{"id":85782,"date":"2018-05-27T11:14:09","date_gmt":"2018-05-27T14:14:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85782"},"modified":"2018-05-27T11:14:09","modified_gmt":"2018-05-27T14:14:09","slug":"criam-um-monstro-na-cabeca-da-mulher-os-mitos-que-podem-trazer-inseguranca-e-riscos-a-gravidez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/criam-um-monstro-na-cabeca-da-mulher-os-mitos-que-podem-trazer-inseguranca-e-riscos-a-gravidez\/","title":{"rendered":"&#8216;Criam um monstro na cabe\u00e7a da mulher&#8217;: Os mitos que podem trazer inseguran\u00e7a e riscos \u00e0 gravidez"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-85786\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1-300x192.jpg\" alt=\"gravidez\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>&#8220;E agora, o que vamos fazer? ser\u00e1 que vou ser boa m\u00e3e? ser\u00e1 que vou dar conta?&#8221;. Um misto de &#8220;alegria e medo&#8221; invadiu a educadora f\u00edsica Thays Bacchini, de 30 anos, quando descobriu que estava gr\u00e1vida.<\/p>\n<p>&#8220;Passa muita coisa na nossa cabe\u00e7a&#8221;, diz ela, lembrando que a esse turbilh\u00e3o de pensamentos se somou um bombardeio de &#8220;receitas&#8221; sobre a gravidez &#8211; que lhe diziam &#8220;para comer por dois, para ter sustan\u00e7a&#8221;, &#8220;para, pelo amor de Deus, parar de fazer exerc\u00edcios at\u00e9 o beb\u00ea nascer&#8221;, entre outras coisas disparadas por todos os lados.<\/p>\n<p>&#8220;Eu gosto de ouvir o que os outros t\u00eam a dizer&#8221;, observa Thays. &#8220;Mas as hist\u00f3rias precisam ter fundamento, porque assim como podem trazer leveza e ser um jeito de a pessoa se mostrar presente nesse momento, elas tamb\u00e9m podem gerar inseguran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Essa tamb\u00e9m \u00e9 a an\u00e1lise de especialistas, que alertam para os potenciais efeitos de cren\u00e7as e mitos para a mulher e o beb\u00ea.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias, dizem, incluem estresse e situa\u00e7\u00f5es que p\u00f5em a sa\u00fade em risco. &#8220;Muitas dessas hist\u00f3rias deixam a mulher preocupada a gravidez inteira, cheia de fantasmas na cabe\u00e7a&#8221;, frisa a ginecologista Mariana Maldonado, especialista em obstetr\u00edcia e sexualidade humana.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15BD0\/production\/_101204098_655c3d8e-5065-4a53-b5a3-8ea84de6fe36.jpg\" alt=\"Imagem mostra v\u00e1rias m\u00e3os sobre a barriga de uma mulher gr\u00e1vida\" width=\"639\" height=\"742\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p><strong>O que \u00e9 mito<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Hist\u00f3rias fant\u00e1sticas&#8221; que t\u00eam como protagonistas deuses, seres sobrenaturais e her\u00f3is &#8211; como os gregos &#8211; ou &#8220;relatos passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o dentro de um grupo&#8221;. No dicion\u00e1rio, essas est\u00e3o entre as v\u00e1rias defini\u00e7\u00f5es existentes para mitos.<\/p>\n<p>Aos ouvidos das gr\u00e1vidas, \u00e9 assim que muitos deles chegam e assumem ares de verdade &#8211; quando, na realidade, s\u00e3o hist\u00f3rias com significado deturpado ou sem fundamento que podem estar envoltas de perigos, observa o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, autor do livro\u00a0<i>Gesta\u00e7\u00e3o &#8211; Mitos e Verdades sob o olhar do obstetra<\/i>, que responde a cerca de 200 quest\u00f5es de pacientes nesse sentido.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga especializada em psicoterapia para gestantes Fl\u00e1via Alvares Fernandes diz que &#8220;quando a mulher tem mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e se informa pelas fontes certas, &#8220;fica mais tranquila diante do que ouve, mas se estiver insegura na rela\u00e7\u00e3o com a gravidez a tend\u00eancia \u00e9 que superdimensione a quest\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A gesta\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um momento de conflitos nela e em que sofre diversas press\u00f5es. Os mitos potencializam isso&#8221;, diz.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/BEAB\/production\/_101211884_894edc25-2474-487d-a01c-fa082a8abc33.jpg\" alt=\"Fl\u00e1via Alvares Fernandes,psic\u00f3loga\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p>No livro\u00a0<i>O que \u00e9 mito<\/i>, em que trata do tema de forma geral, o antrop\u00f3logo brasileiro Everardo Rocha ressalta que o mito muitas vezes \u00e9 rotulado como &#8220;mentira, cascata ou coisa irrelevante&#8221;, mas que &#8220;pode ser verdadeiro est\u00edmulo forte para conduzir tanto o pensamento quanto o comportamento do ser humano&#8221;. &#8220;Eles funcionam socialmente. Existem bocas para diz\u00ea-los e ouvidos para ouvi-los&#8221;.<\/p>\n<p>A seguir, seis mulheres e especialistas entrevistados pela BBC Brasil apontam e ajudam a esclarecer os que s\u00e3o mais ditos e ouvidos pelas gr\u00e1vidas. A lista vai desde quest\u00f5es ligadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcios f\u00edsicos, viagens de avi\u00e3o e parto, at\u00e9 sexo, exames e consumo de \u00e1lcool.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8220;Comer por dois&#8221;, n\u00e3o. E fazer exerc\u00edcios, sim, dentro dos limites<\/h2>\n<p>Para a paulista Thays Bacchini, a gravidez trouxe situa\u00e7\u00f5es engra\u00e7adas, como premoni\u00e7\u00f5es de que teria um menino por ter a &#8220;barriga pontuda&#8221; e um &#8220;teste dos talheres&#8221; para revelar o sexo do beb\u00ea.<\/p>\n<p>Um garfo e uma colher escondidos embaixo de almofadas, nesse caso, indicariam menino e menina, respectivamente. Ela escolheu uma, sentou e encontrou o garfo. Deu menino outra vez, lembra.<\/p>\n<p>Mas o sinal estava errado &#8211; j\u00e1 que \u00e9 uma menina, J\u00falia, que ela vai ter &#8211; assim como estava a sugest\u00e3o que ouviu para &#8220;comer por dois&#8221; nesse per\u00edodo. &#8220;Comer por dois n\u00e3o se indica nunca&#8221;, diz o presidente da Comiss\u00e3o de Assist\u00eancia Pr\u00e9-Natal da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo), Ol\u00edmpio Barbosa de Moraes Filho.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) orienta o consumo de 2.500 calorias por dia &#8211; s\u00e3o 500 a mais que uma adulta n\u00e3o gr\u00e1vida &#8211; e h\u00e1 a recomenda\u00e7\u00e3o de ganho de peso de cerca de 12 quilos, tendo em vista que excessos podem levar a doen\u00e7as como hipertens\u00e3o e diabetes. Mas &#8220;a dieta vai depender do peso e estatura da gestante&#8221;.<\/p>\n<p>E o mais importante \u00e9 &#8220;ter uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, balanceada e com orienta\u00e7\u00e3o&#8221;, complementa Domingos Mantelli.<\/p>\n<p>Foi isso o que Thays buscou com a ajuda de uma nutricionista: uma gravidez saud\u00e1vel. Com o mesmo objetivo, decidiu manter a rotina de exerc\u00edcios, mas n\u00e3o faltaram vozes contra.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/279C\/production\/_101204101_04f3a1c3-3f13-410b-98d1-5aae376b5c33.jpg\" alt=\"Thays Bacchini fazendo exerc\u00edcios\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p>&#8220;Foi com o que mais me bombardearam, at\u00e9 por eu trabalhar na \u00e1rea. E isso foi o que mais me irritou&#8221;, diz. &#8220;N\u00e3o vai agachar, n\u00e3o pega esse peso. Voc\u00ea n\u00e3o pode fazer isso nunca mais at\u00e9 sua filha nascer&#8221;, era o que ouvia.<\/p>\n<p>Educadora f\u00edsica e personal trainer p\u00f3s-graduada em &#8220;atividade f\u00edsica adaptada e sa\u00fade para p\u00fablicos especiais&#8221;, inclusive gestantes, a paulista sabia que eram mitos. Ainda assim, interrompeu a atividade at\u00e9 confirmar que estava tudo bem na gravidez e receber sinal verde da m\u00e9dica &#8211; &#8220;respeitando os pr\u00f3prios limites&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano praticando Crossfit, Thays adequou o treino. Chegou a substituir corridas e saltos sobre caixas, por exemplo, por outros de menor impacto na bicicleta ou ainda na caixa, mas devagar, com um p\u00e9 de cada vez.<\/p>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o para se exercitar e quanto ao tipo de exerc\u00edcio depende da condi\u00e7\u00e3o da gr\u00e1vida, e n\u00e3o h\u00e1 uma restri\u00e7\u00e3o v\u00e1lida para todos os casos, segundo especialistas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Crossfit, considerado de alto impacto, Domingos Mantelli admite que \u00e9 mais &#8220;contraindicado&#8221; &#8211; mas que, assim como outras atividades &#8220;pode ser feito com orienta\u00e7\u00f5es e se adaptado por um preparador f\u00edsico&#8221;.<\/p>\n<p>Modalidades como hidrogin\u00e1stica, nata\u00e7\u00e3o, corrida e muscula\u00e7\u00e3o s\u00e3o outras que cita entre as poss\u00edveis de serem praticadas, sempre com esses cuidados.<\/p>\n<p>Exerc\u00edcios ajudam a diminuir riscos como hipertens\u00e3o, diabetes, prematuridade e complica\u00e7\u00f5es no parto. &#8220;H\u00e1 muitas vantagens&#8221;, afirma Thays, que a atividade tamb\u00e9m lhe ajuda a preparar o corpo para o parto natural. &#8220;O exerc\u00edcio fortalece a musculatura, traz muita disposi\u00e7\u00e3o, melhora dores, circula\u00e7\u00e3o, controla a ansiedade, ajuda a respirar melhor e controla a press\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Andar a p\u00e9, de bicileta e de avi\u00e3o: Pode, se a gravidez vai bem<\/h2>\n<figure class=\"media-portrait has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/008C\/production\/_101204100_c8b8fae4-bbf9-4392-9d2c-477309eb1ff8.jpg\" alt=\"Patr\u00edcia Broda, gr\u00e1vida, no aeroporto\" width=\"640\" height=\"1131\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p>A brasiliense Patr\u00edcia Broda, 29, vai ter um menino, Victor. E o que mais ouviu foi &#8220;voc\u00ea vai ficar mais quieta, n\u00e3o \u00e9?&#8221;. O que significava n\u00e3o andar muito a p\u00e9, evitar a bicicleta e viagens de avi\u00e3o &#8211; na pr\u00e1tica, uma grande mudan\u00e7a de rotina. O risco que apontavam era de aborto.<\/p>\n<p>&#8220;Como minha gesta\u00e7\u00e3o foi dif\u00edcil de conseguir, as pessoas falavam muito em repouso, mas n\u00e3o tem nada que indique repouso quando se est\u00e1 bem&#8221;, diz. &#8220;\u00c0s vezes criam um estresse que n\u00e3o precisa, criam um monstro na cabe\u00e7a da mulher&#8221;.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia mora na Dinamarca e engravidou por fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro. Tal particularidade n\u00e3o implicou, por\u00e9m, em restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Me certifiquei com o m\u00e9dico de que n\u00e3o teria complica\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o me senti livre para fazer o que quisesse, manter a rotina&#8221;.<\/p>\n<p>E o que ela quis e fez foi manter essas atividades. Entre elas, viajar de avi\u00e3o para quatro pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 pacientes que podem e outras que n\u00e3o podem voar&#8221;, diz o obstetra Domingos Mantelli.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/182E0\/production\/_101204099_85290c66-1cee-4292-8554-61b56f1916b9.jpg\" alt=\"Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p>Normalmente o embarque \u00e9 permitido at\u00e9 o oitavo m\u00eas, mas a mulher precisa de autoriza\u00e7\u00e3o do obstetra al\u00e9m de apresentar atestados e documentos espec\u00edficos para as companhias \u00e1reas analisarem se a viagem \u00e9 poss\u00edvel &#8211; e, se for, se precisa levar um m\u00e9dico a bordo.<\/p>\n<p>As regras variam pouco entre as empresas Latam, GOL, Azul, Avianca e a portuguesa TAP, consultadas pela BBC Brasil.<\/p>\n<p>Mantelli observa que pelo risco de n\u00e3o haver estrutura de atendimento adequada a bordo ou em poss\u00edveis \u00e1reas de pouso, as viagens \u00e0s vezes n\u00e3o s\u00e3o recomendadas. Se a gravidez envolver mais de um beb\u00ea ou se houver complica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas tamb\u00e9m pode haver restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia viajou at\u00e9 o s\u00e9timo m\u00eas e conta que ela e o beb\u00ea estiveram bem.<\/p>\n<p>&#8220;Minha \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o era &#8216;meu Deus, que horas v\u00e3o servir o lanche&#8217;?&#8221;, brinca.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Sushi, caranguejo e camar\u00e3o: Com cuidados<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4EAC\/production\/_101204102_6228b38f-cd5e-430a-b7bc-bcbd62daab87.jpg\" alt=\"Elisa Elsie, na praia\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p>Lidar com a gravidez, no come\u00e7o, foi dif\u00edcil para a fot\u00f3grafa natalense Elisa Elsie, de 33 anos. &#8220;Eu estava numa fase incr\u00edvel da minha carreira e sabia como seria a rotina. \u00c9 uma quest\u00e3o de vida, muda tudo. A rela\u00e7\u00e3o do casal, voc\u00ea tem algu\u00e9m dependente de voc\u00ea 24 horas, o trabalho e os estudos precisam esperar&#8221;, diz ela. &#8220;Contei para minha fam\u00edlia com quase cinco meses e publiquei a primeira foto gr\u00e1vida com quase seis&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter de aprender a lidar com a nova realidade, ela acabou chegando a uma outra conclus\u00e3o: &#8220;Parece que mulher \u00e9 dom\u00ednio p\u00fablico. Todo mundo tem um pitaco, uma sugest\u00e3o, uma dica&#8221;.<\/p>\n<p>Elisa &#8220;n\u00e3o dava muito espa\u00e7o para isso&#8221;, mas n\u00e3o escapou do bombardeio que chegava na ponta da l\u00edngua de bocas alheias e que iam desde &#8220;\u00e9 melhor n\u00e3o dirigir nem andar por a\u00ed sozinha&#8221;, at\u00e9 &#8220;voc\u00ea n\u00e3o devia estar andando com essa barriga de fora! A cidade est\u00e1 cheia de mosquito!&#8221;, apontando o risco de contrair alguma doen\u00e7a. &#8220;Eu falei que estava de repelente e continuei andando&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre estava de barriga de fora, porque era ver\u00e3o e eu estava me achando linda!&#8221;.<\/p>\n<p>O que ela &#8220;passou a gravidez inteira ouvindo&#8221;, entretanto, foi para comer bem e muito para alimentar o beb\u00ea&#8221; e n\u00e3o s\u00f3 isso. &#8220;Algu\u00e9m comentou tamb\u00e9m que eu n\u00e3o poderia comer frutos do mar ou crust\u00e1ceos&#8221;, diz. &#8220;S\u00f3 que n\u00e3o resisti \u00e0s ostras e comi caranguejo&#8221;.<\/p>\n<p>Temendo &#8220;contamina\u00e7\u00e3o na carne&#8221;, o que ela evitou foi sushi cru, alimento que n\u00e3o \u00e9, entretanto, proibido, diz Mantelli. Mas que exige cuidados.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7D7E\/production\/_101762123_gravidezoitomeses_fotomarianadovale.jpg\" alt=\"Elisa ainda gr\u00e1vida, com o marido, Everton Dantas\" width=\"639\" height=\"426\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<p>Ele explica que o grande mito nessa quest\u00e3o \u00e9 que o peixe cru transmita toxoplasmose, uma doen\u00e7a infecciosa que pode passar da m\u00e3e para o feto. Mas o peixe cru n\u00e3o transmite toxoplasmose. O risco, na verdade, \u00e9 que a gr\u00e1vida sofra alguma infec\u00e7\u00e3o ou intoxica\u00e7\u00e3o alimentar, como qualquer outra pessoa, se o peixe estiver estragado. E complica\u00e7\u00f5es se estiver contaminado por merc\u00fario.<\/p>\n<p>O atum, por exemplo, tem alta concentra\u00e7\u00e3o desse metal e, por isso, especialistas n\u00e3o recomendam o consumo mais do que duas vezes ao m\u00eas. O excesso pode prejudicar o desenvolvimento do c\u00e9rebro do beb\u00ea, podendo gerar problemas auditivos, de aprendizado e de vis\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8220;Mas dizer que a gr\u00e1vida n\u00e3o pode comer sushi \u00e9 mito&#8221;, refor\u00e7a Mantelli, frisando a necessidade de aten\u00e7\u00e3o ao frescor do peixe e \u00e0 higiene da cozinha onde \u00e9 preparado.<\/p>\n<p>O NHS, sistema p\u00fablico de sa\u00fade do Reino Unido, acrescenta: &#8220;Tudo bem comer peixe cru ou levemente cozido em pratos como sushi quando se est\u00e1 gr\u00e1vida, desde que qualquer peixe selvagem, cru, usado para fazer isso tenha sido congelado primeiro&#8221;.<\/p>\n<p>A precau\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para matar vermes parasitas que ocasionalmente existem nesses peixes e podem causar doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Para ostras, camar\u00f5es e caranguejos, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 ingeri-los cozidos, pelo risco de haver intoxica\u00e7\u00e3o alimentar se a carne estiver crua.<\/p>\n<p>Elisa, que n\u00e3o abriu m\u00e3o das iguarias, afirma que &#8220;era libertador&#8221; manter a rotina, inclusive em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida, sem dar ouvidos ao que ouvia sem fundamento. Ela vai al\u00e9m: &#8220;N\u00e3o basta s\u00f3 a mulher estar bem informada. Toda a rede de apoio dela precisa tamb\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Parto normal ou ces\u00e1rea: O primeiro \u00e9 mais recomendado<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img responsive-image__img--loading js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/497B\/production\/_101211881_858bfd94-d0a4-4ea1-9d01-31e51fb92436.jpg\" alt=\"Ana Karla e fam\u00edlia\" width=\"4165\" height=\"2777\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">VELOSO VALENTIM FOTOGRAFIA \/ CEDIDA<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Ana Karla, o marido Wellington e a filha Cec\u00edlia ap\u00f3s o parto de Ol\u00edvia: Decis\u00e3o por parto normal n\u00e3o foi abalada por mitos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em Bras\u00edlia, a arquiteta, fot\u00f3grafa e empreendedora Ana Karla Veloso &#8220;sempre teve na cabe\u00e7a que parto normal era melhor e que a cirurgia era s\u00f3 para emerg\u00eancia&#8221;. A percep\u00e7\u00e3o estava certa, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS).<\/p>\n<p>Diversas hist\u00f3rias, por\u00e9m, lhe empurravam para a cirurgia.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez voc\u00ea n\u00e3o aguente a dor&#8221; se o parto for normal e o beb\u00ea j\u00e1 &#8220;est\u00e1 meio pesado&#8221; para nascer assim, por exemplo, se somaram a outras que leu na internet. &#8220;Eu chorei no consult\u00f3rio da m\u00e9dica&#8221;, lembra Ana. &#8220;Pedi pelo amor de Deus que n\u00e3o fizesse ces\u00e1rea se n\u00e3o fosse necess\u00e1ria&#8221;, diz ela. E n\u00e3o fez. As duas filhas, Cec\u00edlia, agora com 5 anos, e Ol\u00edvia, de 1 ano e meio, nasceram de parto normal.<\/p>\n<p>&#8220;Mas j\u00e1 vi v\u00e1rios casos de pessoas que queriam parto normal e acabaram na ces\u00e1rea. H\u00e1 muitas hist\u00f3rias e elas podem enfraquecer at\u00e9 as pessoas mais seguras&#8221;, diz a fot\u00f3grafa, hoje tamb\u00e9m doula e cofundadora da Rede Ocitocina, que oferece apoio f\u00edsico e emocional a mulheres e familiares antes, durante e ap\u00f3s o parto.<\/p>\n<p>&#8220;Me atentei sobre o sistema quando minha irm\u00e3 foi empurrada para uma ces\u00e1rea sem grandes explica\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O Brasil tem uma das mais altas taxas de ces\u00e1reas do mundo. Um projeto coordenado pela ANS, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement, com o apoio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, tenta evitar justamente isso.<\/p>\n<p>A iniciativa estimula o parto no tempo certo e n\u00e3o o pr\u00e9-agendado e recomenda a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas para que quando houver a necessidade de ces\u00e1rea ela seja justificada e os riscos para a mulher e o beb\u00ea claramente explicados.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Riscos<\/h2>\n<p>&#8220;H\u00e1 riscos nos dois tipos de parto, mas a ces\u00e1rea traz mais riscos de complica\u00e7\u00f5es para a m\u00e3e e o beb\u00ea quando feita desnecessariamente&#8221;, diz Moraes Filho, da Febrasgo.<\/p>\n<p>Com base em artigos cient\u00edficos, a ANS observa que a chance de morte da m\u00e3e \u00e9 tr\u00eas vezes maior nesse procedimento do que no parto normal.<\/p>\n<p>O estudo\u00a0<i>Caesarean Delivery and Postpartum Maternal Mortality<\/i>\u00a0(Cesariana e Mortalidade Materna P\u00f3s-Parto, em tradu\u00e7\u00e3o literal), publicado em 2016 por pesquisadores ligados \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz e a universidades francesas, identificou que isso ocorre principalmente por hemorragia p\u00f3s-parto e complica\u00e7\u00f5es da anestesia.<\/p>\n<p>A pesquisa analisou casos de mulheres que deram \u00e0 luz em hospitais p\u00fablicos ou mistos em oito Estados do Brasil e morreram at\u00e9 42 dias depois disso &#8211; desconsiderando as que tiveram na ocasi\u00e3o mais de um beb\u00ea e aquelas cuja causa da morte foi alguma condi\u00e7\u00e3o presente antes do in\u00edcio do trabalho de parto.<\/p>\n<p>O fato de a mulher estar sujeita a uma recupera\u00e7\u00e3o mais lenta e dolorosa, quando submetida \u00e0 cirurgia, \u00e9 outra das desvantagens que a ANS aponta.<\/p>\n<p>A partir de um outro estudo publicado em 2017, a ag\u00eancia observa que cesarianas eletivas &#8211; aquelas agendadas antes do trabalho de parto, em beb\u00eas de 37 e 38 semanas, e especialmente em mulheres de baixo risco &#8211; aumentam a chance de morte, interna\u00e7\u00e3o em UTI e problemas respirat\u00f3rios no rec\u00e9m-nascido, bem como de atraso no aleitamento materno, por exemplo.<\/p>\n<p>O objetivo, diz a ANS, \u00e9 reduzir ainda mais a propor\u00e7\u00e3o de ces\u00e1reas.<\/p>\n<p>Com o projeto Parto Adequado, cujas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o previstas at\u00e9 maio de 2019 junto a 129 hospitais, sendo 29 p\u00fablicos, e 65 operadoras de planos de sa\u00fade, essa propor\u00e7\u00e3o, segundo a ag\u00eancia, caiu de 79% para 63% entre 2014 e 2016.<\/p>\n<p>Os partos normais, ou vaginais, que eram 21% do total, viraram 37%.<\/p>\n<p>Entre as raz\u00f5es para o alto \u00edndice de ces\u00e1reas, estudos apontam que est\u00e1 a cren\u00e7a de que ser\u00e1 um parto mais c\u00f4modo e sem dor, ao contr\u00e1rio do parto normal. &#8220;Mas \u00e9 mito dizer que todo parto normal \u00e9 doloroso, \u00e9 generalizar demais&#8221;, diz a m\u00e9dica Mariana Maldonado. &#8220;A dor \u00e9 extremamente subjetiva. Algumas pessoas sentem mais, outras menos. E h\u00e1 t\u00e9cnicas e anestesia para abrand\u00e1-la&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Sexo e exames tamb\u00e9m s\u00e3o cercados de d\u00favidas<\/h2>\n<p>Fazer ou n\u00e3o sexo gr\u00e1vida, segundo a especialista, \u00e9 outra quest\u00e3o cercada de mitos. \u00c9 comum dizerem que \u00e9 melhor n\u00e3o fazer.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 quem pense que o p\u00eanis pode ir t\u00e3o fundo na penetra\u00e7\u00e3o a ponto de machucar o beb\u00ea, mas n\u00e3o \u00e9 verdade. Ele est\u00e1 protegido no \u00fatero&#8221;. Se a gravidez \u00e9 saud\u00e1vel, sem amea\u00e7a de aborto, de parto prematuro ou sangramentos, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para restringir e o sexo faz bem, diz.<\/p>\n<p>O fato de as pessoas generalizarem quando n\u00e3o deveriam, segundo ela, atrapalha. &#8220;Uma gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 outra e para estabelecer se determinado caso se aplica a sua a mulher deve conversar com o m\u00e9dico, sem ter vergonha de perguntar. E ele deve estar disposto a ouvir e a acolh\u00ea-la&#8221;.<\/p>\n<p>Outras quest\u00f5es s\u00e3o apontadas por Ol\u00edmpio Filho, da Febrasgo. Uma diz que &#8220;o exame Papanicolau &#8211; que previne o c\u00e2ncer de colo de \u00fatero &#8211; n\u00e3o deve ser feito porque pode provocar aborto&#8221;. O que n\u00e3o tem fundamento, assegura. Outra aponta que exames de raio-x podem causar malforma\u00e7\u00e3o no beb\u00ea. &#8220;Mas precisaria de uma quantidade muito grande de radia\u00e7\u00e3o para isso e n\u00e3o \u00e9 o caso&#8221;, complementa Mantelli.<\/p>\n<p>Riscos de malforma\u00e7\u00e3o e outros problemas existem, diz ele, se a gr\u00e1vida ingere bebidas alco\u00f3licas. &#8220;Tem gente que acha que beber s\u00f3 uma tacinha ou copo n\u00e3o tem problema. Mas faz mal, sim. N\u00e3o tem dose segura de \u00e1lcool na gravidez&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E6A0\/production\/_101204095_c4ce0b7a-d2aa-420f-97d9-b2e5346f6da2.jpg\" alt=\"Victoria Zorrilla\" width=\"640\" height=\"640\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><\/span><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8220;O mais importante \u00e9 viver esse momento&#8221;<\/h2>\n<p>Nos Estados Unidos, o &#8220;\u00c9 preciso comer por dois&#8221; \u00e9 apontado por uma americana como &#8220;o maior mito de todos&#8221; em um f\u00f3rum na internet sobre o assunto. Outra conta ter ouvido que &#8220;desejar demais&#8221; ou n\u00e3o satisfazer certos desejos por alimentos poderia causar marcas de nascen\u00e7a ou fazer mal ao beb\u00ea. J\u00e1 no Uruguai, a jornalista Ana Pais, de 32 anos, ouviu que n\u00e3o deveria tomar banho de mar nem de piscina &#8211; o que Mantelli aponta como mito &#8211; e estava com espinhas no rosto quando lhe disseram que &#8220;vai ter menina, porque quando \u00e9 menina ela rouba a beleza da m\u00e3e&#8221;. Ela est\u00e1 gr\u00e1vida, por\u00e9m, de um menino, Teo, e ouviu do m\u00e9dico que as espinhas se deviam a horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sabia que n\u00e3o tinha fundamento, mas fiquei em choque. Como algu\u00e9m pode dizer uma coisa dessas?&#8221;, disse \u00e0 BBC Brasil. &#8220;Quando voc\u00ea est\u00e1 gr\u00e1vida \u00e9 como se abrisse uma porta para as pessoas lhe dizerem o que quiserem. E a\u00ed falam abertamente se voc\u00ea est\u00e1 magra, gorda, feia, como essa mulher me disse&#8221;.<\/p>\n<p>A economista Victoria Zorrilla, de 34 anos e tamb\u00e9m uruguaia, teve um sentimento parecido quando engravidou. O mito que &#8220;perturbou&#8221;, disse \u00e0 BBC, foi o de que &#8220;n\u00e3o deveria ganhar mais de 1 quilo por m\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Acredito que voc\u00ea deve cuidar de si mesmo e comer de forma saud\u00e1vel, mas o foco n\u00e3o deve ser apenas no n\u00famero em uma balan\u00e7a&#8221;, frisa. &#8220;Cada mulher \u00e9 diferente e ter um padr\u00e3o ajuda, mas acredito que n\u00e3o deve ser algo obsessivo&#8221;, acrescenta ela, m\u00e3e de Matias, prestes a completar 2 anos. O mais importante se a gravidez est\u00e1 bem, resume, &#8220;\u00e9 se livrar de todas as press\u00f5es desnecess\u00e1rias e viver esse momento&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;E agora, o que vamos fazer? ser\u00e1 que vou ser boa m\u00e3e? ser\u00e1 que vou<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85786,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/gravidez-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"&#8220;E agora, o que vamos fazer? ser\u00e1 que vou ser boa m\u00e3e? ser\u00e1 que vou","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85782"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85782\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85786"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}