00e3o os \u00fanicos grandes primatas da \u00c1sia.\u00a0Em 2001, os orangotangos de Sumatra e Born\u00e9u foram reconhecidos como esp\u00e9cies distintas,\u00a0<i>Pongo abelii<\/i>\u00a0e\u00a0<i>P. pygmaeus<\/i>.\u00a0Mas recentemente uma equipe internacional de pesquisadores concluiu que uma popula\u00e7\u00e3o isolada no limite sul dos orangotangos de Sumatra, em Batang Toru, \u00e9 distinta tanto das esp\u00e9cies do norte de Sumatra quanto de Born\u00e9u.<\/p>\n<p>Evid\u00eancias gen\u00f4micas sugerem que, enquanto as esp\u00e9cies do norte de Sumatra e Born\u00e9u se separaram h\u00e1 cerca de 674 mil anos, essas esp\u00e9cies do sul de Sumatra divergiram muito antes, cerca de 3,38 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\u00a0T\u00e3o logo os cientistas distinguiram a nova esp\u00e9cie, ela j\u00e1 foi considerada como a mais amea\u00e7ada do mundo.\u00a0Restam apenas 800 indiv\u00edduos em habitats fragmentados espalhados por cerca de 1.000 quil\u00f4metros quadrados em colinas e florestas. O tamanho \u00e9 semelhante a outros orangotangos, com f\u00eameas abaixo de 1,22 m de altura e machos com menos de 1,5 m.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-pongo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Pongo tapanuliensis \" width=\"639\" height=\"426\" \/>Pongo tapanuliensis<\/p>\n<p><b>Peixe profundo:\u00a0<a href=\"https:\/\/biotaxa.org\/Zootaxa\/article\/view\/zootaxa.4358.1.7\" target=\"_blank\"><i>Pseudoliparis swirei<\/i>\u00e9<\/a><\/b><\/p>\n<p><b>Localiza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/b>\u00a0Fossa das Marianas, no Pac\u00edfico<\/p>\n<p>Na escurid\u00e3o do abismo da Fossa das Marianas, o ponto mais profundo dos oceanos do mundo, no Pac\u00edfico, encontra-se o\u00a0<i>Pseudoliparis swirei<\/i>\u00e9, um peixe pequeno, parecido com um girino, que mede pouco mais de 10 cent\u00edmetros, mas parece ser o principal predador em sua comunidade. Foi capturado a profundidades entre 6.898 e 7.966 m, bem pr\u00f3ximo do limite de 8.200 metros, limite fisiol\u00f3gico abaixo do qual quase todos os peixes n\u00e3o conseguem sobreviver.\u00a0<b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-pseudoliparis.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Pseudoliparis swirei\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Pseudoliparis swirei<\/p>\n<p><b>Flor heterotr\u00f3fica:<\/b><strong><em>\u00a0<a href=\"https:\/\/biotaxa.org\/Phytotaxa\/article\/view\/phytotaxa.314.2.10\" target=\"_blank\">Sciaphila sugimotoi\u00a0<\/a><\/em><\/strong><b><\/b><\/p>\n<p><b>Localidade:<\/b>\u00a0Cidade de Ishigaki, Hirae, Jap\u00e3o<\/p>\n<p>A maioria das plantas \u00e9 autotr\u00f3fica, usando energia solar para alimentar-se por meio da fotoss\u00edntese.\u00a0Mas algumas, como a recentemente descoberta\u00a0<i>S. sugimotoi<\/i>, s\u00e3o heterotr\u00f3ficas, e dependem de outros organismos para seu sustento. Neste caso, a planta \u00e9 simbi\u00f3tica com um fungo do qual deriva a nutri\u00e7\u00e3o sem prejudicar o parceiro. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 mutuamente vantajosa.<\/p>\n<p>O fungo ataca a mat\u00e9ria org\u00e2nica e a decomp\u00f5e na forma de nutrientes que s\u00e3o assimilados pelas plantas, enquanto as plantas sintetizam mol\u00e9culas org\u00e2nicas, como carboidratos e amino\u00e1cidos, essenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia dos fungos. O delicado\u00a0<i>S. sugimotoi<\/i>\u00a0aparece durante curtos per\u00edodos de flora\u00e7\u00e3o em setembro e outubro, produzindo pequenas flores.\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 considerada criticamente amea\u00e7ada e, como outros simbiontes, depende de um ecossistema est\u00e1vel para sobreviver.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-sciaphila.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Sciaphila sugimotoi\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Sciaphila sugimotoi<\/p>\n<p><b>Bact\u00e9ria vulc\u00e2nica:\u00a0<\/b><strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41559-017-0144\" target=\"_blank\"><i>Thiolava veneris<\/i>\u00a0<\/a><br \/>\n<\/strong><b><\/b><\/p>\n<p><b>Localiza\u00e7\u00e3o<\/b>: Hierro Island, Canary Archipelago, Espanha<\/p>\n<p>Quando o vulc\u00e3o submarino Tagoro entrou em erup\u00e7\u00e3o na costa de El Hierro, nas Ilhas Can\u00e1rias, em 2011, aumentou abruptamente a temperatura da \u00e1gua, diminuiu o oxig\u00eanio e liberou enormes quantidades de di\u00f3xido de carbono e sulfeto de hidrog\u00eanio, eliminando grande parte do ecossistema marinho existente.<\/p>\n<p>Tr\u00eas anos depois, os cientistas encontraram os primeiros colonizadores dessa \u00e1rea \u2013 uma nova esp\u00e9cie de proteobact\u00e9ria que produz estruturas longas, semelhantes a pelos, compostas de c\u00e9lulas bacterianas. As bact\u00e9rias formaram uma esteira branca maci\u00e7a, estendendo-se por quase 2.000 metros quadrados ao redor do cume do cone vulc\u00e2nico Tagoro. Os cientistas apelidaram o tapete de bact\u00e9rias de \u201ccabelo de V\u00eanus\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-thiolava.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Thiolava veneris.\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Thiolava veneris<\/p>\n<p><b>F\u00f3ssil de um marsupial feroz:\u00a0<\/b><em><strong>Wakaleo schouteni\u00a0<\/strong><\/em><b><\/b><\/p>\n<p><b>Localidade:\u00a0<\/b>Parque Nacional Boodjamulla, noroeste de Queensland, Austr\u00e1lia<\/p>\n<p>No final do per\u00edodo Oligoceno, que terminou h\u00e1 23 milh\u00f5es de anos quando o Mioceno chegou, um le\u00e3o marsupial,\u00a0<i>Wakaleo schouteni,<\/i>\u00a0habitava as florestas no noroeste de Queensland, na Austr\u00e1lia. Cientistas da Universidade de New South Wales recuperaram f\u00f3sseis na \u00c1rea de Patrim\u00f4nio Mundial de Riversleigh, que provou ser o le\u00e3o marsupial f\u00f3ssil at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido.\u00a0Pesando mais ou menos o mesmo que um c\u00e3o husky siberiano, este predador passou parte do seu tempo em \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Seus dentes sugerem que n\u00e3o era completamente dependente de carne, mas sim um on\u00edvoro. Com base na descoberta, os pesquisadores acreditam que duas esp\u00e9cies de le\u00e3o marsupial estiveram presentes no final do Oligoceno. O outro,\u00a0<i>Wakaleo pitikantensis<\/i>, era um pouco menor e foi identificado a partir de dentes e ossos dos membros descobertos perto do Lago Pitikanta, no sul da Austr\u00e1lia, em 1961.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-wakaleo.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Reconstru\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o do Wakaleo schouteni c\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Reconstru\u00e7\u00e3o do Wakaleo schouteni<\/p>\n<p><b>Besouro da caverna:<a href=\"https:\/\/zookeys.pensoft.net\/article\/21040\/\" target=\"_blank\">\u00a0<\/a><\/b><em><a href=\"https:\/\/zookeys.pensoft.net\/article\/21040\/\" target=\"_blank\">Xuedytes bellus\u00a0<\/a><\/em><b><\/b><\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0grutas no sudeste de Du\u2019an Yao, Hechi Shi, regi\u00e3o ao norte de Guangxi Zhuang, sul da China.<\/p>\n<p>Os besouros que se adaptam \u00e0 vida na escurid\u00e3o das cavernas muitas vezes se assemelham em um conjunto de caracter\u00edsticas, que incluem corpo compacto, ap\u00eandices parecidos com aranhas, e perda de asas, olhos e pigmenta\u00e7\u00e3o. Uma nova esp\u00e9cie de besouro, terrestre trogl\u00f3bio (que se especializou para a vida dentro de cavernas), o\u00a0<i>Xuedytes bellus,\u00a0<\/i>foi descoberta na China, medindo menos de 9 mm.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/abrilexame.files.wordpress.com\/2018\/05\/especies-xuedytes.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;strip=info\" alt=\"Xuedytes bellus\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Xuedytes bellus<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os anos,\u00a0o\u00a0Instituto Internacional de Explora\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies, que faz parte da Faculdade de Ci\u00eancias<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":86104,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/pongo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Todos os anos,\u00a0o\u00a0Instituto Internacional de Explora\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies, que faz parte da Faculdade de Ci\u00eancias","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86103"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86103\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/86104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}