{"id":84915,"date":"2018-05-14T10:03:40","date_gmt":"2018-05-14T13:03:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84915"},"modified":"2018-05-14T10:05:43","modified_gmt":"2018-05-14T13:05:43","slug":"especie-invasora-de-ratos-que-coloca-em-risco-a-reproducao-de-aves-marinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especie-invasora-de-ratos-que-coloca-em-risco-a-reproducao-de-aves-marinhas\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cie invasora de ratos que coloca em risco a reprodu\u00e7\u00e3o de aves marinhas"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84917\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os ratos est\u00e3o conosco desde quando os humanos deixaram de ser n\u00f4mades e come\u00e7aram a estocar alimentos. Silenciosos e sorrateiros, eles conseguiram aproveitar cada migalha que deixamos para tr\u00e1s. Hoje, s\u00e3o um dos mam\u00edferos com maior distribui\u00e7\u00e3o do mundo, gra\u00e7as \u00e0 sua versatilidade e capacidade de se adaptar a v\u00e1rios ambientes e alimenta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na Idade M\u00e9dia, o rato-preto (Rattus rattus) deixou seu nome na hist\u00f3ria da humanidade ao ser um dos protagonistas de uma das maiores pandemias j\u00e1 vistas sobre a terra. Entre os s\u00e9culos XIV e XVII, a peste bub\u00f4nica (conhecida como peste negra) foi respons\u00e1vel pela morte de um 1\/3 da popula\u00e7\u00e3o europeia. As pulgas do rato-preto eram portadoras da bact\u00e9ria Yersinia pestis, que transmitiam a mol\u00e9stia. Ao longo da hist\u00f3ria, os animais tamb\u00e9m foram relacionados a outras zoonoses, como o tifo e a toxoplasmose.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O pequenino acompanhou os primeiros navegadores que desbravaram o novo mundo vindos como clandestinos nos navios e caravelas. Eles se espalharam n\u00e3o s\u00f3 por novos continentes, mas tamb\u00e9m Ilhas Oce\u00e2nicas. Mesmos as desabitadas tamb\u00e9m foram infestadas. \u00c9 o caso do Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha. O conhecido ber\u00e7\u00e1rio de aves marinhas e de uma beleza c\u00eanica \u00edmpar enfrenta desafios hist\u00f3ricos com a presen\u00e7a de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e invasoras que colocam em risco o habitat de esp\u00e9cies nativas e end\u00eamicas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os ratos que se estabeleceram em Fernando de Noronha encontraram ampla oferta de comida ao invadir ninhos de aves mar\u00edtimas em busca de ovos e filhotes indefesos. Aves como o atob\u00e1-marrom, o atob\u00e1-mascarado e as amea\u00e7adas atob\u00e1-do-p\u00e9-vermelho, rabo-de-junco e cocoruta s\u00e3o as principais v\u00edtimas dos ratos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de estar em todos os lugares, especialmente nos que possuem ocupa\u00e7\u00e3o humana, havia um n\u00famero alarmante de ratos na Ilha do Meio. \u00c9 um local relativamente pequeno \u2013 com \u00e1rea total de 16 hectares, e, apesar de relativamente pr\u00f3xima \u00e0 Ilha principal, \u00e9 de dif\u00edcil acesso. N\u00e3o possui habitantes.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Pesquisadores espalharam armadilhas para capturar e definir a popula\u00e7\u00e3o de animais na Ilha do Meio. (Foto: Acervo\/ICMBio)\" src=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/comunicacao\/noticias\/2018\/ICMBio_FDN_ILHA_DO_MEIO_PESQUISA-1299.jpg\" alt=\"ICMBio FDN ILHA DO MEIO PESQUISA 1299\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201c\u00c9 aceito que a esp\u00e9cie tenha chegado ao arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha j\u00e1 nas primeiras viagens de reconhecimento e explora\u00e7\u00e3o da costa brasileira, trazido pelos navios portugueses e de outras nacionalidades europeias. Ratos n\u00e3o s\u00e3o grandes nadadores, mas algumas esp\u00e9cies podem realizar percursos de alguns quil\u00f4metros e o rato-preto pode nadar dist\u00e2ncias de at\u00e9 500 m\u201d, informa o professor do Departamento de Zoologia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Jader Marinho-Filho. Especula-se tamb\u00e9m que os animais possam ter chegado \u00e0 Ilha \u201cde carona\u201d em materiais embarcados no local. No caso da Ilha do Meio, os animais podem ter atravessado nadando, dadas as curtas dist\u00e2ncias de outros territ\u00f3rios habitados.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cOs pesquisadores nos alertavam da grande quantidade desses animais quando iam fazer trabalhos de campo\u201d, lembra o chefe da unidade, Felipe Mendon\u00e7a. A a\u00e7\u00e3o foi fruto das discuss\u00f5es no I Encontro de Pesquisa de Fernando de Noronha, realizado em setembro de 2015, com apoio da Diretoria de Pesquisa, Avalia\u00e7\u00e3o e Monitoramento da Biodiversidade (DIBIO) e do WWF.\u00a0A partir da\u00ed, tomou corpo um projeto que une ICMBio, WWF e o Instituto Brasileiro para Medicina da Conserva\u00e7\u00e3o \u2013 Tr\u00edade. O WWF foi respons\u00e1vel pelo aporte financeiro enquanto os outros dois ficaram com o planejamento t\u00e9cnico de como iriam exterminar os ratos de vez da Ilha do Meio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A primeira etapa foi dimensionar o tamanho do problema. Os pesquisadores espalharam armadilhas para capturar e definir a popula\u00e7\u00e3o de animais na Ilha do Meio. O resultado foi estarrecedor. Foram estimados de 12 a 14 mil indiv\u00edduos, quase mil por metro quadrado, uma densidade muito elevada para qualquer ambiente no mundo. Nesta etapa, os pesquisadores tamb\u00e9m trabalharam na log\u00edstica para estimar quantas e onde seriam colocadas as armadilhas, a fim de capturar o m\u00e1ximo de ratos que fosse poss\u00edvel.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foram quatro expedi\u00e7\u00f5es para espalhar as iscas pela ilha. A equipe utilizou um alimento semelhante a ra\u00e7\u00e3o de coelho misturado com brodifacoum, que funciona como anticoagulante espec\u00edfico para ratos. O veneno leva \u00e0 morte por hemorragia interna ap\u00f3s poucos dias de consumo e \u00e9 utilizado em outras ilhas pelo mundo para esta finalidade. \u201cComo n\u00e3o existem outros roedores, n\u00e3o houve impacto para outras esp\u00e9cies\u201d, esclarece Mendon\u00e7a. Em casos como esses, o veneno se mostra uma alternativa mais eficaz. \u201cEmbora haja outras t\u00e9cnicas de controle, estas s\u00e3o menos eficazes e mais dispendiosas\u201d, esclarece o professor Marinho-Filho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os \u00faltimos meses foram destinados ao monitoramento da a\u00e7\u00e3o e os resultados agradaram os pesquisadores. \u201cEmbora seja cedo para falar de erradica\u00e7\u00e3o, nas duas etapas de expedi\u00e7\u00f5es nenhum rato foi encontrado pelas equipes, o que diz que estamos no caminho certo\u201d, comemora Mendon\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cEsta tend\u00eancia n\u00e3o foi observada na Ilha Rata, que serviu de \u00e1rea controle da a\u00e7\u00e3o realizada na ilha do meio, indicando novamente que o aumento da popula\u00e7\u00e3o de aves pode estar relacionado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da preda\u00e7\u00e3o de ovos e filhotes por ratos\u201d, destaca a analista ambiental do ICMBio, Thayn\u00e1 Mello, integrante da equipe de manejo. Thayn\u00e1 ainda destaca outro fato: indiretamente a elimina\u00e7\u00e3o de ratos e o consequente aumento de aves marinhas contribui para o processo de fertiliza\u00e7\u00e3o promovida pelo guano produzida pelas aves marinhas.<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Ratos invadem ninhos de aves mar\u00edtimas em busca de ovos e filhotes. (Foto: Acervo\/ICMBio) \" src=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/comunicacao\/noticias\/2018\/ICMBio_FDN_ILHA_DO_MEIO_PESQUISA-1162.jpg\" alt=\"ICMBio FDN ILHA DO MEIO PESQUISA 1162\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Este monitoramento est\u00e1 sendo feito com a instala\u00e7\u00e3o de blocos parafinados de brodifacum espalhados por toda a ilha. \u201cSer\u00e1 especialmente importante durante a esta\u00e7\u00e3o seca na ilha, quando a oferta de alimento diminui e a detectabilidade dos roedores aumenta\u201d, ressalta Thayn\u00e1.<\/p>\n<p>A Ilha do Meio foi uma esp\u00e9cie de teste para o emprego desta metodologia, j\u00e1 que o local \u00e9 relativamente pequeno e n\u00e3o possui muitas vari\u00e1veis. O passo seguinte \u00e9 levar o m\u00e9todo para a Ilha da Rata. \u201c\u00c9 um local mais complexo que a Ilha do Meio, com um ambiente mais diverso e mais vari\u00e1veis envolvidas\u201d, conta Mendon\u00e7a. A experi\u00eancia em Fernando de Noronha tamb\u00e9m pode servir de modelos para outras ilhas oce\u00e2nicas. \u201cNesta \u00faltima expedi\u00e7\u00e3o tivemos a visita de um t\u00e9cnico de Abrolhos, para trocar experi\u00eancias e subsidiar o planejamento da desratiza\u00e7\u00e3o l\u00e1 tamb\u00e9m\u201d, conta Thayn\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Invasores do para\u00edso<\/strong><\/p>\n<div>Chama-se de esp\u00e9cie ex\u00f3tica um animal ou planta que n\u00e3o pertence a um bioma e que \u00e9 introduzido por acidente, propositalmente ou ainda animais e plantas que acompanham seres humanos nas \u00e1reas de ocupa\u00e7\u00e3o. Na hist\u00f3ria da humanidade, foi relativamente comum que esp\u00e9cies sejam transportados de uma regi\u00e3o para a outra, principalmente, com motivos comerciais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica se torna invasora quando ela inviabiliza a manuten\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies nativas. Fatores como dieta flex\u00edvel, r\u00e1pida matura\u00e7\u00e3o sexual, capacidade de gerar v\u00e1rios filhotes por ninhada, aus\u00eancia de predadores ajudam uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica se fixar a um local. Assim, elas podem competir com esp\u00e9cie nativas ou at\u00e9 mesmo pred\u00e1-las, provocando a mudan\u00e7a ou dispers\u00e3o e at\u00e9 mesmo a extin\u00e7\u00e3o. O risco \u00e9 t\u00e3o grande que estudos apontam que as esp\u00e9cies invasoras s\u00e3o o segundo maior risco \u00e0 biodiversidade, atr\u00e1s apenas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Essas caracter\u00edsticas ajudaram os ratos, pois, uma vez que colocaram as patinhas na ilha, come\u00e7aram a se multiplicar. O rato-preto possui uma gesta\u00e7\u00e3o que dura entre 21 e 29 dias e as f\u00eamea podem ter at\u00e9 6 ninhadas por ano, cada uma com 6 a 12 filhotes. A matura\u00e7\u00e3o sexual tamb\u00e9m ocorre rapidamente, entre 3 a 5 meses de idade.<\/div>\n<div>Sua dieta tamb\u00e9m \u00e9 altamente diversificada: podem comer legumes, frutas, gr\u00e3os e, no caso de Fernando de Noronha, os ratos conseguem um banquete r\u00e1pido e f\u00e1cil j\u00e1 que as aves costumam colocar seus ninhos ao n\u00edvel do solo.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Foram quatro expedi\u00e7\u00f5es para espalhar as iscas pela ilha. (Foto:Acervo\/ICMBio)\" src=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/comunicacao\/noticias\/2018\/ICMBio_FDN_ILHA_DO_MEIO_PESQUISA-1142.jpg\" alt=\"ICMBio FDN ILHA DO MEIO PESQUISA 1142\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Al\u00e9m dos ratos, a Ilha enfrenta problemas com os gatos dom\u00e9sticos, ratazanas, tei\u00fas, gar\u00e7as-vaqueiras, camundongos e moc\u00f3s. Os felinos, assim como os ratos, tamb\u00e9m possuem r\u00e1pida matura\u00e7\u00e3o sexual (aos cinco meses, f\u00eameas j\u00e1 entram no cio) e podem ter v\u00e1rios filhotes de uma vez. Um levantamento feito pelo Instituto Smithsonian e pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem nos\u00a0EUA indica que o n\u00famero de aves e mam\u00edferos ca\u00e7ados por gatos dom\u00e9sticos todos os anos est\u00e1 na casa dos bilh\u00f5es. Mas j\u00e1 foi constatado que a esteriliza\u00e7\u00e3o de 70% da popula\u00e7\u00e3o de f\u00eameas pode reduzir drasticamente uma popula\u00e7\u00e3o de felinos, em especial, os chamados ferais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O lagarto tei\u00fa foi introduzido em 1950 na Ilha como forma de controle para sapos e ratos, mas virou uma grande dor de cabe\u00e7a, pois os tei\u00fas possuem h\u00e1bitos diurnos, ao contr\u00e1rio dos ratos e sapos. Os tei\u00fas n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foram eficazes no combate, mas como se juntaram \u00e0 lista de esp\u00e9cie invasoras do arquip\u00e9lago ao predar ovos de aves e tartarugas.\u00a0Em 2015, o Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Anf\u00edbios (RAN\/ICMBio) publicou boletim com o impacto desta esp\u00e9cie. O artigo aponta que aproximadamente 8 mil tei\u00fas vivem no Arquip\u00e9lago e podem transmitir pat\u00f3genos para esp\u00e9cies end\u00eamicas como a mabuia-de-noronha e amphisbaena-de-noronha.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-8218\" src=\"http:\/\/www.neomondo.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/sustentabilidade-neomondo-estadao-fernandodenoronha-ratos.jpg\" alt=\"sustentabilidade-neomondo-estadao-fernandodenoronha-ratos\" width=\"640\" height=\"370\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ratos est\u00e3o conosco desde quando os humanos deixaram de ser n\u00f4mades e come\u00e7aram a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84917,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/biologos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os ratos est\u00e3o conosco desde quando os humanos deixaram de ser n\u00f4mades e come\u00e7aram a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84915\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84917"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}