{"id":84660,"date":"2018-05-09T14:00:35","date_gmt":"2018-05-09T17:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84660"},"modified":"2018-05-09T13:14:24","modified_gmt":"2018-05-09T16:14:24","slug":"pesquisadores-fazem-levantamento-de-rochas-alcalinas-na-plataforma-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-fazem-levantamento-de-rochas-alcalinas-na-plataforma-brasileira\/","title":{"rendered":"Pesquisadores fazem levantamento de rochas alcalinas na plataforma brasileira"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84661\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No Brasil e Paraguai e, em menor propor\u00e7\u00e3o, na Bol\u00edvia e Uruguai, h\u00e1 mais de 200 registros de ocorr\u00eancia de rochas magm\u00e1ticas alcalinas, como s\u00e3o chamadas forma\u00e7\u00f5es rochosas geradas pelo resfriamento ou solidifica\u00e7\u00e3o do magma e compostas, principalmente, pelos minerais feldspatos, feldspatoides, anfib\u00f3lios e pirox\u00eanios alcalinos.<\/p>\n<p>Um grupo de pesquisadores do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade de S\u00e3o Paulo (IG-USP), em colabora\u00e7\u00e3o com colegas de universidades italianas, tem se dedicado a estudar desde 1980 esse tipo de rocha, formada h\u00e1 at\u00e9 quase 240 milh\u00f5es de anos, no Brasil e em pa\u00edses fronteiri\u00e7os.<\/p>\n<p>Os resultados mais recentes desse estudos, realizados pelos pesquisadores com apoio da FAPESP, no \u00e2mbito de projetos coordenados pelo professor s\u00eanior do IAG,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/723\/celso-de-barros-gomes\/?q=Celso%20de%20Barros%20Gomes\" target=\"_blank\"><b>Celso de Barros Gomes<\/b><\/a>, est\u00e3o reunidos no livro\u00a0<i>Magmatismo alcalino continental da regi\u00e3o meridional da plataforma brasileira<\/i>, publicado pela Edusp tamb\u00e9m com\u00a0<a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/92551\/magmatismo-alcalino-continental-da-regiao-meridional-da-plataforma-brasileira\/\" target=\"_blank\"><b>apoio da Funda\u00e7\u00e3o<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cProcuramos dar uma vis\u00e3o geral das mais de 200 ocorr\u00eancias dessas rochas no Brasil e Paraguai, al\u00e9m da Bol\u00edvia e Uruguai, e apresentar um grande volume de dados, acumulados sobretudo a partir de 2005, sobre diversos aspectos dessas rochas, como geologia, petrografia [an\u00e1lise das caracter\u00edsticas estruturais, mineral\u00f3gicas e qu\u00edmicas], mineralogia, geoqu\u00edmica, petrologia [mecanismos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos que formam e transformam as rochas] e geocronologia\u201d, disse Gomes \u00e0\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>. Ele \u00e9 um dos organizadores do livro juntamente com Piero Comin-Chiaramonti, professor da Universidade de Trieste, na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>De acordo com Gomes, al\u00e9m do Brasil, Paraguai e, em menor propor\u00e7\u00e3o, na Bol\u00edvia e no Uruguai, as rochas magm\u00e1ticas alcalinas s\u00e3o tamb\u00e9m encontradas nos continentes europeu, africano e norte-americano.<\/p>\n<p>No Brasil, essas rochas ocorrem predominantemente nas margens das bacias sedimentares do Paran\u00e1, Bauru e Santos e apresentam uma grande varia\u00e7\u00e3o de composi\u00e7\u00e3o, tipos petrogr\u00e1ficos e modos de ocorr\u00eancia. A maior parte delas \u00e9 composta por variedades intrusivas \u2013 formadas abaixo da superf\u00edcie \u2013 e hipoabissais \u2013 em um estado de transi\u00e7\u00e3o entre as rochas intrusivas e as vulc\u00e2nicas \u2013 e, em menor parte, vulc\u00e2nicas.<\/p>\n<p>\u201cAs variedades intrusivas t\u00eam tamanho bastante vari\u00e1vel. A maior parte tem dimens\u00e3o diminuta e \u00e9 limitada geograficamente. Mas outras, como as encontradas em Po\u00e7os de Caldas, em Minas Gerais, Itatiaia e Passa Quatro, no limite entre Minas Gerais e S\u00e3o Paulo, t\u00eam grande express\u00e3o superficial e atingem dimens\u00f5es quilom\u00e9tricas\u201d, disse Gomes. \u201cMas sua extens\u00e3o n\u00e3o se compara com as das rochas gran\u00edticas ou bas\u00e1lticas, que t\u00eam express\u00e3o superficial muito maior\u201d, comparou.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o das rochas alcalinas \u00e9 muito abrangente, cobrindo desde o per\u00edodo Mesozoico \u2013 entre 251 milh\u00f5es e 65,5 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s \u2013 ao Cenozoico \u2013 que se iniciou h\u00e1 65,5 milh\u00f5es de anos e se estende \u00e0 atualidade. O maior n\u00famero de ocorr\u00eancias, contudo, data do per\u00edodo Cret\u00e1ceo \u2013 entre 145 milh\u00f5es e 65 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es mais antigas est\u00e3o situadas na divisa do Brasil com o Paraguai, ao longo do Estado do Mato Grosso do Sul e do Rio Paraguai, e datam de 240 milh\u00f5es de anos. J\u00e1 as manifesta\u00e7\u00f5es mais recentes est\u00e3o localizadas no Rio de Janeiro, nos munic\u00edpios de Itabora\u00ed e Volta Redonda, e em S\u00e3o Paulo, nos munic\u00edpios de Jaboticabal e Tai\u00fava, e foram formadas h\u00e1 50 milh\u00f5es de anos, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil ocorreram dois picos de manifesta\u00e7\u00e3o de rochas alcalinas: um em torno de 130 milh\u00f5es de anos e outro entre 80 e 90 milh\u00f5es de anos\u201d, afirmou Gomes.<\/p>\n<p><b>Import\u00e2ncia econ\u00f4mica<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m do interesse cient\u00edfico, as rochas alcalinas tamb\u00e9m t\u00eam grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica em raz\u00e3o dos carbonatitos a elas associados. Essas rochas s\u00e3o fontes principalmente de ni\u00f3bio \u2013 usado como liga na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7os especiais e um dos metais mais resistentes \u00e0 corros\u00e3o e a temperaturas extremas \u2013 e fosfato \u2013 utilizado na agricultura para produzir fertilizantes, al\u00e9m de terras-raras, como tit\u00e2nio e vermiculita, que n\u00e3o \u00e9 mais explorada comercialmente.<\/p>\n<p>Em sua maior parte, essas rochas compostas por mais de 50% de minerais carbon\u00e1ticos, como a calcita, a dolomita e ankerita, ocorrem na forma de um manto de rochas alteradas f\u00edsica e quimicamente (intemperismo) que pode atingir at\u00e9 250 metros de espessura, como as encontradas no Vale do Ribeira, em Catal\u00e3o, em Goi\u00e1s, e em Arax\u00e1, em Minas Gerais, onde est\u00e1 localizado o principal dep\u00f3sito de ni\u00f3bio do Brasil.<\/p>\n<p>A exce\u00e7\u00e3o a esse padr\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de carbonatitos no pa\u00eds pode ser encontrada em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, em S\u00e3o Paulo, onde essas rochas afloram como \u201crochas frescas\u201d.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o dessas rochas na cidade paulista, contudo, pode se esgotar em poucos anos. Quando come\u00e7aram a ser exploradas, em meados da d\u00e9cada de 1950, essas rochas afloravam a dezenas de metros acima do n\u00edvel do mar; hoje est\u00e3o a dezenas de metros abaixo desse n\u00edvel.<\/p>\n<p>\u201cNo decorrer desse anos, foram extra\u00eddos grandes volumes de materiais dessas rochas, o que, consequentemente, baixou o n\u00edvel topogr\u00e1fico delas. H\u00e1 uma grande possibilidade de esgotar a fonte nos pr\u00f3ximos anos\u201d, disse Gomes.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, n\u00e3o h\u00e1 registro recente de novas fontes de carbonatitos de interesse econ\u00f4mico no Brasil. Mas \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel encontrar novas fontes em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e qu\u00edmicas de rochas frescas.<\/p>\n<p>Os custos de levantamentos geoqu\u00edmicos e de estudos de sondagem para identificar rochas de interesse comercial e viabilidade de explora\u00e7\u00e3o, contudo, s\u00e3o muito altos, ponderou.<\/p>\n<p>\u201cNosso trabalho \u00e9 essencialmente cient\u00edfico, mas tamb\u00e9m serve de subs\u00eddio para estudos voltados \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de rochas de interesse econ\u00f4mico\u201d, afirmou Gomes.<\/p>\n<p><b><i>Magmatismo alcalino continental na regi\u00e3o meridional da plataforma brasileira<\/i><\/b><br \/>\nLan\u00e7amento: 2017<br \/>\nPre\u00e7o: R$ 64<br \/>\nP\u00e1ginas: 608<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es<i>:<\/i><b><i>\u00a0<\/i><\/b><a href=\"http:\/\/www.edusp.com.br\/loja\/produto\/1346\/magmatismo-alcalino-continental-da-regiao-meridional-da-plataforma-brasileira\" target=\"_blank\"><b>www.edusp.com.br\/loja\/produto\/1346\/magmatismo-alcalino-continental-da-regiao-meridional-da-plataforma-brasileira<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil e Paraguai e, em menor propor\u00e7\u00e3o, na Bol\u00edvia e Uruguai, h\u00e1 mais de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/rochas_alcalinas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No Brasil e Paraguai e, em menor propor\u00e7\u00e3o, na Bol\u00edvia e Uruguai, h\u00e1 mais de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84660"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84660\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}