{"id":85978,"date":"2018-05-31T12:00:15","date_gmt":"2018-05-31T15:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85978"},"modified":"2018-05-31T10:45:23","modified_gmt":"2018-05-31T13:45:23","slug":"mamifero-mais-antigo-do-brasil-viveu-no-tempo-dos-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mamifero-mais-antigo-do-brasil-viveu-no-tempo-dos-dinossauros\/","title":{"rendered":"Mam\u00edfero mais antigo do Brasil viveu no tempo dos dinossauros"},"content":{"rendered":"<p><i><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-85979\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/descoberta-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/descoberta-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/descoberta-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Brasilestes stardusti<\/i>. Assim se chama o mais antigo mam\u00edfero conhecido para as terras brasileiras. Viveu entre 87 milh\u00f5es e 70 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s no fim da era Mesozoica, onde hoje \u00e9 o noroeste do Estado de S\u00e3o Paulo. Trata-se do \u00fanico mam\u00edfero brasileiro que, sabe-se at\u00e9 o momento, conviveu com os dinossauros.<\/p>\n<p>A descoberta de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0foi anunciada nesta quarta-feira (30\/05) pela equipe do professor\u00a0<b>Max Langer<\/b>, da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da Universidade de S\u00e3o Paulo, que teve apoio de colegas da Universidade Federal de Goi\u00e1s, da Universidade Estadual de Campinas do Museu de La Plata e do Massachusetts Institute of Technology.<\/p>\n<p><i>Brasilestes<\/i>\u00a0foi descrito a partir de um \u00fanico f\u00f3ssil: um dente pr\u00e9-molar de 3,5 mil\u00edmetros.\u00a0\u201cO dente de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0\u00e9 pequeno e se encontra incompleto, pois lhe faltam as ra\u00edzes\u201d, disse a paleont\u00f3loga\u00a0<b>Mariela Cordeiro de Castro<\/b>, a primeira autora do trabalho que acaba de ser publicado na\u00a0<b>Royal Society Open Science<\/b>.<\/p>\n<p>\u201cPequeno mas nem tanto. Apesar de s\u00f3 ter 3,5 mil\u00edmetros, o dente do\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0\u00e9 tr\u00eas vezes maior do que quase todos os dentes conhecidos de mam\u00edferos do Mesozoico. No tempo dos dinossauros, a maioria dos mam\u00edferos tinha o tamanho de camundongos.\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0era bem maior: do tamanho de um gamb\u00e1\u201d, disse Castro.<\/p>\n<p>O nome da nova esp\u00e9cie homenageia o roqueiro ingl\u00eas David Bowie, morto em janeiro de 2016, um m\u00eas ap\u00f3s a descoberta do f\u00f3ssil.\u00a0<i>Brasilestes stardusti<\/i>\u00a0faz alus\u00e3o a Ziggy Stardust, ou Ziggy \u201cpoeira estelar\u201d, personagem vindo do espa\u00e7o que Bowie criou para uma can\u00e7\u00e3o de 1973.<\/p>\n<p>O trabalho contou com apoio da FAPESP e integra o Projeto Tem\u00e1tico\u00a0<b>\u201cA origem e irradia\u00e7\u00e3o dos dinossauros no Gondwana (Neotri\u00e1ssico &#8211; Eojur\u00e1ssico)\u201d<\/b>, coordenado por Langer.<\/p>\n<p>O dente fossilizado encontrado em rochas da Forma\u00e7\u00e3o Adamantina que afloram no meio de um pasto na fazenda Buriti, em General Salgado (SP).<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1vamos visitando afloramentos mesozoicos quando\u00a0<b>J\u00falio Marsola<\/b>\u00a0[outro membro da equipe] teve um olhar de lince e avistou um dente min\u00fasculo aflorando na superf\u00edcie da rocha\u201d, disse Castro, professora na Universidade Federal de Goi\u00e1s, em Catal\u00e3o. \u201cBrinco que, naquele dia, ele gastou a sua quota de descobertas extraordin\u00e1rias para toda uma vida \u2013 e olha que ele nem estuda mam\u00edferos, mas dinossauros.\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuando penso que alguns grupos de pesquisa chegam a peneirar uma tonelada de sedimento pra achar um \u00fanico fragmento de mam\u00edfero do Mesozoico, acredito que Mariela tenha raz\u00e3o, e que eu tenha de fato gastado toda minha sorte. Mas espero sinceramente que n\u00e3o\u201d, brincou J\u00falio Marsola, pesquisador da FFCLRP-USP.<\/p>\n<p>\u201cOs dep\u00f3sitos de General Salgado s\u00e3o bem conhecidos. De l\u00e1 j\u00e1 sa\u00edram v\u00e1rios crocodilos mesozoicos. O afloramento em particular onde achei\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0\u00e9 interessante, com dezenas de fragmentos de cascas de ovos daqueles crocodilos. Ao me debru\u00e7ar em uma parte do afloramento para ver o que possivelmente tinha de cascas de ovos, me deparei com o dentinho. Se permanecesse mais alguns dias exposto, a chuva levaria embora\u201d, disse Marsola.<\/p>\n<p>\u201cQuando percebi algo como a base das duas ra\u00edzes do dente [as ra\u00edzes em si est\u00e3o quebradas], achei que fosse um mam\u00edfero. Depois de analisar em laborat\u00f3rio, tivemos a certeza de que se tratava de um mam\u00edfero\u201d, disse.<\/p>\n<p><b>Placent\u00e1rio no deserto Botucatu<\/b><\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, um mero dente de 3,5 mil\u00edmetros \u2013 ainda por cima incompleto \u2013 pode parecer muito pouco para descrever uma nova esp\u00e9cie de mam\u00edfero. N\u00e3o \u00e9. \u00c9 comum se ver mam\u00edferos extintos descritos com base no estudo de um \u00fanico dente.<\/p>\n<p>Isso se deve ao fato de que o material que constitui os dentes \u00e9 o mais resistente do esqueleto dos mam\u00edferos, pois precisa resistir ao desgaste provocado pela mastiga\u00e7\u00e3o durante toda a vida do animal \u2013 diferentemente dos peixes e de in\u00fameros r\u00e9pteis, por exemplo, que trocam dentes ao longo da vida.<\/p>\n<p>Por serem muito duros e resistentes, os dentes s\u00e3o os restos do esqueleto mam\u00edfero com maiores chances de preserva\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a morte do animal. Com frequ\u00eancia, s\u00e3o os \u00fanicos a permanecer intactos por tempo suficiente para ter chance de fossilizar. H\u00e1 muitos exemplos de esp\u00e9cies extintas de mam\u00edferos, inclusive de ancestrais do ser humano, descritas com base em um \u00fanico canino ou molar.<\/p>\n<p>A singularidade e a incompletude do pr\u00e9-molar de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0impedem que os pesquisadores distinguam com absoluta confian\u00e7a a qual grupo de mam\u00edferos a esp\u00e9cie pertencia. Sabe-se que o dente saiu da boca de um t\u00e9rio, ou seja, de um membro do grande grupo que congrega marsupiais e placent\u00e1rios.<\/p>\n<p>Muito embora n\u00e3o haja evid\u00eancias suficientes para sustentar a inclus\u00e3o de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0em um grupo ou outro, ainda assim os especialistas t\u00eam a impress\u00e3o, sem afirmar categoricamente, de que\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0teria sido placent\u00e1rio. E isto \u00e9 completamente inusitado.<\/p>\n<p>H\u00e1 atualmente tr\u00eas grandes grupos de mam\u00edferos: placent\u00e1rios, marsupiais e monotremados. Os tr\u00eas grupos evolu\u00edram no Mesozoico. Por\u00e9m, naquele tempo, estavam longe de ser as \u00fanicas formas de mam\u00edferos. Havia diversos outros grupos, como os multituberculados comuns no hemisf\u00e9rio Norte, e grupos t\u00edpicos do hemisf\u00e9rio Sul, como meridiolest\u00eddeos e gonduanat\u00e9rios \u2013 alus\u00e3o ao Gondwana, o antigo supercontinente austral que reunia Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica, \u00cdndia, Austr\u00e1lia e Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio dos anos 1980, quando come\u00e7aram a ser achados os primeiros f\u00f3sseis de mam\u00edferos mesozoicos na Patag\u00f4nia argentina ( hoje s\u00e3o conhecidas cerca de 30 esp\u00e9cies, as \u00fanicas do continente at\u00e9 o an\u00fancio de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>), jamais se descobriu nada remotamente parecido com o dentinho brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cQuando mostrei o f\u00f3ssil de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0ao paleont\u00f3logo Edgardo Ortiz-Jaureguizar, do Museu de La Plata, ele ficou muito surpreso, afirmou nunca ter visto nada parecido, e correu para mostrar o f\u00f3ssil a outro especialista daquela institui\u00e7\u00e3o, Francisco Goin\u201d, disse Castro. \u201cA rea\u00e7\u00e3o foi id\u00eantica. Goin afirmou que\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0n\u00e3o se parecia com nenhum outro mam\u00edfero mesozoico achado na Argentina \u2013 vale dizer, na Am\u00e9rica do Sul.\u201d<\/p>\n<p>Entre as cerca de 30 esp\u00e9cies de mam\u00edferos mesozoicos argentinos, h\u00e1 meridiolest\u00eddeos, gonduanat\u00e9rios e at\u00e9 mesmo, suspeita-se, um ou outro multituberculado. Mas nenhum marsupial nem placent\u00e1rio. Os f\u00f3sseis desses dois grupos s\u00f3 come\u00e7am a surgir no registro f\u00f3ssil sul-americano ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o em massa que exterminou com os dinossauros h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, evento que p\u00f5e fim ao Mesozoico e d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 era atual, o Cenozoico.<\/p>\n<p>At\u00e9 a descoberta de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>, os \u00fanicos vest\u00edgios de mam\u00edferos mesozoicos no Brasil se resumiam a centenas de trilhas e pegadas deixadas por criaturas desconhecidas que caminhavam h\u00e1 130 milh\u00f5es de anos sobre as dunas do antigo deserto Botucatu, que cobria o interior de S\u00e3o Paulo. A superf\u00edcie de tais dunas, solidificada, chegou aos nossos dias sob a forma de lajes de arenito onde se veem as antigas pegadas.<\/p>\n<p>Em 1993,\u00a0<b>Reinaldo Jos\u00e9 Bertini<\/b>, professor na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, chegou a anunciar a descoberta de um fragmento de mand\u00edbula de mam\u00edfero portando um \u00fanico dente \u2013 e muito menor que o pr\u00e9-molar de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>. Bertini, por\u00e9m, n\u00e3o publicou um estudo minucioso daquele f\u00f3ssil, nomeando assim uma nova esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cTemos assim que\u00a0<i>Brasilestes<\/i>, al\u00e9m de ser o primeiro mam\u00edfero descrito para o Mesozoico brasileiro, tamb\u00e9m \u00e9 um dos poucos mam\u00edferos mesozoicos descobertos em regi\u00f5es mais centrais da Am\u00e9rica do Sul, dado que os f\u00f3sseis argentinos foram achados em forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas na Patag\u00f4nia, portanto no sul do continente\u201d, disse Langer.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o bastasse isso,\u00a0<i>Brasilestes\u00a0<\/i>difere de tudo o que se encontrou antes dele, indicando que possivelmente mam\u00edferos placent\u00e1rios habitavam a Am\u00e9rica do Sul entre 87,8 milh\u00f5es e 70 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s\u201d, disse Langer.<\/p>\n<p>O mais inusitado \u00e9 que o mam\u00edfero mesozoico com pr\u00e9-molares mais parecidos com os do\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0viveu do outro lado do mundo, na \u00cdndia, entre 70 milh\u00f5es e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Chamava-se\u00a0<i>Deccanolestes<\/i>. Nenhuma outra criatura do registro f\u00f3ssil mundial guarda tamanha semelhan\u00e7a com\u00a0<i>Brasilestes<\/i>.<\/p>\n<p>O que dois membros da mesma linhagem estariam vivendo em regi\u00f5es t\u00e3o afastadas e n\u00e3o conectadas? H\u00e1 cerca de 100 milh\u00f5es de anos, ao mesmo tempo em que a Am\u00e9rica do Sul e a \u00c1frica acabavam de se separar definitivamente com a abertura do Atl\u00e2ntico Sul, a \u00cdndia cortava suas amarras do Gondwana e come\u00e7ava a vagar pelo oceano \u00cdndico.<\/p>\n<p>Isso implica que, at\u00e9 pelo menos 100 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, ancestrais de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Deccanolestes<\/i>\u00a0povoavam o supercontinente Gondwana. Ou seja, a linhagem de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Deccanolestes<\/i>\u00a0\u00e9 muito mais antiga do que a idade de seus respectivos f\u00f3sseis: entre 87 milh\u00f5es e 70 milh\u00f5es de anos para Brasilestes, e entre 70 milh\u00f5es e 66 milh\u00f5es de anos para\u00a0<i>Deccanolestes<\/i>.<\/p>\n<p>\u201cA descoberta de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0suscita muito mais d\u00favidas do que respostas sobre a biogeografia dos mam\u00edferos mesozoicos sul-americanos. Gra\u00e7as a\u00a0<i>Brasilestes<\/i>, descobrimos que a hist\u00f3ria dos mam\u00edferos de Gondwana \u00e9 mais complexa do que se supunha\u201d, disse Langer.<\/p>\n<p>Disso podem brotar novas hip\u00f3teses e surgir novas linhas de investiga\u00e7\u00e3o. Quem sabe, por exemplo, futuras pesquisas disparadas a partir da descoberta de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0n\u00e3o venham a desvendar a origem ainda desconhecida de um grupo t\u00edpico da Am\u00e9rica do Sul: os xenartros, a ordem dos tatus, tamandu\u00e1s e pregui\u00e7as? Por sinal, a especialidade de Mariela Castro \u00e9 a hist\u00f3ria evolutiva dos xenartros.<\/p>\n<p>\u201cUm tra\u00e7o interessante do pr\u00e9-molar de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0\u00e9 a espessura do seu esmalte, superfino, com apenas 20 m\u00edcrons. O esmalte de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0\u00e9 o mais fino para os dentes de quaisquer mam\u00edferos do Cret\u00e1ceo no registro f\u00f3ssil. A maioria dos dentes de mam\u00edferos mesozoicos tem esmalte com espessuras entre 100 e 300 micr\u00f4metros\u201d, disse Castro.<\/p>\n<p>\u201cEntre os xenartros, conhecem-se dezenas de esp\u00e9cies viventes e centenas de extintas. Somente tr\u00eas possuem esmalte. Dois tatus extintos e o tatu-galinha (<i>Dasypus novemcinctus<\/i>), o \u00fanico xenartro vivente com esmalte. A microestrutura do esmalte do pr\u00e9-molar de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0e dos pr\u00e9-molares do tatu-galinha \u00e9 muito parecida\u201d, disse.<\/p>\n<p>Segundo a paleont\u00f3loga, \u201ca evid\u00eancia do rel\u00f3gio molecular sugere que a linhagem dos xenartros surgiu h\u00e1 pelo menos 85 milh\u00f5es de anos. Por\u00e9m os f\u00f3sseis mais antigos de tatus, achados no Rio de Janeiro, t\u00eam cerca de 50 milh\u00f5es de anos\u201d.<\/p>\n<p>Embora seja bastante sugestivo imaginar\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0como um antigo xenartro, ainda \u00e9 muito cedo para fazer qualquer afirma\u00e7\u00e3o nesse sentido.<\/p>\n<p>\u201cEmbora a idade e a proveni\u00eancia de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0coincidam com hip\u00f3teses moleculares para a origem dos xenartros, a infer\u00eancia da afinidade taxon\u00f4mica \u00e9 prematura diante das diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas entre o dente de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0e os dentes de tatus\u201d, disse.<\/p>\n<p>Langer concorda. \u201cS\u00f3 temos um \u00fanico f\u00f3ssil de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>. Seu registro \u00e9 por demais incompleto para extrair novas conclus\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n<p>Como nunca antes de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0foram encontrados f\u00f3sseis de mam\u00edferos mesozoicos no Brasil, isso pode significar que tais f\u00f3sseis s\u00e3o raros ou de dif\u00edcil preserva\u00e7\u00e3o. \u201cQuem sabe um dia encontremos novos f\u00f3sseis de\u00a0<i>Brasilestes<\/i>\u00a0que ajudem a entender melhor sua hist\u00f3ria. Pode levar d\u00e9cadas\u201d, disse Langer.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>A late Cretaceous mammal from Brazil and the first radioisotopic age for the Bauru Group<\/i>, de Castro MC, Goin FJ, Ortiz-Jaureguizar E, Vieytes EC, Tsukui K, Ramezani J, Batezelli A, Marsola JCA e Langer MC, est\u00e1 publicado pela\u00a0<i>Royal Society Open Science<\/i>\u00a0em\u00a0<b>http:\/\/rsos.royalsocietypublishing.org\/lookup\/doi\/10.1098\/rsos.180482<\/b>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mariela.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-85980\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mariela.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mariela.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/mariela-300x220.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasilestes stardusti. 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