{"id":85448,"date":"2018-05-22T12:30:17","date_gmt":"2018-05-22T15:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85448"},"modified":"2018-05-22T11:44:31","modified_gmt":"2018-05-22T14:44:31","slug":"o-que-sabemos-sobre-a-biodiversidade-e-as-mudancas-climaticas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-que-sabemos-sobre-a-biodiversidade-e-as-mudancas-climaticas-no-brasil\/","title":{"rendered":"O que sabemos sobre a biodiversidade e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-85449\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Qual a import\u00e2ncia da biodiversidade no Brasil e a sua rela\u00e7\u00e3o com o debate global das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong>\u00a0Para que mais pessoas se interessem pelo tema e conhe\u00e7am a produ\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-cient\u00edfica j\u00e1 produzida at\u00e9 este momento no pa\u00eds, amanh\u00e3,\u00a0<strong>22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade<\/strong>, o\u00a0<strong>WWF-Brasil<\/strong>lan\u00e7ar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Biodiversidade e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas no Brasil &#8211; Levantamento e Sistematiza\u00e7\u00e3o de Refer\u00eancias<\/em>. O material apresenta diversos estudos e autores, al\u00e9m de identificar lacunas de conhecimento para incentivar a elabora\u00e7\u00e3o de novas pesquisas.<\/p>\n<p>O Dia Internacional da Biodiversidade \u00e9 uma data comemorativa institu\u00edda pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para chamar a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mundial para a import\u00e2ncia da diversidade biol\u00f3gica e para a necessidade de\u00a0<strong>prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade em todos os ecossistemas do planeta<\/strong>.<br \/>\nNessa agenda,\u00a0<strong>o clima \u00e9 fator determinante para a distribui\u00e7\u00e3o dos seres vivos no planeta<\/strong>. Ao longo dos \u00faltimos milhares de anos, cada esp\u00e9cie desenvolveu as caracter\u00edsticas espec\u00edficas para sua sobreviv\u00eancia de acordo com seu habitat.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das muitas amea\u00e7as que j\u00e1 afetam a integridade dos ecossistemas naturais e sua biodiversidade, como\u00a0<strong>desmatamento<\/strong>,\u00a0<strong>queimadas<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>polui\u00e7\u00e3o<\/strong>, os efeitos previstos das mudan\u00e7as do clima devem gerar consequ\u00eancias ainda mais graves \u00e0 vida. Para continuar a existir,\u00a0<strong>as esp\u00e9cies dever\u00e3o se adaptar ou migrar para locais com condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas mais adequadas<\/strong>.<\/p>\n<p>Com o objetivo de conhecer e divulgar a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira, o WWF-Brasil convidou a pesquisadora Priscila Lemes, Doutora em Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Goi\u00e1s, para fazer um levantamento bibliogr\u00e1fico sobre estudos e pesquisas relacionando biodiversidade e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil.<\/p>\n<p><strong>Mais pesquisas no Brasil<\/strong><br \/>\nDesde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, h\u00e1 estudos internacionais que avaliam a influ\u00eancia das varia\u00e7\u00f5es do clima sobre as esp\u00e9cies. J\u00e1 no Brasil, a an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o clima e biodiversidade ainda \u00e9 recente. A quantidade de trabalhos sobre o tema s\u00f3 come\u00e7ou a ganhar volume a partir de 2007 \u2013 e por meio de modelagens. Ainda \u00e9 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de estudos com abordagens que envolvam a observa\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<strong>diretor executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic<\/strong>, um dos grandes desafios na rela\u00e7\u00e3o entre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e biodiversidade \u00e9 saber se as esp\u00e9cies se adaptar\u00e3o r\u00e1pido o suficiente para acompanhar as altera\u00e7\u00f5es em curso \u2013 e as respostas ser\u00e3o diferentes de acordo com cada esp\u00e9cie. \u201cA an\u00e1lise dos impactos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na biodiversidade brasileira \u00e9 fundamental para definir as medidas que precisamos tomar para enfrentar esse problema, com metas nacionais mais ambiciosas na defesa da vida\u201d, afirma Voivodic.<\/p>\n<p><strong>Mapa dos estudos<\/strong><br \/>\nO levantamento solicitado pelo WWF-Brasil encontrou\u00a0<strong>110 estudos sobre o tema. Desses, mais de 80 foram publicados nos \u00faltimos cinco anos<\/strong>. H\u00e1 tamb\u00e9m um predom\u00ednio de estudos sobre a vulnerabilidade de plantas, animais e ecossistemas terrestres em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade em ambientes marinhos e de \u00e1gua doce. Uma mostra disso \u00e9 que as plantas s\u00e3o o grupo mais analisado, com 33 documentos. J\u00e1 os peixes s\u00e3o menos estudados, com apenas dois estudos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o dos estudos, foram encontrados 18 documentos com abrang\u00eancia nacional, e o mesmo n\u00famero com foco no bioma Mata Atl\u00e2ntica. O Cerrado \u00e9 tema de 16 estudos, a Amaz\u00f4nia, de 11, e a Caatinga, de quatro. Foram encontrados 15 trabalhos cient\u00edficos tendo como escopo a Am\u00e9rica Latina. Dois documentos n\u00e3o reportaram uma localiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>O levantamento\u00a0<em>Biodiversidade e Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas no Brasil<\/em>destaca ainda que as\u00a0<strong>\u00e1reas protegidas s\u00e3o essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as do clima<\/strong>. Por\u00e9m, diferentes pesquisas questionam se as \u00e1reas protegidas j\u00e1 estabelecidas ser\u00e3o suficientes para salvaguardar a fauna e flora brasileiras dos biomas. Um dos motivos \u00e9 que\u00a0<strong>a perda e a fragmenta\u00e7\u00e3o de habitats imp\u00f5em obst\u00e1culos ao deslocamento das esp\u00e9cies para locais de clima mais adequado<\/strong>. A combina\u00e7\u00e3o de diferentes amea\u00e7as pode alterar a magnitude e o padr\u00e3o espacial da perda da biodiversidade.<\/p>\n<p>\u201cNos estudos levantados, fica clara a necessidade de medidas da redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade dos ecossistemas. No caso das florestas tropicais, al\u00e9m das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, h\u00e1 a constante amea\u00e7a de desmatamento. \u00c9 necess\u00e1rio haver um fortalecimento de a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o para aumentar a conectividade dos ecossistemas remanescentes, com a consolida\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, refletindo uma gest\u00e3o florestal integrada da paisagem\u201d, afirma\u00a0<strong>Andr\u00e9 Nahur, coordenador do Programa Clima e Energia do WWF-Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o destaca resultados importantes para a biodiversidade e para a pr\u00f3pria economia do pa\u00eds, com migra\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de culturas ou esp\u00e9cies nativas importantes, como \u00e9 o caso do pequi, t\u00edpico da regi\u00e3o centro-oeste, cuja diminui\u00e7\u00e3o trar\u00e1 implica\u00e7\u00f5es na economia de v\u00e1rios munic\u00edpios, afetando tamb\u00e9m comunidades tradicionais que t\u00eam na agrobiodiversidade uma fonte de sustento.<\/p>\n<p>\u201cOutras esp\u00e9cies, como o jaborandi, a arnica ou outras que nem mesmo conhecemos ainda, s\u00e3o importantes para a \u00e1rea medicinal e correm risco de extin\u00e7\u00e3o local. Estudar e entender os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre a biodiversidade \u00e9 essencial para identificar alternativas para lidar com a amea\u00e7a da perda e extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, fundamentais para a qualidade de vida do ser humano\u201d, afirma a pesquisadora\u00a0<strong>Priscila Lemes<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Destaques do levantamento:<\/strong><br \/>\n<strong>Plantas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Todas as popula\u00e7\u00f5es naturais de jaborandi (<em>Pilocarpus microphyllus<\/em>), esp\u00e9cie de planta medicinal de diferentes usos (expectorante, t\u00f4nico capilar, anti-reum\u00e1tico e tratamento oftalmol\u00f3gico) ser\u00e3o perdidas quando o clima se tornar menos adequado; contudo, se habitat naturais forem protegidos e restaurados, \u00e9 prov\u00e1vel que a esp\u00e9cie persista em longo prazo (Zwiener\u00a0<em>et al.,\u00a0<\/em>2017).<\/li>\n<li>No Cerrado, as proje\u00e7\u00f5es do clima futuro devem ser especialmente severas para as plantas. No final do s\u00e9culo, a mangaba (<em>Hancornia speciosa<\/em>), rica em vitamina C e cujo leite \u00e9 fonte de medicamentos para tuberculose e \u00falceras, e a arnica (<em>Lychnophora ericoides<\/em>), famosa por sua a\u00e7\u00e3o anti-inflamat\u00f3ria, poder\u00e3o ter mais de 90% da distribui\u00e7\u00e3o atual reduzida (Simon et al., 2013). J\u00e1 o pequi (<em>Caryocar brasiliense<\/em>) poder\u00e1 sofrer uma forte diminui\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica (Nabout et al., 2011; Colevatti et al., 2011), resultando em grandes perdas econ\u00f4micas para os extrativistas.<\/li>\n<li>Na Mata Atl\u00e2ntica, que atualmente \u00a0tem menos de 12% da cobertura vegetal nativa, haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de 25 a 50% na distribui\u00e7\u00e3o de 38 esp\u00e9cies lenhosas (Joly &amp; Colombo 2010).<\/li>\n<li>No caso do ip\u00ea-amarelo (<em>Tabebuia aurea<\/em>), muitos alelos t\u00eam potencial perdido como efeito do aquecimento global, resultando em perda de varia\u00e7\u00e3o entre popula\u00e7\u00f5es (Lima et al., 2017) e aumentando os riscos de extin\u00e7\u00e3o local.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Vertebrados<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>No Brasil, os pontos de maior ocupa\u00e7\u00e3o humana possivelmente v\u00e3o ser palco de maior tens\u00e3o para a conserva\u00e7\u00e3o. O tamandu\u00e1-bandeira (<em>Myrmecophaga tridactyla<\/em>) e o tatu-canastra (<em>Priodontes maximus<\/em>) talvez sofram redu\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (Zimbres et al., 2012).<\/li>\n<li>A combina\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a do clima e redu\u00e7\u00e3o da cobertura florestal deve causar o decl\u00ednio demogr\u00e1fico de todas as esp\u00e9cies do g\u00eanero\u00a0<em>Callicebus<\/em>, primata de m\u00e9dio porte conhecido como sau\u00e1 ou guig\u00f3, no leste do Brasil (Gouveia et al., 2016).<\/li>\n<li>Na Mata Atl\u00e2ntica, o desmatamento pode ter repercuss\u00e3o imediata na riqueza de esp\u00e9cies, como no caso das aves (Loiselle et al., 2010), tornando-se mais grave quando combinada com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em curso. Com isso, prev\u00ea-se uma diminui\u00e7\u00e3o de at\u00e9 45% da distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de aves end\u00eamicas e amea\u00e7adas (Souza et al., 2011).\n<ul>\n<li>Algumas esp\u00e9cies, como o jacu-de-barriga-castanha (<em>Penelope ochrogasteri<\/em>), ter\u00e3o redu\u00e7\u00f5es de at\u00e9 80% na distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica no clima atual -(Marini et al., 2009b).<\/li>\n<li>O papa-mosca-de-costas-cinzentas (<em>Polystictus superciliaris<\/em>), deve ter uma distribui\u00e7\u00e3o menor em 22% a 75% (Hoffmann et al., 2015).<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>A serpente\u00a0<em>Phalotris lativittatus<\/em>, end\u00eamica do bioma do Cerrado, deve diminuir sua extens\u00e3o territorial em at\u00e9 70%, at\u00e9 2050, al\u00e9m de um deslocamento para o oeste (Vasconcelos, 2014).<\/li>\n<li>Os anf\u00edbios t\u00eam caracter\u00edsticas que os tornam mais sens\u00edveis \u00e0s altera\u00e7\u00f5es no ambiente, j\u00e1 que sua fisiologia e seu comportamento alteram diante da temperatura (Navas et al., 2013). Eles tamb\u00e9m precisam de \u00e1gua para a reprodu\u00e7\u00e3o ou, pelo menos, de microambientes mais \u00famidos (Haddad et al., 2013). Isso significa que as altera\u00e7\u00f5es na precipita\u00e7\u00e3o e na disponibilidade de \u00e1gua devem reduzir sua biodiversidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Ecossistemas e servi\u00e7os ecol\u00f3gicos<\/strong><br \/>\nOs polinizadores, fundamentais na provis\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos essenciais aos sistemas naturais e \u00e0 agricultura, tamb\u00e9m podem ser afetados pela mudan\u00e7a do clima. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem afetar a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, a abund\u00e2ncia local e a sincronia no florescimento das plantas e na atividade dos polinizadores (Hegland et al., 2009).<\/p>\n<p>Giannini e colaboradores (2017) analisaram a distribui\u00e7\u00e3o potencial de 95 esp\u00e9cies de polinizadores relevantes a 13 tipos de lavouras, cujas proje\u00e7\u00f5es apontam para a redu\u00e7\u00e3o de \u00e1reas climaticamente adequadas a esp\u00e9cies de polinizadores e sua influ\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de culturas. Considerando-se esse cen\u00e1rio, \u00e9 prevista a desacelera\u00e7\u00e3o da produtividade nas planta\u00e7\u00f5es, independentemente do d\u00e9ficit de poliniza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nIsto pode resultar em preju\u00edzos \u00e0 renda agr\u00edcola, refor\u00e7ando a vulnerabilidade socioecon\u00f4mica em face das altera\u00e7\u00f5es em curso (Giannini et al., 2017).<\/p>\n<p>A abelha\u00a0<em>Xylocopa hirsutissima<\/em>\u00a0poder\u00e1 ter uma severa perda de \u00e1rea adequada (93,7%) e se deslocar para a regi\u00e3o norte do Cerrado (Gianinni et al., 2013).<br \/>\n<strong>Doen\u00e7as emergentes<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O aumento da temperatura e a incid\u00eancia de secas, resultantes desse processo, podem alterar a distribui\u00e7\u00e3o, a densidade e a preval\u00eancia de doen\u00e7as transmitidas por vetores (dengue, leishmanioses, mal\u00e1ria, febre amarela etc.), e levar \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o de vetores e hospedeiros a novos ciclos de transmiss\u00e3o em vista do impacto das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas no desenvolvimento, no comportamento e na vida-\u00fatil de muitos insetos (Mills et al., 2010; Campbell-Lendrum et al., 2015).<\/li>\n<li>A perigosa combina\u00e7\u00e3o de altas temperaturas, baixa disponibilidade de \u00e1gua e perda e fragmenta\u00e7\u00e3o de habitat na Amaz\u00f4nia pode elevar a import\u00e2ncia de vetores secund\u00e1rios do mosquito do complexo\u00a0<em>Albitarsis<\/em>\u00a0na transmiss\u00e3o da mal\u00e1ria na Am\u00e9rica do Sul (Laporta\u00a0<em>et al<\/em>., 2015). Al\u00e9m disso, dois vetores de mal\u00e1ria no norte da Am\u00e9rica do Sul,\u00a0<em>Anopheles darlingi<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Anopheles nuneztovari<\/em>\u00a0s.l., podem expandir suas distribui\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas em locais onde tamb\u00e9m houve a fragmenta\u00e7\u00e3o do habitat (Alimi\u00a0<em>et al<\/em>., 2015).<\/li>\n<li>No Brasil, estima-se uma prov\u00e1vel expans\u00e3o do mosquito\u00a0<em>Aedes aegypti<\/em>\u00a0para o sul at\u00e9 2050 (Cardoso-Leite et al., 2014).<\/li>\n<li>H\u00e1 evid\u00eancias da exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas atuais e futuras e o aumento da incid\u00eancia de leishmaniose (Mendes et al., 2016; Piggot et al., 2014), assim como da influ\u00eancia da mudan\u00e7a do clima nos vetores da doen\u00e7a (Gonz\u00e1lez et al., 2010; Moo-Llanes et al., 2013).<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/img\/levantamento_biodiversidad_89109.jpg\" width=\"640\" height=\"869\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual a import\u00e2ncia da biodiversidade no Brasil e a sua rela\u00e7\u00e3o com o debate global<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85449,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biodiversidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Qual a import\u00e2ncia da biodiversidade no Brasil e a sua rela\u00e7\u00e3o com o debate global","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85448"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85448"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85448\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85449"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85448"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85448"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85448"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}