{"id":84821,"date":"2018-05-12T15:00:11","date_gmt":"2018-05-12T18:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84821"},"modified":"2018-05-12T11:36:28","modified_gmt":"2018-05-12T14:36:28","slug":"tubaroes-um-dos-peixes-mais-inteligentes-preferem-jazz-a-musica-classica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tubaroes-um-dos-peixes-mais-inteligentes-preferem-jazz-a-musica-classica\/","title":{"rendered":"Tubar\u00f5es, um dos peixes mais inteligentes, preferem jazz \u00e0 m\u00fasica cl\u00e1ssica"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84822\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Como outros peixes, tubar\u00f5es costumam ir na dire\u00e7\u00e3o dos sons. Ondas sonoras podem viajar at\u00e9 quatro vezes mais r\u00e1pido na \u00e1gua do que no ar, e peixes muitas vezes as usam para encontrar comida, identificar esconderijos e se comunicar com outros peixes.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que os tubar\u00f5es, que s\u00e3o mais inteligentes que outros peixes, conseguem diferenciar m\u00fasicas e associ\u00e1-las \u00e0 comida? Atrav\u00e9s da ci\u00eancia, a estudante de doutorado\u00a0<a href=\"http:\/\/thefishlab.com\/Cat.html\">Catarina Vila-Pouca<\/a>\u00a0e o professor\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.google.com\/site\/culumbrown\/\">Culum Brown<\/a>, ambos do\u00a0<a href=\"http:\/\/thefishlab.com\/\">Laborat\u00f3rio de Peixes da Universidade Macquarie<\/a>, em Marsfield, Nova Gales do Sul, constataram que os predadores podem ser treinados a associarem jazz com incentivos de alimento.<\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10071-018-1183-1\">resultados<\/a>\u00a0foram publicados esta semana no peri\u00f3dico\u00a0<em>Animal Cognition<\/em>.<\/p>\n<h3>Toque esse jazz, tubar\u00e3ozinho<\/h3>\n<p>Quando presas moribundas se deslocam na \u00e1gua, elas emitem um \u201cdelicioso zumbido\u201d que atrai predadores maiores na \u00e1rea. Apesar do nome chamativo, o som na verdade n\u00e3o \u00e9 um zumbido, e sim pulsos r\u00e1pidos que os tubar\u00f5es preferem a frequ\u00eancias mon\u00f3tonas.<\/p>\n<p>No passado, especialistas acreditavam que os tubar\u00f5es associavam o som do motor de um barco a comida. Ao mergulhar em gaiolas, \u00e9 comum usar iscas com os tubar\u00f5es para faz\u00ea-los se aproximarem dos mergulhadores. Apesar da cren\u00e7a popular, tubar\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o m\u00e1quinas mort\u00edferas assassinas de humanos. (Relacionado: \u201c<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/animais\/2018\/04\/descoberto-cardume-tubarao-elefante-gigante-pesquisa\">Descobertos cardumes de tubar\u00f5es gigantes \u2013 para espanto de especialistas<\/a>\u201d)<\/p>\n<p>Os pesquisadores levantaram a hip\u00f3tese de que os tubar\u00f5es poderiam aprender a associar est\u00edmulos musicais a recompensas de alimentos e diferenciar\u00a0tipos de est\u00edmulos diversos. Eles tamb\u00e9m queriam constatar se tra\u00e7os da personalidade fariam parte do desempenho cognitivo individual. Estudos anteriores\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2014\/10\/141002084343.htm\">apresentaram evid\u00eancias de que os tubar\u00f5es, assim como os humanos, t\u00eam tra\u00e7os de personalidade espec\u00edficos<\/a>, alguns s\u00e3o mais soci\u00e1veis enquanto outros parecem ser mais introvertidos.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div>Para o estudo, os pesquisadores tocaram m\u00fasicas de jazz a partir de autofalantes em uma ponta do tanque e ensinaram tubar\u00f5es-de-Port-Jackson jovens a se dirigirem a um local de alimenta\u00e7\u00e3o como recompensa. Dos oito tubar\u00f5es treinados, cinco demonstraram ter aprendido como identificar as batidas das m\u00fasicas de jazz.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>No entanto, os pesquisadores determinaram que os tubar\u00f5es n\u00e3o conseguem diferenciar imediatamente os g\u00eaneros musicais. Quando eles tocavam jazz e m\u00fasica cl\u00e1ssica a partir de autofalantes diferentes colocados em pontos opostos do tanque, os tubar\u00f5es ficavam confusos quanto a qual fonte eles deveriam seguir para conseguirem comida.<\/p>\n<p>\u201cDe imediato, eu diria que o jazz tem uma batida mais regular, e que ela seria mais parecida com o que os tubar\u00f5es est\u00e3o acostumados a serem atra\u00eddos\u201d disse\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bu.edu\/biology\/people\/profiles\/phillip-s-lobel\/\">Phillip Lobel<\/a>, professor de biologia da Universidade de Boston e\u00a0<strong>National Geographic Explorer<\/strong>, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>Os tubar\u00f5es foram, ent\u00e3o, treinados a distinguir entre jazz e m\u00fasica cl\u00e1ssica, nadando para lados opostos do tanque. No entanto, a rea\u00e7\u00e3o dos tubar\u00f5es \u00e0s melodias de jazz diminuiu. Alguns tubar\u00f5es desenvolveram a tend\u00eancia de nadar para o lado direito do tanque, que n\u00e3o era o lado onde tocava jazz.<\/p>\n<p>\u201cA tarefa \u00e9 mais dif\u00edcil do que parece, uma vez que os tubar\u00f5es precisaram aprender que diferentes locais estavam associados a g\u00eaneros musicais espec\u00edficos, que eram ent\u00e3o associados a uma recompensa de alimento\u201d disse Brown em um\u00a0<a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2018-05-sharks-jazz-music.html\">comunicado de imprensa<\/a>. \u201cTalvez com mais treinos, eles tivessem compreendido.\u201d<\/p>\n<h3>Intelig\u00eancia Musical<\/h3>\n<p>Os resultados do estudo podem esclarecer algumas coisas sobre as habilidades de aprendizagem dos tubar\u00f5es, disse Vila-Pouca. Embora a pesquisa tenha estudado apenas tubar\u00f5es-de-Port-Jackson, especialistas dizem que algumas esp\u00e9cies s\u00e3o mais inteligentes do que um peixe comum.<\/p>\n<p>\u201cQuando estou no barco, [grandes tubar\u00f5es brancos] colocam suas cabe\u00e7as para fora d\u2019\u00e1gua e olham diretamente nos meus olhos,\u201d disse o especialista em tubar\u00f5es\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sharks.org\/leadership\/board-of-trustees\/leonard-j-v-compagno-ph-d\">Leonard Compagno<\/a><a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/science-nature\/forget-jaws-now-its-brains-48249580\/\"><em>\u00e0 Smithsonian Magazine<\/em><\/a>\u00a0em 2008. \u201cEles se alimentam de animais sociais com c\u00e9rebros significativos, como focas e golfinhos, e para serem capazes de fazer isso, \u00e9 necess\u00e1rio que operem em um n\u00edvel acima da mentalidade de uma simples m\u00e1quina de um peixe comum.\u201d<\/p>\n<p>Lobel diz que o estudo enfatiza o papel nocivo da polui\u00e7\u00e3o sonora nos habitats marinhos. Quando barcos passam por ber\u00e7\u00e1rios rasos de tubar\u00f5es, ele adiciona, o barulho do motor poderia prejudicar fisicamente os predadores e afetar sua habilidade de encontrarem alimento no futuro.<\/p>\n<p>\u201cImagine soprar uma corneta no ouvido de um beb\u00ea\u201d diz Lobel. \u201cIsso provavelmente o deixaria surdo para o resto de sua vida.\u201d<\/p>\n<p>Ajudar a educar as popula\u00e7\u00f5es sobre os tubar\u00f5es e sua intelig\u00eancia pode ajudar a afastar rumores sobre eles, adiciona Vila-Pouca, resumindo suas ideias no comunicado de imprensa:<\/p>\n<p>\u201cTer uma melhor compreens\u00e3o sobre isso ajudar\u00e1 a aumentar a opini\u00e3o p\u00fablica positiva sobre os tubar\u00f5es, al\u00e9m de possivelmente elevar a disposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica e pol\u00edtica para a sua conserva\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como outros peixes, tubar\u00f5es costumam ir na dire\u00e7\u00e3o dos sons. Ondas sonoras podem viajar at\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84822,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tubarao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Como outros peixes, tubar\u00f5es costumam ir na dire\u00e7\u00e3o dos sons. Ondas sonoras podem viajar at\u00e9","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84821"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}