{"id":85377,"date":"2018-05-21T13:24:17","date_gmt":"2018-05-21T16:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85377"},"modified":"2018-05-21T13:24:17","modified_gmt":"2018-05-21T16:24:17","slug":"baleia-jubarte-procria-nas-aguas-da-costa-do-espirito-santo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/baleia-jubarte-procria-nas-aguas-da-costa-do-espirito-santo\/","title":{"rendered":"Baleia Jubarte procria nas \u00e1guas da costa do Esp\u00edrito Santo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-85378\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um diagn\u00f3stico apresentado pelo projeto Amigos da Jubarte traz informa\u00e7\u00f5es curiosas e muito animadoras sobre o comportamento das baleias na costa capixaba. O trabalho, realizado em 2017 com a Vale entre os parceiros, engloba dados gerais sobre as atividades realizadas pelo projeto em expedi\u00e7\u00f5es de pesquisa e de avistamento tur\u00edstico, em que foram identificados filhotes que nasceram em \u00e1guas capixabas durante a temporada da esp\u00e9cie na costa do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Na temporada de 2017, as equipes de pesquisa e demais parceiros do projeto puderam acompanhar os primeiros dias de vida dos novos filhotes capixabas no Oceano Atl\u00e2ntico e tiveram a oportunidade de presenciar, nos mares do Esp\u00edrito Santo, o seu desenvolvimento, o treinamento com as suas m\u00e3es e comportamentos diversos, como saltos e batidas das nadadeiras. Eles estavam sempre mais pr\u00f3ximos \u00e0 costa do que os indiv\u00edduos registrados no in\u00edcio da temporada, o que \u00e9 um comportamento comum das f\u00eameas com filhotes. \u201cGeralmente, grupos de baleias adultas e sub adulta utilizam as \u00e1guas mais profundas\u201d, explica Paulo Rodrigues, coordenador de pesquisas do Projeto Amigos da Jubarte. O projeto Amigos da Jubarte \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o entre os institutos O Canal, \u00daltimos Ref\u00fagios, Ecomaris e Baleia Jubarte.<\/p>\n<p>\u201cA gesta\u00e7\u00e3o das Jubarte dura aproximadamente 11 meses. Os filhotes nascem com cerca de uma tonelada de peso e medindo em torno de quatro metros de comprimento. Ap\u00f3s o nascimento, eles passam at\u00e9 dez meses se alimentando de 100 litros de leite por dia. Trata-se de um alimento bastante rico, que cont\u00e9m at\u00e9 70% de gordura e que garante energia suficiente para os meses de migra\u00e7\u00e3o que os filhotes t\u00eam de enfrentar\u201d, relata Rodrigues.<\/p>\n<p>No primeiro ano de execu\u00e7\u00e3o do Jubarte.Lab, a plataforma cient\u00edfica do projeto Amigos da Jubarte, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel verificar a prepara\u00e7\u00e3o desses pequenos gigantes para a sua jornada inaugural, que consiste na migra\u00e7\u00e3o por mais de 4 mil quil\u00f4metros at\u00e9 as \u00e1guas Ant\u00e1rticas. \u201c\u00c9 l\u00e1 que as baleias Jubarte se alimentam, garantindo uma espessa camada de gordura e reserva energ\u00e9tica para a produ\u00e7\u00e3o de leite para os seus filhotes. A cada ano elas retornar\u00e3o para casa, no litoral brasileiro, quando ser\u00e1 poss\u00edvel encontr\u00e1-las novamente, acompanhadas de seus beb\u00eas, j\u00e1 mais crescidos e com algumas toneladas a mais\u201d, explica o coordenador do Amigos da Jubarte, Thiago Ferrari. Esses registros ocorreram durante as expedi\u00e7\u00f5es realizadas na regi\u00e3o da Grande Vit\u00f3ria e que oportunizaram a aproximadamente 620 pessoas a experi\u00eancia de participar de uma expedi\u00e7\u00e3o para avistamento de baleias pela primeira vez na capital capixaba.<\/p>\n<p>De acordo com o diagn\u00f3stico realizado pelo Projeto Amigos da Jubarte, as baleias permanecem nas \u00e1guas brasileiras por aproximadamente sete meses durante o per\u00edodo reprodutivo, para o nascimento dos filhotes, amamenta\u00e7\u00e3o, primeiros ensinamentos e acasalamento. Ficam concentradas principalmente na regi\u00e3o do Banco dos Abrolhos, localizado entre o Esp\u00edrito Santo e a Bahia, permanecendo por meses sem se alimentar, com exce\u00e7\u00e3o dos filhotes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a temporada nas \u00e1guas quentes e calmas, principalmente do Sudeste e Nordeste do pa\u00eds, a popula\u00e7\u00e3o de baleias Jubarte brasileira migra para as proximidades das Ilhas Sandwich, pr\u00f3ximo da Ant\u00e1rtida, nas \u00e1guas austrais, onde realiza o seu ciclo de alimenta\u00e7\u00e3o. Depois de alimentadas, e fugindo do clima severo, as Jubarte retomam, a partir de maio, uma jornada de aproximadamente 4 mil quil\u00f4metros, retornando \u00e0s \u00e1guas brasileiras e se aproximam da plataforma continental do Atl\u00e2ntico Sul, principalmente a partir dos estados do Sudeste.<\/p>\n<p>Estudos hist\u00f3ricos e os novos m\u00e9todos de estimativa populacional empregados pelo Instituto Baleia Jubarte demonstram que nos \u00faltimos anos houve uma taxa de crescimento de 10% ao ano da popula\u00e7\u00e3o da Jubarte brasileira, o que significa uma m\u00e9dia de 2 mil filhotes nascendo anualmente. Estima-se que a popula\u00e7\u00e3o total de jubartes na costa brasileira \u00e9 de 20 mil indiv\u00edduos atualmente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um diagn\u00f3stico apresentado pelo projeto Amigos da Jubarte traz informa\u00e7\u00f5es curiosas e muito animadoras sobre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":85378,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/baleia_jubart.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um diagn\u00f3stico apresentado pelo projeto Amigos da Jubarte traz informa\u00e7\u00f5es curiosas e muito animadoras sobre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85377"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85377\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}