{"id":84944,"date":"2018-05-14T15:26:42","date_gmt":"2018-05-14T18:26:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84944"},"modified":"2018-05-14T15:26:42","modified_gmt":"2018-05-14T18:26:42","slug":"uso-intensivo-de-agrotoxicos-em-monoculturas-prejudica-producao-de-seda-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uso-intensivo-de-agrotoxicos-em-monoculturas-prejudica-producao-de-seda-no-brasil\/","title":{"rendered":"Uso intensivo de agrot\u00f3xicos em monoculturas prejudica produ\u00e7\u00e3o de seda no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84945\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um dos problemas do uso de agrot\u00f3xicos \u00e9 o efeito que tais produtos acarretam em outros organismos, al\u00e9m daqueles para os quais foram projetados. \u201cO crescente uso de agrot\u00f3xicos no mundo tem causado problemas ambientais, como a redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de organismos n\u00e3o alvo. Devido aos seus efeitos econ\u00f4micos, a face mais not\u00f3ria desta hist\u00f3ria \u00e9 a mortandade mundial de abelhas utilizadas comercialmente para a produ\u00e7\u00e3o de mel e servi\u00e7os de poliniza\u00e7\u00e3o\u201d, disse\u00a0<a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/44473\" target=\"_blank\">Daniel Nicodemo<\/a>, professor na Faculdade de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias e Tecnol\u00f3gicas (FCAT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Dracena.<\/p>\n<p>Mas as abelhas mel\u00edferas n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos insetos economicamente ben\u00e9ficos que sofrem pelo uso intensivo dos agrot\u00f3xicos na lavoura. \u201cOutro inseto explorado pelo homem que tamb\u00e9m teve seu desempenho comprometido possivelmente devido \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos \u00e9 o bicho-da-seda\u201d, disse Nicodemo.<\/p>\n<p>Segundo ele, doen\u00e7as, m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o e manejo inapropriado s\u00e3o fatores que costumam impactar negativamente o ciclo de desenvolvimento do bicho-da-seda (<i>Bombyx mori<\/i>), podendo mesmo levar \u00e0 morte as popula\u00e7\u00f5es manejadas pelos sericicultores, os criadores do bicho. No entanto, mesmo na aus\u00eancia desses problemas, sericicultores brasileiros t\u00eam relatado a redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de casulos tecidos pelas lagartas, a mat\u00e9ria-prima para a extra\u00e7\u00e3o do fio da seda.<\/p>\n<p>Em artigo publicado no\u00a0<b><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/jee\/advance-article\/doi\/10.1093\/jee\/toy060\/4925588\" target=\"_blank\">Journal of Economic Entomology<\/a><\/b>, Nicodemo, em parceria com o professor F\u00e1bio Erm\u00ednio Mingatto e alunos da FCAT investigaram o efeito do fungicida piraclostrobina, amplamente utilizado em culturas agr\u00edcolas, na bioenerg\u00e9tica mitocondrial e na produ\u00e7\u00e3o de casulos de bicho-da-seda. O trabalho teve\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/en\/auxilios\/88748\" target=\"_blank\"><b>apoio da FAPESP<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores verificaram que a aplica\u00e7\u00e3o do fungicida nas amoreiras chega a triplicar a mortalidade das lagartas e reduzir sensivelmente o tamanho dos casulos que s\u00e3o tecidos pelas lagartas que sobrevivem, causando quebra na produ\u00e7\u00e3o de seda.<\/p>\n<p>A sericicultura, como \u00e9 conhecido o processo de cria\u00e7\u00e3o do bicho-da-seda, \u00e9 realizada por pequenos agricultores que cultivam amoreiras para alimentar as lagartas com suas folhas, o \u00fanico alimento desses insetos. O modelo de neg\u00f3cio inicia na ind\u00fastria t\u00eaxtil, onde as mariposas da esp\u00e9cie\u00a0<i>Bombyx mori<\/i>\u00a0cruzam produzindo ovos. Ap\u00f3s a eclos\u00e3o, as lagartas come\u00e7am a ser alimentadas com folhas de amoreira, sendo criadas pelos sericicultores a partir da terceira idade.<\/p>\n<p>\u201cNas propriedades rurais, as lagartas passam cerca de 20 dias sendo alimentadas com ramos de amoreira trazidos do campo. Ao fim do per\u00edodo, param de comer e come\u00e7am a tecer os casulos, processo que dura tr\u00eas dias. Elas secretam uma subst\u00e2ncia gelatinosa que em contato com o ar se solidifica, transformando-se em fio de seda. Cada casulo \u00e9 composto por um \u00fanico fio, que costuma ter at\u00e9 1.500 metros de comprimento,\u201d disse Nicodemo.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias ap\u00f3s o encasulamento, as lagartas est\u00e3o prontas para sofrer a metamorfose que as transformar\u00e1 em cris\u00e1lidas e, em seguida, em mariposas. \u00c9 nesse momento que os casulos s\u00e3o coletados pelos sericicultores e entregues \u00e0 ind\u00fastria, onde as cris\u00e1lidas s\u00e3o mortas por exposi\u00e7\u00e3o a altas temperaturas antes do rompimento dos casulos pelas mariposas, para evitar danos irremedi\u00e1veis no fio. Em seguida, durante o cozimento dos casulos, a prote\u00edna que cola o fio do casulo \u00e9 dissolvida na \u00e1gua, soltando o fio que ent\u00e3o \u00e9 enrolado em carret\u00e9is, junto de outros fios de outros casulos.<\/p>\n<p>No Brasil, a grande maioria dos sericicultores est\u00e1 concentrada no norte do Paran\u00e1, mas tamb\u00e9m h\u00e1 produtores no oeste do Estado de S\u00e3o Paulo e no Mato Grosso do Sul. Ou seja, s\u00e3o pequenas propriedades isoladas em meio a monoculturas de cana-de-a\u00e7\u00facar, soja ou milho, por exemplo, onde o uso de agrot\u00f3xicos \u00e9 intensivo.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma das poss\u00edveis causas das quebras de safra dos sericicultores\u201d, disse Nicodemo. Quando aplicado sobre as monoculturas o agrot\u00f3xico, seja ele um inseticida, herbicida ou fungicida, pode acabar sendo carregado pelo vento na dire\u00e7\u00e3o das propriedades vizinhas ao campo de cultivo, onde podem existir planta\u00e7\u00f5es de amoreira.<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o do fio da seda depende principalmente da qualidade do alimento que \u00e9 fornecido \u00e0s lagartas. No entanto, a quantidade de folhas produzidas por cada planta \u00e9 inversamente proporcional \u00e0 sua qualidade nutricional. Portanto, preconiza-se que os ramos de amoreira sejam oferecidos \u00e0s lagartas 90 dias ap\u00f3s o \u00faltimo corte do ramo, mesmo com diminui\u00e7\u00e3o significativa da qualidade nutricional das folhas nas \u00faltimas semanas de desenvolvimento das plantas\u201d, explicou Nicodemo.<\/p>\n<p>As propriedades dos sericicultores t\u00eam, em m\u00e9dia, 3 hectares, todos plantados com amoreiras. Ao dividir o terreno em tr\u00eas, a poda dos ramos \u00e9 feita mensalmente, 1 hectare de cada vez. Assim, as amoreiras podadas durante janeiro, por exemplo, ter\u00e3o at\u00e9 o final de mar\u00e7o para produzir novas folhas, que s\u00f3 ser\u00e3o colhidas em abril, portanto 90 dias ap\u00f3s a \u00faltima poda.<\/p>\n<p>Ocorre que as folhas atingem o maior valor nutricional por volta dos 60 dias da poda. J\u00e1 aos 90 dias, o volume de folhas \u00e9 bem maior, por\u00e9m sua qualidade nutricional \u00e9 menor. O uso da piraclostrobina serviria justamente para fazer com que, ap\u00f3s 90 dias e na hora da poda, as amoreiras estivessem com quantidade m\u00e1xima de folhas e elevado valor nutricional. Isso seria importante, pois \u00e9 justamente dos nutrientes das folhas ingeridas que as lagartas ir\u00e3o extrair os nutrientes necess\u00e1rios para produzir casulos. Quanto mais folhas com maior teor proteico, melhor ser\u00e1 o desenvolvimento das lagartas e, consequentemente, melhor a qualidade e o peso dos casulos.<\/p>\n<p>\u201cA piraclostrobina \u00e9 um fungicida utilizado para controlar fungos e ainda retarda a senesc\u00eancia vegetal, conferindo maior resist\u00eancia ao estresse oxidativo em muitas culturas. Tais efeitos poderiam contribuir para a obten\u00e7\u00e3o de folhas de amoreira de melhor qualidade e, sendo assim, os sericicultores maximizariam a produ\u00e7\u00e3o qualitativa dessas folhas na hora da poda. O objetivo de nossa pesquisa foi verificar se o tratamento das folhas de amoreira com piraclostrobina contribuiria para melhorar a produ\u00e7\u00e3o de casulos. Os resultados obtidos foram opostos ao esperado\u201d, disse Nicodemo.<\/p>\n<p>H\u00e1 diversos fungicidas comerciais com piraclostrobina em sua f\u00f3rmula, em associa\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o com outros agrot\u00f3xicos. Um fungicida comercial unicamente \u00e0 base de piraclostrobina foi o eleito para o experimento em campo.<\/p>\n<p><b>Inibidor da cadeia respirat\u00f3ria<\/b><\/p>\n<p>A metodologia do trabalho foi a seguinte: foi utilizada uma cultura de amoreira tratada com piraclostrobina (0, 100, 200 e 300 gramas por hectare de ingrediente ativo), aplicada em solu\u00e7\u00e3o de 1 mil litros por hectare, ap\u00f3s 60 e 75 dias de cada poda de ramos de amoreira. Ap\u00f3s cada poda, foram analisados o teor de clorofila nas folhas de amoreira, a produ\u00e7\u00e3o foliar e seus teores de macro e micronutrientes.<\/p>\n<p>Para os testes, folhas de amoreira foram oferecidas \u00e0s lagartas do bicho-da-seda 15 e 30 dias ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do fungicida. Avaliou-se a bioenerg\u00e9tica mitocondrial\u00a0<i>in vitro<\/i>\u00a0e\u00a0<i>in vivo<\/i>\u00a0de mitoc\u00f4ndrias da cabe\u00e7a e intestinos das lagartas, bem como o consumo de folhas e a taxa de mortalidade das lagartas.<\/p>\n<p>Como a mortalidade das lagartas foi muito grande quando alimentadas com folhas tratadas com piraclostrobina apenas 15 dias antes do per\u00edodo de alimenta\u00e7\u00e3o, os testes foram continuados utilizando-se apenas plantas tratadas 30 dias antes do fornecimento das folhas \u00e0s lagartas. Nesse caso, verificou-se que com doses de 50 micromolar (<i>in vitro<\/i>) e 200 gramas por hectare (<i>in vivo<\/i>), a piraclostrobina inibiu o consumo de oxig\u00eanio, dissipou o potencial de membrana e inibiu a s\u00edntese de ATP (subst\u00e2ncia que fornece energia para o funcionamento das c\u00e9lulas) nas mitoc\u00f4ndrias dos bichos-da-seda.<\/p>\n<p>\u201cA piraclostrobina atuou como inibidor da cadeia respirat\u00f3ria, afetando a bioenerg\u00e9tica mitocondrial. Portanto, verificou-se que o principal efeito esperado para fungos tamb\u00e9m ocorre em lagartas do bicho-da-seda\u201d, disse Nicodemo.<\/p>\n<p>A taxa de mortalidade foi estatisticamente semelhante entre os grupos que receberam folhas de plantas tratadas ou n\u00e3o tratadas com piraclostrobina 60 dias ap\u00f3s a poda. No entanto, a taxa de mortalidade foi 30,7% maior no grupo de lagartas que receberam folhas tratadas com a maior dose de piraclostrobina em rela\u00e7\u00e3o ao controle, evidenciando-se um efeito dose dependente.<\/p>\n<p>Ao fim do per\u00edodo de alimenta\u00e7\u00e3o, o manejo das larvas foi realizado para permitir que as lagartas tecessem seus casulos. Cem casulos foram pesados por grupo experimental, que foram posteriormente cortados para remover as pupas do bicho-da-seda. No final do processo, as cascas dos casulos foram pesadas separadamente.<\/p>\n<p>Verificou-se que a presen\u00e7a do fungicida n\u00e3o interferiu no consumo alimentar dos bichos-da-seda, mas afetou negativamente o peso dos casulos a partir da dose de 100 gramas de piraclostrobina por hectare. O peso dos casulos (-10%) e das cascas do casulo (-7%) foi menor nas lagartas alimentadas com piraclostrobina em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s lagartas alimentadas com folhas que n\u00e3o foram tratadas com o fungicida. N\u00e3o houve diferen\u00e7a na qualidade dos casulos devido \u00e0 dose de piraclostrobina utilizada.<\/p>\n<p>De acordo com Nicodemo, a letalidade de qualquer subst\u00e2ncia \u00e9 uma vari\u00e1vel importante para determinar o impacto direto na capacidade de indiv\u00edduos de uma dada esp\u00e9cie de permanecer vivos devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a um determinado produto e sua dose, concentra\u00e7\u00e3o ou ambos.<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, a n\u00e3o letalidade n\u00e3o significa que a subst\u00e2ncia n\u00e3o seja prejudicial, pois pode haver danos sofridos de v\u00e1rias maneiras quando ainda est\u00e3o vivos. De acordo com o presente estudo, embora a mortalidade das lagartas fosse relativamente baixa quando foram alimentadas com folhas da amoreira tratadas com piraclostrobina 30 dias antes do fornecimento do alimento, ocorreram preju\u00edzos na bioenerg\u00e9tica das mitoc\u00f4ndrias isoladas da cabe\u00e7a e do intestino das lagartas, influenciando negativamente a produ\u00e7\u00e3o de energia dessas organelas e a produ\u00e7\u00e3o de casulos\u201d, disse Nicodemo.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Pyraclostrobin Impairs Energetic Mitochondrial Metabolism and Productive Performance of Silkworm (Lepidoptera: Bombycidae) Caterpillars<\/i>\u00a0(doi: https:\/\/doi.org\/10.1093\/jee\/toy060), de Daniel Nicodemo, F\u00e1bio Erm\u00ednio Mingatto, Amanda de Carvalho, Paulo Francisco Veiga Bizerra, Marco Aur\u00e9lio Tavares, Kamila Vilas Boas Balieira e William Cesar Bellini, est\u00e1 publicado em\u00a0<b><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/jee\/advance-article\/doi\/10.1093\/jee\/toy060\/4925588\" target=\"_blank\">https:\/\/academic.oup.com\/jee\/advance-article\/doi\/10.1093\/jee\/toy060\/4925588<\/a><\/b>.<\/p>\n<div class=\"mais_lidas_2\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos problemas do uso de agrot\u00f3xicos \u00e9 o efeito que tais produtos acarretam em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/bicho_da_seda.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um dos problemas do uso de agrot\u00f3xicos \u00e9 o efeito que tais produtos acarretam em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84944\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}