{"id":85274,"date":"2018-05-19T21:22:57","date_gmt":"2018-05-20T00:22:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=85274"},"modified":"2018-05-19T21:23:33","modified_gmt":"2018-05-20T00:23:33","slug":"mudanca-climatica-sufoca-peixes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudanca-climatica-sufoca-peixes\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a clim\u00e1tica sufoca peixes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2017\/02\/24_02_peixe_foto_pixabay.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para Mudan\u00c3\u00a7a clim\u00c3\u00a1tica sufoca peixes\" width=\"638\" height=\"213\" \/><\/p>\n<p>&#8220;A maior perda de concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio foi em \u00e1reas que j\u00e1 tinham baixas quantidades de oxig\u00eanio dissolvidas, como as chamadas \u201czonas mortas\u201d, em regi\u00f5es tropicais de todos oceanos. A maior \u00e1rea com perda absoluta de oxig\u00eanio foi no\u00a0<strong>Oceano \u00c1rtico<\/strong>,\u00a0<strong>Pac\u00edfico Equatorial<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Norte<\/strong>, seguido pelo\u00a0<strong>Oceano Austral<\/strong>\u00a0e o\u00a0<strong>Atl\u00e2ntico Sul<\/strong>. Somando todas essas \u00e1reas o cont\u00ednuo decl\u00ednio de oxig\u00eanio representa mais de 60% da perda global de oxig\u00eanio no oceanos&#8221;, escreve\u00a0<strong>Claudia Chow<\/strong>,\u00a0ge\u00f3loga e autora do blog Ecodesenvolvimento, em artigo publicado por\u00a0<strong>Observat\u00f3rio do Clima.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eis o artigo.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/547645-a-acidificacao-dos-oceanos-ja-levou-a-extincao-de-50-dos-recifes-de-corais-do-mundo-entrevista-especial-com-anna-carolina-lobo\" target=\"_blank\">Oceanos<\/a>\u00a0perderam 2% de seu oxig\u00eanio entre 1960 e os dias atuais; segundo cientistas alem\u00e3es, fen\u00f4meno se deve ao aquecimento da \u00e1gua, que reduz a quantidade do g\u00e1s dissolvido<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/170-noticias-2014\/527460-oceanos-estao-virando-lixoes-invisiveis\" target=\"_blank\">lixo<\/a>\u00a0que se v\u00ea em mares, oceanos e praias, agora anda tamb\u00e9m faltando oxig\u00eanio na \u00e1gua para os peixes respirarem. Um estudo alem\u00e3o publicado na semana passada no peri\u00f3dico\u00a0<strong>Nature<\/strong>\u00a0mostra que, durante as \u00faltimas cinco d\u00e9cadas, a quantidade de oxig\u00eanio dissolvido nos oceanos caiu 2%. Essa altera\u00e7\u00e3o de 2% que pode parecer pequena, mas considerando que os oceanos naturalmente n\u00e3o tem grandes quantidades de oxig\u00eanio dissolvido, que apenas bact\u00e9rias vivem com pouco ou nenhum oxig\u00eanio e toda a cadeia alimentar depende desse g\u00e1s qualquer altera\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 um sinal de alerta.<\/p>\n<p>O grupo, liderado por\u00a0<strong>Sunke Schmidtko<\/strong>, do\u00a0<strong>Helmholtz Centre for Ocean Research<\/strong>\u00a0(Geomar), na\u00a0<strong>Alemanha<\/strong>, revela que 15% dessa perda pode ser atribu\u00edda ao\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/542147-aquecimento-em-oceanos-pode-ter-efeitos-imprevisiveis-para-a-terra\" target=\"_blank\">aquecimento dos oceanos<\/a>, que por sua vez leva a menor solubilidade de oxig\u00eanio das \u00e1guas. Quem j\u00e1 passou pela desagrad\u00e1vel experi\u00eancia de abrir uma garrafa de refrigerante quente sabe que gases tendem a escapar mais facilmente de l\u00edquidos em alta temperatura. Nos oceanos ocorre fen\u00f4meno an\u00e1logo.<\/p>\n<p>Essa \u201cdesoxigena\u00e7\u00e3o\u201d tamb\u00e9m sofre influ\u00eancia de uma maior estratifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas oce\u00e2nicas (causado tamb\u00e9m pelo aumento da temperatura dos mares) e de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos naturais como\u00a0<strong>El Ni\u00f1o<\/strong>, a\u00a0<strong>Oscila\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Norte<\/strong>\u00a0entre outros que acontecem ao redor do globo e que, de tempos em tempos, aumentam a temperatura das camadas superiores do mar.<\/p>\n<p>Mas qual \u00e9 a import\u00e2ncia da quantidade de oxig\u00eanio dissolvida na \u00e1gua do mar? As altera\u00e7\u00f5es na quantidade desse g\u00e1s no mar s\u00e3o importantes, pois podem mudar os ciclos de nutrientes dos mares e o habitat marinho, ou seja, a popula\u00e7\u00e3o marinha est\u00e1 sofrendo como n\u00f3s sofremos nas grandes cidades com ar polu\u00eddo.<\/p>\n<p>Em 2011 pesquisas j\u00e1 indicavam uma diminui\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio nos oceanos. No estudo apresentado agora o volume de dados analisados \u00e9 quatro vezes maior que o de pesquisas anteriores. Foi utilizado um invent\u00e1rio completo de dados com suas tend\u00eancias desde 1960, abrangendo todos os\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/561143-o-risco-oceano\" target=\"_blank\">oceanos do planeta<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cFomos capazes de documentar a distribui\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio e suas altera\u00e7\u00f5es para o oceano inteiro pela primeira vez. Estes n\u00fameros s\u00e3o um pr\u00e9-requisito essencial para melhorar as previs\u00f5es para o futuro dos oceanos\u201d afirmou\u00a0<strong>Schmidtko<\/strong>\u00a0\u00e0 rede de TV americana\u00a0<strong>CNN<\/strong>.<\/p>\n<p>A maior perda de concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio foi em \u00e1reas que j\u00e1 tinham baixas quantidades de oxig\u00eanio dissolvidas, como as chamadas \u201czonas mortas\u201d, em regi\u00f5es tropicais de todos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/543388-e-a-vez-de-proteger-os-oceanos\" target=\"_blank\">oceanos<\/a>. A maior \u00e1rea com perda absoluta de oxig\u00eanio foi no\u00a0<strong>Oceano \u00c1rtico<\/strong>,\u00a0<strong>Pac\u00edfico Equatorial<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Norte<\/strong>, seguido pelo\u00a0<strong>Oceano Austral<\/strong>\u00a0e o\u00a0<strong>Atl\u00e2ntico Sul<\/strong>. Somando todas essas \u00e1reas o cont\u00ednuo decl\u00ednio de oxig\u00eanio representa mais de 60% da perda global de oxig\u00eanio no oceanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A maior perda de concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio foi em \u00e1reas que j\u00e1 tinham baixas quantidades<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"&#8220;A maior perda de concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio foi em \u00e1reas que j\u00e1 tinham baixas quantidades","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85274"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85274\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}