{"id":85618,"date":"2018-05-25T13:30:07","date_gmt":"2018-05-25T16:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85618"},"modified":"2018-05-24T20:28:21","modified_gmt":"2018-05-24T23:28:21","slug":"por-que-as-joaninhas-vermelhas-estao-desaparecendo-do-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-as-joaninhas-vermelhas-estao-desaparecendo-do-sul-do-brasil\/","title":{"rendered":"Por que as joaninhas &#8216;vermelhas&#8217; est\u00e3o desaparecendo do sul do Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-85619\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 algum tempo as joaninhas que os moradores de S\u00e3o Paulo t\u00eam visto na cidade est\u00e3o diferentes. Elas t\u00eam cor mais alaranjada, s\u00e3o maiores e t\u00eam as bolinhas com contorno pouco definido. Cada vez mais s\u00e3o vistas dentro das casas &#8211; e n\u00e3o apenas nos vasinhos de plantas, onde costumavam aparecer, se alimentando de pulg\u00f5es e de outras pragas que d\u00e3o dor de cabe\u00e7as aos donos de hortas urbanas.<\/p>\n<p>Elas n\u00e3o s\u00e3o as joaninhas que costumavam viver no Estado, mas uma esp\u00e9cie invasora asi\u00e1tica que entrou no pa\u00eds de forma acidental pela regi\u00e3o Sul no in\u00edcio dos anos 2000 e que tem se proliferado de forma r\u00e1pida, desalojando as esp\u00e9cies nativas por onde passa.<\/p>\n<p>O primeiro registro da presen\u00e7a da\u00a0<i>Harmonia axyridis<\/i>\u00a0no Brasil foi feito pela bi\u00f3loga L\u00facia Massutti de Almeida, da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), em 2002. Elas foram vistas em Curitiba e, cinco anos depois, j\u00e1 eram mais de 90% entre oito esp\u00e9cies de joaninhas pesquisadas no Paran\u00e1, incluindo a\u00a0<i>Cycloneda sanguinea<\/i>, uma das mais comuns no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado em 2009 elas foram encontradas em 38 esp\u00e9cies de plantas nas regi\u00f5es de coleta, alimentando-se de 20 esp\u00e9cies de af\u00eddeos &#8211; insetos que vivem da seiva das plantas, como os pulg\u00f5es, e que s\u00e3o o principal elemento da dieta das joaninhas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16248\/production\/_101669609_5acf9c48-a960-49fd-a0ef-a531095a01ac.jpg\" alt=\"Primeiro registro cient\u00edfico da joaninha asi\u00e1tica\" width=\"640\" height=\"489\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">REPRODU\u00c7\u00c3O<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Os padr\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o s\u00e3o bastante variados; h\u00e1 desde as mais beges at\u00e9 as muito escuras, quase pretas<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;N\u00f3s come\u00e7amos a testar o que ela podia comer e ela se deu bem com tudo. \u00c9 um predador mais voraz, mais agressivo. Quando em ambiente com escassez de alimentos, as larvas chegam a praticar canibalismo, comendo os ovos&#8221;, diz Camila Fediuk de Castro Guedes, aluna de L\u00facia, que estudou em seu mestrado e doutorado a esp\u00e9cie invasora.<\/p>\n<p>A joaninha asi\u00e1tica tem se adaptado bem no continente porque, al\u00e9m de ter uma capacidade agu\u00e7ada para localizar popula\u00e7\u00f5es de af\u00eddeos, \u00e9 capaz de comer uma grande variedade de frutas, p\u00f3len e alguns alimentos que n\u00e3o s\u00e3o consumidos pelas demais esp\u00e9cies de\u00a0<i>Coccinellidae<\/i>, a fam\u00edlia das joaninhas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Da Argentina para cima<\/h2>\n<p>A\u00a0<i>Harmonia axyridis<\/i>\u00a0entrou na Am\u00e9rica do Sul pela Argentina, nos in\u00edcios dos anos 1990, quando foi introduzida em Mendoza para fazer controle biol\u00f3gico de af\u00eddeos em planta\u00e7\u00f5es de p\u00eassego &#8211; ou seja, como instrumento para combater pragas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>No Brasil, ela foi inserida acidentalmente, diz L\u00facia, &#8220;provavelmente com alguma muda de planta&#8221;. Entre 2002 e 2018, &#8220;subiu&#8221; do Paran\u00e1 a S\u00e3o Paulo e j\u00e1 foi vista em Bras\u00edlia. As temperaturas altas das regi\u00f5es Norte e Nordeste, acreditam as entomologistas, podem ser um obst\u00e1culo para que a esp\u00e9cie avance muito mais para cima.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/D4E0\/production\/_101669445_camilaelucia.jpg\" alt=\"L\u00facia Massutti de Almeida e Camila Fediuk de Castro Guedes\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">ARQUIVO PESSOAL<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">L\u00facia Massutti e Camila Guedes estudam a dispers\u00e3o da joaninha asi\u00e1tica pelo pa\u00eds<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os padr\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o da joaninha asi\u00e1tica s\u00e3o bastante variados. H\u00e1 desde as mais beges at\u00e9 as muito escuras, quase pretas. Em 2016, o Laborat\u00f3rio de Sistem\u00e1tica e Bioecologia de Coleoptera da UFPR, onde trabalham L\u00facia e Camila, recebeu a visita de um professor do Jap\u00e3o &#8211; um dos pa\u00edses de origem da esp\u00e9cie &#8211; que veio coletar amostras da joaninha encontrada no Brasil para estud\u00e1-la.<\/p>\n<p>Aqui, o principal impacto negativo de sua prolifera\u00e7\u00e3o \u00e9 o desalojamento das esp\u00e9cies nativas &#8211; ou seja, a redu\u00e7\u00e3o da diversidade de joaninhas. A\u00a0<i>Harmonia axyridis<\/i>\u00a0continua sendo um eficiente controlador de pragas na agricultura e, apesar de se aventurar dentro da casa dos brasileiros, n\u00e3o chega a causar desconforto.<\/p>\n<p>Ela n\u00e3o \u00e9 considerada uma amea\u00e7a como o javali ou o caramujo-gigante-africano, que tamb\u00e9m s\u00e3o esp\u00e9cies invasoras ex\u00f3ticas encontradas no Brasil, mas seu estudo \u00e9 importante para tentar mensurar os impactos da dispers\u00e3o no territ\u00f3rio, especialmente porque ela j\u00e1 criou problemas em outras partes.<\/p>\n<p>&#8220;Na Fran\u00e7a, nos invernos mais rigorosos, em que elas precisam encontrar abrigo, andam em bando, invadem as casas e chegam a pousar sobre alimentos a\u00e7ucarados&#8221;, conta Camila, que fez parte do doutorado naquele pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Invas\u00e3o global<\/h2>\n<p>A Am\u00e9rica do Sul \u00e9 um dos \u00faltimos territ\u00f3rios de conquista da\u00a0<i>Harmonia axyridis<\/i>no globo, como ressalta o entomologista americano Robert Koch, da Universidade de Minnesota, em um trabalho sobre o assunto publicado em 2006.<\/p>\n<p>Sua \u00e1rea nativa de incid\u00eancia se estende do sul da Sib\u00e9ria, na R\u00fassia, passando pela Coreia e Jap\u00e3o, e vai at\u00e9 a China.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12300\/production\/_101669447_joaninhauk.jpg\" alt=\"Registro da Harmonia axyridis no Reino Unido\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SCIENCE PHOTO LIBRARY<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Na Europa e nos EUA, a esp\u00e9cie \u00e9 popularmente conhecida como joaninha-arlequim<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>No Ocidente, o primeiro registro da presen\u00e7a da joaninha asi\u00e1tica foi na Calif\u00f3rnia, em 1916, para onde foi levada intencionalmente, para ser aplicada na agricultura. Outros epis\u00f3dios semelhantes aconteceram nos anos 70 e 80, tanto nos Estados Unidos quanto no Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Nos anos 90, quando j\u00e1 era encontrada em praticamente todos os Estados americanos &#8211; mesmo aqueles em que n\u00e3o havia sido introduzida -, foi inserida na Europa. No in\u00edcio dos anos 2000, j\u00e1 era considerada esp\u00e9cie invasora na \u00c1frica do Sul e, em 2010, foi registrada pela primeira vez no Qu\u00eania.<\/p>\n<p>Em seu trabalho, Koch comparou os biomas da Am\u00e9rica do Sul com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas das regi\u00f5es nativas da joaninha asi\u00e1tica para tentar antecipar o potencial de dispers\u00e3o do inseto no continente. A conclus\u00e3o foi que o norte da Argentina e o centro-sul do Brasil eram regi\u00f5es onde ela tinha maiores condi\u00e7\u00f5es de se estabelecer, al\u00e9m das \u00e1reas montanhosas de Chile, Bol\u00edvia e Peru, onde aparentemente ainda n\u00e3o chegou.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Vinho com &#8216;mancha de joaninha&#8217;<\/h2>\n<p>Nos Estados Unidos e no Canad\u00e1, as joaninhas asi\u00e1ticas se tornaram uma dor de cabe\u00e7a para alguns produtores de vinho. Quando se espalharam pelas planta\u00e7\u00f5es, elas come\u00e7aram a ser acidentalmente processadas com as uvas, deixando a bebida com um sabor que lembrava muitas vezes piment\u00e3o e aspargo.<\/p>\n<p>Na prov\u00edncia canadense de Ontario, um milh\u00e3o de litros de vinho foram descartados em 2001 por causa do &#8220;defeito sensorial&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, pesquisadores descobriram que os sabores vegetais eram reflexo da presen\u00e7a de metoxipirazina na bebida, um composto produzido pelas joaninhas. Batizado de &#8220;<i>ladybug taint<\/i>&#8221; (&#8220;mancha de joaninha&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o literal), a falha desencadeou uma s\u00e9rie de medidas de controle dos insetos em planta\u00e7\u00f5es dos dois pa\u00edses.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Javali, caramujo, coral<\/h2>\n<p>No Brasil, a lista de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras \u00e9 extensa.<\/p>\n<p>Uma das mais conhecidas \u00e9 o javali-europeu (<i>Sus scrofa<\/i>), que chegou \u00e0 Am\u00e9rica do Sul no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, trazido da Europa para Argentina e Uruguai, de onde foi transportado ilegalmente para o Brasil. Hoje, \u00e9 considerado uma praga para a agricultura, apontado como um dos respons\u00e1veis por perdas nas lavouras de milho e de soja no sul do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2013, quando a esp\u00e9cie j\u00e1 estava presente em 15 Estados, o Ibama permitiu a ca\u00e7a controlada do javali e do javaporco, que nasceu do cruzamento do javali com o porco dom\u00e9stico e tamb\u00e9m se espalhou pelo pa\u00eds. Sua agressividade, facilidade de adapta\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de predadores naturais s\u00e3o apontadas como principais causas do aumento dessas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16DAC\/production\/_101721639_caracol.jpg\" alt=\"caramujo-gigante-africano\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">O caramujo-gigante-africano foi trazido para o Brasil para ser consumido como scargot<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>O caramujo-gigante-africano (<i>Achatina fulica<\/i>), por sua vez, chegou ao Brasil nos anos 1980 como op\u00e7\u00e3o ao consumo do escargot, iguaria da gastronomia francesa que usa carac\u00f3is do g\u00eanero Helix.<\/p>\n<p>O interc\u00e2mbio comercial entre produtores de diversos Estados e o insucesso mercadol\u00f3gico do molusco multiplicaram as popula\u00e7\u00f5es &#8211; que terminam fugindo ou sendo deliberadamente soltos em \u00e1reas urbanas e rurais.<\/p>\n<p>Presente em praticamente todo o pa\u00eds, ele se tornou uma praga agr\u00edcola e um problema sanit\u00e1rio, j\u00e1 que pode transmitir vermes que causam doen\u00e7as como a meningite eosinof\u00edlica e angiostrongil\u00edase abdominal.<\/p>\n<p>No mar, quem causa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o coral-sol (<i>Tubastraea tagusensis<\/i>, origin\u00e1rio das ilhas Gal\u00e1pagos, e\u00a0<i>Tubastraea coccinea<\/i>, da regi\u00e3o do Indo-Pac\u00edfico), que se reproduz muito mais rapidamente do que os demais tipos de coral e, por n\u00e3o ser nativo do Brasil, reduz a quantidade de alimento dispon\u00edvel para peixes, tartarugas e outros animais que fazem parte do ecossistema do nosso litoral.<\/p>\n<p>Acredita-se que a esp\u00e9cie chegou \u00e0 costa brasileira tamb\u00e9m nos anos 1980, incrustada em embarca\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas casos, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente monitora as esp\u00e9cies e implementa medidas para controlar o aumento dessas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em novembro de 2017, a pasta lan\u00e7ou o Plano Nacional de Preven\u00e7\u00e3o, Controle e Monitoramento do Javali, com uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para prevenir sua expans\u00e3o e mitigar os efeitos negativos da invas\u00e3o.<\/p>\n<p>O coral-sol, ainda de acordo com o minist\u00e9rio, \u00e9 tema da pr\u00f3xima for\u00e7a-tarefa, atualmente em elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algum tempo as joaninhas que os moradores de S\u00e3o Paulo t\u00eam visto na cidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85619,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/joaninha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 algum tempo as joaninhas que os moradores de S\u00e3o Paulo t\u00eam visto na cidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85618"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85618\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}