{"id":85992,"date":"2018-05-31T13:30:11","date_gmt":"2018-05-31T16:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85992"},"modified":"2018-05-31T12:14:35","modified_gmt":"2018-05-31T15:14:35","slug":"peixes-migram-para-o-norte-fugindo-da-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/peixes-migram-para-o-norte-fugindo-da-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"Peixes migram para o norte em busca por \u00e1guas mais frias e fugindo da mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/migracao_peixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-85993\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/migracao_peixe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/migracao_peixe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/migracao_peixe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Centenas de esp\u00e9cies marinhas est\u00e3o escapando da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cambio_climatico\" target=\"_blank\" data-id=\"140\" data-m=\"{&quot;i&quot;:140,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:2}\">mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/a>. Um estudo, que analisou dados de migra\u00e7\u00e3o deste os anos 60, mostra que muitos peixes est\u00e3o estabelecendo seu habitat cada vez ao norte. A busca por \u00e1guas mais frias far\u00e1 com que alguns se desloquem mais de 1.000 quil\u00f4metros at\u00e9 o final do s\u00e9culo. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/problemas_ambientales\" target=\"_blank\" data-id=\"141\" data-m=\"{&quot;i&quot;:141,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:3}\">impactos ecol\u00f3gicos e econ\u00f4micos<\/a>\u00a0desta grande migra\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e3o claros.<\/p>\n<p>O aumento das temperaturas associado ao\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/calentamiento_global\" target=\"_blank\" data-id=\"142\" data-m=\"{&quot;i&quot;:142,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:4}\">aquecimento global<\/a>\u00a0est\u00e1 provocando a antecipa\u00e7\u00e3o das primaveras e o reposicionamento de muitas esp\u00e9cies, tamb\u00e9m vegetais, em regi\u00f5es de maior altitude ou latitude, buscando a temperatura \u00e0 qual est\u00e3o mais habituadas. O fen\u00f4meno, muito estudado na vida terrestre, tamb\u00e9m estaria acontecendo nos oceanos, segundo um estudo rec\u00e9m-publicado.<\/p>\n<p>A pesquisa,\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0196127\" target=\"_blank\" data-id=\"143\" data-m=\"{&quot;i&quot;:143,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:5}\">publicada na revista cient\u00edfica<\/a><em>PLoS ONE<\/em>, baseia-se em dados de quase 700 esp\u00e9cies de peixes, crust\u00e1ceos, cefal\u00f3podes moluscos e outros invertebrados distribu\u00eddos pela plataforma continental e \u00e1guas pr\u00f3ximas dos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/estados_unidos\" target=\"_blank\" data-id=\"144\" data-m=\"{&quot;i&quot;:144,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:6}\">EUA<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mexico\" target=\"_blank\" data-id=\"145\" data-m=\"{&quot;i&quot;:145,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:7}\">M\u00e9xico<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/canada\" target=\"_blank\" data-id=\"146\" data-m=\"{&quot;i&quot;:146,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:8}\">Canad\u00e1<\/a>. Desde pelo menos 1963 v\u00eam sendo colhidas amostras com 136.000 pequenas redes de arrasto para capturar um flagrante da riqueza marinha dessa \u00e1rea.<\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><em>Algumas esp\u00e9cies deslocar\u00e3o sua abrang\u00eancia at\u00e9 1.500 quil\u00f4metros mais ao norte<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Sobre esses dados hist\u00f3ricos, os investigadores projetaram a evolu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a das diferentes esp\u00e9cies no final deste s\u00e9culo. E fizeram isso usando at\u00e9 16 modelos clim\u00e1ticos diferentes e com dois cen\u00e1rios finais: o benigno, com um aumento de 2\u00ba C na temperatura m\u00e9dia do planeta, e o mais temido, com mais de 4\u00ba C de aumento. Em cada cen\u00e1rio, modelaram as temperaturas m\u00e1xima, m\u00ednima e m\u00e9dia da superf\u00edcie da \u00e1gua e no fundo do mar. Procuravam saber o aumento ou redu\u00e7\u00e3o do habitat t\u00e9rmico para cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cOs dados hist\u00f3ricos mostram que muitas esp\u00e9cies compensaram a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura oce\u00e2nica indo para \u00e1guas mais profundas\u201d, diz o ecologista James Morley, do\u00a0<a href=\"http:\/\/ims.unc.edu\/\" target=\"_blank\" data-id=\"147\" data-m=\"{&quot;i&quot;:147,&quot;p&quot;:81,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:9}\">Instituto de Ci\u00eancias Marinhas<\/a>\u00a0da Universidade da Carolina do Norte (EUA), principal autor do estudo. O que eles viram \u00e9 que, al\u00e9m disso, a maioria est\u00e1 deslocando seu habitat para outras latitudes. \u201cEm particular, as esp\u00e9cies de regi\u00f5es como o nordeste dos EUA, onde a temperatura aumentou muito rapidamente, est\u00e3o se deslocando para o norte. Ao passo que em outras zonas, como o golfo do M\u00e9xico, se deslocaram para \u00e1guas mais profundas\u201d, acrescenta o pesquisador, que realizou o estudo enquanto estava na Universidade Rutgers.<\/p>\n<p>Essas tend\u00eancias continuar\u00e3o ao longo deste s\u00e9culo. Concretamente, os modelos usados para imaginar o futuro s\u00e3o un\u00e2nimes quanto a 446 das 686 esp\u00e9cies estudadas (383 do Atl\u00e2ntico e 303 do Pac\u00edfico): todas elas se mover\u00e3o de seu local habitual. Quanto ao resto, embora n\u00e3o haja unanimidade, a maioria dos ensaios tamb\u00e9m indica um deslocamento. As dist\u00e2ncias variam muito segundo a zona, a esp\u00e9cie e o cen\u00e1rio clim\u00e1tico. Alguns peixes alterar\u00e3o sua distribui\u00e7\u00e3o em algumas poucas dezenas de quil\u00f4metros, em especial no cen\u00e1rio mais benigno. Mas outras, particularmente nas costas canadense e norte-americana do Pac\u00edfico, \u201cse deslocar\u00e3o at\u00e9 900 milhas (1.448 quil\u00f4metros) ao norte de seus atuais habitats\u201d, comenta Malin Pinsky, professor de ecologia, evolu\u00e7\u00e3o e recursos naturais de Rutgers e coautor do estudo.<\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><em>A outra tend\u00eancia entre a vida marinha est\u00e1 sendo descer a \u00e1guas mais profundas e frias<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Peixes como o carapau do Pac\u00edfico e o colorido\u00a0<em>Sebastes pinniger<\/em>\u00a0se deslocar\u00e3o mais de 1.300 quil\u00f4metros, do norte do Canad\u00e1 at\u00e9 o estreito de Bering. Outras esp\u00e9cies pr\u00f3prias de \u00e1guas mais quentes, como o pargo mulato, ter\u00e3o sua amplitude aumentada gra\u00e7as \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas. E outros, como o ca\u00e7\u00e3o, perderam no sul a mesma \u00e1rea (quente demais) que ganhar\u00e3o no norte. Entre as esp\u00e9cies que dever\u00e3o procurar \u00e1guas mais frias h\u00e1 algumas vitais para a ind\u00fastria pesqueira, como o j\u00e1 mencionado carapau, a cavala, o caranguejo-real e o bacalhau atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Se o aumento da temperatura global se limitar a menos de 2\u00ba C, a maior parte das esp\u00e9cies n\u00e3o ir\u00e1 muito longe. Mas, como diz Morley, \u201cnum futuro de altas emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub>\u00a0podemos antever que muitas das esp\u00e9cies com relev\u00e2ncia econ\u00f4mica se transferir\u00e3o para outras regi\u00f5es e reduzir\u00e3o sua presen\u00e7a em suas zonas hist\u00f3ricas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Centenas de esp\u00e9cies marinhas est\u00e3o escapando da\u00a0mudan\u00e7a clim\u00e1tica. 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