{"id":851,"date":"2014-06-06T10:30:52","date_gmt":"2014-06-06T10:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=851"},"modified":"2014-06-06T10:30:52","modified_gmt":"2014-06-06T10:30:52","slug":"e-possivel-produzir-mais-alimentos-na-amazonia-sem-desmatar-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/e-possivel-produzir-mais-alimentos-na-amazonia-sem-desmatar-diz-estudo\/","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel produzir mais alimentos na Amaz\u00f4nia sem desmatar, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-852\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>\u00c9 poss\u00edvel reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade de alimentos no pa\u00eds. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de um estudo divulgado nesta quinta-feira (5) pela revista \u201cScience\u201d, realizado pelo Instituto de Inova\u00e7\u00e3o da Terra e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam).<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram as taxas de desflorestamento do bioma brasileiro durante cerca de dez anos e a produ\u00e7\u00e3o de soja e carne bovina na Amaz\u00f4nia Legal, que compreende todos os estados da Regi\u00e3o Norte, al\u00e9m de Mato Grosso e parte do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o artigo, a m\u00e9dia anual de desmate at\u00e9 2005 era de 19.500 km\u00b2 e caiu para 5.843 km\u00b2 em 2013. Enquanto isso, a produ\u00e7\u00e3o de soja subiu de 16,3 milh\u00f5es de toneladas em 2004 para 25,51 milh\u00f5es de toneladas, em 2012. O rebanho bovino aumentou de 50,21 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado para 79,6 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>De acordo com os cientistas, isso foi poss\u00edvel devido a esfor\u00e7os entre o governo federal e o setor agropecu\u00e1rio, que criou iniciativas como a Morat\u00f3ria da Soja e aderiu a programas de fiscaliza\u00e7\u00e3o, como o \u201cCarne Legal\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, para os autores, \u00e9 preciso integrar mais o p\u00fablico e o privado, al\u00e9m de estudar formas de beneficiar agricultores que mant\u00eam as florestas em p\u00e9 em suas propriedades.<\/p>\n<p><strong>Parceria<\/strong><br \/>\nDo lado p\u00fablico, a fiscaliza\u00e7\u00e3o e o combate ao desmatamento ilegal foram refor\u00e7ados com a cria\u00e7\u00e3o da lista negra das cidades que mais devastam a Amaz\u00f4nia, iniciativa criada em 2008 pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente para coibir o avan\u00e7o do desmate. Os munic\u00edpios inclu\u00eddos sofrem san\u00e7\u00f5es como a n\u00e3o libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito agr\u00edcola a produtores rurais.<\/p>\n<p>Do lado privado, a Morat\u00f3ria da Soja, em vigor desde 2006, impede que novas \u00e1reas de floresta sejam derrubadas para o plantio do gr\u00e3o e pro\u00edbe quaisquer negocia\u00e7\u00f5es de grandes empresas brasileiras e estrangeiras com aqueles que descumprirem a norma.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Carne Legal, idealizado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e que conta com cem ind\u00fastrias frigor\u00edficas, tem a miss\u00e3o de desestimular consumo de carne produzida com a pr\u00e1tica de desmatamento e fiscalizar empresas que criam gado em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Daniel Nepstad, principal investigador do estudo, as medidas, tanto do governo, quanto dos setores aliment\u00edcios, s\u00e3o louv\u00e1veis, mas precisam ser integradas e refor\u00e7adas para que o desmatamento seja zerado e a floresta n\u00e3o sofra a press\u00e3o que pode existir por conta do crescimento da demanda por alimentos.<\/p>\n<p>Ele cita que \u00e9 necess\u00e1ria a implanta\u00e7\u00e3o de metas regionais de combate ao desmatamento, no intuito de que os munic\u00edpios zerem suas taxas at\u00e9 2020, com participa\u00e7\u00e3o das empresas. \u201cTendo uma abordagem territorial e estadual simplifica essa agenda de sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>Ane Alencar, diretora do programa Cen\u00e1rios para a Amaz\u00f4nia do Ipam, refor\u00e7a a ideia de que uma alian\u00e7a entre a ind\u00fastria de commodities e as pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e9 uma oportunidade de exigir do mercado que o C\u00f3digo Florestal seja aplicado.<\/p>\n<p>\u201cDificilmente pol\u00edticas baseadas no comando e controle v\u00e3o conseguir sozinhas controlar o avan\u00e7o do desmatamento em um cen\u00e1rio de alta das commodities\u201d, explica a coautora.<\/p>\n<p><strong>Incentivos positivos<\/strong><br \/>\nUm outro ponto citado pela pesquisadora refere-se \u00e0 necessidade de conceder incentivos positivos aos agricultores que est\u00e3o agindo de maneira correta no plantio dentro da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>Segundo ela, a facilita\u00e7\u00e3o do acesso a cr\u00e9dito, por exemplo, seria uma forma de compensar produtores que sempre estiveram dentro da lei e, desta forma, evitar um poss\u00edvel desmate no bioma.<\/p>\n<p>\u201cComo o C\u00f3digo Florestal veio e anistiou v\u00e1rios produtores que desmataram ilegalmente, \u00e9 preciso dar um \u2018pr\u00eamio\u2019 a quem sempre fez o certo. Sen\u00e3o fica a sensa\u00e7\u00e3o de que \u2018preservei minha floresta, dentro da lei, e o cara que desmatou aqui do lado ganhou dinheiro e ainda foi anistiado\u2019\u201d, explica Ane.<\/p>\n<p><strong>Balan\u00e7o do desmatamento<\/strong><br \/>\nDados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em novembro passado apontaram que foram desmatados 5.843 km\u00b2\u00a0 no per\u00edodo de agosto de 2012 a julho de 2013 na Amaz\u00f4nia Legal, n\u00famero 27,8% maior que no per\u00edodo anterior, quando foram registrados 4.571 km\u00b2 de \u00e1reas derrubadas.<\/p>\n<p>Apesar de ter crescido, a taxa de 2013 \u00e9 a segunda mais baixa da hist\u00f3ria. O recorde foi em 2012, quando a Amaz\u00f4nia Legal registrou desmatamento de 4.571 km\u00b2.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a cada estado, a maior \u00e1rea desmatada foi no Par\u00e1, que derrubou 2.379 km\u00b2, 37% a mais do que em 2012. No entanto, o maior aumento de desmate (52%) ocorreu em Mato Grosso, onde 1.149 km\u00b2 de floresta foram cortados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":852,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gado_amazonia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 poss\u00edvel reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/851"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=851"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/851\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}