{"id":84742,"date":"2018-05-11T09:00:18","date_gmt":"2018-05-11T12:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84742"},"modified":"2018-05-10T19:49:31","modified_gmt":"2018-05-10T22:49:31","slug":"agricultores-brasileiros-unem-se-a-cientistas-nucleares-para-utilizar-fertilizantes-organicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agricultores-brasileiros-unem-se-a-cientistas-nucleares-para-utilizar-fertilizantes-organicos\/","title":{"rendered":"Agricultores brasileiros unem-se a cientistas nucleares para utilizar fertilizantes org\u00e2nicos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84744\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Agricultores brasileiros est\u00e3o trabalhando com cientistas nucleares para utilizar t\u00e9cnicas de agricultura org\u00e2nica com o objetivo de aumentar sua produtividade e reduzir as emiss\u00f5es de carbono, em um projeto coordenado pela Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA) em coopera\u00e7\u00e3o com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO).<\/p>\n<p>Diante do alto custo dos fertilizantes contendo nitrog\u00eanio sint\u00e9tico, agricultores brasileiros est\u00e3o utilizando fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio (FBN). Essa t\u00e9cnica, conhecida como aduba\u00e7\u00e3o verde, envolve a captura de nitrog\u00eanio do ar, sem o uso de fertilizantes qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>Eles usam t\u00e9cnicas de is\u00f3topos est\u00e1veis para verificar a efic\u00e1cia de suas pr\u00e1ticas de agricultura org\u00e2nica, reduzindo custos e ajudando o meio ambiente.<\/p>\n<p>A agricultura \u00e9 um componente importante da economia brasileira. O pa\u00eds \u00e9 o maior produtor mundial de caf\u00e9, suco de laranja e a\u00e7\u00facar e o segundo maior produtor de soja e etanol de origem vegetal. A produ\u00e7\u00e3o brasileira de gr\u00e3os atingiu mais de 230 milh\u00f5es de toneladas na safra 2016\/17.<\/p>\n<p>Essa produ\u00e7\u00e3o requer um uso pesado de nitrog\u00eanio, que costumava ser adicionado na forma de fertilizante qu\u00edmico. Os fertilizantes contribuem para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, liberando grandes quantidades de gases de efeito de estufa durante o processo de fabrica\u00e7\u00e3o e, novamente, quando s\u00e3o aplicados em excesso no solo.<\/p>\n<p>Fertilizantes contendo nitrog\u00eanio sint\u00e9tico tamb\u00e9m s\u00e3o caros, de modo que os agricultores brasileiros est\u00e3o caminhando para o uso da fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio (FBN). Essa t\u00e9cnica, conhecida como aduba\u00e7\u00e3o verde, envolve a captura de nitrog\u00eanio do ar, sem o uso de fertilizantes qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>\u201cEstudos recentes na agricultura brasileira mostram que mais de 76% de todo o nitrog\u00eanio em gr\u00e3os e cereais colhidos s\u00e3o derivados da FBN, e menos de 20% \u00e9 de fertilizantes sint\u00e9ticos de nitrog\u00eanio\u201d, disse Segundo Urquiaga, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agr\u00edcola (EMBRAPA). \u201cO uso da FBN via cultivo de leguminosas est\u00e1 agora em pleno crescimento na agricultura brasileira, particularmente no Centro-Oeste do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Os agricultores plantam v\u00e1rios tipos de feij\u00e3o, incluindo feij\u00e3o-de-porco e feij\u00e3o-da-fl\u00f3rida, que possuem bact\u00e9rias em suas ra\u00edzes que convertem o nitrog\u00eanio do ar em uma forma adequada para consumo por outras plantas, fertilizando o solo.<\/p>\n<p>Depois que o feij\u00e3o \u00e9 colhido e o res\u00edduo da cultura \u00e9 deixado para tr\u00e1s, as culturas prim\u00e1rias, como gr\u00e3os e cereais, s\u00e3o plantadas no mesmo campo e se beneficiam do nitrog\u00eanio no solo, com a necessidade de uma quantidade m\u00ednima de fertilizante qu\u00edmico.<\/p>\n<p>\u201cO custo do adubo org\u00e2nico no Brasil \u00e9 estimado em cerca de 1 d\u00f3lar o quilo de nitrog\u00eanio. Se considerarmos n\u00e3o apenas a FBN associada \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o verde, mas todos os benef\u00edcios econ\u00f4micos dela, ou seja, incluindo a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os de soja, estima-se que a substitui\u00e7\u00e3o de fontes qu\u00edmicas de nitrog\u00eanio pelo nitrog\u00eanio derivado da FNB na agricultura brasileira resultaria em uma economia de at\u00e9 13 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano\u201d, disse Urquiaga. \u201cHouve um r\u00e1pido crescimento dos sistemas de agricultura org\u00e2nica no Brasil\u201d, completou.<\/p>\n<h3>Limitando a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa<\/h3>\n<p>Embora seja considerado necess\u00e1rio utilizar pelo menos alguns fertilizantes qu\u00edmicos para que a produ\u00e7\u00e3o seja economicamente vi\u00e1vel, a integra\u00e7\u00e3o da fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio com opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas comerciais tem o potencial de reduzir significativamente as emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa, minimizando a necessidade de fertilizantes sint\u00e9ticos.<\/p>\n<p>O governo brasileiro se comprometeu a reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa em 43% at\u00e9 2030, em compara\u00e7\u00e3o com os n\u00edveis de 2005, na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, de 2015. Dado que a agricultura \u00e9 respons\u00e1vel por 24% das emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa, a implementa\u00e7\u00e3o em expans\u00e3o dessas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas ajudar\u00e1 o pa\u00eds a atingir essa meta.<\/p>\n<h3>Enfrentando a degrada\u00e7\u00e3o do solo<\/h3>\n<p>Al\u00e9m de aumentar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de maneira sustent\u00e1vel, a aduba\u00e7\u00e3o verde ajuda a prevenir a degrada\u00e7\u00e3o do solo, melhorando sua sa\u00fade geral.<\/p>\n<p>\u201cOs adubos verdes t\u00eam \u2018alimentado\u2019 o solo, o que ajuda a evitar sua degrada\u00e7\u00e3o\u201d, disse Jos\u00e9 Donizetti, engenheiro agr\u00f4nomo da empresa brasileira Pura\u00ed Sementes. \u201cUma propor\u00e7\u00e3o significativa dos solos (brasileiros) est\u00e1 em est\u00e1gio avan\u00e7ado de degrada\u00e7\u00e3o devido ao uso intensivo e impr\u00f3prio para a atividade agr\u00edcola\u201d.<\/p>\n<p>Para verificar a efic\u00e1cia da aduba\u00e7\u00e3o verde, os cientistas utilizam t\u00e9cnicas nucleares envolvendo is\u00f3topos est\u00e1veis. Por exemplo, rastreiam is\u00f3topos de nitrog\u00eanio-15 para confirmar quanto nitrog\u00eanio \u00e9 fixado pelo adubo verde ou qu\u00e3o bem as culturas est\u00e3o absorvendo nitrog\u00eanio derivado da aduba\u00e7\u00e3o verde.<\/p>\n<p>Para este segundo prop\u00f3sito, eles introduzem amostras de nitrog\u00eanio-15 no solo ao redor das planta\u00e7\u00f5es. Ao longo de um per\u00edodo de v\u00e1rios meses, observam quanto de nitrog\u00eanio-15 \u00e9 absorvido pelas plantas, o que lhes diz o qu\u00e3o eficientemente elas est\u00e3o usando os nutrientes.<\/p>\n<p>Outro exemplo de t\u00e9cnica nuclear para avaliar os benef\u00edcios dos adubos verdes \u00e9 a an\u00e1lise do is\u00f3topo carbono-13 para determinar quanto carbono dos adubos verdes ser\u00e1 reciclado e transformado em mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo ap\u00f3s repetidos ciclos de crescimento, contribuindo para aumentar a qualidade do solo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agricultores brasileiros est\u00e3o trabalhando com cientistas nucleares para utilizar t\u00e9cnicas de agricultura org\u00e2nica com o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84744,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/agricultores.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Agricultores brasileiros est\u00e3o trabalhando com cientistas nucleares para utilizar t\u00e9cnicas de agricultura org\u00e2nica com o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84742"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84742"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84742\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84742"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84742"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84742"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}