{"id":84716,"date":"2018-05-10T12:30:23","date_gmt":"2018-05-10T15:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84716"},"modified":"2018-05-09T22:18:56","modified_gmt":"2018-05-10T01:18:56","slug":"conheca-uma-das-formas-de-extincao-de-especies-incluindo-a-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-uma-das-formas-de-extincao-de-especies-incluindo-a-humana\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a uma das formas de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, incluindo a humana"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84717\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O termo\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>\u00a0\u00e9 usado por especialistas para designar o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">descompasso\u00a0<\/span>entre os recursos naturais dispon\u00edveis e o seu consumo, que leva \u00e0\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">extin\u00e7\u00e3o\u00a0<\/span>de uma determinada esp\u00e9cie. Um exemplo bastante did\u00e1tico \u00e9 o de uma popula\u00e7\u00e3o de cabritos em uma ilha semides\u00e9rtica: depois de devorarem toda a vegeta\u00e7\u00e3o da ilha, eles acabam morrendo de fome. Isso aconteceu em algumas pequenas ilhas do Pac\u00edfico e n\u00e3o \u00e9 muito diferente do que o ser humano tem feito com o planeta Terra. Ao\u00a0poluir o ar\u00a0ou jogar subst\u00e2ncias t\u00f3xicas na \u00e1gua, a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">humanidade est\u00e1 se matando aos poucos<\/span>, assim como algumas bact\u00e9rias criadas em laborat\u00f3rio cujas secre\u00e7\u00f5es \u00e1cidas acabam por inviabilizar sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<ul>\n<li>40% da biodiversidade da Am\u00e9rica est\u00e1 amea\u00e7ada pela a\u00e7\u00e3o humana, diz relat\u00f3rio<\/li>\n<li>Qual \u00e9 a origem do pl\u00e1stico que polui os oceanos?<\/li>\n<li>O que s\u00e3o externalidades positivas e negativas?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m da car\u00eancia de comida ou do esgotamento de recursos naturais que causam a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>\u00a0tamb\u00e9m pode se dar por raz\u00f5es como a falta de colabora\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies ou popula\u00e7\u00f5es. Esse foi o caso dos\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">n\u00f3rdicos\u00a0<\/span>que viviam na\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Groenl\u00e2ndia\u00a0<\/span>e se recusaram a interagir e aprender com os Inuit, esquim\u00f3s com os quais dividiram a ilha entre 984 d.C., quando ali chegaram, e meados do s\u00e9culo XV, quando sua sociedade entrou em colapso e desapareceu.<\/p>\n<p>J\u00e1 na\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Ilha de P\u00e1scoa<\/span>, dentre v\u00e1rios fatores ambientais, muitos dos quais ainda n\u00e3o s\u00e3o bem entendidos, o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">desmatamento<\/span>\u00a0parece ter sido a principal raz\u00e3o para o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>\u00a0da popula\u00e7\u00e3o ali presente. O bioge\u00f3grafo\u00a0Jared Diamond, da Universidade da Calif\u00f3rnia e autor do livro\u00a0<i>Armas, Germes e A\u00e7o<\/i>, conta que seus alunos lhe perguntam como os habitantes da Ilha de P\u00e1scoa n\u00e3o perceberam o que estava acontecendo, o que disseram quando estavam derrubando a \u00faltima palmeira. A reflex\u00e3o vale tamb\u00e9m para as a\u00e7\u00f5es humanas da atualidade, reflete o professor em uma\u00a0palestra no TED Talks: se tais a\u00e7\u00f5es parecem inacredit\u00e1veis no passado, ele diz, &#8220;no futuro parecer\u00e1 inacredit\u00e1vel o que n\u00f3s estamos fazendo hoje&#8221;, referendo-se ao aumento da\u00a0polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, \u00e0s\u00a0mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0e a escolhas de curto prazo motivadas por interesses meramente econ\u00f4micos de grupos de elite minorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>\u00a0n\u00e3o \u00e9 novo, mas ainda \u00e9 pouco estudado. H\u00e1 um\u00a0novo estudo desenvolvido pelo MIT\u00a0(Instituto de Tecnologia de Massachusetts) sobre as bact\u00e9rias do g\u00eanero\u00a0<i>Paenibacillus sp.<\/i>, que quando alimentadas com a\u00e7\u00facar e nutrientes em abund\u00e2ncia (no laborat\u00f3rio) comem descontroladamente e come\u00e7am a se reproduzir em uma velocidade absurda. O problema \u00e9 que a digest\u00e3o de todos esses carboidratos tem\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">efeitos colaterais<\/span>.<\/p>\n<p>Um resqu\u00edcio \u00e1cido das rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas que ocorrem no interior das bact\u00e9rias logo come\u00e7a a se acumular &#8211; \u00e9 como se elas nadassem em suas pr\u00f3prias fezes, j\u00e1 que s\u00e3o culturas isoladas em laborat\u00f3rio. O pH \u00e1cido torna o ambiente in\u00f3spito para as pr\u00f3prias bact\u00e9rias e, em menos de 24 horas, todos os micro-organismos est\u00e3o\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">mortos<\/span>.<\/p>\n<p>A \u00fanica forma encontrada pelos cientistas de evitar esse\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>\u00a0foi aplicar um composto que absorve o \u00e1cido (um tamp\u00e3o). Uma pequena parte de tamp\u00e3o mant\u00e9m as bact\u00e9rias vivas por 48 horas, ao passo que a quantidade necess\u00e1ria para evitar completamente a acidifica\u00e7\u00e3o do meio permite que as bact\u00e9rias continuem vivas, caso em que param de crescer quando acaba o alimento, mas n\u00e3o morrem. Em outros testes, foi constatado que, com menos oferta de alimento, as bact\u00e9rias entram em hiberna\u00e7\u00e3o quando acaba a comida, mas continuam vivas, j\u00e1 que n\u00e3o chegam a produzir \u00e1cido suficiente para o seu\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio<\/span>.<\/p>\n<p>Parece contradit\u00f3rio, mas os\u00a0resultados da pesquisa\u00a0apontam que piorando as condi\u00e7\u00f5es de vida das bact\u00e9rias \u00e9 poss\u00edvel salv\u00e1-las do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>. O estudo,\u00a0publicado na Revista Nature, indica ainda que o fen\u00f4meno do\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">suic\u00eddio ecol\u00f3gico<\/span>\u00a0n\u00e3o \u00e9 raro mesmo em bact\u00e9rias que vivem no solo. Os pesquisadores descobriram que ele ocorre em 25% das 118 esp\u00e9cies analisadas.<\/p>\n<p>Embora seres humanos e bact\u00e9rias sejam grupos muito diferentes, a pergunta que fica \u00e9: ser\u00e1 que, como as bact\u00e9rias, estamos consumindo os recursos naturais dispon\u00edveis muito r\u00e1pido e deixando um\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">rastro de destrui\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0que pode acabar destruindo as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas das quais precisamos para sobreviver? Restringir algumas das &#8220;vantagens&#8221; do mundo moderno, como\u00a0embalagens\u00a0e produtos dos mais variados\u00a0tipos de pl\u00e1stico\u00a0(que\u00a0acabam nos mares), ve\u00edculos movidos por\u00a0combust\u00edveis f\u00f3sseis\u00a0e at\u00e9 mesmo os\u00a0alimentos ultraprocessados\u00a0que comemos, pode ser uma boa ideia para manter o nosso\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">ecossistema limpo<\/span>.<\/p>\n<h3>Confira a palestra do professor Jared Diamond no TED sobre suic\u00eddio ecol\u00f3gico e extin\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es:<\/h3>\n<div>\n<div class=\"mceItemVisualAid\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/embed.ted.com\/talks\/lang\/pt-br\/jared_diamond_on_why_societies_collapse\" width=\"640\" height=\"341\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo\u00a0suic\u00eddio ecol\u00f3gico\u00a0\u00e9 usado por especialistas para designar o\u00a0descompasso\u00a0entre os recursos naturais dispon\u00edveis e o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/barco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O termo\u00a0suic\u00eddio ecol\u00f3gico\u00a0\u00e9 usado por especialistas para designar o\u00a0descompasso\u00a0entre os recursos naturais dispon\u00edveis e o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84716"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84716\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}